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História Bolinho de Chuuves - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


ANTES DE QUALQUER COISA: HAPPY PHANY DAY!
Agora sim, oi! Essa história é um presente de aniversário para a @a-haseul, que fiz com muito carinho! A ideia com esse trocadilho do título já estava matutando há um tempinho e decidi finalmente executá-la, afinal não existe nenhum motivo melhor que dar um agradinho à minha estrela.

Inicialmente, era para ser uma oneshot, mas como produzo capítulos muito extensos, achei melhor dividir e desenvolver tudo um pouco melhor! Não defini ainda a quantidade de capítulos, mas será entre três e seis, nada muito longo. Esse primeiro capítulo tem um pouco mais de foco nos personagens secundários, mas os próximos serão mais voltados à chuuves! Tentei mesclar o doce do fluffy com um pouquinho de comédia, espero que tenha dado certo.

Feliz aniversário, PHANY! Esse é seu primeiro pedaço de bolo. ♡

Capítulo 1 - 01. 200ml de leite, chocolate em pó e uma pitada de amor


O silêncio que preenchia a cozinha industrial da pequena confeitaria de Kim Jiwoo concedia um tom dramático aos olhares deslumbrados da pequena ‘plateia’ que acompanhava seus movimentos enquanto ela deslizava de um lado para o outro, alheia a atenção que lhe era destinada. Suas mãos eram ágeis ao capturarem os ingredientes e cirurgicamente precisas ao acrescentá-los à mistura gelatinosa comedida na tigela de cerâmica cor-de-rosa. A ponta da língua projetando-se para fora dos lábios evidenciava sua concentração ao deslizar a espátula de silicone pelo composto de farinha e açúcar em uma rotina fisicamente memorizada. 


— Você tinha razão, é impressionante — Jung Jaehyun foi o primeiro a se manifestar, fascinado. A emoção em seu tom não alterava a sua postura elegante, entretanto era divertido presenciar a expressão infantilmente impressionada em sua figura séria e engravatada. 


— Eu disse! 


Jeon Heejin exclamou ao seu lado e, logo em seguida, um som ruidoso produzido do fundo da garganta adveio de seu irmão mais velho. 


— É como ver uma bruxa juntar os ingredientes de uma poção — Jeongguk ironizou, com uma sobrancelha erguida em curiosidade. — Ela nem olha para o que está pegando — Acrescentou ele, soando um pouco mais admirado, e Heejin concordou mudamente. 


— Como ela consegue? 


— Sinceramente, não faço ideia. Parece mágica. 


A atenção de Jiwoo desligou-se da receita que executava assim que seus ouvidos deteram o falatório incessante do trio e sua língua teimosa recolheu-se para dar lugar ao seu sorriso doce, acompanhado por uma sobrancelha arqueada que delatava seu divertimento. 


Com uma risada curta e melodiosa, Jiwoo declarou: — Nunca vou entender por que vocês gostam tanto de me ver cozinhar! — Sem cessar o movimento circular que realizava com o braço, Jiwoo posicionou a tigela sobre a bancada e voltou-se para a massa esbranquiçada absorvendo gradativamente as pelotas de farinha. 


— É divertido ver como você faz tudo automaticamente — Jaehyun explicou, com um sorriso ladino. — Você faz parecer fácil. 


— Bom, eu só vim porque disseram que eu ia poder raspar a tigela. — Jeongguk deu de ombros. Heejin revirou os olhos e Jiwoo voltou a rir gostosamente, balançando a cabeça em negação.  


— Cozinhar não é difícil, só requer prática — Justificou ela e inclinou-se para espiar a página aberta de seu caderno de receitas, memorizando os demais itens requeridos antes de voltar a se mover pela cozinha. 


Heejin ergueu-se ligeiramente na banqueta alta que ocupava e esticou-se sobre a bancada para alcançar o amontoado de papéis unidos por um arame espiralado, folheando-o distraidamente. As folhas abrigavam uma quantidade numerosa de receitas, em sua grande maioria sobremesas que transitavam entre as culturas norte-americana, francesa e sul-coreana, com uma ou outra que a Jeon desconhecia a origem, redigidas caprichosamente com uma caligrafia delicada. A busca pela diversidade era, certamente, um traçado distintivo em Jiwoo. 


— Por que você continua anotando receitas no papel? — Heejin quis saber, franzindo levemente as sobrancelhas bem feitas. — Não é mais fácil procurar tudo na internet? 


Jiwoo fitou rapidamente o caderno e levantou os ombros pequenos. — Eu gosto da tradição, e acho legal ter um livro de receitas. Me sinto clássica — Brincou, empurrando a porta da geladeira com a mão livre enquanto a oposta segurava uma mantegueira de porcelana branca. 


— Você que é uma escrava da tecnologia, Heejin. — Jeongguk desferiu um peteleco contra a têmpora da irmã mais nova, recebendo um rosnado irritado e um punho fechado em seu ombro como resposta. — Típica adolescente — Provocou, suspirando com falso cansaço.


— Você é só quatro anos mais velho que eu — Heejin argumentou com ultraje, encolhendo o cenho e assumindo uma expressão supostamente furiosa, mas que somente parecia adorável em seu rosto. — E os ratos de tecnologia aqui são vocês! 


— Ei, ei, ei! — Protestou Jaehyun, falsamente ofendido, empurrando levemente a estatura pequena de Heejin com seu ombro largo. 


— E a pirralha aqui é você! 


A ausência de barulho de outrora rapidamente foi substituída pela discussão ruidosa que se desencadeou, entretanto Jiwoo não podia dizer que sentia-se minimamente incomodada conforme um sorriso discreto festejava por seus lábios. Era sempre satisfatório ver seus melhores amigos reunidos, mesmo que as pequenas desavenças fossem inevitáveis; na realidade, elas pareciam contribuir para que aqueles doces e pequenos momentos se tornassem mais memoráveis nas lembranças açucaradas de Jiwoo. Não lhe era nenhum segredo que eles eram responsáveis por trazer uma doçura incontestável à sua vida, aquela que ia além de suas embalagens de açúcar de confeiteiro ou das garrafas de chantilly armazenadas na geladeira. 



Era curioso como quatro pessoas tão diferentes pudessem ser tão próximas, todavia Jiwoo não via-se inclinada à questionar e tampouco reclamar. Fazia menos sentido ainda vislumbrar qualquer realidade sem as personalidades conflitantes de seus melhores amigos atuando como sua poderosa dose diária de serotonina. Jiwoo, Jaehyun e Jeongguk haviam formado um trio decididamente peculiar durante o período de faculdade, quando os dois veteranos extrovertidos e sociáveis de Ciência da Computação decidiram acolher uma caloura tímida de Relações Públicas e formar um trio inseparável. 


Ela recordava-se vividamente de todas as noites longas e mal-dormidas, regadas a conversas ou grupos de estudos, os almoços que dividiram e todos os demais dissabores da vida universitária que haviam passado juntos e era demasiadamente apegada a eles. Conquanto o período acadêmico fosse conhecido por ser ligeiramente traumático, a Kim havia coletado suas melhores memórias graças ao Jeon e ao Jung e o apoio mútuo que existia entre eles sempre seria algo por qual sentiria muito afeto. Especialmente agora, que os dois caminhavam em direção a um futuro promissor em seus estágios numa multinacional de tecnologia e ela… Bom, ela tinha um diploma empoeirado na parede, um imóvel que poderia muito bem usufruir de algumas reformas para tomar conta e um sonho grande demais para caber em um cubículo executivo de escritório. 


Seus devaneios foram interrompidos pelo resmungo dolorido que Jeongguk soltou ao ter sua orelha beliscada pelos dedos de Heejin. 


— Não me torra a paciência hoje, não — Alertou Heejin. 


— Bruta. 


Jeongguk acusou e Heejin deu a língua em resposta, desfrutando de toda a licença para ser ligeiramente imatura que a adolescência lhe concedia. 


— Tá bom, crianças, chega. — Jaehyun circulou os ombros dos irmãos com os dois braços longos. — Nós viemos aqui para ajudar a Jiwoo, então por que você não pega aquela vassoura ali e começa a trabalhar, Jeon? — Ele dirigiu-se a Jeongguk, desferindo um tapinha amigável em seu braço. — Sabe que ninguém varre o chão igual a você! — Ele ironizou e o rosto alheio contorceu-se em uma careta contrariada.


Heejin riu abertamente da insatisfação impressa na feição do irmão mais velho, obviamente se divertindo com a provocação advinda de Jaehyun. Decidido a não ficar para trás no joguinho de gato e rato que eles eventualmente compartilhavam, Jeongguk deslizou para fora da banqueta e posicionou a destra no ombro do melhor amigo com falsa simpatia. 


— A privada lá de cima entupiu de novo. Por que você não vai cuidar disso, Jung? — Jeongguk sugeriu, reproduzindo o gesto anterior no bíceps do moreno. — Ninguém desentope privadas como você — Ironizou. 


O sorriso desapareceu imediatamente do rosto de Jaehyun e o de Jeongguk iluminou-se em contraste, vitorioso. O riso de Heejin preencheu novamente o cômodo pequeno e ele revirou os olhos, empurrando o toque do Jeon para longe. 


— Um a zero pra você, Jeon. — Admitindo derrota, Jaehyun estreitou levemente os olhos charmosos. — Por enquanto. 


Assim que a dupla saiu definitivamente da cozinha, Heejin girou o quadril na banqueta e voltou-se para Jiwoo, que ainda dedicava-se em duplicar a receita composta no papel. 


— O que eu posso fazer para ajudar, Jiwoo? — Heejin interpelou, erguendo o indicador. — E nem pense em dizer ‘nada’! — Retalhou ela e Jiwoo levantou os olhos para fitá-la. 


— Ah, Heejin, você sabe que eu não gosto que vocês gastem o tempo de vocês me ajudando — Jiwoo argumentou com um suspiro fraco. — Hoje é Domingo, vocês poderiam estar descansando ou fazendo qualquer outra coisa, mas ao invés disso estão aqui, se oferecendo para fazer coisas que são minhas responsabilidade. 


— Jiwoo, a coisa mais produtiva que o Jeongguk faz aos Domingos é jogar Overwatch o dia inteiro. Acredite, minha mãe te agradece por tirá-lo de casa — Ela assegurou e a Kim não conteve o sorriso, negando com a cabeça novamente. — Além do mais, ninguém está nos obrigando a vir aqui. Nós queremos te ajudar porque somos seus amigos. Será que você pode colocar isso na sua cabeça dura? 


— Eu sei, eu sei, e não posso agradecê-los o suficiente por isso — Jiwoo declarou, unindo as duas mãos por um momento. — Mas, mesmo assim, não consigo deixar de pensar que é algo que eu deveria estar cuidando sozinha. Afinal, é o meu sonho, então eu que me vire para correr atrás de tudo, né? — Parafraseou, com o cenho enrugado em uma súbita inquietação. 


Heejin esboçou simpatia ao reconhecer o que a declaração implicava e atenuou sua entonação antes de indagar: — Seus pais ainda não concordaram com a ideia da confeitaria? 


Jiwoo meneou a cabeça em uma negativa e acrescentou: 


— Não, mas eu não os culpo. Só gostaria que eles não fossem tão… Enfáticos, quando me ligam para saber como as coisas estão indo — Ela resumiu, apertando as mãos em um pano de prato para eliminar os resquícios da farinha que havia se acumulado em suas juntas. 


Não era surpreendente que os pais de Jiwoo não houvessem aprovado sua decisão de engatar no ramo da gastronomia após concluir um curso universitário que bifurcava para um lado completamente diferente, sobretudo com a ideia de abrir uma confeitaria própria. No entanto, ela não verdadeiramente responsabilizava-os pela reação pouco compreensiva. Seus progenitores haviam nascido e amadurecido em um tempo inteiramente distinto do seu, no qual perseguir suas próprias ambições era somente uma idealização distante e conseguir se sustentar com um pouco de conforto era o que existia de palpável. Portanto, ela se esforçava para compreendê-los e fazê-los entender sua motivação em pequenos passos, mas era cansativo ouvir sua mãe discursar incansavelmente acerca das razões pelas quais sua decisão havia sido imprudente e errônea em todos os aspectos possíveis e como ela deveria simplesmente desistir e procurar um emprego de verdade. 


— Sei que eles não fazem por maldade e que só querem o melhor para mim — Jiwoo justificou, deixando a mistura e os utensílios de lado por um minuto e apoiando os pulsos na bancada de mármore. — Mas, as vezes, penso se não estou… Os decepcionando demais — Refletiu ela, pesarosa. — Eles já não achavam que a faculdade de Relações Públicas era uma boa escolha, imagina largar tudo para abrir uma confeitaria do zero. 


— Jiwoo — Heejin chamou. — Entendo que você não queira desapontar seus pais, mas é você quem tem que viver com suas escolhas. Não eles — Recapitulou a Jeon. — Quem vai viver dentro de um escritório ou em uma cozinha cercada de farinha, é você, então você deveria poder escolher isso sem que ninguém fique metendo o bedelho. 


A Kim concordou com um balançar de cabeça, considerando o que havia acabado de ouvir e absorvendo a veracidade das palavras ditas. Jeon Heejin ainda era uma estudante do terceiro ano do ensino médio, todavia nunca falhava em surpreendê-la com a maturidade e assertividade que dispunha para uma garota de sua idade. Ela era mais dedicada e resignada que Jiwoo lembrava-se de ter sido quando adolescente e decididamente não havia muitas coisas que ela aceitava calada. 


— Você é madura demais pro seu próprio bem, sabia? — Jiwoo brincou e esticou o braço para apertar levemente o nariz de Heejin entre seus dedos em um gesto carinhoso. — Isso ainda vai te meter em problemas. 


— Tô contando com isso. — Heejin deu de ombros. 


— Já que você insiste, pode ir arrumar problemas limpando as mesas lá fora, então. — Rendendo-se à insistência de Jeon, Jiwoo agarrou uma flanela de uma das gavetas da banca e atirou no ombro de Heejin. 


Podexá, patroa. 


Rindo, Jiwoo balançou a cabeça e ajeitou os fios da franja. Após quinze minutos, a assadeira encontrava-se dentro do forno industrial, os utensílios de cerâmica preenchidos de água dentro da pia e a cozinha clamando por uma limpeza. A Kim ergueu os longos cabelos castanhos em um rabo de cavalo firme e escaneou o ambiente com os olhos, suspirando fracamente. Seu Domingo estava só começando. 



⊱───────⊰ ♡ ⊱───────⊰


Véi, eu juro que eu tô suando tanto que parece que eu tô trabalhando na roça — Jeongguk reclamou, enfiando o esfregão no balde metálico. 


Os quatro dedicavam-se à limpeza do pátio da confeitaria. Todas as cadeiras estavam viradas de cabeça para baixo nas mesas circulares e os balcões refrigerados e mostruários vazios. Heejin tirava os chicletes grudados das superfícies com uma faquinha e contorceu a expressão ao olhar os vestígios de goma agarrados ao talher. 


— Pelo menos você não tá tirando chiclete mastigado de mesa — Ela acusou, estremecendo. — Ai, que nojo! Por que esse pessoal é tão porco? 


— Eu acabei de ficar vinte minutos com o meu braço enfiado numa privada — Jaehyun proclamou ao surgir pela portinhola que dava acesso aos banheiros. As mangas da camisa social branca encontravam-se enroladas até os cotovelos e havia um desentupidor vermelho em sua mão esquerda. O topete milimetricamente arrumado estava desfeito e o desgosto transbordava de seu semblante. — Você quer mesmo falar sobre ser porco? 


Jeongguk desatou a rir ruidosamente do estado do melhor amigo, apoiando o antebraço na parede. 


— Isso é o que eu chamo de botar a mão na massa, hein, Jung? 


Jaehyun girou em seus calcanhares e ergueu o desentupidor ameaçadoramente. 


— Mais uma palavra e nós vamos ver quanto tempo demora pra eu tirar teu cérebro com isso aqui. 


O Jeon ergueu as duas mãos em rendição, no entanto o sorriso debochado não deixou seus lábios em nenhum momento. Jiwoo, que higienizava as cafeteiras, desviou seu foco para os dois por um instante e involuntariamente sorriu. 


Por mais que desejasse que sua vida fosse um clichê água com açúcar, ela tinha plena consciência que não estava dentro de nenhum sonho americano em que tudo era perfeito. A realidade era um pouco mais severa que isso. O imóvel era alugado e não havia nenhum letreiro chique com o nome de sua confeitaria acima da porta, a tinta cor-de-rosa das paredes estava desbotada e descascando e as máquinas de café enguiçavam de tempos em tempos. As parcelas das mesas ainda pesavam duramente nas contas mensais e toda a tralha de porcelana e louça não tinha sido barata. 


Ainda assim, Jiwoo sentia-se uma pessoa absurdamente sortuda. Parecia loucura pensar tal coisa mediante a sua situação pouco favorável, entretanto saber que tinha o apoio de seus três melhores amigos, que haviam escolhido passar o Domingo ajudando a deixar sua doce espelunca mais apresentável, acrescentava boas colheradas de doçura à  realidade amarga. Jeongguk e Jaehyun ameaçando começar um duelo com um cabo de esfregão e um desentupidor enquanto Heejin deliberadamente os incentivava era uma cena que, honestamente falando, ela não trocaria por nada naquele mundo. 


— Ó, se você deixar esse bagulho nojento encostar no chão que eu acabei de limpar, eu vou te virar do avesso, sacou? 


A ameaça de Jeongguk era tão sincera e enfática quanto a de uma mãe que havia acabado de limpar a casa — o que, levando em consideração sua pose com uma mão na cintura e a outra segurando um esfregão, era uma imagem facilmente associável —, todavia Jaehyun limitou-se a arquear uma sobrancelha desafiadoramente. 


— Ah, é? 


— Eu não deixava, hein… — Heejin assobiou.  


— Ei, ei, ei — Jiwoo interrompeu. — Não quero nada pingando no meu chão, viu? 


Jaehyun gesticulou em rendimento e Jeongguk lançou-lhe um olhar desconfiado antes de voltar a passar o esfregão pelo piso quadriculado. Heejin deixou os ombros caírem em decepção e voltou a tarefa anterior, contrariada.


— Quer saber, talvez ter desentupido a privada com roupa social não tenha sido uma ideia tão boa assim. — Jaehyun fez uma careta ao analisar o estado depreciativo da camisa branca e Jiwoo contornou o balcão para alcançá-lo. 


— Por que você tá de terno em um Domingo? — Ela indagou, batendo o pano que utilizava contra o ombro do Jung. 


— Tive uma reunião de última hora mais cedo — Justificou. — A nova vice-presidente da empresa é meio casca grossa, e como manda quem pode e obedece quem tem juízo, eu tive que ir — Resumiu ele, dando de ombros. —  Acabei vindo direto pra cá. 


— Esse pessoal da empresa de vocês não tem mais o que fazer não?  — Heejin palpitou. 


— Até tem. Com raras exceções. — Jaehyun dirigiu o olhar a Jeongguk de forma provocativa. — A Sooyoung é um pouco rígida, mas é uma pessoa boa. 


— Se por rígida você quer dizer uma carrasca total… — Jeongguk murmurou.


— Qual é, Jeon, ela não é tão ruim assim. 


— Ela vive reclamando de tudo. — O moreno mais novo rolou os olhos. — Parece uma velha caquética, e já me basta a que eu tenho em casa, valeu. — Ele apontou Heejin com o polegar. 


— Ela só é daquele jeito porque tem muitas responsabilidades nos ombros dela — Jaehyun contrapôs. — Queria ver se você seria a pessoa mais sorridente do mundo se estivesse no lugar dela — Ironizou.  


— E eu lá tô na Disney para ficar sorrindo o tempo inteiro, por acaso? 


Os olhos de Jaehyun reviraram nas órbitas mais uma vez e ele pareceu desistir de argumentar, encaminhando-se de volta para o banheiro a fim de dar um jeito em sua aparência deplorável. Jiwoo balançou a cabeça e retornou para trás do balcão para fechar as cafeteiras abertas e conferir o que já havia sido feito até o momento. O chão estava limpo, as xícaras e canecas devidamente organizadas à direita das máquinas e os copos descartáveis à esquerda e a cara desgostosa de Jaehyun entregava que o sanitário entupido estava em ordem novamente.


Quando efetivamente conseguiram terminar tudo, o pôr do sol já matizava o interior da confeitaria com um degradê rosa e laranja e o relógio em formato de cupcake — um item que só Deus sabia onde Heejin havia arrumado — indicava cinco e quinze da tarde. 


— Bom, acho que por hoje é só. — Jiwoo expirou, aliviada. Ela amava sua pequena confeitaria, mas tomar conta dela, mesmo com ajuda, era exaustivo. 


O piso e as superfícies reluzindo e o limpador perfumado almiscarando o ambiente eram certamente recompensadores, no entanto. Os bolos e doces que havia preparado no final de semana encontravam-se dispostos nos balcões refrigerados, os cardápios empilhados ao lado do caixa e a cozinha estava pronta para enfrentar mais uma jornada longa de trabalho. 


— Tô morta. — Heejin apoiou os cotovelos no mármore e inclinou a cabeça para trás. — Sério que amanhã já é segunda de novo? — Choramingou ela, com um bico. 


— Parece que a sexta foi ontem — Jaehyun completou o lamento, ajustando os punhos da camisa social. Jeongguk aproveitou o momento de distração para enrolar a gravata azul claro ao redor da cabeça do Jung, jogando a língua por cima dos fios bagunçados. 


— É, amigos, mais uma semana — Jungkook disse. — Os humilhados sendo humilhados mais uma vez — Ele filosofou, voltando a atenção para o pequeno mostruário de trufas ao lado do computador. — Posso levar uma dessas trufas para tirar o amargo do desinfetante da minha boca, pelo menos? — Ergueu o doce arredondado envolto no embrulho metálico roxo, enviando a Jiwoo sua melhor faceta pidona. 


— Tá falando do desinfetante do balde ou daquele que você bebeu quando era criança? — Heejin quis saber, parecendo distraída com a fivela de seu relógio de pulso. 


— Cala a boca, pirralha. — Jeongguk estalou a língua. 


— Nada disso — Jiwoo interrompeu, tirando a trufa dos dedos ambiciosos de Jeongguk. O moreno grunhiu infantilmente em resposta.


— Não seja malvada. 


— Não seja guloso — A Kim rebateu com um sorriso de lado, dobrando-se para recuperar uma pequena vasilha cor-de-rosa com margaridas pintadas. — Essas você pode comer. — Empurrou o compartimento plástico para o Jeon, que aceitou de bom grado. 


Jiwoo girou seu tronco levemente e estudou o pátio rapidamente, enganchando seu braço ao do rapaz ao seu lado. 


— Tudo pronto? — Jaehyun questionou, já dentro de seu paletó grafite e exibindo a mesma elegância de quando havia chegado. Antes de… Sabe, botar a mão na massa. 


— Sai fora! — Jeongguk exclamou, estapeando a mãozinha atrevida de Heejin para longe de seu pote de trufas. Ela fez uma carranca, jogando o cabelo ondulado e escuro por cima do ombro. 


— Fominha. — Cruzou os braços, empinando o nariz arrebitado. O gesto, entretanto, trouxe o aroma peculiar da água sanitária que emanava da camisa social de Jaehyun e ela o torceu involuntariamente. — Por favor, me diz que você pretende tomar um banho. 


— Engraçadinha. — O Jung sorriu falsamente, segurando o ombro de Heejin para empurrá-la gentilmente em direção a porta. — Vamo que amanhã eu acordo cedo. 


— Só você? — Jeongguk indignou-se. 


Jaehyun levantou a sobrancelha e meneou a cabeça.


— Do que você tá falando? Você chega atrasado todo dia! 


— Ei, eu preciso acordar cedo para me atrasar com calma! 


O argumento continuou até que os quatro estivessem na calçada. Jiwoo trancou as portas duplas de vidro e Jaehyun puxou a porta de enrolar de aço para baixo e passou o cadeado resistente, encerrando a tarde de Domingo. Eles se puseram a caminhar pelas calçadas iluminadas pelo crepúsculo entre conversas amenas, com Heejin e Jeongguk mais a frente lutando pela última trufa e Jiwoo e Jaehyun dialogando mais tranquilamente atrás, de braços entrelaçados. 


— Pronta para mais uma semana? — Jaehyun interpelou, fitando a Kim. 


— Sempre! — Respondeu ela, encostando a cabeça no ombro do amigo e soltando um suspiro fraco. — Eu adoro começos de semana, sabia? Sempre me dão a perspectiva de que tudo vai ser melhor do que na semana que passou. 


— Então você deve ser a única. — O Jung beijou a têmpora de Jiwoo com carinho e apertou-a em um abraço súbito, arrancando-lhe um riso genuíno. 


Jiwoo olhou para trás, deparando-se com a coloração quente e reconfortante que lentamente cedia lugar ao anoitecer. Seu coração encheu-se com uma dose generosa de esperança singela de um amanhã melhor e ela sorriu com a ideia, flagrando-se confiante. 


E, caso a semana começasse meio amarga, não era nada que uma pitada de doçura não pudesse solucionar. 


⊱───────⊰ ♡ ⊱───────⊰


As segundas-feiras eram sempre os dias mais atribulados para Jiwoo, especialmente durante o horário de almoço, quando a confeitaria atingia seu ápice de movimentação. Ela deslizava com agilidade entre as mesas com uma uma bandeja em sua destra e uma caneca de macchiato na mão oposta, distribuindo sorrisos e desejos de bom dia a quem entrava em seu campo de visão. 


— Como estão seus biscoitos, dona Lee? — Jiwoo gracejou ao se aproximar da mesa que a senhora ocupava e depositou graciosamente o macchiato diante da mulher. 


— Ótimos, como sempre, Jiwoo! — A mulher elogiou, juntando as mãos enrugadinhas. Então, adotou uma expressão falsamente tristonha. — Mas eu acho que não vou conseguir comer todos, sabe… Quando a gente envelhece, nosso estômago fica desse tamanico aqui, ó! — Ela sinalizou com os dedos. 


A Kim riu abertamente, divertindo-se com a dramatização da senhora, e inclinou-se com a mão ao lado do rosto, como se fosse contar um segredo. 


— Então que tal se eu pedir para embrulharem para a senhora? Assim você pode levar e comer mais tarde, quando seus netos não estiverem olhando! — Sussurrou a jovem, abrindo a boca para simular o choque de sua sugestão. 


A mulher mais velha olhou para os lados e aproximou-se de Jiwoo, reproduzindo seu gesto anterior. 


— Eu acho que é uma ótima ideia! 


Com seu característico sorriso, Jiwoo virou-se e ergueu o braço. 


— Vivi! — Ela chamou a colega de trabalho, piscando e apontando discretamente para a senhora Lee. 


No caixa, a mulher de cabelos acobreados sinalizou em concordância, perfeitamente familiarizada com a situação. Ela deixou seu posto e contornou o balcão em direção à mesa e Jiwoo apertou seu braço, sibilando um agradecimento antes de voltar a transitar pelas mesas. A cada pedido que entregava, a Kim dedicava um ou dois minutinhos para conversar brevemente, oferecer uma expressão sorridente e esbanjar toda a simpatia contida em sua pequena construção humana. Um metro e sessenta e um não eram lá muita coisa, mas seus olhos charmosos pareciam compensar sua ausência de altura. 


Desde o primeiro momento, quando o sonho sorrateiramente  rastejou para dentro de seu âmago e fez morada em seu coração, Jiwoo soubera que queria ser diferente. Era uma declaração meio genérica, daquelas que são ditas da boca para fora, ela sabia, entretanto a constatação não influenciava em nada a veracidade de seu desejo. Quando a rotina se tornava mecânica e os frutos escassos, era fácil esquecer o objetivo em uma gaveta escura. Logo, a Kim se comprometera a fazer tudo ao seu alcance para que isso não acontecesse. 


Se interessar por seus clientes e manter uma relação agradável com todos, decorar suas preferências e prestar atenção de verdade no que diziam tinha se tornado um item essencial para ela. Era absurdamente gratificante fazê-los se sentirem acolhidos através de suas palavras e suas sobremesas, e, em sua opinião, não existia nada que um pouco de gentileza não pudesse colocar nos trilhos. 


Ou assim ela acreditava 


Os olhos pequenos escanearam minuciosamente a mesa que faltava e inconscientemente Jiwoo atentou-se mais a pessoa que a ocupava. Era uma mulher vestida em um conjunto social alinhado com um aspecto caro, com cabelos longos, lisos e escuros colocados atrás das orelhas e um semblante impassível. Ela lia um jornal com atenção, o que já era incomum de se encontrar, e não parecia estar tendo um bom dia, caso sua falta de expressividade fosse qualquer indicativo. Não era nenhuma novidade para a Kim vê-la ali. Na realidade, ela era uma frequentadora assídua da confeitaria. Religiosamente no mesmo horário e constantemente solicitava apenas um café puro, sem açúcar, creme ou leite. Uma vez ou outra, uma fatia de bolo para acompanhar. 


Ainda que sua presença fosse comum, Jiwoo admitia que não havia verdadeiramente prestado atenção nela anteriormente. Sua memória armazenava os nomes e rostos de todos os clientes com quem dialogava durante o expediente, e talvez o fato de nunca ter trocado uma palavra com aquela figura elegante tivesse algo a ver com sua desatenção. Entretanto, agora que tinha posto os olhos nela, era difícil movê-los para outro ponto. Jiwoo estava habituada a pessoas expansivas, aquelas que transmitiam tudo o que sentiam em sua linguagem corporal e em suas palavras, e a inexpressividade presente na mulher lhe incomodou ligeiramente. A Kim se considerava habilidosa em ler os outros e ali… Ela não conseguia decifrar uma única linha. 


Jiwoo colocou os devaneios de lado e passou a mão livre pelo avental branco em sua cintura, endireitando a postura e encaminhando-se até a mesa mais próxima da porta. 


— Licença — Ela pediu suavemente e tirou a xícara de porcelana com pires da bandeja, posicionando-a a uma distância segura da mão alheia. 


A mulher desconhecida não esboçou reação alguma e tampouco ergueu seus olhos do jornal e Jiwoo se afastou rapidamente com o objeto plástico e circular em suas duas mãos. Ela olhou por cima do ombro brevemente. 


— O que foi? — Vivi, ou Kahei, perguntou. 


— Aquela mulher ali… — Jiwoo apontou e a colega acompanhou com o olhar, meneando a cabeça em uma questão muda. — Ela vem sempre aqui, não é? 


Kahei ponderou. 


— Acredito que sim. Me lembro de já tê-la visto aqui, se não estou enganada — A chinesa empurrou o cabelo ondulado para trás da orelha e voltou a encaixar as cédulas na gaveta do caixa eletrônico. — Por quê? 


— Eu não tinha prestado atenção nela antes — A Kim esclareceu, apoiando-se na parede ao lado das cafeteiras e deixando a bandeja em frente ao seu corpo. — Pela cara dela, o dia não parece estar bom. 


Vivi desviou seu foco para a mesa a qual se referiam rapidamente. 


— Você não sabe disso — Foi sua resposta. Fechando a gaveta, Kahei girou e encostou o antebraço na máquina, encarando Jiwoo. — Algumas pessoas só são inexpressivas mesmo. Essa mulher pode ter acabado de ganhar na mega e tá só disfarçando — Vivi gesticulou e a outra meneou a cabeça. 


Jiwoo abaixou-se para abrir um mostruário e pescar uma fatia de bolo de chocolate com o pegador ao mesmo tempo que puxava uma caixinha de isopor do compartimento. 


— Você vai lá dar uma fatia de bolo por conta da casa de novo, né? 


— Não há mau-humor que um docinho não cure — Refutou a Kim, erguendo os ombros. 


— Você acha que pode resolver tudo com uma fatia de bolo — Acusou a chinesa, com a sobrancelha arqueada. — Já te disse que se ficar distribuindo doce de graça, vai acabar no prejuízo! 


— Para de ser ranzinza, Kahei! — Jiwoo provocou. — Fazer uma gentileza de vez em quando não custa nada, viu? — Ela tocou a ponta do nariz de Kahei com o indicador, sorrindo. — Boop


Vivi rolou os olhos e balançou a cabeça em negação, apoiando a mão na cintura.


— Já que fazer uma gentileza não custa nada — As duas viraram-se com a súbita intromissão, deparando-se com o Jaehyun e seu sorriso ladino nos lábios finos. A covinha charmosa cutucava sua bochecha graciosamente. — Que tal você gentilmente me servir um pedacinho daquela torta de limão que eu adoro? — Ele fez um beicinho. 


Jiwoo separou os lábios para responder, entretanto os sininhos acima da porta anunciaram a chegada de Heejin, com o uniforme colegial, a mochila amarela nos ombros e os cabelos presos em um rabo de cavalo frouxo. 


— E aí — Saudou a adolescente, desfazendo-se da mochila e saltando em um dos bancos altos que circulavam o balcão ao lado do caixa. Kahei gesticulou uma saudação em sua direção e Heejin retribuiu antes de olhar Jaehyun com uma sobrancelha arqueada.  — O gatinho executivo aí vai me pagar uma limonada ou eu vou ter que implorar? 


O Jung tentou falhamente conter o sorriso e olhou para o alto como se pedisse paciência, dirigindo-se a Vivi. 


— Uma torta de limão pra mim, e uma limonada para a abusadinha aqui — Pediu ele, sentando-se ao lado da Jeon e Kahei deu uma última olhadela para Jiwoo antes de adentrar a cozinha. 


— Como sempre, fiquem a vontade. — Jiwoo deixou um beijo estalado na bochecha de Jaehyun. — Não posso ficar de papo com vocês agora, o dever chama — Ela fez graça, agitando o compartimento se isopor no ar. 


— A gente entende, vai lá. — Jaehyun tocou a mão em seu ombro num gesto tranquilizador e Jiwoo prosseguiu em direção à mesa da executiva desconhecida. 


Não havia resquícios do líquido escuro na xícara, entretanto a mulher seguia concentrada na leitura do jornal, como se o amontoado de papéis texturizados fosse o único merecedor de sua atenção. Jiwoo respirou fundo, desconhecendo o nervosismo que aflorava em seu estômago naquele momento. A desconhecida transmitia uma aura intimidadora, por alguma razão. Ela obrigou-se a recobrar a sua compostura e se aproximou sem mais rodeios, pedindo licença novamente e retirando a xícara de café vazia e deixando a embalagem no lugar. 


— Eu não pedi nada para a viagem. 


Jiwoo se sobressaltou assim que a voz grave e ligeiramente rouca entrou em seu canal auditivo e a xícara rodopiou no pires, obrigando-a a segurá-la com a outra mão. Ela não estava esperando ouvi-la falar, portanto seu susto parecia justificável. 


— Perdão? — A Kim pediu e, para embrulhar seu choque anterior, a mulher ergueu os olhos do que lia e fincou as orbes escuras nela. 


Ela dobrou o jornal e largou-o sobre a mesa, apontando a caixa de isopor com o indicador esmaltado. 


— Ah, não se preocupe! — Jiwoo tratou de explicar, recuperando-se e esticando os lábios num sorriso novamente. — É por conta da casa! 


A expressão alheia não se alterou e a Kim viu-se engolindo em seco, sentindo-se tentada a olhar para qualquer outro lugar que não fosse as íris tão penetrantes. Parecendo colaborar com seu desespero, a executiva suspirou e desviou o olhar, passando a mexer na pequena bolsa preta que descansava em seu colo. 


Jiwoo pigarreou. 


— É que você não parece estar em um dia bom, achei que isso poderia te animar um pouquinho! — Ela gesticulava freneticamente enquanto explicava. 


Quando a desconhecida lhe olhou novamente, Jiwoo soube que seu instinto de se explicar demais tinha acabado de lhe colocar em uma enrascada. Com uma lentidão quase predatória, a mulher ergueu-se e enroscou a bolsa no antebraço, jogando uma mecha teimosa de cabelo para trás do ombro com a mão livre. A Kim resistiu ao impulso de recuar um passo, porque, bom, de pé os centímetros a mais que a desconhecida tinha ficavam ainda mais evidentes devido ao salto alto e reforçavam sua imagem ameaçadora. 


O rosto ovalado e os olhos grandes não lhe aferiam muita simpatia em contraste com os traços bem definidos e a expressão nada amigável. Ignorando a tensão notável entre ela e Jiwoo, a executiva abriu a mão e deixou duas cédulas caírem sobre a mesa, virando-se e caminhando em direção a porta logo em seguida sem nenhuma cerimônia. 


Jiwoo demorou um pouco para processar o que tinha transcorrido e, a aquela altura, Jaehyun e Heejin tinham se virado em seus lugares para assistir a cena, assim como alguns clientes. 


— O que diabos foi isso? — Heejin franziu o cenho, o copo de limonada com um canudo listrado em sua mão. 


Jaehyun apertou a ponte do nariz e suspirou. 


— Isso — Ele iniciou. — Foi minha adorável patroa. A que eu falei ontem. Eu não sabia que ela vinha aqui — O Jung refletiu. 


— É, e se eu fosse ela eu não voltava nunca mais — Heejin debochou, irritada. — Você viu como ela foi grosseira com a Jiwoo? Que mulherzinha mais amarga, hein?! 


A Kim suspirou, prendendo a atenção na porta pela qual a desconhecida havia passado. Realmente, amarga. Aquela semana não seria nada fácil. 


Notas Finais


Eu gosto muito de contextualizar minhas histórias, então os capítulos sempre acabam ficando meio grandes, mesmo os mais simples D: Eu acabei focando mais em personagens secundários e nos diálogos deles nesse primeiro capítulo para inserir a relação da Jiwoo e a importância deles na vida dela, mas os próximos serão mais voltados para chuuves!

E eu amo muito os personagens dessa história, principalmente a Heejin e o Jaehyun, então cuidem bem deles! c: Aliás, um agradecimento super super super especial para o meu amor @wonhoutboy, que praticamente betou essa fic e me ajudou a deixar meus diálogos mais coloquiais. Te amo, meu amor.

Enfim! Espero que esse capítulo tenha agradado. Happy Phany Day! ♡


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