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História Born This Way- Solangelo - Capítulo 25


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Notas do Autor


Oi pessoal, como estão? Espero que bem. Ou o tanto que podemos ficar bem nessa merda que tá o país, ne?
Enfim, aqui não é lugar pra isso. Vamos nos distrair com esses dois lindos que amamos tanto!

Eu to meio irritada com a capa dessa fic. Vocês também? Tentei achar outra, mas ainda estou a procura. Se tiverem alguma ideia comentem aqui pf!

Boa leitura!

Capítulo 25 - Will


Will

Eu estava nervoso. Muito, só para variar um pouco. Era a quinta aula do dia e nem sinal de Nico. Eu já tinha mandado 5 mensagens para ele, mas ele não respondeu nenhuma. Certo, não é que eu seja possessivo ou ciumento. Eu não sou, de verdade. Mas essa história com a mãe de Nico estava me deixando preocupado. Ele parecia bem no domingo a tarde, então pensei que não teria problema deixar ele sozinho a noite. Minha mãe estava mesmo preocupada, mas sei que ela não se oporia. Eu deveria ter ficado.

Deveria… seila, ter me certificado de que ele estava comendo direito, ou se hidratando, ou… vivo. Meu deus, estou ficando louco. Agora estou delirando sobre todas as maneiras que Nico poderia ter sofrido um acidente na sua casa, como se ele fosse uma criança de 5 anos e não um adolescente de 17. Foco, Will. Está tudo bem, provavelmente ele resolveu dormir mais hoje. Normal, ele costumava fazer isso antes de começarmos a namorar.

É aula de biologia e, mesmo amando essa matéria, ela não tem a mesma graça sem Nico aqui. Ele vive fazendo desenhos no meu caderno, ou fazendo piadas e comentários idiotas. Credo, só uma manhã sem ele na minha rotina e já estou sendo completamente dramático.

Meu coração dá um pulo quando a porta se abre e Hades coloca a cabeça para dentro. O professor de biologia está no canto da sala ajudando um aluno então não repara nele. Hades olha em volta e sei que ele está me procurando. Levanto e todos olham pra mim. Fico levemente vermelho, mas não tenho tempo para pensar nisso.

-Will. - Hades diz e sorri. - Posso falar com você?

Olho para o professor no canto da sala que me dispensa com um aceno de mão.

-O que foi? Nico está bem? - Pergunto, logo que saímos no corredor.

-É o que eu quero saber. Encontrei ele hoje de manhã no quarto dele desenhando. Ele estava… estranho. Eu não perguntei muito, fiz ele tomar café e se trocar e ele disse que viria para a segunda aula.

-Já estamos na quinta. - Eu observo.

-É, eu sei. - Hades pega o celular. - Já liguei pra ele umas 10 vezes.

-E eu 5. - Respondo. -Vou até lá.

-Eu ia te pedir isso. Não posso sair agora, tenho uma reunião com o conselho sobre o orçamento da peça. Se eu não estiver lá tenho certeza que a peça do ano que vem vai ter 5 reais de verba.

Dou uma risada fraca.

-Certo. Estou indo. Eu te aviso quando estiver com ele. - Eu digo, já me encaminhando para a saída.

-Will. - Hades diz e eu me viro. Ele franze a testa. - Não vai pegar sua mochila? E um bilhete do professor pra poder sair da escola?

Foi minha vez de franzir a testa.

-Preciso disso? - Perguntei. Hades deu risada.

-Você nunca matou aula, não?

Eu desvio os olhos e fico vermelho. Hades mexe na bolsa no ombro e pega papel e caneta. Ele rabisca algumas coisas e me entrega o bilhete.

-Eu pego sua mochila. Me avisa quando falar com ele, ok? Me desculpe por isso, Will, de verdade. Sei que já foi demais você ter ido pegar ele na rodoviária no domingo e...

-Hades. - Eu o interrompo, olhando nos olhos dele. - Não tem nada que eu não faria pelo seu filho. Mesmo.

Hades sorri e passa as mãos no cabelo em um gesto nervoso.

-Ele tem sorte então. Vai logo.

Eu aceno para ele e corro para a saída.

***

Toco a campainha umas 6 vezes antes de desistir e pular a janela da sala. Não é difícil, o muro é baixo e a janela geralmente fica aberta. Nico já esqueceu a chave algumas vezes e tivemos que fazer isso para voltar para casa porque Hades não abre a porta de propósito (já que ele vive gritando para Nico não esquecer as chaves), mesmo que esteja acordado.

Sigo para o quarto de Nico com o coração na mão. Será que aconteceu alguma coisa? Bato na porta duas vezes, mas não escuto nada. Segundos depois, escuto um arrastar de móveis e forço a maçaneta. Felizmente a porta não está trancada.

Quando entro, não vejo nada. Está tudo um breu. As janelas estão fechadas e as cortinas também. A única fonte de luz vem de uma vela no canto do quarto. Demora um pouco para eu me acostumar com a claridade.

-Nico? - Eu digo, já que não consigo ver nada.

Escuto o barulho do lápis se arrastando no papel, mas ele não me responde. Vou até o abajur e ligo a luz e… uau. Uau. O quarto está uma completa zona. É como entrar na mente de Nico, tenho certeza. Todo o quarto está coberto por tintas e papeis de diversos tamanhos. Ha muitos desenhos espalhados: olhos, cabelos, rostos, mas não consigo definir um desenho único. É como se cada um fosse parte de um quebra-cabeça diferente.

Nico está no chão, sentado sob os joelhos, desenhando em um papel a sua frente. Não consigo reconhecer o que é, parece o início de uma silhueta. Todos os desenhos têm a marca do traço de Nico: linhas fortes, escuras e bem sombreadas. Mesmo os desenhos mais coloridos têm esse traço escuro.

Me aproximo de Nico e coloco a mão no seu ombro. Ele dá um pulo, como se não tivesse percebido que a luz tinha sido acesa e que tinha alguém no quarto com ele.

-Nico? Ta tudo bem? - Eu pergunto, olhando seu rosto. Seus olhos parecem um tanto vidrados, como se ele estivesse me olhando mas não estivesse me enxergando realmente. Ele sorri.

-Sim. Tive uma ideia incrível para o ato final. Acho que você vai gostar. - Ele responde e volta a desenhar.

Eu me afasto um pouco e sento na cama. Bom, pelo menos ele está vivo. Está um pouco estranho e maníaco, mas deve ser normal quando ele fica inspirado. Não sei, nunca vi ele assim. Por via das dúvidas, permaneço olhando enquanto ele desenha.

É estranho observá-lo assim. Claro que eu sempre olhei para ele. Antes, tentando fazer com que ele não reparasse. Depois, sabendo que ele reparava. Mas agora eu poderia só olhar, sem nenhuma interrupção. E era bom, era sempre bom olhá-lo. Nico era tão bonito… mesmo agora, com seus cabelos todos bagunçados e uma leve olheira embaixo dos olhos.

Ele estava lindo. Ridiculamente lindo e estou me dando conta do quão apaixonado estou por ele. Amo suas mãos, o modo como elas seguram o pincel de maneira delicada, quase frouxa, mas cria traços firmes tão parecidos com a sua personalidade. Gosto dos seus olhos, do modo como saltam de um lugar para outro na folha, do modo como às vezes deixa apenas as mãos trabalharem enquanto foca em outra parte do papel, já imaginando o que vem em seguida. É lindo. Nico Di Angelo é a pessoa mais linda que eu já coloquei os olhos, tenho certeza disso.

Mas então meus pensamentos ficam um tanto… impuros. Não consigo deixar de notar o modo como ele está: sentado nas pernas, no chão, seu tronco inclinado para frente para ver melhor o papel. Sua bunda está levemente arrebitada e sua camiseta deixa a mostra uma parte da sua barriga. É estranho eu ter uma ereção vendo meu namorado desenhar? Fico vermelho com o pensamento.

Mas eu não deveria ficar vermelho, acho. Ele é meu namorado. Devíamos falar sobre sexo e, principalmente, deveríamos fazer sexo. A gente conversou pouco sobre isso, na verdade. Na maior parte das noites que dormimos juntos paramos nas mãos bobas. A verdade é que… bom, não tínhamos muita experiência.

Eu só transei com uma garota e Nico só transou com um garoto e tinha sido ativo. Então, de certa forma, seria nossa primeira vez e a gente não falou sobre quem seria o passivo. Deveríamos conversar sobre isso, acho. Eu não me importaria de ser, na verdade. Adoraria sentir Nico dentro de mim. Merda, agora meu pau está completamente duro.

Nico fica reto e observa o papel a sua frente. Ele está sorrindo, mas eu não consigo identificar o que é aquilo ainda. Todo o papel está em tons de verde, como se fosse um efeito de uma câmera. Seus traços são lindos, mas Nico nunca foi muito de pintar coisas abstratas. Ele olha para mim, ainda sorrindo. Cacete, eu amo esse sorriso.

Ele vem até mim e senta no meu colo, uma perna de cada lado da minha cintura. Eu tento impedir, porque assim ele sentiria minha ereção.

-Nico, acho melhor… - Eu digo, tentando afastá-lo pela cintura. Mas ele me ignora e senta no meu colo.

Seus olhos arregalam um pouco e ele sorri.

-Alguém está animado. - Ele diz, enquanto se remexe mais no meu colo. Eu dou risada e fico vermelho.

-Desculpe.

Nico aproxima o rosto do meu e me dá um selinho casto.

-O que te excitou? - Ele pergunta, baixinho.

-Você sempre me excita. - Eu respondo, colocando a mão na sua bunda e aproximando mais seu corpo do meu.

-Mas foi algo específico? - Ele diz, sua boca a apenas alguns centímetros da minha.

-Não sei. Só comecei a reparar em você pintando. Você é lindo. - Eu digo. Acaricio sua bochecha. - Eu amo tanto você.

-Amo tanto você. - Ele repete e sorri antes de me beijar.

Acho que nunca vou cansar disso. Da sua boca, do seu gosto. Nico beija meus lábios como se fosse um doce e depois adentra com a língua, explorando cada pedacinho que encontra. Eu deixo que ele tome conta do beijo e coloco a mão na sua cintura, por baixo da camiseta. Ele se afasta aos poucos, dando selinhos em mim. Ele sorri e encaixa a mão na minha nuca.

-Tive uma ideia. - Nico diz e sai do meu colo. Tento não parecer desapontado com a falta do seu corpo no meu, mas ele percebe e sorri de forma maliciosa. Ele me encara de cima a baixo. - Tira a roupa.

Eu quase engasgo.

-O que?- Eu pergunto e ele dá risada. Ele se aproxima e segura meu braço, me fazendo levantar.

Ele começa a afastar as tintas e papéis do chão, dando espaço para nós e entendo o que ele quer. Fico vermelho com o pensamento.

Nico senta no chão e estende a mão para mim, indicando o lugar para eu deitar.

-Quero que você seja minha tela. - Ele diz e não há um pingo de constrangimento no seu olhar.

Eu mordo os lábios, ansioso por aquilo. Estou excitado só de pensar em Nico di Angelo em cima de mim, pintando meu corpo na mesma posição que estivera antes. Sem espaço para sentir constrangimento, arranco minha camiseta e deito. Nico se inclina sobre mim e sinto as pontas dos seus dedos passearem de forma suave no meu tronco. Nossos olhos se encontram e ele sorri.

-Vai ser minha melhor obra, raio de sol. - Ele diz e eu tento controlar as batidas agitadas do meu coração. 


Notas Finais


eee? Vocês estão muito putos comigo por terminar assim? Desculpe.
Sim, o próximo capítulo vai ser para maiores de 18 anos. Yay! hahahahah
Então comentem bastante e falem o quanto vocês estão ansiosos por ele!!

Só uma pergunta rapidinha: eu costumo atualizar essa fic de manhã pq assim vcs têm o resto do domingo para ler e talz, mas vcs preferem em algum outro horário?

É isso! Obrigada!
Beijos, beijos!


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