História Borderline - Vkook - Capítulo 3


Escrita por: e KimBiscoito12

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Borderline, Broken, Família, Jungkook!top, Lovexhate, Namjin, Taehyung!bottom, Taekook, Vkook, Yoonseok
Visualizações 27
Palavras 2.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Relato de um paciente: Pimenta


Fanfic / Fanfiction Borderline - Vkook - Capítulo 3 - Relato de um paciente: Pimenta

 

 

Paciente: Kim Taehyung

Idade: 23

Estagio: 2

Diagnostico: Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

Comportamento e causa: Uma personalidade “madura” se fez presente em um momento importante, todavia, sua curiosidade e inocência - comparada a uma criança  de doze anos -, fez com que momentos embaraçosos se formassem.

Anotação: Manter o Borderline sempre a sua vista.

 

Por: Kim Yoongi

 

 

 

 

 

Ansioso. Essa palavra definia aquela manhã quente, seu Appa até se assustou quando foi “acordar” seu filho, pois o mesmo já estava a todo o vapor. Taehyung não parou quieto quando chegou em casa no dia a anterior, estava bastante feliz por ser contratado, - apesar de ter um chefe um pouco chato -, não se deixou abalar. Não parava de pensar o que aconteceria dali para frente, feliz? Eufórico? Ou talvez, apenas um momento de nervosismo.

Era o que ele achava.

Literalmente, pulou fora da cama assustando seu irmão, abriu as cortinas da janela sentindo o vento abafado golpear seu rosto, rasgando sua pele com aquele calor. Sorriu e exclamou um bom dia animado para Yoongi, não deu tempo do mesmo responder e perguntar a causa daquela euforia em plenas sete horas da matina. Taehyung estava no banheiro dançando alegremente embaixo daquela água gelada caindo em sua pele desenhada, seu sorriso não saiu de seu rosto em nenhum momento. Saiu do local e foi escolher sua roupa do seu primeiro dia de trabalho, optou por uma blusa branca e larga, - não tinha manga longa -, uma calça social e um suspensório fino.

- Bom dia! – Chegou na cozinha.

- Bom dia, bebê. – Jin beijou a testa de Tae.

- Bom dia, Taetae. – Yoongi mastigava um pão de queijo fresco.

- Ficou bastante bonito com o suspensório. – O seu Appa olhou com um brilho indescritível para seu filho.

- Resolvi usar ele... – Pensou. – Está feio? Inapropriado...?

- Está bem usando isso? – Yoongi não tirou os olhos de Taehyung.

- Sim. – Assentiu.

- Se está se sentindo bem, não tem uma causa de tirar. – Sorriu gengival.

- Tudo bem. – Retribuiu o gesto.

- E o seu curativo? – Jin viu que o mais novo tinha esquecido de por no seu machucado.

- Vou colocar. – Sentou-se na cadeira e começou a comer.

No outro lado de Seul, nos bairros mais luxuosos, se encontrava Jeon. Tinha acabado de acordar com mais uma mulher desconhecida para si, ironicamente, não sabia ao menos o nome de qualquer pessoa que se passou pela sua cama. O interesse de cada um era completamente igual, ou seja: O dinheiro, a beleza do rapaz e o status. Riu debochado olhando para uma das “vitimas” de seu encanto.

- Acorda, antes que eu te jogue da janela. – Ditou com um ar sério, a mulher abriu os olhos e sorriu vendo onde estava. “Deve pensar que me apaixonei por ela, iludida.” A cabeça de Jeon rondava pensamentos de desdém para a garota.

- Oppa! – Exclamou tentando selar os lábios de Jeon.

- “Oppa!” meu pau, saia da minha casa. – A mulher o olhou assustada.

- Mas...

- Saia! – Não demorou para que ela já estivesse vestida.

- Se quiser me ligar...

- Pode ter certeza que não, agora saia de vez! – Gritou, a mulher saiu apressada com medo da voz alterada do bonitão.

Levantou e tirou os lençóis com rastros de sexo, foi ao seu banheiro e relaxou seus músculos na água refrescante. Jeon nunca foi de usar sua banheira por livre espontânea vontade, exalava seus luxos por Seul apenas por... exibição e usar como iscas para mulheres interesseiras, tanto solteiras como casadas. Sim, Jeon Jungkook era um cafajeste das piores marcas; Vestiu seu terno caro e procurou uma de suas inúmeras gravatas, arrumou seu cabelo deixando-os bagunçados e elegantes, ficou galanteador, afinal, não é a toa que sua própria irmã se apaixonou por si.

No seu apartamento de luxo, foi a cozinha onde seus empregados o esperavam.

- Bom dia, senhor Jeon. – Se curvaram, Jungkook apenas deu um aceno com sua cabeça.

Comeu seu café da manhã, onde havia diversos tipos de pães, doces e frutas variadas. Quando ficou satisfeito, levantou e pegou suas chaves, fazendo sequer o trabalho de agradecer aos seus funcionários. Foi ao elevador vazio e desceu para o estacionamento ligando seu carro customizado para si, saiu e desfilou nas ruas da grande cidade indo a sua famosa empresa. Chegando, foi recebido por varias pessoas.

- Bom dia.

- Bom dia, Jeon.

- Como vai? - Inúmeros cumprimentos, elogios e olhares de desejo eram lançados para si todo dia.

Assim que Jungkook entrou, Taehyung e seu irmão adentraram o local, ao contrario de Jeon, o secretario foi alvos de olhares de julgamentos por sua roupa que deixava suas tatuagens a mostra. Apesar de ter ficado desconfortável, sorriu para todos que via e desejava um:

- Bom dia! – Exibia um sorriso e uma voz meiga.

Mas, em troca...

- Esquisito. – Todos o rejeitavam.

- Hyung, qual meu problema? – Perguntou a Suga. – O que eu tenho de errado? – Seu tom de voz era magoado.

- Nem sempre os problemas estão em nós, Taetae. – Sorriu. – Eles apenas tem inveja de seu estilo e seu sorriso bonito. – Fez o outro rir. – Enfim, vá a sala de Jeon antes que ele te coma vivo.

- Ele é capaz de fazer isso? – Yoongi maliciou sem querer.

- Não, relaxa. – Riu de nervoso.

- Tudo bem, te vejo mais tarde. – Deixou um beijo na bochecha do irmão.

Foi ao elevador que estava prestes a se fechar, foi rápido e colocou seus dedos longos impedindo das mesmas se fecharem. Logo quando abriu, levantou seu olhar e o mesmo se encontrou com o de Jeon.

- Bom dia. – Entrou e apertou para as portas de fecharam.

- Vejo que chegou no horário. – Jeon estava distraído olhando para os braços com tatuagens.

- Por que não chegaria? – Tombou a cabeça para o lado fazendo o óculos deslize para ponta de seu nariz.

- Nada. – Revirou os olhos.

- Não faça isso, fica feio. – Jeon gelou com as palavras de Taehyung.

- Você me acha feio? – Indagou incrédulo.

- Você fica fazendo essas caras e bocas, acaba ficando feio. – Foi sincero.

- Você fala como você fosse bonito. – Jeon realmente ficou com o orgulho ferido.

- Eu sei não precisa me falar uma coisa que tenho certeza. – Riu fraco tentando disfarçar as palavras doídas para si.

Um silencio incomodo das partes dos dois fez presente. Taehyung odiava o silencio, ficava inquieto de mais, queria falar algo, mas por algum motivo as palavras estavam travadas em sua boca.

- Gosta de sorvete? – Perguntou a  primeira coisa que veio a sua mente.

- Gosto. – Foi seco.

- Gosta de brincar? – Jungkook riu soprado, não seria possível uma pessoa ser tão infantil assim... ou teria?

- Não. – Usou o mesmo tom de voz.

- Gost-

- Por que não só cala a boca? – Suas palavras foram rudes.

- Perdoe-me. – Lembrou das palavras de seu pai.

- Uhm... – Murmurou, olhou de relance para o rapaz e viu uma tatuagem abaixo de seu lóbulo, um pouco atrás de sua orelha escrito “I.L.Y” com um simples coração ao lado, ficou intrigado.

As portas se abriram e os dois se dirigiram a o escritório em um silencio absoluto, adentraram e foram a suas respectivas mesas. Taehyung atendia telefonemas e lia e-mails de propostas, ia repassando para Jeon com poucas palavras. Marcou duas reuniões com grandes apoiadores da empresa para examinar as composições dos produtos e entre outros assuntos, horas e horas no mesmo local. Estava quente, o ar condicionado não adiantava de quase nada, a testa do secretario estava suando, fazendo com que seus cabelos grudassem e ficassem o incomodando. Em um ato não muito bem pensado, tirou sua ‘bandana com listras finas azuis, e colocou em sua cabeça tirando a franja incomoda de seu rosto, deu um murmúrio de satisfeito e continuou seu trabalho. Jungkook observava “escondido” atrás de seu computador, até que o objeto melhorou a aparência do garoto que se encontrava do outro lado da sala; Ele estava se dando bem até de mais para seu primeiro dia de trabalho, porém, seu querido chefe não queria ver o mesmo sair ileso dessa... não mesmo.

- Vá buscar meu almoço. – A voz de Jeon se fez presente. – Uma salada acompanhada com molho shoyu e um suco de açaí. – Ditou.

- Sim. – Tae levantou e saiu de trás de sua mesa.

- Não esqueça: sem tomate cereja. – Deu ênfase a sem.

- Certo. – Saiu do escritório e procurou a área do prédio onde vende comida.

“Salada com molho, suco de açaí, sem tomate fofinho. Salada com molho, suco de açaí, sem tomate fofinho. Salada com molho...” Repetia o pedido em sua mente diversas vezes, não gostava de fracassar, ainda mais na frente de uma pessoa julgadora em sua visão. Era de desconfortável ser inútil no primeiro dia de trabalho, queria dar o máximo para fazer algo descente e que fosse do agrado de seu chefe, tudo que for preciso.

- Bom dia, queria uma salada sem tomate fofinho e um suco de açaí. – Pediu a mulher sorrindo doce.

- Para o senhor Jeon? – Taehyung assentiu. – Aqui do jeito que ele gosta. – A mulher maliciou, porém, o rapaz nem percebeu.

- Obrigado. – Parou de andar um momento.- Onde pego o molho shoyu?

- Ali. – Apontou para duas garrafas, uma preta e outra branca.

- Qual é a certa? – Murmurou, acabou pegando a preta e despejando uma boa quantidade de liquido da salada seus eu chefe. – Desde de quando o molho é vermelho? Mudaram de receita? – Deu ombros.

Com a sacola em mãos, foi saltitante ao escritório por mais uma missão cumprida em seu trabalho. De longe, Jeon Jiyoon observava o secretario indo sorridente de volta a sala de seu irmão, um gosto amargo fez presente em sua língua. Era para ser ela, era para ser ela a secretaria, era para ser ela a feliz, era para ser ela a noiva de Jungkook, ironia do destino? Talvez, a inveja de ver Taehyung no lugar dela foi enorme. Por um lado bom, Jiyoon ainda tem a chance de se casar com Jeon, basta conquista-lo, e com certeza... a mulher ira lutar com garras e dentes.

Taehyung ao chegar no andar do escritório, não perdeu o tempo de entra de uma vez. Todavia, se deparou com uma mulher no colo de seu chefe enquanto ele estava sem a parte de cima da roupa. Jungkook arregalou os olhos perante o garoto, mas o mesmo apenas foi em sua direção, deixou o almoço na mesa e sentou em sua cadeira. Como ele podia agir com tanta naturalidade? Simples, o secretario não sabia o que o “casal” estava fazendo. A recepcionista envergonhada, saiu das coxas de Jeon e saiu da sala fuzilando Tae. O silencio se dominou no lugar, apenas as teclas do computador do Kim soava pela sala., um pigarro alto fez com que o mesmo tirasse o foco da tela para se dirigir ao outro.

- Isso que você viu, esqueça... – Falou.

- Nem sei o que é. – Riu. Jungkook ficou incrédulo, “como assim?!” a mente do chefe gritava. – Não tem um motivo para me lembrar.

- Sexo? Nunca ouviu falar de sexo? Procriação? Relação sexual? – Falou tudo rapidamente.

- Já ouvi falar, mas nunca vi ou sei o que é. – Continuou a escrever a resposta do e-mail.

- Nossa, você viveu aonde? No mato? – Um jovem de vinte e três de idade não saber nem o que é... – Qual seu gênero?

- Bissexual. – Respondeu como se fosse nada.

- Como sabe disso? – Estreitou os olhos.

- Acho os ambos os sexos bonitos. – Fitou Jeon, que desviou o olhar.

- Trouxe meu almoço? – Mudou completamente de assunto.

- Não viu? Eu deixei em cima da sua mesa.  – Apontou para a mesa de mármore.

- Ah...- Pigarreou.

- Não vai vestir a camiseta? – Perguntou.

- Vou sim. – Pegou suas roupas rapidamente.

“Ele é inocente a esse ponto? Que estranho, nunca na minha vida ouvi falar de alguém assim.” Pensou o chefe pegando a comida embalada. Abriu e sentiu um cheiro diferente do de costume, mesmo assim levou as folhas a sua boca. Porém, uma ardência incomum fez presente em sua língua e de repente na sua garganta, no pouco segundo que raciocinou, concluiu: Não era shoyu, e sim molho de pimenta.

- Mas que porra é essa?! – Cuspiu a comida no chão. – Arde! Arde muito! Água! Traga água! – Correu até a frente da bancada de Taehyung batendo na própria língua.

- O que...? – Começou a rir, a situação era cômica. – N-não e-era shoyu? – Continuou a gargalhar do seu chefe desesperado..

- Pare de rir e me traga água! – Viu o secretario ainda se contorcendo indo ao bebedouro e enchendo um recipiente de plástico, logo entregando ao seu chefe. Bebeu uns quatro copos da mesma quantidade.

- Socorro, isso foi hilário. – Limpou lagrimas que se formaram no canto dos olhos.

- Você vai rir se perder o emprego? – Kim fechou a cara na hora. – Quem está rindo agora? – Jeon riu de Taehyung.

- Bem feito. – Tae emburrou. – Devia ter posto mais...

- Você colocou de proposito? – O secretario arregalou os olhos.

- Foi sem querer, não prestei atenção. – Sorriu amarelo.

- Que seja verdade... – Encarou Kim. – Minha língua agora está dormente. Dói! – Sussurrou inaudível.

- Perdoe-me, da próxima vez irei prestar mais a atenção. – Falou firme.

- Tudo bem, tudo bem... – O secretario de curvou e foi a sua cadeira. – Apenas espere... – Falou baixo e  riu do mesmo jeito.

- O que falou? – Tae questionou.

- Foque no seu trabalho. - Foi firme, mas logo sorriu de lado.

 

 

 

 

 

"Você acha que sou psicopata, você acha que não tenho mais jeito

Diga ao psiquiatra que algo está errado

Fora da casinha, completamente insano

Você gosta mais de mim quando enlouqueço

Te digo um segredo, não estou alarmado

E daí se sou louco? 

As melhores pessoas são loucas

Onde está minha prescrição?

Doutor, doutor, por favor, ouça

Meu cérebro, disperso

Você pode ser Alice, eu serei o Chapeleiro Maluco"

 

 



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