História Bordel Karoleta - Capítulo 1


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Categorias Avenida Brasil
Tags Karoleta
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Palavras 1.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Amsterdam


Karola’s point view

A maioridade chegara com o desejo súbito de independência. Sabia que não conseguiria me sustentar sozinha caso não conseguisse um emprego, mas eu precisava sair da casa de meu pai. Aquele velho asqueroso fez de minha vida um inferno durante longos dezoito anos. Desde que minha mãe foi assassinada, tudo ficou centenas de vezes mais difícil. Foram anos em que passei extrema necessidade, comendo tinta de parede para tentar sobreviver. 
Cruzei o portão daquela casa maldita com imponência, embora estivesse tomada de medo. Jurei nunca mais voltar a morar naquela pocilga. Entrei no primeiro ônibus rumo ao Rio Vermelho. Sabia que a noite no bairro poderia me render uma boa visibilidade. Eu não possuía estudo e, muito menos, indicação. Talvez eu pudesse conquistar um emprego como atendente em um bar. Para o começo seria um bom adianto. Usei todo o dinheiro que eu tinha para pagar um mês de hospedagem em uma pensão de fundo de quintal da dona Jacira. Não era nada confortável, mas era o único lugar que eu tinha condições de bancar. 
Rodei pelo bairro, de bar em bar, oferecendo-me para um trabalho. Foi tudo em vão. Ninguém se dispôs a contratar uma menina sem nenhum antecedente. Frustrada, caminhei pela orla até visualizar uma grande fila de homens em frente a um estabelecimento iluminado de leds e neons de cores vermelha, roxa e azul. A curiosidade me atiçou. Olhei em minha carteira e encontrei os últimos duzentos reais que me sobrara. Entrei no final da fila. Fui levada até o caixa de uma boate. A atendente chegou a solicitar a minha identidade. Apresentei o documento e paguei cinquenta reais para entrar ali. O local era pouco iluminado e eu senti um calor descomunal naquele lugar. Minha vista estava embaçada pela quantidade de gelo seco emitida dos palcos onde dançarinas de strip-tease faziam seus shows. Alguns homens assistiam a esses shows enquanto bebiam seus whiskys e fumavam seus charutos. As mulheres dançavam sensualmente entre eles para arrancar cada vez mais dinheiro daqueles velhos solitários e excitados.
Avistei ao longe uma área mais restrita. Ao canto da boate, uma escada dava acesso a uma área vip. Entrei escondida tentando não ser percebida pelos seguranças. Sentei-me em uma cadeira de frente ao palco. Ali havia poucos homens, a maioria bem apessoados, engravatados. Aparentemente, eram pessoas importantes. Empresários, políticos e personalidades renomadas se sentavam à espera do principal show da noite. As luzes se apagaram e eu me senti ainda mais perdida. Apenas uma luz de foco iluminou o centro do palco quando uma música sensual começou a tocar lentamente. Aos poucos, uma mulher mascarada foi se aproximando. Vestida com um sobretudo e botas, a loira passou a tomar a atenção de todos os presentes com seu rebolado. Senti-me tentada a observá-la com atenção. Seu corpo mexia-se sexualmente no ritmo da música e alguns dos homens começavam a clamar por ela. 
- Gostosa! Pago o quanto for para ter você a noite toda – um dos homens gritou quando a stripper agarrou-se à barra de inox do pole dance, cruzando suas pernas torneadas ao redor do mastro. 
Senti minha barriga congelar com os movimentos sensuais da dançarina. Ela rebolava com imponência e um tom prepotente que, estranhamente, me excitava e me atiçava a descobrir do que mais ela era capaz. 
A dançarina mascarada se aproximou e, ainda sem saber se ela me encarava ou se era apenas a minha mente fantasiando a atenção dela voltada para mim, ela retirou seu sobretudo exibindo um corpete de couro e uma calcinha preta rendada tão pequena que eu facilmente rasgaria seu elástico apenas com um dos dedos. 
Minha visão embaçou. Talvez pela presença da mulher que fizera eu me perder do espaço temporal em que me encontrava. Provavelmente pela mordida em seus lábios que ela transparecia junto com seu sorriso mal intencionado. Aquela mulher era uma diaba loira. Ela virou-se de costas e rebolou sensualmente até o chão, fazendo minhas pernas cruzarem e se descruzarem involuntariamente. Eu não conseguia desviar o olhar de sua bunda. Meu íntimo insistia por querer tocá-la. Não sei ao certo o que eu senti, mas não gostei quando a loira mascarada sentou-se no colo de um dos homens ao meu lado enquanto rodeava a corda de um chicote de couro através de seu pescoço e me encarava fixamente. Maldita. A desgraçada estava fazendo um jogo provocativo.
A música dava indícios de acabar e a dançarina voltara ao palco para finalizar sua apresentação. Os homens do local estavam eufóricos e o chão do palco repleto de notas de 100 reais. Aquela mulher era, sem dúvidas, a atração principal da noite e eu precisava descobrir mais sobre ela.
A segui com os olhos quando ela foi se distanciando e a vi sair pela lateral do palco. Pouco depois, encontrei um homem que a recebeu e entregou a ela um roupão para que se cobrisse. Sem ter o controle do meu corpo, senti minhas pernas se direcionarem ao encontro da mulher enquanto minha mente esbravejava para que eu não fosse, pois eu deveria sair daquele lugar o quanto antes, mas o meu corpo estava extasiado com a mulher mascarada e precisava de mais. Eu precisava saber quem era aquela dançarina dos infernos.

Laureta’s point view

Sai do palco extasiada. Em todos os meus anos como dançarina, eu nunca havia me sentido tão tentada a dançar exclusivamente para alguém. Em meio a tantos homens tarados em busca de uma diversão qualquer, encontrei uma jovem garota com um olhar curioso e chamativo para meu corpo. Nunca em toda minha carreira me senti tão despida e desejada como hoje. A garota observou meu corpo tão intimamente que senti a vibração que ela exalava em mim. Minha dança havia sido exclusiva para ela, o que me fez achar graça.
- Que show foi esse, Lau? – Galdino entrou aplaudindo em meu camarim quando passei a retocar a minha maquiagem – deixou os velhos excitadíssimos. Nunca lhe vi dançar com tanta graciosidade e sensualidase. Olha que você é a melhor.
- Eu sou a estrela e dona da casa, Galdino – respondi enquanto corrigia o batom em minha boca – ninguém aqui faz um show melhor do que o meu.
- Eu sei disso, Laureta – o homem respondeu enquanto pigarreava com nervosismo.
- Diga logo o que tem para dizer, homem - levantei-me da cadeira em que estava sentada e o encarei.
- Muitos dos clientes ofereceram uma boa quantia para terem uma noite com você – o homem falou e eu dei uma risada.
- Dispensou todos? – fui até minha bolsa e encontrei meu perfume – sabe que não faço mais programas. Eu não preciso disso.
- Eles ofereceram muito dinheiro, Lau – Galdino disse insistentemente.
- Tenho mais dinheiro do que todos eles, Galdino. Eu faço esse show por puro prazer – rebati – eu sou a dona desse império. É o efeito da luxúria.
- Quer dizer – Galdino recuou – todos ofereceram muito dinheiro, exceto uma menina que ofereceu míseros 100 reais. Só podia estar brincando.
- E você a dispensou? – falei com nervosismo enquanto imaginava se ela ainda estaria lá – sua anta!
- Você mesma acabou de dizer que não faz programa, Laureta – Galdino disse – além do mais, 100 reais é uma piada.
- Encontra essa garota e me traga ela aqui – ordenei – não me faça esperar muito. Preciso conhecer essa menina.



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