História Borderline - Capítulo 19


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Aileen Meephuk, Blood Sweat & Tears, Jeon Jungkook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Min Yoongi, Park Jimin, Seo Minah, Sobrenatural, Supernaturalau, Vampires
Visualizações 457
Palavras 2.954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei mas estou de volta com mais um capítulo polêmico pra vocês, pois como notei, vocês amaram o capítulo anterior porque teve muita emoção envolvida, e o de hoje não está diferente ❤

Aproveitem!

Capítulo 19 - Sigilo


Fanfic / Fanfiction Borderline - Capítulo 19 - Sigilo

 

“Mas é o meu destino

Não sorria para mim, me ilumine

Porque eu não posso chegar até você

Eu não tenho um nome pelo qual você possa me chamar”

The Truth Untold — BTS

 

 

18.

 

AILEEN

Dois meses depois

 

Estava nas mãos de híbridos há exatos sessenta dias.

Aproximadamente mil e quinhentas horas sendo minuciosamente observada, interrogada, estudada e treinada.

Isso mesmo, treinada.

Depois que Hye Sook me fez passar por momentos onde refleti profundamente sobre a minha vida antes de encarar a morte por conta do — quase — afogamento, ela saiu do local que estávamos e logo em seguida uma garota chamada Hyun apareceu e me livrou das correntes, me guiando até um quarto onde pude tomar um longo banho. Posteriormente, ela me deu vestes limpas e me ofereceu alimento.

Como não sabia quem eu era, Hyun prontamente ofereceu sangue, mas eu rapidamente neguei e esperava que ela não me obrigasse, pois já sentia a bile formando-se em meu estômago só de imaginar o que acontece comigo toda vez que o provo. Mas ao invés de insistir, ela me deu um alimento mais “decente”. E depois que finalmente recobrei todas as minhas energias por conta da fraqueza, Hyun e eu voltamos para o quarto da suíte que utilizei e ela me apontou uma das camas de solteiro, alegando ser minha durante a temporada que passaria por aqui.

E assim que ela me deixou, as lágrimas começaram a encharcar meus olhos, num misto de angústia por estar preocupada com meus amigos e alívio por estar viva após um dia totalmente cheio de adrenalinas.

No dia seguinte, novamente me colocaram em uma sala vazia — a não ser por uma mesa e duas cadeiras ligeiramente posicionadas no centro — e mais uma vez tinha sido interrogada sobre Jungkook, mas dessa vez quem me abordava era um jovem rapaz de madeixas pretas e olhos intimidantes. E eu não disse nada que comprometesse Jeon, seja lá o que quisessem com ele. Mas minha intuição dizia que ele não era o cara que queriam.

Mas então o rumo da conversa mudou e ele começou a perguntar sobre mim. Se eu era híbrida ou legítima, onde morava, quais minhas habilidades. Confesso que fiquei um pouco sem palavras, mas acabei por responder “Não utilizo meus poderes há tanto tempo que já nem me lembro mais o que sei fazer” e é claro que eu estava tremendo por dentro por ter dado uma resposta tão idiota, mas o rapaz apenas lançou-me um sorriso quase imperceptível e relutantemente assentiu.

Mas não parou por aí. Meu coração quase pulou para fora da boca quando ele revelou seus olhos tão claros a ponto das íris parecerem fundir-se às escleróticas se não fosse pelo leve tom de gelo das mesmas

Eu nunca tinha visto nada igual. Nem mesmo o tom de vermelho profundo dos vampiros era tão hipnotizante quanto aqueles olhos.

E então me perguntei mentalmente: o que você é?

Mas não tive tempo de formular outros pensamentos, pois sua voz cortou todo tipo de raciocínio que eu achei que tinha:

— Qual é a cor sobrenatural dos seus olhos, Aileen? — quando tentei quebrar o contato visual, ele rapidamente me alertou — Não desvie os olhos e não ouse mentir para mim, pois não quero ser obrigado a utilizar técnicas para forçá-la a responder corretamente — ameaçou-me e eu senti um arrepio subir pelas minhas costas.

Dei um suspiro. Estava cansada de inventar mais mentiras.

E então ainda o encarando, respondi:

— Sinceramente? Eu não sei — senti minha respiração pesar, ao mesmo tempo em que meus ombros pareciam ficar menos tensos. — Eles já foram vermelhos e ontem mesmo ouvi Hye Sook dizer para alguém que meus olhos estavam da cor de alguém que ela não revelou o nome. Estou confusa quanto a isso, desculpe.

Seus olhos ficaram normais novamente.

— Ótimo — disse e antes de sair virou-se novamente para mim. — Meu nome é Byun Baekhyun.

⋯⋯⋯★⋯☆⋯★⋯⋯⋯ 

 

Nos dias seguintes comecei a ser arduamente treinada para algo que não sabia dizer o que era.

Os primeiros dias foram severamente longos, onde Myung-Hee, líder de um dos clãs mais temidos da raça híbrida, checava minha resistência em todos os aspectos, desde confinamentos mentais até os combates físicos — o que não adiantou muito, mas eu tentei.

Nas semanas seguintes, aprendi a lidar com meus sentidos humanos, utilizando técnicas de percepção com Hyun, enquanto Nayeon — minha colega de quarto além de Hyun — me ensinou várias manobras de como deter sanguessugas descontrolados, mesmo sem eu nunca ter visto um sem ser no dia do evento, embora o mesmo ainda estivesse minimamente lúcido.

E claro, houve o treinamento de força intelectual com Hye Sook, que agia como se nada tivesse acontecido entre nós, e eu até diria que ela tinha começado a me tratar com mais respeito depois daquele dia, mas não sei o motivo. É apenas intuição.

E durante os treinamentos com todas as pessoas que formavam aquele clã, notei que havia uma pessoa de jaleco branco e com uma prancheta em mãos que observava tudo silenciosamente, como se estivesse me estudando.

Ainda bem que ninguém tinha desconfiado do colar que eu insistia em usar. Minha humanidade era um detalhe muito catastrófico para alguém como eles descobrir.

Apesar de ter sofrido muito durante esse tempo, ninguém me deixou sair daquele lugar e tinham confiscado o meu celular, que estava comigo no dia do sequestro.

E nos últimos vinte dias me ensinaram a usar vários instrumentos de luta, dentre eles arco e flecha, balestras, espadas, estacas de madeira, foices e não acaba por aí. E por incrível que pareça, a facilidade que eu tive para manuseá-los foi incrivelmente rápida, é como se eu tivesse nascido para aquilo. Ao menos em algo eu tinha me dado melhor sem ser um completo desastre.

Conclusão? Fazia dois meses que não tinha notícia de ninguém lá de fora, em especial Minah e Seokjin, e até mesmo Jungkook — mesmo que eu cogitasse a ideia de que eles estavam presos ou até mesmo...

Suspiro.

E hoje, após todo esse tempo, tinham me liberado para fazer o que bem entendesse, mas me deixaram claro que eu tinha uma missão para cumprir, e estava me encaminhando para o escritório pessoal de Byun para saber o que é.

— Vejo que está mais madura — soltou um risinho e eu o encarei nervosamente. — Você foi um pouco lenta nas etapas... — ele analisava uma pilha de papéis — mas por outro lado, você descobriu que tem uma facilidade incrível com armas.

— Sim, eu até me surpreendi com essas habilidades — confesso.

— Aileen, você realmente sabe qual é a sua natureza híbrida? — perguntou, me fitando como se estivesse tentando ler a minha alma.

— Eu não conheci minha mãe — respondo sentindo a garganta seca. — Por favor, preciso saber logo o que vocês querem que eu faça, não aguento mais ficar presa aqui — tento mudar de assunto e felizmente ele o aceitou de bom grado.

— O caçador de híbridos. Quero que o encontre — disse por fim.

— Vocês estão nessa busca há anos — rebati incrédula. — O que o fez pensar que eu conseguiria fazer isso por vocês?

— Você afirmou diversas vezes que Jeon Jungkook não é o caçador.

— Sim, e ele não é!

— Certo, então quero que prove. Pergunte para as pessoas, mate vampiros, não importa! Eu quero o verdadeiro caçador como prisioneiro — fez uma pequena pausa para analisar minha reação. — Mas isso não significa que seu amigo não esteja na minha lista de suspeitos — eu ia protestar, mas ele continuou falando. — Não ouse me desobedecer, Aileen Meephuk, ainda não demonstrei meus poderes para você — seus olhos gélidos estavam presentes como duas faíscas flamejantes.

Dei um suspiro e me curvo para ele.

— Sim senhor — respondo baixo e me retiro.

E quando chego ao meu dormitório, me deparo com Hyun, que lia calmamente um livro. Nayeon também estava ali, só que ouvia música em seus fones de ouvido.

— Que belo objetivo o de vocês — entro pisando fundo no quarto. — O que o Baekhyun teve na cabeça ao pensar que uma forasteira como eu conseguiria fazer algo que nem as pessoas do clã dele conseguem? — bufei alto e sentei-me na cama, totalmente frustrada.

— Nós também não sabemos, Aileen — respondeu Hyun com uma expressão um tanto triste.

— Como ele é? — pergunto, de repente encarando nada em especial.

— Quem?

— O caçador. Já ouvi falar que vocês já o viram de perto.

— Nós já o vimos, de fato — respondeu sustentando os olhos entristecidos. — Mas ele utilizava uma máscara nos olhos, não era possível ver sua feição.

— E por que vocês acham que é o Jungkook?

— No dia que te capturamos, nossos infiltrados descobriram sobre a Pyrokinesis dele e nós também o vimos de perto juntamente com suas habilidades de telecinese. E o caçador tinha poderes exatamente iguais.

— Ele também era pirocinético? — pergunto incrédula.

E se o caçador for algum... parente dele?

— Não sabíamos dizer ao certo, mas Myung-Hee é especialista em manipulação e feitiços com fogo, e ela nos disse que aquelas chamas eram reais. E depois que te vimos junto com Jungkook e ele utilizou suas chamas para se livrar de nós, a certeza veio — suspirou. — Ou achávamos que veio.

Espera um minuto!

— Ele estava comigo na hora que vocês me pegaram?

— E por que não estaria? — Nayeon se manifesta pela primeira vez naquela conversa, retirando os fones das orelhas. — E ele não teve dó nenhuma de nós.

E então elas me explicaram o acontecimento.

Jungkook tinha fugido... e tinha me deixado ali para morrer.

Sinto uma imensa vontade de chorar, mas me controlei. Sim, também haviam me ensinado a não agir pela emoção, mesmo que eu ainda seja muito emotiva.

Mantive minha expressão vazia e me levantei da cama.

— E o que vocês querem que eu faça?

— A ideia é se aproximar do Jungkook e se certificar de que ele não seja o caçador. Faça isso e ele estará fora da nossa mira.

Me... aproximar?

Nayeon notou minha expressão confusa.

— Você afirmou que vocês são apenas conhecidos, certo? — assenti com a cabeça. — E eu aprendi a confiar em você, mas, acima de tudo, você precisa convencer Baekhyun.

— Ganhe a confiança total do Jungkook e descubra seus segredos mais obscuros, Aileen — completou Hyun. — E se você não conseguir conquistá-lo aqui — tocou sua têmpora — conquiste-o de outras maneiras — apontou com o dedo para sua boca e eu arregalei os olhos.

— Eu não... faço o tipo dele — dei a primeira desculpa que apareceu na minha mente.

— Você tem que se cuidar mais, Aileen. Olha só esse cabelo. Ninguém gosta de loiro.

— O que tem o meu cabelo? — sinto-me ofendida.

— Que tal mudar?

— Não, nem pensar!

— Você pensou que era uma vampira legítima a vida toda, e recentemente descobriu que é híbrida de uma maneira inusitada. Está na hora de mudar para uma melhor.

“Eu sou humana, híbrida tola. Hu-ma-na! foi o que eu quis responder.

— Mas por que o meu cabelo tem que pagar pelo parto? — choraminguei.

— Hyunnie, traga a tinta! — Nay sorriu travessa para a amiga e eu bufei em frustração, dando-me por vencida.

⋯⋯⋯★⋯☆⋯★⋯⋯⋯

 

Tinham me dado um novo aparelho celular e não devolveram o meu antigo.

E o que isso quer dizer? Perdi todos os meus contatos.

E além de tudo, algo me dizia que esse celular tinha um rastreador, mas eu investigaria aquilo depois.

Tinha acabado de pegar um trem de volta para o centro de Cyanhunt e expirei profundamente quando a grande fortaleza de híbridos desapareceu no horizonte por conta do transporte em movimento.

As semanas tinham sido complicadas demais.

Bancar a durona estava sendo difícil demais.

E manter a máscara de mentiras presa em minha face estava tornando-se árduo demais.

E como sempre as várias perguntas nunca deixaram a minha cabeça, mas só agora que me permiti pensar nelas.

O que aconteceu naquele evento, afinal? Ninguém nunca me explicou. Eu até tentei ir no setor onde tinham capturado várias pessoas de lá, mas aquele lugar sempre esteve rodeado de guardas, então nunca consegui ao menos chegar no andar onde todos estavam. E também me perguntava onde RM estava. Eu o tinha visto no evento, eu sei que o vi! E Jin e Minni? Eles estão bem? Onde eles estão?

Encosto a cabeça na janela, encarando a paisagem através da mesma e sentindo as lágrimas começarem a se formar. Já não bastava tudo o que estava passando, precisava me sentir tão desamparada? E também já tinha perdido as contas de quantas vezes tive que segurar meu pranto, mas naquele momento não havia ninguém me vigiando, então estava livre para pensar claramente e me deixar levar pelos meus sentimentos confusos.

Será que meus amigos estão a salvo? Sentia meu coração se apertar só de imaginar o pior. Afinal, eles também estavam lá no dia. Quem garante que eles tenham saído em segurança de lá? Foi tudo muito rápido!

Começo a esfregar meu rosto, limpando as lágrimas grossas e teimosas.

Queria poder ser mais forte. Queria poder ser tão forte quanto Minah, tanto física quanto mentalmente. Eu só finjo que sou.

E então permito-me pensar em Jungkook.

É claro que eu queria conhecê-lo melhor. Queria poder descobrir quais eram seus gostos e vê-lo em um dia qualquer pelo simples fato de querer jogar conversa fora e matar a saudade. Coisa de amigos, sabe.

Também não posso deixar de pensar em sermos algo... mais. Era bobagem, eu sei, mas meus sentimentos confusos insistiam em brincar com o meu psicológico.

E agora tenho essa missão de provar que Jeon não era quem eles queriam.

Não posso negar que seria uma oportunidade ótima para conhecê-lo de verdade, mas ele era muito quieto, nunca conseguimos conversar sem ter joguinhos ou palavras sarcásticas vindas de sua parte.

Jungkook era um livro fechado.

Uma rua sem saída.

Um caminho sem volta.

Enfim, não adiantaria me lamentar.

Quando o trem finalmente parou no centro de Cyanhunt, senti os pelos do meu braço se arrepiarem, e daquele ângulo já podia ver a majestosa torre da Cyanews.

Sinto meu coração falhar uma batida.

Será que Minah está lá?

Ajeito o óculos de sol em minha face — mesmo estando de noite — e checo as horas na tela inicial do celular. Horário de serviço.

Quando entrei no hall, fui até a recepção e encontrei Beatrice, a secretária.

— Boa noite — a cumprimentei educadamente e ela assentiu sorridente. — A Minah está trabalhando hoje?

— Desculpe-me senhorita, mas você é a...?

Dei um passo para trás.

“Evite identificar-se para muitas pessoas. Você precisa ser discreta” ouço a voz de Nayeon em minha consciência.

— Preciso falar com ela, por favor.

— Preciso que a senhorita se identifique.

Olho para os lados discretamente. O movimento de pessoas estava razoável, o que facilitaria muito na hora de eu imobilizá-la em questão de segundos.

E então avistei Jimin.

Se ele estava aqui... então quer dizer que tinha conseguido escapar no dia do evento.

Sinto uma onda de alívio me consumir por um momento.

Pela primeira vez queria conversar com ele. Céus, tinha tantas perguntas para fazer. Como ele estava, como tinha conseguido fugir dos híbridos, o que aconteceu depois da invasão e quem mais tinha conseguido escapar junto com ele.

Mas voltei à realidade quando senti uma mão agarrando meu braço e me arrastando de volta para a porta de entrada.

Um segurança? De onde ele brotou?

Senti meu sangue ferver.

Mas quando olhei para o rosto do trambolho que tinha feito aquilo comigo, senti meu coração disparar loucamente no peito.

— J-Jungkook? — balbuciei estupefata.

Era só o que me faltava.

Já estávamos do lado de fora e ele não era segurança nenhum, apenas utilizava vestimentas pretas.

Seus olhos se arregalaram levemente e seus lábios se uniram em um biquinho. Ele provavelmente se perguntava como eu sabia seu nome.

— Quem é você? — perguntou desconfiado.

Mas é claro... a rua estava escura, eu estava morena e ainda por cima de óculos de sol.

Retiro-os dos meus olhos e revelo minhas íris banhadas por lágrimas, e não consegui evitar meu impulso quando envolvi seu pescoço com meus braços em um abraço apertado, permitindo-me embriagar-me com seu perfume que tinha uma fragrância inesquecivelmente única.

Ele hesitou nos primeiros segundos, mas logo depois senti seus braços ao redor do meu corpo, retribuindo-me.

— Você... não pode estar viva — sussurrou perto do meu ouvido e eu me arrepiei enquanto tentava reprimir meus soluços.

— Eu estou aqui — sussurrei de volta, ainda aproveitando que estava em seus braços. Verdadeiramente.

Ele me soltou e me encarou nos olhos e eu limpei as lágrimas que ainda insistiam em inundar minhas bochechas.

— Desculpe-me por... — sua voz sumiu. Eu nunca o tinha visto com um semblante tão culpado. — Eu... preciso ir — enrolou-se nas palavras.

— Jungkook... por favor — o encarei em súplica.

Um livro fechado e acorrentado com sete chaves.

— A Minah teve que sair mais cedo — respondeu ríspido, mudando a postura repentinamente.

— O que aconteceu depois de tudo, Jungkook? — insisto.

— Eu preciso ir — repetiu sem me encarar nos olhos, dando as costas para mim e eu senti meu coração apertar ainda mais.

Queria poder impedi-lo, queria mostrar que ele não tinha saído dos meus pensamentos durante esses meses, mas tinha ainda mais medo do sentimento mais árduo e apreensivo que existe:

Rejeição.

E então, com a respiração um pouco entrecortada, fiz o mesmo que ele. Voltei a andar e sentia meus pés cada vez mais pesados a cada passo.

E enquanto me lamentava mais uma vez, pude jurar que sentia os olhos dele em mim até que eu não estivesse mais no alcance de sua visão.

Mas também podia ser apenas mais uma neura minha, é claro.

Maldita seja a hora em que resolvi ter uma afeição por ele. Tudo seria tão fácil se eu não sentisse nada por ele. Não que seja algo muito forte, mas era notável o suficiente para conseguir mexer comigo.

Me aproximar dele seria mais difícil do que imaginava.


Notas Finais


Sentiram falta de estar na cabecinha doida da Aileen? hahahaha
Ah Jungkookie, por que você é assim? A Aili já caiu na sua tão facilmente ❤
Me contem tudo o que acharam e quais são suas expectativas com essa fanfic!


Vou aproveitar para divulgar meus fmvs dos meninos!
Por enquanto tenho apenas quatro (sendo um deles parceria com a minha amiga linda e cheirosa @jeonshocked)

Taehyung:
https://www.youtube.com/watch?v=Ak_kWsDBnKc

Jungkook:
https://www.youtube.com/watch?v=1U65DrM7YpU

Jin:
https://www.youtube.com/watch?v=8Sb1--XisGM

J-Hope (collab):
https://www.youtube.com/watch?v=81F1xJmKfuY


Beijooo meus amores <3


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