História Born of Shadows - Capítulo 17


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei e trouxe um capitulo comigo.
Espero que gostem.
Boa Leitura.

Capítulo 17 - Capitulo 16


Não demorou pra chegarmos ao nosso destino. A casa era enorme e um pouco mais longe que a casa dos Underwood, era toda pintada de preto por fora, mas através das enormes vidraças que se espelhavam por toda frente da casa pude ver que o branco e o azul eram bem presentes por dentro. Era iluminado e havia varias arvores que decoravam todo o jardim.

Assim que entramos, o corpo da bruxa foi colocado em um sofá de couro, a maioria dos moveis eram banhados da cor preta, o que contrastava muito bem com o branco e o azul das paredes. Luxuoso, porém um tanto gótico demais.

Caspian subiu as enormes escadas de madeira indo rapidamente para o andar de cima, ouvi alguns ruídos e logo ele voltou, porém não sozinho. Uma garota adentrou a sala, seus cabelos castanhos e compridos eram preenchidos de várias tranças aleatórias e sua roupa parecia ter saído de algum filme da Marvel, um macacão preto feito de um tecido muito flexível com algumas partes feitas em couro e manga media, e era acompanhado de um coldre na cintura e na coxa. Os dois andaram rapidamente até a bruxa, e a garota, que tinha um frasco na mão derramou todo o conteúdo de dentro em sua boca.

-Isso vai fazê-la dormir por bastante tempo, fiquem tranquilos. – ela se virou e nos encarou um pouco desconfiada – Pronto Caspian, agora será que pode me falar quem são eles? – franzi o cenho.

-O que está acontecendo Caspian? – o encarei juntamente com Ethan. – Quem é ela?

-O nome dela é Talissa Lowell, ela é uma caçadora e é uma bruxa de classe dois, e Talissa esses são Aurora e Ethan, amigos de longa data, vampira e lobisomem.

-E quem é a bruxinha no sofá? – ela perguntou curiosa.

-Não sabemos, apenas sabemos que ela adora quebrar vidraças. – respondi.

-Foi ela que arrebentou o pub? Eu adorava aquele lugar. – Talissa suspirou – Vai leva-la a Torre? – perguntou a Caspian.

-Vou, mas eles não podem entrar como pessoas comuns, por isso eu pedi uma roupa emprestada sua, com o Ethan eu me viro.

-O que? Pra que isso? Ninguém vai me reconhecer, esqueceu que eu sou velha?

-Não, mas não podemos arriscar Aurora. Varias mudanças ocorreram desde 1864, a maioria do pessoal é novo lógico, mas também existem vários caçadores que serviram no tempo do meu pai, sobrenaturais que saíram e voltaram quando eu mudei as regras. E se algum deles fez parte do grupo que te perseguiu naquela noite? Eles podem te reconhecer.

-Não quero agir como uma fugitiva. – o encarei.

-É só por enquanto, você vai se tornar uma caçadora amiga da família pra não levantar suspeitas e quando interrogarmos a bruxa e acharmos o que queremos nos arquivos do Keegan, tudo volta ao normal.

-O que vocês querem com os arquivos do Keegan? – Talissa nos olhou curiosa e com um sorriso no canto dos lábios, mas nenhuma resposta ela obteve – Bom, deve ser uma longa história, mas se estão aqui pra ferrar com ele, contem comigo.

-Podem confiar nela. – começou Caspian com um sorriso – Ela é uma das melhores que temos, não é fácil ter uma bruxa de classe dois do nosso lado.

-Na verdade é até estranho. Os caçadores nunca se deram bem com bruxas, nem na época do seu pai. – disse Ethan.

-Não tem nada de estranho, eu apenas conheço os dois lados da moeda e percebi que não existem culpados ou inocentes, existe bagunça. Na Legião eu faço meu papel para arruma-la, ou tentar. – Caspian a olhava como se estivesse hipnotizado e eu apenas revirei os olhos em resposta a todo aquele momento de discurso nobre, afinal eu estava bem distante de qualquer perspectiva de nobreza.

-Então. – cocei a garganta – Já que vou ter que me transformar na Viúva Negra, vamos logo com isso? – Talissa apenas abaixou o olhar e indicou o caminho até o andar de cima enquanto eu a seguia. Ethan ficou com Caspian no andar de baixo.

Entramos em um quarto que ficava no final das escadas, era comum, uma cama, um guarda roupa, um banheiro, uma escrivaninha e uma janela, tudo mesclando o preto, o branco e o marrom. Caspian realmente não era criativo com cores.

-Agora entendi por que aquele loiro de farmácia me mandou uma mensagem pedindo uma poção de sono e uma roupa. – soltei um riso.

-Loiro de farmácia?

-Esse é apenas um dos muitos apelidos que eu coloquei nele. – ela sorriu de volta pegando uma bolsa que estava no chão e colocando na cama.

-Vocês parecem bem próximos. – comentei com certa apreensão sem saber exatamente de onde essa tal apreensão vinha. Ela olhou para baixo, como se estivesse incomodada com a afirmação.

-Ele me tirou da fossa nos anos noventa, é como um irmão. – soltei uma respiração pesada, quase com certo alivio.

Então ela tirou da bolsa uma roupa muito parecida com a dela, porém o macacão preto tinha mangas compridas, partes em couro vermelho na parte de cima e era acompanhado por um sobretudo vermelho feito também de couro.

-Não tem algo menos colado?

-Não, vai ter que se conformar Viúva Negra. – ela brincou e com um suspiro conformado, peguei a roupa e entrei no banheiro.

Despi-me e com certa dificuldade coloquei a roupa e o sobretudo, então sai do banheiro. Talissa me mediu de cima abaixo com um sorriso orgulhoso nos lábios.

-Natasha que se cuide, você esta linda.

-Ela pode ficar tranquila por que assim que eu puder arranco essa roupa de mim. – ela revirou os olhos.

-O que acha de prender o cabelo?

-Não sei, não gosto muito das minhas orelhas...

-Ah não seja tola, você vai ficar linda. – Talissa veio e prendeu meu cabelo em um rabo de cavalo alto e firme – Você tem uma cicatriz? – perguntou encarando meu pescoço – Mas você é vampira, não devia ter. – cobri a marca com as mãos.

-É uma longa história. – abaixei o olhar.

-Tudo a respeito de você é uma longa história pelo visto. – ela suspirou percebendo que não falaria mais do que aquilo.

-Acha que vão fazer perguntas lá?

-Talvez sim, talvez não, por via das duvidas. – ela soltou meu cabelo – Melhor deixar assim. – respirei fundo.

Fora as roupas, Talissa ainda me emprestou um par de botas de camurça de cano curto, então desci as escadas e no fim delas avistei os garotos. Ethan apenas trajava uma calça um tanto apertada, blusa preta que fazia sobressair mais os seus músculos e botas de couro marrom. Caspian também estava de preto, mas suas calças eram um pouco mais largas e a blusa preta era folgada, e por cima uma jaqueta de couro com a gola ligeiramente levantada e detalhes em dourado.

O loiro me encarava com um olhar que não sabia descrever, não sabia se era espanto, descrença, admiração ou se estava tão mal quanto eu achava que estava.

-Eu estou ridícula não é?

-Você está linda. – ele respondeu prontamente e eu sorri, e ele continuou me olhando, o que me fez abaixar a cabeça por um segundo um tanto envergonhada.

-Você também não esta nada mal. – sorri arrumando a gola de sua jaqueta – O que vai acontecer quando chegarmos lá?

-Vamos agir normalmente e se alguém perguntar você é Clarissa Spencer, uma amiga antiga da família. – respirei fundo ansiosa e ele segurou minhas mãos – Vai dar tudo certo.

-Bom, chega desses olhares melosos. – pigarreou Ethan pegando a bruxa do sofá e a jogando em seu ombro direito – Temos que ir.

-Vamos. – concordei e saímos entrando novamente no carro de Caspian e partindo para uma parte da cidade que eu não conhecia. Partimos para a Torre.

(...)

-Chegamos? – perguntei e Caspian assentiu com um sorriso suspeito nos lábios, mesmo sorriso de Talissa. Eles então saíram do carro, e logo após uma troca de olhares entre mim e Ethan, saímos também. – Vocês estão brincando não é? Isso está pior que a casa do Ethan.

-E a minha casa é uma zona. – ele completou.

-Isso não é uma zona, é que vocês ainda não podem ver. – afirmou Caspian.

-Me dá a mão. – Talissa veio até mim.

-O que?

-Confie em mim Aurora. – seu sorriso largo e olhos grandes ainda eram suspeitos pra mim, porém, mesmo receosa, estendi minha mão direita a ela que a segurou com as duas mãos. Talissa fechou os olhos sussurrando algumas palavras que pareciam latim, então, ela os abriu e quando soltou a minha mão, nela havia um frasco, um pequeno frasco de cristal. Não consegui esconder minha feição confusa e assustada.

-Como isso é possível? – perguntou Ethan que também estava confuso.

-Uma bruxa de classe dois vai muito além de poderes curativos.

-Você é o que? Especialista em poções? – perguntei.

-Basicamente. Agora, você e o Ethan devem beber o que está dentro. – ela disse firme.

-Uma ultima coisa, o que você disse quando pegou a minha mão? – ela trocou olhares com Caspian e logo em seguida sorriu.

-É um feitiço em latim.

- Que significa?

-Olhos abertos.

Aquela foi à deixa para que bebêssemos o liquido do frasco, liquido de sabor acido e amargo. Assim que dei o gole, Ethan fez o mesmo, então uma tontura tomou conta de mim com pontadas de dor absurdas em minha cabeça, achei que fosse desmaiar, mas quando abri os olhos tudo estava dourado e devagar as coisas foram tomando sua cor normal.

Encarei o prédio velho e empoeirado a minha frente, porém ele não era mais velho e empoeirado, era um enorme prédio de vidro acinzentado que parecia não ter fim. Os portões a nossa frente tinham um preto brilhante circundado por flores com raízes grandes e belíssimas. Um dos lugares mais bonitos que já havia visto.

-Isso com certeza não é uma zona. – afirmou Ethan.


Notas Finais


Comentários?
Elenco:
Talissa Lowell: Shelley Hennig
Alina Underwood: Willa Hollanda
Noah Underwood: Dylan O'brien


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