História Bolha d'água - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Taeyong, Ten
Tags Taeten, Taeyong, Ten, Tenyong
Visualizações 31
Palavras 1.919
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Fluffy, Magia, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oieeee
tempinho já, né?
voltei com taeten sim porque eu tenho algumas fanfics do nct e quero compartilhar elas porque deixar elas aqui não vai dar muito certo, então aos poucos eu vou postando.
vou explicar um pouco da minha ideia de singpower!au: então o poder deles é baseado no signo deles, cada signo faz parte de um dos quatro elementos e graças ao cosmo, taeten combina até nisso como aquário e câncer.
a ideia dos nomes veio da tailândia, já que lá as pessoas tem dois nome. é isto.

espero que você goste da fic e muito obrigada por lê-la desde já ♡

Capítulo 1 - Capítulo Único - Conhecer


Ten

Esse era o nome pelo qual era chamado e ele gostava de Ten, se encaixava bem nele, todavia, ele queria ter alguém que pudesse dizer o seu verdadeiro nome. Era assim que acontecia, apenas pessoas importantes recebiam o direito de saber sobre o nome verdadeiro um do outro. E com Ten apenas, seus pais, a irmã e os dois melhores amigos sabiam. Ele se encontrava triste vários dias no mês ao pensar que naquela idade ainda não havia encontrado alguém compatível consigo, não achava que podia ser importante para alguém.

O moreno estava sentado no gramado, próximo a um lago distante de sua casa, a mata alta ao redor o escondia de quem quer que fosse lhe procurar ali e ele se sentia aliviado por isso, por poder ter um monte para sim e se permitir sentir livremente a tristeza que por vezes tomava conta de seus pensamentos. O livro de feitiços aberto no colo e os dedos se movendo devagar, fazendo algumas bolinhas de água saírem de dentro do lago.

Ten adorava seu elemento. Ele nunca conseguiu imaginar controlar outra coisa que não fosse a água, embora tivesse um grande aprecio pelo fogo.

Ele moveu os dedos novamente e fez as bolinhas se juntarem em uma grande e então fechou os olhos e permitiu deixar a mesma sentir ele e ele podia sentir sua fluidez, gostava de compartilhar os sentimentos com a água. Ten abriu os olhos e conjurou poucas palavras vendo a bola se esticar e então passar a surgir ondas nela como se estivesse à beira de uma praia. Aquilo era realmente bom.

— Wow! – Ouviu alguém dizer e não demorou muito a perder a concentração fazendo a água cair de volta ao lago. — Eu sempre tentei fazer isso, mas nunca deu certo. Como consegue? – O garoto com os fios pretos se aproximou mordendo um cookie e moveu os dedos do mesmo jeito que Ten havia feito, fazendo as bolinhas saírem novamente da água. — Pode me ensinar?

O que estava sentado não soube o que falar, ele apenas fechou a boca – que estava aberta até agora pelo susto – e concordou com a cabeça lentamente e teve o outro se sentando do seu lado.

— É mais fácil do que pensa. – Ten finalmente conseguiu dizer e sorriu de modo doce para o maior. — E por incrível que pareça, é muito bom encontrar alguém da água também, aonde eu estudo não existem muitos.

— Bom, para a nossa felicidade, eu serei mais um dos que conhece. – O menino de olhos negros sorriu e mordeu o cookie em mãos acabando com ele. — Vamos fazer assim, você divide seu livro comigo e eu meus doces, o que acha?

— Acho justo. Ah, me chame de Ten. – O mais baixo dos dois mudou o livro para a perna mais próxima ao do desconhecido e voltou a mover os dedos apontados para a água, as bolinhas surgiram e em mais um movimento rápido se juntaram na bola grande e pode ver o maior lhe seguir nos movimentos.

— Ok, Ten, e o que vem agora?

— Estique seus dedos lentamente, deixe ela se esticar e então você diz a palavra de invocação das ondas. – O moreno mais baixo seguiu suas próprias palavras sentindo o olhar intenso como se fosse lhe queimar e então viu ele fazer como si, mas logo a água voltou a cair no lago fazendo o mais novo e se assustar mais uma vez e fazer suas ondas caírem.

— Ah, isso é difícil mesmo. – O outro se lamentou mais Ten riu baixinho adorando o sotaque dele. — Ei! Não ria!

— Não estou rindo disso, só acho seu sotaque fofo. De onde é?

— Coreia e pode me chamar de Tae. – Ofereceu o pacote de biscoitos e não demorou muito para Ten pegar um.

E ali ficaram horas, com Tae comendo e Ten lhe ensinando o máximo que sabia sobre a manipulação da água.

*

Eles passaram a se encontrar dia sim e dia não, naquele mesmo lugar. Dividiam comida que o de fios brancos levava e Ten – que Tae soube depois, estudava em uma escola avançada e por isso sabia tanto sobre controlar o elemento que lhe pertencia – compartilhava seu conhecimento. Ele ficava orgulhoso de ver como o maior aprendia tudo rápido, mas ainda sim, o amigo não conseguia manter a água sobre seu controle por muito tempo, logo fazendo-a cair de volta no lago.

— Sabe, eu estava pensando há uns dias atrás... Você deixa a água te sentir, Tae? É tudo o que ela precisa, ela faz parte de pessoas como eu e você, então não esconda suas emoções, não dela. Deixe as coisas fluírem. – Ten tentou dizer da maneira mais delicada que conseguiu, imaginava que deveria ser um assunto delicado, já que ninguém falava muito sobre seus sentimentos.

O coreano bufou e desistiu novamente enfiando um bolinho na boca, estava bravo por nunca conseguir e irritado pelas palavras do moreno. Ajeitou o livro sobre o colo e cruzou os braços atrás da cabeça antes de se deitar e ficar olhando as nuvens passarem no céu.

— Eu não consigo. – A frase saiu baixa e vulnerável, fazendo o menor lhe olhar quase que de imediato.

Foi a primeira vez que Ten viu aquele tipo de sentimento e ele só quis proteger Tae daquilo. Se deitou ao lado do maior e olhou para ele, o braço esticado para pegar um bolinho da embalagem na mão do de cabelo brancos e os dois coraram quando os dedos do tailandês se roçaram por poucos segundos na mão do outro, que por fim conseguiu pegar o doce e trazer para próximo aos lábios.

— Qual sua cor preferida? – O mais baixo mordeu o bolinho e olhou para o amigo, vendo os fios caírem pela lateral do rosto e parte da franja ser bagunçada pela brisa fresca.

— Preto. Por que a pergunta?

— Nada, só curiosidade e a minha também é preto. Sei lá, só faz um mês que nos conhecemos, queria saber mais sobre você. Sua vez!

— Hm...Qual seu animal preferido?

— Gosto de gatos e hamsters. E você?

— Cachorros. – Tae riu achando bobo as perguntas e só depois que abriu os olhos pode ver que boa parte da água os cobria quase por completo e se assustou um pouco com aquilo. — Ten!

— Confie em mim.

O coreano não quis, mas a voz do moreno foi tão suave e fez aquilo parecer tão certo que ele apenas cedeu a vontade do outro e confiou cegamente nele, como não fazia há tempos. Tae sabia que a água não os afogava, nem os molhava se fosse sua vontade, mas mesmo assim sentiu medo. Medo porque antes de conseguir controlar o elemento, sua mãe tentara o matar por ele.

Viu a água os cobrir por completo e então envolve-los como se estivessem dentro do lago. Ele riu ao ver alguns peixes nadando sobre sua cabeça e achou aquilo a coisa mais linda que aconteceu em sua vida toda. Sentiu a mão do mais novo segurar a sua e olhou para ele. Ten estava mais bonito que o normal. Era incrível sentir a força que o tailandês fez para manter aquilo, conseguia sentir fluir dele para si e só então entendeu o recado e moveu os dedos, conjurando algo mais simples, porém ainda ajudando o outro com aquilo. Dividindo o mesmo peso. Sentir Ten era estranho. Nesse tempo todo em que passaram juntos, ele jurava que o amigo era feliz, mas encontrou muita tristeza dentro dele e algo a mais que não conseguiu saber o que era.

— Você me sente? É assim que deve fazer com a água deixa que ela saiba.

Tae fechou os olhos e suspirou, por fim relaxou os ombros e sentiu a água se agitar um pouco ao seu redor e por instantes pareceu que ela penetrava cada poro de seu corpo, lhe livrando de tudo que era ruim dentro de si. Demorou um pouco para abrir os olhos de novo e soltou o ar de seus pulmões antes de desfazer o feitiço, deixando ele e Ten caírem no chão. Os olhares se cruzaram assustados e o mais novo se aproximou um pouco mais, foi assustador ter sentido tudo aquilo com tanta intensidade e saber pelo que o outro havia passado.

— Desculpa por isso e por te cansar tanto. – O mais alto pediu, a cabeça baixa e os olhos se enchendo de lágrimas.

— Está tudo bem, Tae. – Foi tudo o que o tailandês disse antes de fazer o amigo erguer a cabeça e olhar para si selando seus lábios aos dele de modo simples. — Faz tempo que quero fazer isso. – Ten sorriu e se levantou pegando o livro e acenou para o maior antes de se afastar correndo, morrendo de vergonha.

*

Um ano tinha se passado desde aquele dia, era o ano final na escola de ambos e graças a Ten, Tae conseguia ir bem na escola e nas provas com feitiços, seu medo não tinha sumido por completo mas também não o atrapalhava.

Eles estavam de volta ao lago depois da longa semana de provas que os impediu de ver um ao outro, era primavera e as flores que caiam sobre a água azul do lago deixava o lugar ainda mais bonito. Tae pintara os fios de negros novamente e ele havia ficado mais lindo aos olhos do namorado; o menor brincava de tirar poucos peixes da água em bolas pequenas só para vê-los nadando, enquanto se encontrava bem aconchegado no peito do maior.

— Pare de fazer isso, Ten, me de atenção. – Pediu com bico nos lábios e apertou mais o outro, escondendo o rosto no pescoço dele beijando toda a extensão, que era extremamente tentadora, fazendo-o rir.

— ‘Tá bem, ´tá bem. – Colocou os animais dentro do lago novamente com cuidado e virou de frente para Tae, sentando sobre as panturrilhas e colocou os braços sobre os ombros dele e logo a curta distância foi rompida pelo mais velho.

Beijar Ten era algo tão bom e ele adorava fazer aquilo, e quanto mais fazia mais queria. Era viciante. Deitou trazendo o namorado junto consigo e deslizou as mãos da cintura para o quadril e depois para a bunda enfiando nos bolsos da calça, pressionando o corpo magro contra o seu e não demorou para o ósculo ser findado pelo mais novo que buscou se ajeitar no peito do mais alto.

— Meu nome é Taeyong, Lee Taeyong, na verdade. – Foi difícil dizer aquilo em voz alta, mas sabia que estava na hora de contar aquilo para o outro ainda mais depois de tantas coisas, ele sabia que Ten era o certo para si, mesmo que não durassem para sempre.

E Taeyong perdeu o sorriso que iluminou o rosto do namorado por estar de olhos fechados, mas ele conseguiu imaginar bem os dentes perfeitos alinhados num sorriso maravilhoso.

— Eu sempre quis contar meu nome para alguém e saber do de alguém. Eu devo ser realmente especial para você, Taeyong. – Tem sorriu ainda mais e apoiou as mãos no chão ao lado da cabeça do outro. — Só vou dizer o meu nome quando abrir os olhos. –  Ameaçou e viu o coreano abrir um olho de cada vez. — Chittaphon Leechaiyapornkul.

— Chittaphon é muito bonito, combina com você.

— E você combina comigo. – Ten riu e voltou a se sentar, puxando Taeyong pela gravata do uniforme e não demorou a selar os lábios novamente num beijo mais demorado e cheio de sentimentos que todos os outros. Eles estavam mais que juntos agora.

E como sempre acontecia, logo a água os envolveu numa bolha que só deles.

FIM


Notas Finais


obrigadinha


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