História Born at Midnight - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Wanna One
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Seongwoo, Sungwoon, Taemin Lee
Tags Ação, Aventura, Drama, Jikook, Namjin, Romance, Sobrenatural, Vmin, Yoonseok
Visualizações 30
Palavras 1.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capitulo 10


Fanfic / Fanfiction Born at Midnight - Capítulo 10 - Capitulo 10

— Alô? — Murmurou, hesitante. Seu peito se encheu imediatamente com a dor de ter perdido Taemin, dor que até vê-lo na festa tinha quase desaparecido. Quase.

— Jimin? — O tom grave da voz de Taemin mexeu ainda mais com suas emoções.

Jimin engoliu em seco e o visualizou mentalmente: os olhos castanhos claros o encarando como acontecia quando ficavam juntos.

— Sim?

— É o Taemin.

— Eu sei — Respondeu Jimin, fechando os olhos — Por que está me ligando?

— Preciso de um motivo?

Como está dormindo com outro cara, precisa, sim.

— Não estamos mais juntos, Taemin.

— E talvez isso seja um erro — Continuou ele — Não consigo parar de pensar em você desde que nos vimos na festa.

Jimin podia apostar que ele nem lembrava mais dele depois de ficar a sós com seu novo brinquedinho sexual aquela noite. Para a sorte deles, tinham saído quinze minutos antes de a polícia chegar, sendo assim, enquanto Jimin esperava sentado na delegacia, Taemin provavelmente se esbaldava com o seu novo namorado.

— Jenny me contou que você está num acampamento em Fallen — Prosseguiu ele, vendo que Jimin não dizia nada — E, pelo que ela me disse, sua mãe te colocou aí por causa da festa.

— Pois é — Confirmou Jimin, embora soubesse que aquela não era toda a verdade.

Mas toda a verdade ele não podia contar a Taemin. Nem sequer parte da verdade. Só agora se dava conta de quantas vezes tinha sido obrigado a mentir para todas as pessoas que conhecia! E nesse momento constatou outra coisa. A mãe não havia mentido ao dizer que tinha sido a Dra. Day quem a convencera a mandar Jimin para o acampamento. Talvez, no final das contas, a mãe não quisesse tanto se livrar do filho como ele tinha pensado. Isso devia fazê-lo se sentir melhor, mas a dor no peito só aumentou. Estava com saudade da mãe, com saudade do pai. Queria ir para casa. O nó se formou na garganta e ele se esforçou a engoli-lo.

— Tem permissão para atender telefonemas? — Perguntou Taemin. A voz o trouxe de volta ao presente, para longe de seus pensamentos.

Permissão?

Jimin não tinha pensado nisso.

— Acho que sim. Ninguém até agora me proibiu — No entanto, não tinha lido as regras que deviam estar afixadas em sua cabana. E não por culpa sua: ainda não tinha permissão para ir até lá.

Olhou em volta para ver se mais alguém estava ao telefone. Dois conversavam e outros dois digitavam mensagens. Um deles era Jonathon, o cara dos piercings, no momento acompanhado por dois colegas. Ao lado deles, a Garota Gótica, no meio de uma turma de góticos.

Jimin viu também Jeon Jungkook. Não ao telefone, mas batendo papo com um grupo de garotas que pareciam seu fã-clube. Ele ria do que uma delas tinha dito, as meninas sorviam suas palavras, extasiadas, quase desfalecendo a seus pés.

Que riam até desmaiar — pensou Jimin. Ele ainda não havia matado seus gatos.

— Estarei num acampamento de futebol, em Fallen, na semana que vem — Contou Taemin, trazendo-o de volta à conversa — Talvez pudéssemos... Sei lá, descobrir um jeito de ficar juntos. Conversar. Sinto sua falta, Jimin.

— Pensei que você estivesse namorando aquele garoto, Minho.

— Namorando para valer, não. De qualquer maneira, não estamos mais nos vendo. Não tínhamos muito que conversar.

Mas outras coisas vocês fizeram, aposto... — era doloroso se lembrar do garoto grudado nele na festa.

— Diga que pelo menos irá me encontrar — Pediu ele — Por favor. Eu realmente sinto sua falta.

Jimin sentiu um peso no peito.

— Não sei se posso... Quer dizer, ainda não sei como são as coisas por aqui.

— Nossos acampamentos ficam a mais ou menos um quilômetro de distância. Não seria difícil nos encontrarmos.

Jimin fechou os olhos e calculou como seria bom ver Taemin de novo. Ver qualquer pessoa que conhecia seria ótimo, especialmente Taemin. Era por ele que ele sempre procurava quando algo o aborrecia. Por isso o fim do namoro tinha sido tão difícil para ele.

— Não posso prometer nada até conhecer as regras deste lugar.

Olhou para cima e viu Seokjin e Sky se dirigindo para frente da sala.

— O almoço está pronto — Avisou Sky — Vamos deixar que os novatos comecem. Depois, faremos as apresentações.

Apresentações?

A ideia de ter de falar ao grupo lhe causou um frio na barriga. Jimin viu Taehyung se virar e olhá-lo como se quisesse saber se ele toparia entrar na fila com ele, Jimin gostou da ideia de ficar ao lado dele e não, sozinho.

— Tenho que ir, Taemin — Disse.

— Mas, Jimin...

Jimin desligou. Não fez de propósito, mas a perspectiva de que ele pudesse se sentir um pouquinho rejeitado não o aborreceu muito. Era o troco. Taehyung se levantou e acenou para ele. Com certeza, ele era mais alto que Taemin. Ao acompanhá-lo, tentou não hesitar quando Sung Woon se juntou a eles e os três entraram na fila. Sung Woon ficou atrás da Garota Gótica e começaram a conversar. Taehyung virou-se para Jimin e o encarou.

— Namorado? — Perguntou.

— Hã?

— O do telefone?

— Ah — Ele negou com a cabeça — ex.

Instantaneamente se lembrou de que várias cabeças tinham se voltado em sua direção quando SungWoon lhe perguntou o que ele era. Inclinou-se para Taehyung.

— Você conseguiu ouvir o que eu estava falando ao telefone? — Baixou a voz — Alguém mais ouviu?

— Eu, não. Falo por causa... Da sua linguagem corporal — Ele tinha percebido o modo como ele olhava para o grupo — Mas, sim, alguns aqui têm super audição.

— E você, não tem? — Perguntou, esperando que Taehyung lhe contasse o que gostaria muito de saber: o que ele era.

— Não — Disse o garoto, enquanto davam mais um passo à frente. Seu braço roçou no dele e, por um segundo, Jimin não soube dizer se gostaria de se afastar ou chegar mais perto. O fato de Taehyung não ser frio reforçava a segunda opção. Quando seus braços se tocaram de novo, uma sensação reconfortante se espalhou pelo corpo de Jimin.

— Mas, então, o que você é? — Jmin perguntou, para logo se arrepender. Não era justo fazer perguntas a que ele mesma não queria responder. — Tudo bem, esqueça o que eu disse.

Desviou os olhos, embaraçado, e pôs-se a ouvir a tagarelice das pessoas à sua volta. Ao contrário de antes quando reinava o silêncio, agora, com algum esforço, ele podia até se convencer de que estava numa sala cheia de adolescentes normais. Percebeu então que já não tentava negar isso.

Risos e gritinhos femininos chegaram aos seus ouvidos. Tinha achado a ideia de que eles eram “normais” reconfortante, mas não podia exagerar: nenhuma daquelas pessoas era normal. Nem ele próprio. Essa constatação provocou uma onda de pânico no fundo do seu estômago e Jimin se perguntou como, pelo amor de Deus, ele ia conseguir comer alguma coisa naquele momento.

— Sou meio Fae — Sussurrou Taehyung no ouvido dele. A respiração dele fez seu estômago se agitar, não por causa do medo, mas de algo diferente.

Procurando não pensar nisso, concentrou-se no que o garoto tinha falado.

Fae?

A busca por sinônimos, em seu cérebro, iniciou uma varredura de arquivos até ele se lembrar de ter lido, uma vez, que Fae era a palavra francesa para fada.

A mente de Jimin começou a ligar os fatos. Seokjin também era fae. E Seokjin tinha dito que Jimin talvez fosse um também. Contemplou os olhos castanhos claros de Taehyung. Em voz tão baixa que mal se podia considerar um sussurro, ele perguntou:

— Você... Você vê fantasmas?

— Fantasmas? — Os olhos dele se arregalaram, como se a pergunta fosse inconcebível.

Mas, que droga, como poderia ser inconcebível ou maluco quando... Quando... O fluxo de pensamentos foi interrompido abruptamente quando percebeu alguém atrás de si. Seu coração se acelerou e ele temeu que fosse o soldado Dude. Mas o frio que sempre sentia quando ele estava por perto dessa vez não se manifestou. Taehyung ergueu os olhos e acenou com a cabeça, Jimin virou-se e quase perdeu o fôlego quando deu de cara com os olhos negros de Jeon Jungkook.

— Acho que você perdeu isso — Sua voz parecia a de um locutor de rádio: profunda, com uma vibração que a tornava única, memorável. Uma voz que o fazia parecer mais velho do que era.

Baixou então os olhos para as mãos de Jungkook. Elas seguravam a carteira que sua avó lhe dera no último natal. Jimin apressou-se a olhar para a mesa onde tinha deixado a bolsa. Estava lá, no mesmo lugar, como ele conseguiu pegar sua carteira? Tomou-a das mãos de Jungkook e lutou contra o impulso de verificar se o cartão de crédito de sua mãe continuava seguro lá dentro. Ela ficaria uma fera se Jimin o perdesse.

Sem saber se tomaria a atitude socialmente aceitável de agradecer ou se perguntaria como ele tinha ousado pôr aquelas mãos assassinas nas suas coisas, a mente de Jimin perdeu o rumo. Em seguida, como quase sempre tomava atitudes socialmente aceitáveis, a palavra “obrigada” se formou em seus lábios, mas não conseguiu pronunciá-la.

Ele não conseguia deixar de imaginar se ele se lembrava dele. Não conseguia deixar de perceber que seus olhos negros o penetravam fundo, como já havia acontecido anos antes. Não tinham sido amigos, mas vizinhos por algum tempo. Eles nem estavam na mesma série, mas os dois costumavam percorrer os mesmos três quarteirões da escola para casa diariamente. E essa caminhada era a melhor parte do dia para Jimin. Quando o viu pela primeira vez andando de bicicleta na rua, sentiu um misterioso fascínio. Lembrou-se também, nitidamente, da última vez que o tinha visto. O fascínio se foi, deixando em seu lugar uma rajada fria de medo.

Ele estava brincando no balanço com o novo gatinho no colo — o gatinho que seus pais tinham lhe dado depois que Socks desaparecera. A cabeça de Jungkook apareceu por cima da cerca e seus olhos negros se encontraram com os dele. O gatinho rosnou e o arranhou, tentando fugir. O garoto, com os olhos pregados nele, disse: Não deixe esse gatinho sair de casa á noite ou acontecerá com ele o mesmo que aconteceu com o outro.

Jimin correu para junto da mãe, chorando. Aquela noite, o pai e a mãe foram falar com os pais de Junkook. Não contaram a Jimin o que aconteceu, mas ele se lembrava de que o pai parecia furioso quando voltaram da visita. De qualquer modo isso não importava, pois no dia seguinte Jeon Jungkook e sua família se mudaram.

— Seja bem-vindo — Disse Jungkook, com a voz profunda agora mesclada de um ligeiro sarcasmo. Em seguida, afastou-se.

Mais essa. Tudo o que lhe faltava era fazer inimigos entre os membros da gangue que consideravam os seres humanos parte da cadeia alimentar — especialmente aquele que, Jimin sabia bem, era capaz de praticar atos abomináveis. Mas, convenhamos, dar uma de bonzinho com Jeon Jungkook não seria nada fácil. Afinal, ele tinha matado seu gato e ameaçado matar também seu novo gatinho.

 

Continua... 



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