História Born at Midnight - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Wanna One
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Seongwoo, Sungwoon, Taemin Lee
Tags Ação, Aventura, Drama, Jikook, Namjin, Romance, Sobrenatural, Vmin, Yoonseok
Visualizações 34
Palavras 2.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Born at Midnight - Capítulo 9 - Capítulo 9

— Você vai conseguir suportar a verdade? — Perguntou Seokjin pausadamente com um olhar compreensivo.

Suportar a verdade? Acabo de ver um cara se transformar em unicórnio. As coisas poderiam ficar piores?

Segundos depois de se perguntar isso, Jimin sentiu um calafrio. E se as coisas pudessem ficar piores? Lembrou-se de Seokjin dizendo que havia outras criaturas sobrenaturais além de vampiros e lobisomens, os quais, para Jimin, eram as criaturas mais horripilantes. Não que entendesse do assunto, mas, e se Seokjin tivesse dito aquilo apenas para tranquilizá-lo? Teria mentido?

— Vou conseguir, sim — Garantiu Jimin, querendo parecer mais corajoso do que de fato era.

Mas, quando Seokjin abriu a boca para falar, Jimin gritou:

— Não — Escondeu o rosto nas mãos, depois as tirou novamente fitou o líder do acampamento. — Não sei se vou conseguir.

Como poderia? Aquilo era demais. Jimin mordeu o lábio inferior com tanta força que ele começou a sangrar.

— Quer dizer, se você vai dizer que estou morto, que preciso começar a gostar de sangue e não posso comer mais nem sushi, não vou suportar. Não vou suportar também se me disser que logo estarei uivando para a lua e devorando os gatos dos vizinhos, tendo de passar o resto da vida me depilando para vestir um biquíni. Gosto de gatos e já tentei me depilar uma vez; dói pra caramba — Passou a mão por entre as coxas, lembrando-se do episódio.

Seokjin deu uma gargalhada, mas Jimin estava falando sério. A depilação realmente tinha doído e, desde aquele momento, nunca mais deixou Jenny convencê-lo a fazer nada parecido.

— Você acha que vou suportar? — Perguntou, com medo da resposta.

— Honestamente, não o conheço muito bem, mas confio no diagnóstico da Dra. Day.

— O que minha psicóloga tem a ver com isso? — perguntou Jimin, intrigado.

— Sua psicóloga, como você o chama, foi quem o recomendou para nós. Ela reconheceu seus dons e é meio fada, como você sabe.

Jimin tentou processar a informação.

— Estou aqui por causa dela? Aquela mulher é... — Inclinou-se para Seokjin, como se, sussurradas, suas palavras parecessem menos grosseiras — Ela não vale nem o que come --- Pousou as mãos na carteira --- Não vou mentir pra você. Ela não passa de uma sonsa.

Seokjin estremeceu.

— Infelizmente, todos os sobrenaturais parecem um pouco estranhos vistos da perspectiva normal. A Dra. Day falou muito bem de você.

Jimin sentiu uma pontada de culpa, o que talvez fosse a intenção do líder do acampamento. Seokjin pousou as mãos sobre as de Jimin.

— Eu também não vou mentir pra você, Jimin. A verdade... A verdade é que não sabemos o que você é.

Jimin endireitou-se na carteira, remoendo aquela parcela de informação, enquanto Seokjin permanecia em silêncio, dando a ele tempo para se acostumar à ideia. Mas Jimin não queria se acostumar. Droga, não! Queria, é claro, uma opinião positiva sobre o que estava acontecendo.

— Você não percebe? Isso é porque não sou coisa nenhuma. Sou apenas eu. Eu normal.

Seokjin balançou a cabeça.

— Você tem dons, Jimin, que podem ter surgido de várias formas sobrenaturais. Quase sempre, são hereditários.

— Hereditários? Nenhum dos meus pais é... Sobrenatural.

Seokjin não parecia convencido.

— Em alguns casos raros, uma geração é saltada e não tem dons. Você pode ser um fae ou um descendente dos deuses. Pode ter dons...

— Deuses? Dons? Que dons?

Seokjin limpou a garganta e seus olhos de novo contemplaram Jimin cheios de compreensão.

— Você pode conversar com os mortos. Às vezes, dormindo; outras vezes, acordado.

As mãos de Jimin ficaram quentes, mas seu coração gelou.

— Com os mortos? — Seu cérebro começou a filtrar imagens mentais, todas elas do soldado Dude, visto que não conseguia se lembrar de nada de seus terrores noturnos — Não, você está errado. Nunca conversei com eles. Nunca, jamais! Nem uma palavra. Mamãe sempre me disse para não falar com estranhos e eu sempre obedeci.

— Mas os viu, não viu?

Lágrimas afloraram de novo aos olhos de Jimin.

— Apenas um. E não sei bem se é ou não um fantasma. Minha mãe, é claro, nunca conseguiu vê-lo, mas minha mãe... Está sempre em seu mundinho particular.

No entanto, sua vizinha também cruzava com o soldado Dude e nem sequer reparava nele. Ah, droga! Droga!

— É assustador, eu sei — Disse Seokjin — Lembro-me bem das minhas primeiras experiências desse tipo.

Jimin afastou suas mãos das de Seokjin.

— Você... Você tem o mesmo... Dom?

Seokjin assentiu e olhou à esquerda, Jimin examinou o recinto.

— Mas não há ninguém aqui, certo?

Então, sentiu. Aquele frio misterioso nos ossos, que o vinha incomodando com tanta frequência ultimamente.

— Eles estão sempre aqui, Jimin. Acontece que você se desliga.

— Posso fazer isso? — Perguntou Jimin — Posso ficar o tempo todo desligado?

Seokjin hesitou.

— Algumas pessoas podem. Mas trata-se de um dom, Jimin, e não usá-lo é um desperdício.

— Desperdício? Ah, não, eu não pedi esse dom — As palavras ecoaram dentro de sua cabeça e ele compreendeu que estava praticamente aceitando a realidade de tudo aquilo. Não queria de modo algum que fosse real. Não queria aceitar esse dom ou lhe dar crédito. — Não acredito que eu tenha realmente esse tal dom. Quer dizer, já ouvi falar de pessoas normais que veem fantasmas o tempo todo. 

— É verdade — Concordou Seokjin — Alguns fantasmas acumulam tanta energia que até uma pessoa normal consegue vê-los.

— Então é isso que vem acontecendo comigo. Estou lidando com um fantasma super energizado. Nada mais, porque sou normal.

— Não é o que mostram as evidências.

Jimin prendeu a respiração:

— Que evidências?

Seokjin levantou-se e fez sinal para que Jimin o seguisse. Jimin sentia os joelhos trêmulos, mas obedeceu. Seokjin foi falando enquanto caminhavam.

— Primeiro, há o fato de você ser ilegível.

— Ilegível? — Estranhou Jimin, entrando com Seokjin num pequeno escritório.

— Todos os sobrenaturais conseguem ler a mente das outras pessoas. Lendo humanos, notamos um padrão genérico. Lendo outros sobrenaturais, geralmente conseguimos saber o que são. Isto é, quando eles não nos bloqueiam, coisa que quase nunca fazem por questão de cortesia.

— Está se referindo àquela coisa de franzir as sobrancelhas? — Quis saber Jimin.

— Você não perde nada, hein? — Sorriu Seokjin — Acontece que quem tem o dom de conversar com fantasmas é muitas vezes lento para ler outras pessoas e difícil de ser lido. Não queremos parecer rudes, mas nossas mentes não funcionam no mesmo plano que o dos demais. Com a prática, porém, conseguimos nos abrir o bastante para não dar uma impressão de superioridade. Vejo, por seu padrão e pelo fato de não ser legível, que você não é meramente humano. E também há evidência. 

O líder do acampamento abriu uma gaveta de arquivo. De uma pasta com o nome de Jimin, tirou um papel e o entregou a ele. Era uma cópia de sua certidão de nascimento, em nenhum lugar estava escrito que ele era sobrenatural ou via fantasmas. Ergueu os olhos para Seokjin, com a cabeça cheia de perguntas. O homem devia ter lido seus pensamentos ou interpretado sua expressão, pois se adiantou:

— Você nasceu à meia-noite, Jimin.

— E daí? Isso significa alguma coisa?

Seokjin deslizou os dedos pelas pastas.

— Todos aqui nasceram à meia-noite.

O coração de Jimin pulsou mais forte. Acompanhou o dedo de Seokjin deslizar sobre as etiquetas das pastas, que traziam os nomes em letras maiúsculas. Nenhum daqueles nomes lhe dizia nada até que leu: Jeon Jungkook.

Não que Jeon Jungkook tivesse alguma importância para ele. O nome dele chamou a atenção apenas porque era um dos poucos que conhecia ali. Outro calafrio percorreu sua espinha, Jimin virou-se e quase perdeu o fôlego quando o viu. Não Jungkook: o soldado Dude. Estava ali de pé, mais perto do que nunca, fitando-o com aqueles olhos gélidos, sem brilho.

****

Menos de dez minutos depois, Jimin sentava-se para o almoço. Sozinho. Somente ele, Seokjin, a outra líder do acampamento e os dois homens ocupavam o refeitório. A cada instante, a mente de Jimin tentava entender o que havia acontecido — do unicórnio ao fato de ele não ser humano. Mas não conseguia se concentrar.

Negue tudo. Negue tudo — as palavras vibravam como música em sua cabeça.

Vozes na frente do refeitório o fiz erguer os olhos. Seokjin tinha recebido uma chamada de Sky e, como de qualquer maneira já era a hora do almoço, convidou Jimin para acompanhá-lo, avisando que mostraria sua cabana logo depois de comerem.

O olhar de Seokjin pousou em Jimin. Jimin olhou para seu celular, fingindo que estava bem à vontade, enquanto Seokjin e a outra líder do acampamento, Sky, permaneciam à porta, conversando com os dois sujeitos de terno preto que haviam aparecido por lá antes.

Jimin não podia ouvir a conversa, mas, fosse qual fosse, sem dúvida não parecia nada de bom. Observou-os de novo, de testa franzida. Seokjin e Sky estavam com uma carranca. Seokjin, o mais ansioso dali, batia o pé parecendo nervoso com o que ouvia.

Então um dos homens levantou as mãos e ameaçou:

— Não estou acusando ninguém, mas repito: é melhor irem fundo e colocarem um ponto final nisso ou, eu juro, os chefões fecharão o acampamento.

Fechar o acampamento?

Jimin baixou os olhos e fingiu que não tinha ouvido aquilo, mas não podia reprimir a esperança que havia brotado dentro dele. Desde que Seokjin o deixou sozinho na mesa, Jimin se sentiu tentado a ligar para os pais e pedir para que viessem buscá-lo.

Mas o que diria a eles? Papai, mamãe, sabem o que aconteceu?

Vocês me mandaram para um acampamento cheio de aberrações, um bando de chupadores de sangue e devoradores de gatos. Ah, e tem mais: eu também sou uma aberração, embora ninguém ainda saiba de que tipo.

O estômago de Jimin se contraiu quando pensou em como aquela conversa com os pais iria terminar. A mãe com certeza o arrancaria do acampamento para interná-lo numa clínica psiquiátrica. Não que isso fosse deixar as coisas piores do que já estavam.

Olhando para as mãos, Jimin se lembrou do que Seokjin havia dito sobre a hereditariedade dos dons. Será que seu pai ou sua mãe viam fantasmas? Sua mãe não, do contrário não ligaria para a analista da primeira vez que Jimin mencionara o soldado Dude. E o pai teria lhe contado se tivesse algum dom especial.

Jimin ainda não tinha engolido a ideia de ter dons sobrenaturais. Continuava achando provável que Seokjin tivesse se enganado quando disse que ele era uma pessoa especial. Talvez o soldado Dude fosse apenas um fantasma com energia de sobra, conforme Seokjin dissera ser possível. E, é claro, havia pessoas normais nascidas à meia-noite, certo?

Ainda assim, a ideia de falar aos pais sobre qualquer uma dessas coisas lhe parecia absurda. Absurda? A quem estava querendo enganar? A ideia era cem por cento maluca e, se ele própria não tivesse visto Yoongi se transformar num unicórnio, também não acreditaria.

A conversa lá fora subiu um pouco de tom, mas não tanto quanto antes, não o bastante para Jimin entender as palavras. Olhou, então, para o celular e fingiu ler a última mensagem de Jenny — que já tinha lido.

A amiga não havia contado aos pais que sua menstruação estava atrasada e, assim que a mãe saiu para um almoço marcado, correu à farmácia e comprou um teste de gravidez. Ainda naquela tarde saberia se estava grávida ou não.

Jimin não perguntou nada a Jenny sobre o pai do bebê, nem sequer se a amiga estava considerando a hipótese de aborto. Por algum motivo, não a imaginava fazendo aquilo, mas também seis meses antes, juraria que Jenny jamais ficaria grávida.

Jimin resolveu se preocupar durante um minuto com Jenny antes de voltar aos seus próprios problemas. Como conseguiria sobreviver pelos próximos dois meses? E sobreviver não apenas mentalmente: vampiros e lobisomens matam pessoas.

Só os maus — explicou Seokjin a caminho do refeitório, quando Jimin estremecia toda vez que alguém se aproximava.

Será que Seokjin tinha certeza de que não havia criaturas más no acampamento? Algumas delas pareciam bem desagradáveis. Não que se achasse um especialista em distinguir os sobrenaturais bonzinhos dos malvados, mas devia ser mais ou menos como ele se sentia em relação a cobras e aranhas: havia as inofensivas e as perigosas. Entretanto, por uma questão de segurança, evitava todas.

Ah, só esperava não ter que ficar alojado com nenhuma daquelas criaturas! Sem dúvida, Seokjin não esperava que ele dormisse numa cabana ao lado de alguém que... Talvez se sentisse tentado a matá-lo em pleno sono. Que ótimo! Precisaria então dormir com um olho aberto durante dois meses!

A conversa entre os dois caras de terno preto e os líderes do acampamento terminou e eles se prepararam para partir. Mas um deles, o mais alto, virou-se e olhou diretamente para Jimin. E fez aquilo: arqueou as sobrancelhas. Jimin desviou o olhar, mas sabia que ele continuava lá, de pé no mesmo lugar, ainda espiando e contraindo a testa. Sentiu suas bochechas arderem.

A porta do refeitório se fechou, mas logo se abriu de novo, Jimin ergueu o rosto e viu os outros adolescentes entrando. Tentou adivinhar o que cada um deles seria à medida que desfilavam à sua frente: fada, bruxa, lobisomem, vampiro, mutante. Haveria outros tipos de sobrenaturais? Iria perguntar a Seokjin sobre os diferentes tipos, inclusive o que significava “descendente dos deuses”.

Tentou então classificar os tipos que já conhecia em um destes dois grupos: sobrenaturais que não consideravam o homem parte da cadeia alimentar e sobrenaturais que eram de outra opinião.

Taehyung atravessou a porta e Jimin se perguntou de que tipo ele seria, o garoto deu alguns passos pela sala e olhou em volta. No momento em que os olhos de Taehyung se encontraram com os seus, Jimin não teve mais dúvidas de que ele havia achado quem estava procurando. Taehyung estava procurando por Jimin. Mesmo não sabendo o que o garoto seria ou em qual grupo se encaixava, Jimin concluiu que o simples fato de gostar dele a ponto de procurá-lo bastava para fazê-lo se sentir menos solitário.

Um leve sorriso iluminou os olhos de Taehyung quando ele caminhou em sua direção. Ele de fato lembrava Taemin, seria por isso que tinha gostado dele, ou pelo menos gostado mais do que dos outros? Só porque se parecia um pouquinho com Taemin?

Precisava ser cuidadoso, disse a si mesmo, para não confundir amizade com outra coisa.

— Olá — Disse Taehyung, sentando-se a seu lado. Observando-o, Jimin constatou que seu ombro mal chegava ao antebraço do garoto. Portanto, era mais alto que Taemin, talvez uns cinco centímetros.

Jimin respondeu ao cumprimento com um aceno de cabeça e guardou o celular na bolsa.

— Então? — Ele perguntou.

Jimin contemplou seus olhos. Compreendeu exatamente o que significava aquela pergunta de uma palavra só: Taehyung queria saber o que ele era. Ele estava prestes a lhe dizer que não sabia o que era, só tinha consciência de seu dom, mas percebeu que não estava preparado para dizer aquilo em voz alta. Dizer em voz alta é acreditar no que se diz. E ele não acreditava. Ainda não.

— Esta manhã está uma loucura — Disfarçou.

— Imagino — Concordou ele, num tom que Jimin julgou de decepção. Gostaria sem dúvida que ele confiasse nele.

Nisto, estou com sorte — pensou Jimin.

Entre pessoas morrendo — isto é, a avó — pessoas se divorciando — isto é, os pais — e pessoas abandonando-o porque ele não queria transar —, sua capacidade confiar em alguém tinha rolado morro abaixo, indo cair num poço profundo, em algum lugar perto do seu coração.

Hoseok esparramou-se na cadeira ao lado de Taehyung e inclinou-se para Jimin:

— Olá! Vamos ficar juntos. Isso não é ótimo?

— É — Respondeu Jimin, tentando rapidamente fazer uma ideia do que Hoseok poderia ser. Lembrou-se do sapo e concluiu que ele talvez fosse um bruxo.

— Estarei com vocês também, meninos — Disse alguém, sentando-se do outro lado de Jimin.

Jimin virou-se e contemplou seu próprio reflexo nos óculos do garoto pálido. Calafrios percorreram sua espinha, Jimin não sabia se o garoto pertencia ao grupo dos vampiros ou dos lobisomens, mas algo lhe dizia que a um dos dois devia pertencer. Ou seja, para ele, os humanos faziam parte da cadeia alimentar. O garoto baixou os óculos e Jimin viu seus olhos pela primeira vez. Eram pretos, levemente estrábicos e exóticos.

— Meu nome é Ha Sung-Woon.

— Ah... E o meu, Park Jimin — Conseguiu dizer, esperando que a hesitação não parecesse medo. Mas era medo, Jimin não tinha como negar.

— Então, Jimin — Prosseguiu o outro, puxando os óculos para baixo mais alguns centímetros — Conte pra nós: o que você é exatamente?

Estaria imaginando coisas ou pelo menos doze outros adolescentes se viraram para olhá-lo? Teriam um ouvido biônico? O celular de Jimin tocou.

— Com licença, preciso... Atender.

Tirou o aparelho da bolsa, levantou-se e foi para um canto, longe de todos. Examinando a tela para ver a quem agradeceria mil vezes por tê-lo chamado justamente naquele momento, sentiu o coração saltar no peito. Esperava que fosse Jenny, talvez o pai ou a mãe. Só não esperava que fosse Taemin.

 

Continua...

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...