História Boku no Hero: Heroes Fall (Interativa) - Capítulo 40


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Boku No Hero, Drama, Interativa, My Hero Academy
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Palavras 2.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 40 - Paz?


 Paz. Era um sentimento cujo Jota estava repleto, nada havia mudado, porém, ele sentia-se extremamente bem, como se um vazio tivesse sido preenchido em sua alma. Mesmo estranhando, o mesmo levantou da sua cama, abrindo os olhos.

— Droga... Eu estou atrasado. — Jota disse, sonolento.

O menino se levantou, cambaleando até a porta, abrindo-a. Lentamente o menino desceu as escadas do segundo andar, indo rumo a cozinha, ao chegar no local, ele deu de cara com seu pai cujo estava sentado na cadeira próxima a mesa, o rosto do homem estava coberto por um jornal.

— Bom dia. — Jota suspirou.

O menino caminhou até o armário, cativando o saco com os pães, após, ele foi até a mesa, começando à fazer um sanduíche. Ele ouviu o barulho de passos e ao olhar para trás, avistou sua mãe, cujo aproximou-se com um sorriso, abraçando o menino por trás.

— Bom dia. — Ela disse.

— Bom dia, mãe. — Jota sorriu.

O mesmo sentimento de antes, ao ser envolvido pelos braços de sua mãe, Jota sentiu uma enorme vontade de chorar, como se estivesse emocionado. Mas, qual era o motivo disso? Era só mais um dia normal, não é?

[...]

Jota fechou seus olhos, ao reabrir o mesmo, ele deu de cara com Yuna. Ele estranhou o fato do mesmo estar em outro local, porém, ele nem ao menos teve tempo de pensar sobre, pois Yuna aproximou-se do mesmo com um sorriso, ela levou os lábios até o de Jota, beijando-o. Jota ficou surpreso, porém, era como se ele tivesse feito aquilo antes. Para ser sincero, sua mente estava confusa, além disso, sua cabeça doía de forma irritante, o menino concluiu que talvez estivesse ficando com febre ou algo do tipo.

— Você está bem? Você está estranho. — Yuna perguntou, de forma carinhosa.

Jota arregalou os olhos, antes eles estavam numa rua, agora, no entanto, eles estavam sentados lado à lado num banco de parque. A menina repousava sua cabeça sobre o ombro do mesmo.

— Eu só... É como se algo estivesse errado. — Jota disse com certo receio.

— Entre nós? — Ela perguntou.

— Não, não é isso. Quero dizer, também. — Ele suspirou. — É como se tudo ao meu redor parecesse tão... Alegre.

— Eu não estou conseguindo te entender, mas vai ficar tudo bem. — Ela tentou reconfortar o menino.

Jota abaixou o olhar, sentindo-se culpado por encher a menina com os seus problemas. O menino tentou ignorar a dor, olhando para o lado, a menina havia sumido de sua frente. Logo após, tudo pareceu desaparecer pouco à pouco, ele viu-se em um abismo, e quanto mais ele tentava alcançar o sol, cujo desaparecia, mais ele parecia longe.

“Eu não quis fazer isso”, a voz de Jota ecoou no local, porém, não vinha da boca do menino; novamente, em outro lugar, desta vez, Jota estava numa sala de aula, o local era familiar, porém, desconhecido ao mesmo tempo, como se tudo fosse superficial. Jota tentou olhar o quadro, parecia longe, as palavras embaralhavam-se em sua mente. O menino esfregou os olhos, sua vista estava normal, porém, havia algo de muito estranho naquele local. Todos da sala pareciam distantes, como se fossem meras sombras. Ao olhar para o lado, rumo a janela, Jota saltou da sua cadeira. O lado de fora estava completamente cinza. Todos olharam para Jota, fazendo o menino ficar ainda mais assustado, uma vez que nenhum deles tinham rostos.

[...]

— Eu não quis fazer isso. — Jota disse aos prantos.

E, para variar, ele estava em outro local, desta vez, Jota sentiu o frio percorrer sua espinha, diante de seus olhos, estava o próprio Jota, porém, mais novo. Era como se Jota se movimentasse sozinho, ou melhor, como se ele estivesse vendo-se fora do seu corpo, exatamente como num... A palavra fugiu da mente do menino, como se tivesse sido apagada. A dor de cabeça piorou, fazendo Jota gritar de dor.

— Eu não quis fazer isso. — Novamente, a mesma frase.

Jota arregalou os olhos, um homem foi arremessado contra a parede, quebrando-a, após, ele caiu, ensanguentado. Ao olhar para o lado, a mesma cena repetiu-se, era como um ciclo sem fim, cujo, acabava com o próprio Jota menor atacando o homem. Quem era aquele homem? A cena martelava na mente de Jota, como se o mesmo precisasse lembrar-se de algo. E, como das outras vezes, Jota viu-se novamente em outro local, porém, dessa vez, ele havia retornado até a cozinha da sua casa. O menino levantou-se, encarando seu pai, o borbulho no estômago o fez ficar com receio, ele caminhou até o mesmo, somente para dar de cara com um homem sem face. Jota caiu, aos prantos, a dor estava insuportável, lampejos de memória atravessaram sua mente, tudo cujo havia sido "esquecido". Ele havia chegado no local onde haviam os vilões, após, uma luta havia sido iniciada. Quanto tudo explodiu, ele acordou e deu de cara com um... Homem. Era isso, tudo fazia sentido. A partir daí, tudo havia ficado confuso, o motivo dele não ser capaz de ver a face de seu "pai", pois Jota nunca havia o conhecido. Assim como as pessoas cujo estavam na sala. E, o homem cujo Jota havia atacado era o seu padrasto, uma memória da noite cujo ele fugiu de casa após proteger sua mãe.

[...]

Jota sentiu como se estivesse caindo, era difícil de explicar. O menino abriu os olhos, ele estava rodeado de destroços.

— Você deveria ter continuado à dormir. — Uma voz arrepilante ecoou. — É raro alguém conseguir escapar da minha individualidade.

— O que você fez comigo? — Jota perguntou, confuso. — Onde estão...

Jota avistou duas pessoas próximas cujo estavam caídas, rapidamente ele reconheceu-as, a de cabelos prateados, Kiriya, e a outra, mais velha, cujo tinha uma bela aparência com seus longos cabelos negros, Albra. Normalmente, Jota tentaria acordar-las, porém, as mesmas brilhavam em um tom purpura, Jota concluiu que as mesmas estavam "presas", assim como ele estava anteriormente.

— Você pensou em salva-las? Seria mais sábio fugir, uma vez que você não tem quaisquer chances. — O homem disse em um tom convencido. — Ou, nós podemos continuar esse "jogo".

— Jogo? Do quê você está falando? — Jota perguntou.

Jota observou sombras surgirem do solo, indo até o mesmo, ele tentou pular, mas as sombras alcançaram-no, puxando-o para o solo, fazendo o menino afundar nas sombras.

— O jogo do desespero. Quanto tempo você conseguirá resistir? Logo, sua mente irá se quebrar e enfim eu acabarei com você. — Ele disse.

Jota sentiu-se sufocado, desesperadamente ele tentou fugir das sombras, sem êxito, uma vez que quanto mais ele tentava sair, mais afundava. Finalmente, ele foi totalmente encoberto, caindo num abismo. Como o homem era capaz de fazer tudo aquilo? Ou melhor, quais chances Jota teria contra alguém de tal nível?

— Tic-tac. Quanto tempo você irá continuar dormindo? — Jota ouviu a voz de Albra.

Jota sentiu sua palma sendo agarrada, após, ele foi puxado para fora do abismo, dando de cara com uma mulher de asas escuras, imediatamente Jota reconheceu-a como Albra, a heroína conhecida como “Succubus Alada”. Jota olhou para trás, Albra ainda estava deitada, como haviam duas da mesma?

— Como você fez isso? Isso é impossível. — O homem parecia boquiaberto.

— Elio Mochizuki, demorou, porém, eu fui capaz de encontrar uma falha na sua individualidade. — Albra disse. — Nós sabíamos que você induzia as pessoas à dormir, mas era muito pior do quê acreditávamos. É assim que você mata as pessoas? Destruindo a mente delas?

— Você é esperta. — Elio sorriu. — Porém, humanos continuam sendo fracos e idiotas, no fim, vocês apenas verão a morte um do outro.

— Espera... Se estamos num sonho, como você está aqui? — Jota perguntou à Albra.

Albra colocou o menino sobre o solo, após, ele olhou para trás novamente, o corpo de Albra e Kiriya cujo estavam caido desfez-se em cinzas, Jota concluiu que aqueles não eram os reais. Após, Jota voltou à olhar para o adversário, “Elio Mochizuki”, como havia sido chamado, sua característica mais marcante eram seus olhos vermelhos penetrantes, Jota pôde identificar olheiras no menino. Apesar disso, Elio era magro e esguio, quase sem músculos, sua pele era bronzeada e seus cabelos marrons cujo estavam bagunçados.

— A individualidade de Elio cria um "campo" ao redor dele, assim, ele é capaz de induzir os outros ao sono. Porém, por ser uma habilidade em área, os alvos "dividem" seus sonhos. — Albra respondeu. — Ele tentou criar uma barreira entre nós, mas minha individualidade me permite entrar em sonhos de homens, assim, eu te tirei da "barreira", criando anomalias em seus sonhos.

— Em outras palavras, você "quebrou" as regras. — Elio disse. — E, por conta disso, você pagará as consequências.

Em outras palavras, o sentimento "estranho" cujo Jota havia sentido era Albra tentando fazê-lo sair de uma camada mais profunda dos sonhos, porém, os mesmos ainda estavam dormindo. Era tudo muito confuso, porém, Jota tinha que sair daquele lugar de alguma forma.

— Fique atrás de mim. — Albra ordenou.

Albra parecia séria, diferente da mulher cujo piscava para os alunos nos corredores ou constantemente fazia piadas de duplo sentido. Era como ela agia durante suas aulas, mais séria, porém, sem gritar com os alunos. Quão forte era Elio Mochizuki?

— Vamos deixar de enrolar. — Elio disse.

Elio estendeu seu dedo indicador, após, várias bolas de chamas apareceram atrás do mesmo, ao dobrar seu dedo, as esferas foram contra Albra. A professora, por sua vez, fechou suas asas, protegendo-se das chamas cujo fizeram-a ser arrastada alguns centímetros para trás. Ainda na frente de Jota, a mulher bateu suas asas, disparando penas das mesmas. As penas negras cortavam o ar em alta velocidade, indo até Elio, porém, simplesmente estendendo sua palma esquerda, Elio parou o ataque, formando uma barreira em sua frente.

— Você está mesmo tentando? — Elio perguntou.

Inúmeras espadas apareceram ao redor de Jota e Albra, a mulher tentou alcançar o menino, porém, as espadas foram mais rápidas, tentando perfura-los. Por instinto, Jota defendeu-se, pisando sobre o solo, fazendo uma cúpula de pedra sair do solo, protegendo-a. Após, a cúpula se desfez em inúmeros blocos, Jota arremessou-os com sua individualidade, tentando atacar Elio, mas, em um simples estalar de dedos, Elio desfez as pedras.

— Como ele é capaz de fazer isso tudo? — Jota perguntou.

— Ele é como um “Deus” aqui dentro, estamos em seu território. — Albra respondeu.

A mulher havia se defendido com suas asas. Após, ela voou em alta velocidade até Elio, tentando atacá-lo, porém, Elio surpreendeu-a aparecendo em sua frente, tocando-a no estômago com um único dedo, fazendo-a ser arremessada longe. Jota tentou aproveitar-se para atacá-lo, fazendo espinhos surgirem do solo, somente para vê-los se desfazerem em pó. Jota pisou novamente no solo, provocando um terremoto, Elio, por sua vez, pareceu ficar com as pernas bambas, mas logo após, o homem sorriu.

— Você tem talento, eu admito. Mas é somente uma pedra bruta cujo ainda demorará muito tempo para ser esculpida. — Elio disse em tom de superioridade.

Jota avistou Albra surgindo em sua frente, protegendo-o. Após, a mulher bateu suas asas, criando uma forte ventania cujo foi até Elio, envolvendo-o em um vendaval. Por sua vez, somente soprando, ele desfez o vendaval. Era ridículo o quanto ele devolvia fortes ataques como se fossem nada.

— Espera... É isso! — Jota gritou. — Professora, há alguma forma de "quebrar" a barreira que nos separa?

— Para tirar Kiriya de lá? Eu não sou capaz de entrar em sonhos de mulheres. — Albra disse.

— Você disse que há uma barreira, certo? Talvez, você consiga "quebrá-la", se ela for física. — Jota falou.

— Isso não irá funcionar. — Elio falou em um tom ameaçador.

O homem apareceu entre Albra e Jota, Elio desferiu um soco contra Jota, fazendo-o ser arremessado vários metros longe. Antes que pudesse virar-se, Albra acabou sendo puxada por sombras, semelhantes às que haviam puxado Jota anteriormente. Elio correu até Jota, tentando acertá-lo, porém, Jota fez um pilar de terra surgir debaixo do mesmo, fazendo-o se distanciar de Elio. Após, Jota fez vários "galhos" de pedra crescerem ao redor do pilar, fazendo-os se expandirem e tentarem esmagar Elio. Porém, o homem era muito rápido, ele desviava dos ataques com facilidade ao flutuar. Jota surpreendeu-se ao ver Albra sair do buraco de sombras, a mulher bateu suas asas freneticamente, criando inúmeros vendavais. Para proteger-se, Jota encobriu-se em uma cúpula de pedra. E, após, o som de "vidro" quebrando ecoou no local.



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