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História Bonita por fora - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único


- Becca! Becca! Para! 

 

- Você precisa ver!

 

- Eu já estou indo, não precisa me arrastar, Becca! - E chegaram onde Becca tanto queria: O banheiro feminino. Entraram correndo, Becca empurrando Elisa para dentro e trancando a porta dentro do cubículo. Foi quando Rebecca começou a tirar a roupa. - Amiga? Amiga? Amiga? - Rebecca entregou o casaco para que Elisa segurasse, depois a blusa do uniforme do colégio e já estava tirando a calça, daí Elisa segurou em seu braço. - O que você está fazendo? - Ela gritou.

 

- Eu já disse! Preciso te mostrar uma coisa!

 

- Você nua?

 

- Sim.

 

- O que? - E a calça também foi entregue para Elisa que segurou tudo extasiada. Encarando Rebecca de calcinha e sutiã. A amiga subiu a barra da calcinha um pouco para cima, depois ajeitou os peitos no sutiã para que ficassem centrados no meio e, finalmente, encarou Elisa. 

 

- Olha para mim!

 

- Tem como não olhar? 

 

- E o que acha? 

 

- Você é perfeita. Maravilhosa. - Rebecca assentiu com a cabeça rapidamente, quase ansiosa. - Não estou entendendo. Você vai se transformar no Jacob ou coisa parecida? 

 

- Elisa, eu sou bonita. - A garota ficou paralisada por alguns segundos, então concordou. Sim, Becca, você é sim. Rebecca puxou a mão de Elisa para o seu peito, formou uma concha com a mão, apertando a mão da garota sobre o sutiã. - Preenche uma mão inteira! 

 

- B-Becca? - Rebecca desceu a mão da amiga pela sua barriga. Chapada e lisinha. Tinha quase gominhos ali, sutis, um V sutil. Um traço que dividia sua barriga desde abaixo dos seios, até o quadril.

 

- Olha isso, Lisa! É porque eu fazia Judô? Não tem gordura! Não tem pochete! E olha isso! - Pegou as roupas da outra mão da amiga e jogou em cima da privada. Com as duas mãos livres de Elisa, Rebecca posicionou em sua cintura. Em sua cintura bem fina. 

 

- É uma cintura incrível. - Era sim, com certeza. Rebecca soltou as mãos da amiga (que ficaram lá por conta própria) e desamarrou o rabo de cavalo. O cabelo caiu deslizando em seus ombros. Rebecca olhou para Elisa, os olhos pretos, o cabelo ondulado. 

 

- Lisa, olha para mim!

 

- Eu estou olhando. 

 

- Eu sou bonita. - As mãos continuavam na cintura dela, apertadas, quase. 

 

- Eu sei. 

 

- Você sabe?

 

- Claro que sei. Eu vejo você todos os dias, você é linda para caralho. 

 

- Por que não me contou? 

 

- O que? - Rebecca estava quase descontrolada. Subiu em cima da privada, pisoteando as próprias roupas. Elisa ficou cara a cara com a calcinha dela, deu um passo para trás, quase tropeçando, entorpecida. Esbarrou na porta do cubículo, erguendo o olhar, lentamente, subindo da calcinha cor de rosa, atravessando o torso desenhado, os pelinhos dourados, seguindo a linha que dividia o abdômen de Rebecca. Parou um pouco nos seios, aqueles que preencheram sua mão inteira segundos atrás.

 

- Por que não me contou que eu sou bonita? - Rapidamente encarou os olhos da amiga, lá no alto. 

 

- Porque é óbvio. 

 

- Elisa Fiore! - Então Rebecca ficou de costas, querendo que a amiga desse uma olhada em sua bunda também. 

 

- Você vai me fazer tocar? Ver se preenche uma mão inteira? - Rebecca pulou do sanitário para o chão, ainda de tênis. Elisa ficou toda tensa, tendo a amiga próxima de novo. 

 

- Eu não sabia, não fazia ideia!

 

- Não vai falar do seu nariz? Pontudinho e pequeno. - Elisa tirou as mechas da frente do rosto da amiga, colocou atrás da orelha. E com as mãos no rosto dela, penteou as sobrancelhas de Rebecca com os polegares. - As suas maçãs de rosto, definidas… E como elas ficam lindas, quando você vai a praia e fica rosadinha. Seus olhos e o seu cabelo, da mesma cor… Seu rosto é incomum, não tem ninguém parecido com você. 

 

- E por que não me disse? - Tirou as mãos de Elisa do seu rosto e ficou segurando. - Eu estava fazendo aquela coisa ontem… Me olhando no espelho, odiando as minhas olheiras, como sempre, mas daí eu estava pelada e soltei o cabelo e bum! Minha cabeça entrou em colapso! Elisa, tudo faz sentido agora! Lembra que o Arthur é legal comigo e eu penso tipo “Meu Deus, por que ele está sendo legal comigo, se toca” e no outro dia, as meninas do terceiro ano elogiaram o meu cabelo do nada. Bum! É por isso que quando a gente sai, sempre conseguimos bebida de graça, Elisa! Você não está surpresa? 

 

- Surpresa por você ser bonita? Não. 

 

- Eu… - Sentou em cima das fardas, deixando o olhar vagar pelo cubículo. - …estou tão feliz. 

 

Elisa sorriu. E quando percebeu que os olhos de Rebecca estavam marejados, sua boca ficou em formato de O, um biquinho, se aproximando para a abraçar. Uma lágrima escorreu pela bochecha de Rebecca, que Elisa tratou de secar, enquanto a apertava contra si. 

 

- Você é linda, amiga. Por dentro e por fora. Eu vou te lembrar disso mais vezes, ok? 

 

- Ok. - Ela se levantou, pegando a blusa, vestindo. Antes de passar pelos braços, e descer pelo corpo, ela continuou: - Elisa, quando o Daniel e Leonardo falam comigo, acho que eles não me acham estranha. 

 

- É? 

 

- Uhum. 

 

Tropeçando para vestir a calça sem tirar o tênis, se apoiando em Elisa, que sorria. 

 

- E eu até acho que o Arthur gosta de mim. 

 

- É?

 

- Uhum. 

 

- E você descobriu isso tudo ontem?

 

- Sim. Acredita nisso? - Sussurrou. O cabelo no rosto de novo, a blusa maior que ela, na altura dos quadris. A calça cabia duas dela e passava dos tornozelos. Ela parecia uma skatista assim. - Quero dizer, de verdade? Concorda comigo? 

 

- Com certeza, Becca. Bem vinda a realidade. - Rebecca sorriu, Elisa sorriu. Era um novo começo. Totalmente diferente. Ela achava que sairia do banheiro com a cabeça em 90 graus para variar. E, talvez, só talvez, quando falassem com ela pelos corredores do colégio, ou nos corredores da vida, ela não tremeria e falsificaria sorrisos até o fim da conversa. Rebecca percebeu que era um ser humano, percebeu que quando faziam a chamada na sala de aula, ela dizia presente. E que sua mãe parava o tempo dela para buscá-la nos lugares. Percebeu que fazia diferença. Talvez, não muita, mas fazia. E isso era… Acredita nisso? Quero dizer, de verdade? Concorda com ela? 

 

Até o efeito da dopamina baixar, sim. 


Notas Finais


O que acharam? Alguma opinião?
Obrigada por lerem!


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