História Born at Midnight - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Wanna One
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Seongwoo, Sungwoon, Taemin Lee
Tags Ação, Aventura, Drama, Jikook, Namjin, Romance, Sobrenatural, Vmin, Yoonseok
Visualizações 37
Palavras 589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Born at Midnight - Capítulo 8 - Capítulo 8

O unicórnio, isto é, Yoongi, balançou o rabo de maneira pomposa e trotou na direção de Jimin. Deu dois passos e chegou tão perto que ele poderia tocá-lo se quisesse. Mas não queria. O bicho, empinando a cabeça, relinchou e piscou um olho para Jimin.

— Merda!

— Caramba!

— Meu Deus do céu!

— O que é isso?!

— Nossa!

Jimin não conseguiu identificar quem disse o quê, ele mesmo talvez houvesse dito alguma coisa, pois todas as exclamações lhe confundiram ainda mais a cabeça. Inspirando outra golfada de ar, virou-se para Seokjin, que o fitava com olhos  suaves.

— Já está bom — Disse Seokjin — Yoongi, volte à forma normal.

Jimin encostou a testa na superfície lisa e fria da carteira e procurou respirar, não pensar. Se pensasse, começaria a chorar — e a última coisa que se permitiria diante daquela gente era dar sinais de fraqueza. Por Deus, talvez aquelas aberrações se alimentassem dos fracos!

— Já podem ir, meninos — A voz de Seokjin, agora num tom autoritário, ecoou pela sala e vibrou dentro da cabeça de Jimin.

Contou até dez e de algum modo, conseguiu se levantar. As outras carteiras já estavam todas vazias, Yoongi de volta à forma humana, também foi saindo com os outros e lhe lançou um olhar sobre o ombro. Seus olhos castanhos — desta vez, normais — quase pediam desculpas.

Lembrando-se da ordem de Seokjin para sair, Jimin fez um esforço para ficar de pé. Saindo, poderia descobrir um lugar isolado para surtar á vontade. Um lugar onde pudesse chorar e tentar chegar a uma conclusão...

Não. Não pense. Ainda não. Reteve as poucas lágrimas que teimavam em aflorar e suas narinas arderam.

— Aonde vai? — Perguntou Seokjin.

Jimin se voltou. Um nó apertava sua garganta, dificultando a fala.

— Você disse para sairmos — Conseguiu dizer.

— Eles, sim. Você, não.

— Por quê? — Uma película úmida embaçou sua visão e Jimin reconheceu que não poderia detê-la. As lágrimas haviam chegado. Por quê? Essa pergunta curta navegou por sua mente confusa, transformando-se em dezenas de outras. Por que tudo aquilo estava acontecendo? Por que ele era, de novo, o “escolhido?”. Por que a mãe não o amava? Por que o pai lhe dera as costas? Por que Taemin não lhe dera um pouco mais de tempo? Por que aquela gente esquisita agia como se, ali, o esquisito fosse ele?

Piscou para disfarçar as lágrimas e sentou-se de novo.

— Por quê? — Perguntou outra vez. — Por que estou aqui?

Seokjin sentou-se ao seu lado.

— Você é especial, Jimin.

— Não quero ser especial — Disse Jimin, sacudindo a cabeça. — Quero ser apenas eu... Eu normal. E... para ser bem honesto com você, acho que estamos cometendo um grande erro aqui. Você sabe que não tenho... Dons. Sem dúvida, não posso me transformar em outra coisa. Minhas notas estão na média em tudo, exceto talvez em álgebra. Esportes não são a minha praia, não tenho grandes talentos, não posso me considerar esperto. E, acredite ou não, gosto disso. Não me desagrada estar na média... Ou ser normal.

Seokjin riu alto.

— Não há engano nenhum, Jimin. Mas sei exatamente como está se sentindo. Eu mesmo me sentia assim quando tinha a sua idade e, sobretudo, quando descobri o que era.

Jimin passou a mão no rosto a fim de apagar a evidência das lágrimas e se esforçou ao máximo para fazer a pergunta sobre a qual vinha tentando não refletir desde que tudo havia começado.

— E eu, o que sou?


Continua...




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