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História Boneca de luxo - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura.
Postando na surdina.
Porque algumas ideias não se pode ignorar.

Capítulo 1 - Livro 1 - A Coleira I


Fanfic / Fanfiction Boneca de luxo - Capítulo 1 - Livro 1 - A Coleira I

Agora

Haruno Sakura

 

Ela vinha pelo corredor e não havia quem não a observasse, meu sangue já entrava em ebulição, se assassinato não fosse crime, eu já a teria matado. "A rainha", ela possuía o título, simplesmente por estar ao lado de Sasuke, mas todos sabiam que a gargantilha de pérolas ao redor do pescoço esguio, não era um presente de amor, mas sim uma coleira. Hyuga Hinata não era namorada de Uchiha Sasuke, era a cadela.

Ouvi a voz de Karin dizer alguma coisa para mim, mas o que meu cérebro processou  foi "Sakura blá, blá, blá....", meus sentidos estavam focados demais em fantasiar formas de pulverizar a vadia, em minha mente passavam várias cenas onde eu a fazia lamber o chão que eu pisava. Quando percebi, ela estava parada em minha frente, eu estava em seu caminho, mas por que era deveria ceder passagem? Os olhos dela me fitaram com desinteresse, como se eu não fosse digna do seu tempo, ou palavras, me empertiguei pondo as mãos na cintura, quem ela era afinal?

- Desfilando por aí com a sua coleirinha cadela? - Perguntei com desdém, mas minha voz saiu com mais raiva do que eu gostaria. - Seu dono não gosta muito de você, mas te deixa de coleira.

Ouvi o riso das meninas atrás de mim, mas ela não me respondeu, aparentemente, os olhos que continuavam desinteressados mostravam que eu não era merecedora nem de resposta. Aquilo me tirava da graça.

- Por que uma vira latas feito você anda de coleira? Não faz sentido. É cara demais para alguém sem pedigree.

O silêncio dela era como um prego no meu orgulho, céus, como eu gostaria de acabar com aquele rostinho bonito e mostrar o quão desinteressante e nada especial era ela. Quebrar, fazer em farrapos a preciosa bonequinha.

- Bom, vamos tirar isto se você, cadela.

Ergui minha mão com intuito de arrancar do pescoço dela aquela gargantilha, mas senti os dedos finos envolverem meu pulso e jogarem meu braço para baixo num movimento simples, mas brusco. A Hyuga se aproximou de mim e falou em um tom tão baixo que duvidaria se alguém além de mim dissesse que ouviu.

- Pode cacarejar o quanto quiser, a verdade é que tem inveja, você adoraria estar usando uma coleira.

Ela se afastou com um pequeno e quase imperceptível sorriso nos lábios. Senti minhas mãos tremerem e eu sabia que era vontade de quebrar aquela vadia em três e a deixar no lixo. Antes que eu me desse conta Sasuke estava ao lado dela, com o braço jogado ao redor dos ombros femininos.

 

°-°-°-°-°

Antes

Uchiha Sasuke

 

O dia estava ensolarado, mas todos sabiam, que logo a neve chegaria, mesmo que não soubessem quando. O sol, com seus tépidos raios, não era capaz de aquecer ninguém. A sala estava repleta de alunos, quando a diretora Tsunade entrou para cochichar algo no ouvido do professor.

Ela se retirou e entrou novamente com uma garota, que me fez prestar atenção no mesmo instante. Era alguém, com quem eu sabia que dormiria. A meia calça escura e a saia lápis cinza exibiam o belo par de pernas, o suéter preto de mangas longas, apesar de ser solto no corpo, não deixava dúvida sobre os seios e as curvas libidinosas, tudo isso em contraste com um rosto angelical, de feições delicadas.

- A senhorita Hyuga iniciará este período conosco na Universidade Konohagakure. - Maito Gai, anunciou com toda energia que ele adorava esbanjar.

- Bonita ela... - Ouvi Ino dizer. – Será que é alguma dessas modelos jovens, que se mudam com o trabalho?

- Bom, tem tudo para ser. - Reiterou Gaara, que mantinha um braço ao redor da loira.

- Verdade, não acha Sakura?... – Questionou baixo e a garota ao meu lado murmurou a resposta.

- Não é tudo isso....

- Sasuke? – Ouvi Gaara chamar meu nome e assenti para ele. - Desgraçado sortudo.

- A última eu deixei para você.

Da última vez que saímos, ambos ficamos interessados numa ruiva gostosa que apareceu, mas deixei que ele ficasse com o prato principal. Não que não dividíssemos garotas as vezes, mas algumas, a gente pelo menos deixava o outro provar primeiro.

Ouvi Gai dizer para a Hyuga se apresentar, mas ela fez apenas uma mesura e se direcionou a uma mesa livre na terceira fileira, Sakura se remexeu, mas pelo menos eu sabia que não iria me importunar com nenhuma crise de ciúme. Ela já deveria agradecer por eu a deixar ficar ao meu lado, mas as vezes ela se esquecia, que não era nada minha.

 

°-°-°-°-°

Antes

Yamanaka Ino

 

Gaara e Sasuke tinham ido para o jogo de futebol americano, a faculdade estava em destaque nos esportes, eram poucas as aulas que eu fazia com os meninos devido a diferença de curso. Estava terminando de ajeitar a maquiagem no espelho, quando Sakura parou ao seu lado.

- O que acha da Hyuga? - Perguntou lacônica.

- Sinceramente? Acho que parece uma boneca de porcelana... Eu sou muito linda, mas meu corpo é meio magro demais, já ela... Bom...

- Eu sei, mas você acha que ela serve para andar com a gente?

- Se ela quiser... Gata ela é... Mas e o Sasuke?

- Bom, se ela for andar conosco, vai saber que não pode pegar o que é meu e assim são dois coelhos numa só? - Com os dedos fez sinal de uma arma, como se tivesse atirado e depois os assoprou.

Mais tarde naquele mesmo dia quando estávamos, Sakura, Shion, Karin, Matsuri e eu. A Haruno abordou Hinata no jardim do campus, mas pela apresentação de mais cedo e a falta de expressão no rosto da Hyuga, já se notava que ela não estava pretendendo conquistar amigos.

- E aí Hyuga. - Mas a morena não respondeu. - Só para te dizer que você pode andar com a gente.

Os olhos dela passaram de Sakura pelo restante de nós e depois de volta para a rosada, mas não houve nenhuma resposta quando ela voltou a andar, então Sakura a segurou pelo braço, impedindo que ela prosseguisse.

- É surda? - Dava pra perceber a irritação no tom de voz.

- Não tenho interesse. - A voz da morena saiu monótona.

- O que? Como assim?

- Não tenho interesse em andar com vocês.

E com isso ela se retirou, voltando seu caminho como se nada tivesse acontecido, mas os olhos perolados dela ficaram nos meus por alguns segundos a fio e eu não entendi o que aquilo significou, já que ela havia ignorado, categoricamente, todas as outras.

- Mas que vadia. - Ralhou Matsuri, quando ela já estava longe o bastante.

 

°-°-°-°-°

Agora

Uzumaki Karin

 

O problema era que Sakura simplesmente não ouvia, não conseguia ignorar a existência de Hinata, como a mulher fazia com ela. Da mesma forma que não conseguia disfarçar o ciúme que sentia do Uchiha, coisa que qualquer um poderia ver. Por mais que ele, nada discretamente, ficasse com toda garota que bem entendesse, era a Hyuga o alvo da fúria de Sakura. Mesmo que ele e Hinata não fossem nada, de forma oficial, qualquer cego percebia que o lance entre aqueles dois era bem intenso. E mesmo com todos os poréns, ou o quanto os dois, as vezes, parecessem frios e distantes, qualquer um sabia que ele era o rei e ela. Ela a rainha.

- Tá atrapalhando o caminho Sakura. Sai.

A voz de Sasuke a espantou em um segundo e ela teve de engolir o orgulho e deixar com que Hinata passasse sem alterar um átimo de sua trajetória, ainda acompanhada dele. Imaginei o ódio que ela deveria estar engolindo... Bom, qualquer uma de nós, na verdade, gostaria de ter aquela coleira.

- Deveria deixar a rainha em paz. - Comentei.

- Rainha do que? Porra! - Esbravejou, enquanto retomava a caminhada.

 

°-°-°-°-°

Antes

Uchiha Sasuke

 

Eu não costumava fazer o papel de caçador, simplesmente porque não precisava ir até nenhuma dessas garotas, eram sempre elas que vinham até mim. Logo depois da primeira semana, dei um jeito de tirar a Sakura do meu encalço, mesmo assim, nada. Na terceira semana eu já estava de saco cheio de esperar. Quanto mais a Hyuga parecia não me notar, mais parecia que eu tinha que a pegar, a qualquer custo.

Estacionei o carro, estava chegando meia hora mais cedo que o habitual, porque, aparentemente a Hyuga sempre chegava antes do horário da primeira aula. E hoje nós tínhamos a mesma aula. Subi as escadas meio distraído, mas ela realmente estava lá, parei frente a dona dos olhos de pérola. Minhas mãos no bolso da calça, enquanto os olhos dela se ergueram preguiçosamente para mim.

- Hyuga... - Ela não me respondeu, mas manteve os olhos firmes nos meus. - Eu sou...

- Uchiha Sasuke. - Me interrompeu, e eu não consegui conter o meio sorriso, então... Ela sabia meu nome. – Estive imaginando... Quando você viria até mim. – As palavras ditas pela voz doce dela me pegaram de surpresa, principalmente pela firmeza com a qual ela as proferiu e a forma como manteve os olhos nos meus, sem os desviar.

- Esteve?

- Você esteve me observando... – Senti um leve incomodo, por que eu sabia bem como era ser observado... Talvez ela achasse que eu era como aquelas garotas loucas e entediantes que ficavam no meu pé.

- Incomodo?

Ela deixou escapar um sorriso cínico, então eu reparei nos olhos afiados para mim... Não, era a expressão de uma garota inocente, que o rosto de boneca a fazia parecer, não... Naquele momento ela não parecia a preza encurralada pelo predador, éramos dois caçadores.

- Claro que não, afinal, é por você que eu estou aqui.

 

°-°-°-°-°

Agora

Sabaku Gaara

 

Ino estava ao meu lado, num lindo e provocante vestido dourado, Kankuro estava com uma nova moça, a qual nunca vi, Toneri estava com Kaguya, uma mulher mais velha... Que por muito tempo, a maioria de nós considerava uma deusa, e admito já havia me feito perder algumas, mas hoje, assim como eu, ele não conseguia desviar os olhos de Hinata, e Sasuke sabia, que provavelmente, iria nos depenar e sair dali com uma pequena fortuna a mais no bolso. Porque todos sabiam os perigos de se distrair com uma bela mulher no poker...

E toda vez que ela se reclinava sobre o Uchiha, eu me atentava ao decote, desejoso por ver um pouco mais, sempre que levantava a perna esfregando contra a dele, meus olhos me traiam, ansiosos para que o vestido curto revelasse apenas um pouco mais acima... E quando ela ronronava algo no ouvido dele ou o acariciava eu desejava estar ali, porque céus, aquela era uma bela mulher, da qual eu não pude provar. E o resultado da noite... Todos seriamos pato do Uchiha, porque ele sabia jogar com todas as cartas que tinha.

 

°-°-°-°-°

Antes

Uchiha Sasuke

 

Aquilo era uma droga instaurada nos meus pensamentos, a Hyuga, após dizer que estava aqui por mim, teve de atender uma ligação, e voltou apenas quando a aula já havia começado, se aquilo era um jogo de gato e rato, mostraria que eu não era o alvo. Mas ela não veio até mim, e tão pouco eu até ela, foi como se nossa pequena interação nunca houvesse ocorrido...

A festa da fraternidade era no campus, todo o local era iluminado por tochas regadas de álcool, já haviam passado duas semanas desde a nossa pequena interação, era a primeira festa em que eu a via, diferente das roupas habituais, aquele vestido que deixava suas curvas evidentes, mostravam tudo o que aquele corpo podia oferecer. As musicas provocantes que ela dançava enquanto alguns manés a acompanhavam estava me deixando com vontade...

- Você vai dançar? – Gaara questionou.

- Não sei...

- Se não for, vou eu.

- Nada disso, mesmo se eu não for, você não vai. – Ele bufou e Kiba riu. Pois sabia que falávamos sobre Hyuga e não sobre dança.

- Está sendo egoísta, não trepa nem sai de cima.

- Ino está logo ali, e a Matsuri também, você pode curtir sua noite...

- Sakura também, assim como Karin. E quase todo o restante do campus, não é isso, você sabe. – Silabei algum palavrão entrando na pista. Deixando uma fração do meu orgulho para trás.

Me distraí com algumas garotas rebolando para mim, e percorri a mão pelo corpo delas, perdi o foco do meu objetivo, curtindo o momento. Até que meu corpo encontrou o dela, num esbarrão, meios sorrisos a meia luz, nenhum de nós se preocupou em disfarçar o que queríamos, enquanto ela apoiou os braços nos meus ombros e se movimentou, com as minhas mãos em seu corpo enquanto dançávamos, em algum momento quando ela se virou rebolando deixando que eu sentisse aquela bunda contra mim, as mãos no meu pescoço enquanto descia e novamente subia... Em algum momento a chuva começou a cair...

E nós continuamos, porque queríamos dançar, sim... nós e as tochas, fogo sob a água. Todos os outros se foram, correndo, mas nós ainda dançávamos, mesmo quando ela me empurrou em uma cadeira velha de madeira e se ajeitou no meu colo, passando a mão por mim, me acendendo num desejo ao qual eu já havia cedido, mesmo quando suas unhas arranharam a minhas costas e nossas bocas se encontraram e eu pude finalmente, descarregar toda a vontade que eu tinha de a sentir, e nossas línguas avidas se encontravam, até mesmo quando eu ouvia seus gemidos e estava dentro dela, e nossos quadris se moviam um contra o outro, nós ainda estávamos dançando, na noite, no meio do campus, nós e as chamas das tochas, mas diferente de nós, elas já estavam se apagando sob a chuva. E nós estávamos apenas começando a nossa dança.

 

°-°-°-°-°

Agora

Yamanaka Ino

 

O jeito com que Gaara a olhava me incomodava... Não pelo dinheiro que eles estavam perdendo, mas por eu saber que ele não me pertencia e que provavelmente nunca me pertenceria... Olhei Hinata pelo reflexo do espelho, quem diria no final das contas, ela estava na mesma situação que eu com Sasuke... Devo ter me perdido em divagações, quando dei por mim, os olhos dela no reflexo estavam fixos no meu e aquilo me desconcertou.

- Você... Hmn... – Mas nada veio a minha mente. E ela provavelmente iria me ignorar, como fazia quase sempre.

- Apenas diga o que quer dizer. – Me surpreendi com a voz dela.

- Por que aceita isso? Quero dizer... Com o Sasuke... Olhe só para nós, aqui de acompanhantes... Com essas roupas enquanto eles nos exibem...

- Por que você aceita? – Meu silêncio deve ter sido resposta o bastante. -  Contanto que esteja bom para ele, está bom para mim.

- É o bastante para você? É isso que quer? – Minha voz saiu mais afoita do que eu gostaria.

- É o bastante para mim, Ino. – Ela disse e os olhos deixaram de me olhar pelo espelho para me fitar diretamente. – E para você, é o bastante? – Por algum motivo eu estava com vontade de chorar... Ela estava me respondendo, não estava sendo grosseira, mas...

- Você não fala com quase ninguém... Não se preocupou em fazer amigos... Quer dizer... Eu não entendo, você... Por que se preocupa em me responder... Você é tão quieta, a maioria das pessoas nem se quer recebem uma resposta. – Eu e a minha matraca aberta. Quanto mais afobada mais bobagem sai.

- Você não me incomoda... – Respondeu depois de um tempo com um pequeno sorriso. – Apesar de ficar se enganando... Acho que você é alguém sincero.

- Me enganando? – Apesar de eu ter perguntado, não estava pronta para a resposta.

- Sim, a exemplo seu grupo, que dizem não ficar com alguém que se relacione com outro membro do grupo, então você finge que não vê, quando todos sabem que o Gaara e a Matsuri ficam por aí, mas assim como Sasuke e eu, ele e você... Tem esse tipo de relação... – Quando meus olhos encheram de lágrimas, ela se pronunciou novamente. – Desculpe se isso foi rude, não tive a intenção...

- Não, tudo bem... – Menti. – Você só disse uma verdade que ninguém tinha dito até então... E que eu, de fato, fingia não ver... – Meus olhos recaíram sobre a gargantilha de pérolas que estava no pescoço dela. Presente do Uchiha. – É linda.

- A coleira? – Ela perguntou levando a mão ao pescoço e eu me encabulei mais ainda.

- Eu não disse... – Mas não pude concluir.

- Não... Quem disse foi eu, é isso que ela é. – E eu não soube dizer o que aquele meio sorriso significava. – É hora de voltarmos.

°-°-°-°-°

Antes

Uchiha Sasuke

 

A sensação era sem igual, não sei se pelo momento, se por todo tesão acumulado que eu tinha por ela, ou se por toda aquela intensidade com a qual eu me pus dentro dela, quantas vezes tinham sido? Ali mesmo, enquanto minhas mãos deslizavam pelas curvas e apertavam a bunda auxiliando os movimentos, enquanto nossas respirações pesadas se mesclavam e os beijos cálidos eram depositados onde o corpo estivesse ao alcance da boca de ambos... A testa dela ainda estava encostada na minha enquanto nossas respirações tentavam se estabilizar, e a chuva dava uma trégua, quando um feixe de luz forte passou por nós. Reconheci de pronto. A luz de uma lanterna.

Ela também pareceu compreender, pois se levantou de súbito, ao mesmo tempo em que ouvi a voz do vigia gritando para nós, ela ia correr, mas para o lado errado então a puxei e indiquei o caminho. Enquanto o homem continuava a nos perseguir, quando finalmente chegamos na grade ela pareceu não entender.

- Dá num beco e do beco para rua. Pula e corre.

Fiz apoio com as mãos para que ela pulasse, e na minha vez o homem quase me alcançou. Tive que pular, meu corpo estava pedindo por um descanso, mas a adrenalina não captou isso, então foi fácil me impulsionar por cima da grade. Consegui correr, ela já não estava mais por ali, no fim do beco ainda pude ouvir o vigia berrar.

- Eu sei que é você Uchiha! – Ri.

Saber é uma coisa, provar é outra, chequei os dois lados da rua, mas nem sinal da Hyuga, rápida ela era. Sorri para o céu, quase tinha sido pego e finalmente tinha matado o desejo de me enterrar dentro dela, não poderia estar mais satisfeito.

 

°-°-°-°-°

Agora

Otsutsuki Toneri

 

Sasuke, Gaara e eu decidimos ir a uma boate, daquelas que as mulheres sobem na mesa e dançam pra você... Mas a verdade era que a mulher que eu queria ver dançar, era aquela que o Uchiha estava com os braços ao redor... Ino também havia ido, não poderia dizer que eu entendia a natureza da relação que eles mantinham com aquelas mulheres, mas eu gostava de como podia aproveitar.

- Quer provar? – Ouvi a voz de Sasuke.

- Quero. – Respondi e tentei manter o sorriso, já que tinha sido pego secando a mulher dele descaradamente. – Mas já é sua.

- Ela faz o que eu disser...

Replicou para mim e a beijou, uma das mãos se apossou firme da cintura enquanto a outra passou por um dos seios... Ele sabia animar uma noite e eu já estava ficando excitado...

- É mesmo... E você me deixaria provar?

- Se ela quiser, mas assim é difícil... Ela é uma cadelinha muito legal. – Disse com um sorriso cínico, que me fez morrer de inveja, levantei minha taça num brinde a ele. Porque certas coisas... Mereciam ser saudadas.

 

°-°-°-°-°

Antes

Uchiha Sasuke

 

Se valesse um tiro na cara, eu teria apostado e morrido, durante o primeiro dia, enquanto Sakura, batia uma para mim no banheiro masculino, eu ainda poderia jurar que ela viria falar comigo... Mas não veio, enfiei minha mão por entre os cabelos rosa fazendo com que ela se ajoelhasse, e observei engolir meu pau. A sensação era gostosa.

No segundo dia, não era como se aquilo me incomodasse, mas a dinâmica com a Hyuga tinha voltado ao que era antes, como se nada tivesse acontecido, era como a primeira neve, todos sabiam que viria, mas nunca sabíamos quando. E eu tinha acabado ficando assim com a Hyuga, na expectativa de que algo viria, sem nunca saber quando.

Mas se ela era a pólvora eu era o fogo que a consumiria, ela nunca vinha até mim, mas sempre que nos encontrávamos por aí... E isso aconteceu assim, as vezes no vestiário, no chuveiro depois de um jogo, as vezes na cobertura do prédio mais alto da faculdade, as vezes numa sala vazia, a gente se esbarrava, as vezes intencionalmente, as vezes só por se esbarrar, era uma das minhas fodas fixas, mas sem dúvida a era a mais gostosa, não era como aquelas que perdiam a graça, pelo menos não até então, porque tem certas misturas que não te cansam.

A Hyuga nunca havia vindo até mim, até aquele dia, quando ela me escorou e eu caminhei sendo sustentado por aquela pequena criatura, pela carinha de porcelana vermelha e as lufadas de ar... Ela deveria estar se esforçando porque eu realmente estava precisando da ajuda dela para andar, então o meu peso sobre ela, daquela forma, deveria estar contando com um grande esforço dela.

Eu estava ardendo, mas era de febre. Foi a primeira vez que ela veio até mim. Com a expressão mais séria que eu vi em seu rosto, falando firme, como se soubesse de algo sobre mim, como se não fosse só mais uma, e eu estava tão na merda que obedeci tudo que ela disse, quando pediu as chaves do meu carro e me levou até o hospital, quando me dizia para ficar quieto enquanto as enfermeiras me drogavam, quando me disse séria para que eu esperasse o efeito dos medicamentos injetados na minha veia, mesmo que eu odiasse hospitais esperei, da forma mais impaciente que pude, mesmo assim esperei.

Não precisei me apoiar nela novamente para entrar em casa, também não perguntei como ela sabia meu endereço, provavelmente qualquer garota saberia. Quando eu sai do banho ela estava na minha sala, sentada, olhando para nada em específico.

- Você já pode ir.

- Tem que tomar seus remédios... – Ela disse tranquilamente, mas eu já me sentia melhor, estava febril, porém melhor, nada que uma boa noite de sono não resolvesse.

- Não, não tenho.

- Você tem sim. – Insistiu.

- Não, não tenho e você não é ninguém para me mandar, dá o fora daqui. – Eu pude ver que meu tom de voz a assustou, melhor assim.

- Insisto que tome...

- Foda-se o que você insiste, quero que vá embora.

- O médico disse que...

- Pera aí... – Disse com o sorriso mais debochado que pude. – Você acha que só porque eu fodi com você algumas vezes você pode vir aqui e... – A petulante me interrompeu.

- Não acho nada, apenas tome os remédios.

- Saia da minha casa. – Ele me encarou por segundos a fio, e então respirou fundo, pegou os remédios e o copo d’agua na mesa e os estendeu para mim arqueando a sobrancelha.

- Tome e eu saio agora mesmo. Se quer tanto assim que eu vá, basta tomar.

Desgraçada, eu poderia expulsá-la dali de vários modos, mas a ideia era simples, eu tomar os remédios e ela ir embora, não tinha porque complicar, era claro, eu deixaria evidente que queria que ela fosse. Peguei a contragosto aquele monte de porcaria e engoli. E então sem dizer mais nenhuma palavra, ela se foi.

E então quando eu acordei no dia seguinte tão na merda quanto no dia anterior, decidi que deveria tomar aqueles remédios por conta própria. Andei cambaleante até o banheiro, desgraça, na volta o percurso foi a mesma merda, mas me embolei e cai no chão, resolvi ficar deitado ali mesmo para descansar.

Acordei novamente na minha cama, Hinata estava sentada ao meu lado, numa cadeira, dormindo, com a metade do corpo apoiada na cama. A observei por alguns instantes, era muito linda, muito mesmo, tanto que parecia irreal, até que eu me toquei, o que diabos ela estava fazendo ali?

- Ei, acorda. – Disse a cutucando.

- Hmn... – Murmurou meio grogue. – Sasu... – Deu um pequeno sorriso. – Que bom... Parece um pouco melhor.

- O que está fazendo na minha casa?

- Imaginei que você não tomaria os remédios da madrugada... E você não trancou a porta.

- Eu não disse para você ir?

- Não me disse para não voltar...

- Pensei que fosse evidente... Como cheguei aqui?

- Arrastei você.

- Me sinto melhor, já pode ir.

- Isso porque enquanto você estava delirante de febre, o convenci a tomar a medicação.

- Hmn... – Desta vez quem murmurou foi eu.

- Você precisa se alimentar bem, eu fiz comida para você.

- Não quero merda nenhuma que tenha feito.

- Não quer, mas vai comer. – Ela ia se retirar, mas a segurei pelo pulso, com força o suficiente para ver expressão de desagrado no rosto dela por conta da dor.

- O que você acha que vai ganhar com isso?

- Nada. – Respondeu firme.

- O que você quer? – Perguntei entredentes.

- Eu pensei que já tinha dito. Quero você, mas no momento, quero apenas que fique bem. – Disse puxando o pulso do meu aperto.

- Isso não vai acontecer Hyuga...

- Tudo bem.

Ela não pareceu se abalar, se retirou e quando voltou, trouxe uma sopa de tomates... Não pretendia comer, mas eram tomates e o cheiro estava bom, de fato eu precisava me alimentar, peguei em silêncio a tigela e comi, a mulher continuava na cadeira ao lado da minha cama, sem emitir som algum. Assim que terminei ela pegou a tigela e se retirou, andando pela minha casa, como se fosse sua. Após o horário do segundo remédio, o qual tomei sem reclamar, a expulsei novamente, explicitando que não entrasse em minha casa sem permissão.

Então no dia seguinte, de manhã cedo ela estava batendo a minha porta, com um sacola do mercado contendo coisas para eu comer e me fazendo tomar remédios, deve ter se passado cerca de uma semana, com ela me aturando, e de fato, não compreendia o que ela estava ganhando com aquilo, quando finalmente na manhã do nono dia a descobri dormindo em minha varanda, encolhida no canto, tremia um pouco e a chuva que caia forte respingava nela... Sério?! Ela esteve dormindo na minha varanda?

Sentei-me em uma espreguiçadeira aguardando, da forma mais paciente que podia, ela despertar... Olhei para o relógio, sete em ponto, geralmente ela chegava por volta das sete e dez. Sete e cinco o celular dela despertou, e se ela se assustou ao me ver ali, não demonstrou, me deu um bom dia espreguiçado e me questionou o que eu fazia... O que eu fazia na minha própria varanda...

- É você que deve me responder isto.

- Fiquei com medo de que precisasse de mim durante a noite e eu estivesse longe demais...

- Fez isso por todas essas noites? – Mas ela não me respondeu... – Eu não sei o que você pretendia com isso tudo, mas os remédios cessam hoje e já não me sinto mal, não preciso da sua presença. - Os olhos de pérola vagaram pelo jardim por alguns instantes e suspirou.

- Só por hoje... E depois eu irei embora.

- Você não tem um pingo de dignidade? – Ela me dirigiu um dos meus sorrisos de lado.

- É isso que você quer?

- Eu te disse várias vezes para ir embora, não me parece que se preocupa com o que eu quero.

- Se o que você quiser estiver abaixo do que precisa, não ligo.

O dia foi mais um como os outros em que ela esteve por ali, saia no horário das aulas, me deixava frutas, voltava tão logo quanto podia, e me preparava o jantar e quando me via ingerir o último comprimido do dia, se dirigia para a porta. Mas eu estava bem o bastante para não a deixar sair. Bem o bastante, para querer me sentir bem de outras formas... Como ela tinha me feito em alguns dos dias durante o banho, ou antes do jantar, mas hoje eu queria me mexer...

A arrastei para o quarto e joguei em minha cama, e aqueles eram os únicos momentos nos quais eu conseguia ler a expressão dela. Saber o que ela pensava, o rosto corado pelo prazer e os gemidos.

- Posso fazer o que eu quiser com você, não é mesmo? – Perguntei contra a pele dela enquanto deslizava meus lábios por seu colo.

- Pode...

- Tudo é muita coisa... Tem certeza? – Ela ronronou um sim em resposta.

Me afastei um pouco me deleitando com a visão da mulher nua em minha cama. Um sentimento de posse repentino tomou conta de mim, algo que eu já havia ignorado antes, algo em relação a ela, que parecia tão entregue, tão minha. Que me fazia desejar que fosse apenas minha.

- Sabe que pertence a mim? – Os olhos de pérola entreabertos me fitaram, pouco antes que ela levasse meu dedo do meio a boca e o chupasse, fazendo com que eu imaginasse outra coisa ali.

- Sei. – Respondeu quando o retirou da boca.

- Esta noite, nós vamos brincar de um jeito diferente.

Ela me olhou um pouco confusa quando me afastei, mas não questionou, nem mesmo quando amarrei seus pulsos com o tecido na cabeceira da cama ou quando vendei seus olhos. Pensei sobre quantas formas eu poderia começar com aquilo, mas a primeira que me veio a mente foi algo que mais me lembrava dela... Algo frio como a neve, gelo.

Peguei um cubo transparente e o coloquei contra a pela clara da barriga, ela deixou alguns gemidos escaparem enquanto o gelo derretia escorrendo por sua pele, deixando marcado de vermelho os locais nos quais eu mais demorava. Pelo seio e no pescoço, até o levar a vulva, a massageei, enquanto o gelo derretia rapidamente por ali.

- Sasu... Sasuke... Por favor.

- Shiii, eu dou as ordens.

Deixei com que o gelo a deixasse mais sensível, e tenho certeza que ela não saberia qual dizer se aquilo estava muito ruim ou muito bom, não até o momento em que levei minha língua quente contra a intimidade, agora gelada. Brinquei com minha língua tempo o suficiente, para o corpo dela se contorcer e as mãos segurarem firme a cabeceira, mas não deixei que gozasse, qual seria a graça? Ela protestou, mas foi inútil, mordi a parte interna da coxa, e segui o percurso até o tornozelo com força o bastante para que o corpo dela reagisse aquilo.

- Quer que eu pare? – Ela balançou a cabeça de forma negativa. – Boa garota.

Me diverti com os seios dela antes de me posicionar na entrada de sua intimidade, e esfreguei meu membro ali, o quadril dela se mexeu em resposta me deixando louco. Afundei dentro dela de uma só vez, ela arqueou a coluna e buscou por ar, e eu meti cada vez mais forte.

- Você é tão linda. – O elogio escapou da minha boca antes que eu o impedisse.

Vê-la tão à mercê me enchia de luxuria, os olhos vendados e as mãos amarradas a boca aberta deixando os gemidos saírem, não sei quanto tempo fiquei perdido ali, minha mão apertou em torno do pescoço, fazendo com que ela tivesse dificuldade de respirar, afrouxei e ela sugou o ar livremente, até que novamente eu a deixasse sem ar, cada vez um pouco mais, cada vez ela me comprimia mais entre suas pernas.

Era tão fantástica, a sensação era inebriante, eu já tinha feito aquilo, várias vezes, muitas mulheres estavam dispostas a tudo para me agradar, mas nenhuma como aquela, me acabei dentro daquele corpo, e deixei por alguns instantes meu peso recair sobre ela, enquanto sentia o pequeno corpo ainda tremendo do orgasmo que tivera. A soltei depois de alguns minutos e ela retirou a venda.

- Já tinha feito algo assim antes? – Ela negou e desviou os olhos, parecia... Tímida. – Agora sabe do que eu gosto. O que achou?

- Diferente... Bom.

- Você é uma cadelinha muito obediente... – Me reclinei a beijando. – Gosto assim, me enche de tesão... – Mas ela não parecia surpresa, ela nunca pareceu surpresa sobre mim, o que me levou a uma questão que rondava minha mente desde nossa primeira conversa. – Eu já a conhecia antes?

- Isso importa?

- Responda.

- Sim.

- De onde?

- Não se lembra? – Neguei. – Não importa. – Ela disse ao se levantar, enquanto começava a se vestir.

- Vai embora?

- Não me quer aqui. – Senti meu maxilar travar, era só ela ter ficado na porra da cama. O que ela queria? Mas seu rosto de boneca já estava novamente com aquela expressão que eu não conseguia decifrar.

- Se vai dormir na minha varanda, tem um tapete na sala que é perfeito para uma cadela como você, durma nele, não quero ter de levá-la ao veterinário.

A Hyuga saiu sem me dizer mais nada, algo em mim, em algum lugar me chamou de estúpido, mas a culpa era dela, tinha deixado a porta do quarto de hóspedes aberta mais cedo, fui para o chuveiro, e depois me deitei, caindo num sono profundo.

E na manhã do dia seguinte, qual não foi minha surpresa ao encontrá-la dormindo no tapete da sala, senhor... Até no sofá ela caberia confortavelmente, mas ela estava ali, no tapete, exatamente onde eu disse para dormir, como se minha presença a despertasse, ela acordou, se pondo sentada sobre as próprias pernas?

- Você por acaso é burra? – Ela esfregou os olhos sonolenta.

Suspirei irritado, mas ela aparentemente pareceu se interessar mais no volume dentro do meu short, levando a mão até lá e me tocando. Minha irritação desapareceu em uma nuvem quando ela botou meu pau na boca, segurei os fios negros de seu cabelo e deixei que ela fizesse como quisesse.

Senti a língua dela percorrer toda minha extensão, e depois me envolver por completo com sua boca quente, não tinha jeito, eu já estava me deixando levar, não havia maneiras de parar aquilo. A puxei de forma rude pelo cabelo, fazendo com que retirasse a boca do meu pau, e me olhasse, mas a atrevida ainda esticou a língua e a passou na cabeça do membro, ouvi um rosnado sair da minha própria garganta.

- Olhe para mim. – Ordenei. Ela obedeceu. – A partir de agora você é minha cadelinha... Entendeu?  - Ela assentiu. – Só minha. – Frisei para que não restassem dúvidas.

- Só sua. – Repetiu.  Me curvei aproximando o rosto do dela. - Sabe que está vendendo a alma ao diabo, não sabe?

- Contando que seja você... Não me importo...

Devorei os lábios dela, num beijo tão sedento quanto a vontade que ela me despertava, deixei que meu corpo se deitasse sobre o dela no tapete no chão da sala, o local... Não faria a menor diferença naquele momento.

 

°-°-°-°-°

Agora

Yamanaka Ino

 

Eu estava chateada, muito. E aquela garota em cima da mesa não estava dançando coisíssima nenhuma. Virei o shot de vodka e me levantei, talvez um pouco cambaleante.

- Oi, hey você, saia daí. – A dançarina me olhou de cara feia. Tirei um bolo de dinheiro da bolsa e taquei nela. – Já recebeu sua noite, agora vaza. – Ela olhou ao redor e como ninguém protestou, ela catou o dinheiro e se retirou, então eu subi na mesa.

Comecei a me mover lentamente, pela barra de pole dance. Estava ganhando a atenção, os olhares sobre mim, a nossa cabine era privada, mas estava aberta e todos podiam ver e tudo bem, os olhares estavam sobre mim, Hinata ria sobre algo que o Uchiha falava, as mãos dele entre as pernas dela, repousando indecentemente, Gaara levava o líquido do copo a boca, enquanto me bebia com os olhos e Toneri não sabia bem para onde olhava então decidi facilitar para ele quando a voz da cantora anunciou "It's Britney bitch", a música era Gimme More.

- Heeey, sobe aqui, vadia. – Chamei Hinata, ela me olhou com aqueles olhos nebulosos e um sorriso riscou os lábios, antes dela deixar o copo na mão de Sasuke, e apoiou a mão na mesa redonda subindo de quatro, rebolando. Desci me movendo próximo ao quadril dela, e me levantei quando ela ficou de joelhos de frente para mim, descendo e subindo passando a mão pelo meu corpo, até que se levantou, passando a língua pelo meu pescoço enquanto nossos corpos se esfregavam e esfregavam no queijo*.

O centro das atenções, dava pra ouvir os homens perguntando quanto tinham que pagar por um show daqueles, e todos saindo das suas mesas para circular a nossa, todos querendo mais, sorri com aquilo, dançar com a Hyuga era surpreendentemente excitante, era tudo nosso. Ela movia o corpo com o meu, a boca roçando na minha provocando todos ali.

Em um movimento de mão circular Sasuke fez com que a cortina vermelha se fechasse em volta da nossa mesa, "festa particular", ele disse com um meio sorriso enquanto a luz negra piscava, e a batida da musica me deixava melhor, ela encaixou as pernas no meio da minha, fazendo eu rebolar na coxa dela e depois se virou e com as mãos passando no meu corpo, rebolou de costas pra mim e quando se virou novamente, nossos lábios se encontraram, senti os dedos dela entre meu cabelo, a sensação inebriante das línguas se chocando, a batida enquanto sumíamos e aparecíamos novamente pelas luzes que mesclavam, sem deixar de movimentar o corpo, quando aquilo acabou, ela lançou um olhar para Sasuke, e eu não soube o que era aquele sorriso, mas parecia perigoso, como se ele estivesse a ponto de subir ali. Inconsciente olhei para o Sabaku e ele tinha uma expressão parecida, e aquilo me fez sentir melhor.

O Uchiha se levantou, e se aproximou da mesa, seu rosto na altura da barriga da Hyuga, ela enfiou os dedos pelos fios negros de cabelo no topo da cabeça dele e os apertou, sorriu e desceu, ainda ficou subindo e descendo frente a ele até que, Sasuke a segurou pelas pernas, de pé mesmo e a desceu, mantendo no colo.

- Desculpe senhores, o show acabou. – Anunciou com a voz rouca, mas nós sabíamos que eles iam para um dos quartos ali mesmo. Para que o show continuasse.

- O seu também. – Gaara, colocou o copo vazio na mesa e me levou dali.

 

°-°-°-°-°

Antes

Uchiha Itachi

 

Faziam cerca de onze dias que aquele irresponsável não aparecia na universidade, e como ele não atendia as ligações, nem as do pai, nem as minhas, era com muita raiva no coração que estacionava o carro ao lado do de Sasuke, e se dirigiu a entrada da casa, que por sorte, ainda tinha a mesma fechadura. Então suas chaves serviram perfeitamente.

A porta fez um leve ranger, era manhã cedo, muito cedo, porque apesar de tudo, Fugaku ainda não o deixaria dormir, sem descobrir se o mais novo estava bem e ele próprio precisava saber, seis e meia da manhã. A casa estava na penumbra, e por pouco não tropeçou no embrulho em cima do tapete no chão da sala, mas aquilo era uma mulher, uma muito bela mulher, que diabos Sasuke estava fazendo? A pegou no colo e ela se ajeitou contra seu peito, com sono inabalado, olhou na direção do quarto de hóspedes, certo.

Mas antes que desse um passo percebeu que Sasuke estava parado o observando do início do corredor. O cenho franzido, mas os olhos inquisitivos estavam sobre a mulher em seus braços, e os seus próprios recaíram sobre o rosto adormecido, o que uma mulher como aquela estava fazendo dormindo no chão?

- O que está fazendo? – Meus olhos voltaram para os dele.

- Eu que deveria perguntar.

- Você está na minha casa.

- Você não tem ido a faculdade.

- Já disse para vocês não monitorarem minha frequência, não é como se eu precisasse de algo.

- É o único jeito de sabermos que você ainda está vivo... Talvez se você atendesse o telefone?

- Isso não vai acontecer. – A pequena criatura se remexeu nos meus braços e quando a olhei novamente, fiquei sem fala por alguns instantes, nunca tinha visto olhos como aqueles.

- Ponha no chão. – Ordenou, porém eu não dei ouvidos.

- Tudo bem com você. – Mas ela nada disse. – Sasuke fez algo de ruim para você?

- Pelo amor de Deus, deixe-a no chão e dê o fora da minha casa. – Mas ele se calou com o olhar que eu o dirigi.

- Quieto. Se você estiver fazendo algo de...

- Eu estou aqui por vontade própria. – Ouvi o tilintar da voz feminina.

- Anda. – Meu irmão estava ao meu lado a tirando dos meus braços.

- Mesmo assim... Não deveria faltar tantos dias por conta de uma nova namorada.

- Fiquei doente, mas já estou melhor.  – Ele se pôs parcialmente a frente dela. – Não é minha namorada.

- Não... Bom...

- Nem pense, eu disse que não era minha namorada, mas é minha.

- Sua o que? – Mas nenhum dos dois responderam.

- Ele está te obrigando de alguma forma a fazer algo? – Ela deu uma pequena risada.

- Você é bem gentil, mas pode ficar tranquilo, ele não me obriga a nada.

- Sua o que? – Quis saber.

- Minha boneca particular.

- Boneca? – Ele passou o braço ao redor do ombro daquela mulher com rosto de anjo.

- Boneca de luxo.


Notas Finais


queijo* - Barra de Pole dance.


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