História Born to Die - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Ansiedade, Born To Die, Demonios, Depressão, Drama, Mutilação, Suícidio
Visualizações 24
Palavras 1.015
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Suspense
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


eu cheguei com mais uma fic polemica pow pow pow
QUERIA DEIXAR CLARO UMA COISA:
eu não to querendo romantizar depressão e etc, por favor, não levem por esse lado.
eu coloquei +18 pro spirit não me foder e.e

eu acho que só foi algo que eu vejo que acontece mt por ai e aconteceu comigo, então eu só peguei, escrevi e postei, eu espero que gostem, mesmo que seja meio bad.

não foi betada, então desculpa os erros.

Capítulo 1 - We were born to die;


“Como gostaria de ser chamada?” O Doutor já com uma certa idade, com alguns fios grisalhos insistindo em aparecer e uma roupa com tons neutros e a marca de grife destacada em sua blusa, apenas mostrando que era mais um que a mãe da garota gastaria uma grana, chamou a atenção da menina a sua frente, cujo as mãos se encontravam em uma mecha do cabelo, a enrolando e soltando várias vezes.

“Lola” Falou simplesmente.

Era o quarto psiquiatra que ela consultava, por insistência de sua mãe. Mas o que adiantava ir aos melhores médicos da região se ela mesma não queria mudar?

 

Era o que todos achavam.

 

“Certo, Lola. Você gostaria de compartilhar algo que esteja te incomodando?” Lola tinha um olhar vazio, seu rosto não continha nenhuma expressão. Afinal, como ela se expressaria se nada na sua vida se resumisse além da solidão?

 “Não. Eu não sinto nada, Doutor.” E era verdade.

 

Lola não sentia nada e nem queria. Todas suas emoções foram jogadas longe quando a menina caiu no fundo do poço. Ela não tinha motivos para sair de lá, todos os dias eram iguais, batalhas desde o começo do dia até o final da noite, simplesmente por querer resolver tudo sozinha em seu quarto. E ela sabia que depois dessa consulta, iria acabar novamente em seu quarto com os mesmos pensamentos e a mesma angústia.

 

“Pumped Up Kicks” era a primeira música da playlist de Lola, na qual escutava – quase – todas as noites, passando as madrugadas em claro ouvindo as cento e quatro músicas que havia na lista de reprodução. Ela não cansava de ter que ouvir as mesmas canções em ordem aleatória a maioria dos dias da semana.

Lola desligou a luz de seu quarto, deixando apenas a luz de seu notebook ligado. Naquela noite em específico, ficou pensando na conversa que tivera com o psiquiatra. Sentiu que tinha sido mais uma conversa do que mais um profissional que apontaria os erros em sua cara e a mandaria tomar uma série de remédios, apenas para afundar os demônios que eles julgavam estar prejudicando a menina – era assim que ela via a situação.

“Nada? Mas se veio aqui talvez tenha algo a dizer” O Doutor insistiu para que dissesse alguma coisa. “Talvez eu não tenha vindo porque eu quis” Não ia cair mais uma vez no papo de nenhum psiquiatra, como “faça isso pela sua mãe”. Ela já havia cansado de fazer isso para as outras pessoas, queria fazer algo para si mesma, que era ficar no seu quarto esperando a tempestade passar.

“Mas você não pode ficar esperando a tempestade passar, no seu quarto” ele disse e ela, inocente, questionou. “Não há tempestade nenhuma... Você apenas não está conseguindo ver o sol. Faça algo por você, Lola. Faça essa tempestade passar.”

 

Lola já estava tão acostumada com os raios e os trovões que a faziam encolher em sua cama, com a chuva que molhava seu rosto inteiro e o travesseiro. Isso parecia tão normal em seu mundo.

Ela já estava tão acostumada a dividir seus pensamentos com alguns “demônios”, sempre dava vez para eles falarem por ela. Não gostariam de serem extintos.

 

“Como?” Já sabia como fazia a tempestade sumir temporariamente, mas por um momento temeu não ser o método mais afetivo. “Essas pílulas, Lola...”

Foi quando tudo começou a desandar.

Pílulas, antidepressivos, estabilizadores de humor, ela não queria isso. Não queria ser mais uma a fazer parte disso.

 

“Heavydirtysoul” começou a tocar em seu Spotify. Em um impulso, Lola aumentou a música o mais alto possível. Lágrimas começaram a rolar desesperadamente lembrando de como havia se comportado na clínica mais cedo.

Não é como ela quisesse dizer não para os remédios. Mas era sua única alternativa.

 

“NÃO!” Lola gritou se levantando da poltrona. “Ninguém vai me obrigar a tomar essas malditas pílulas, muito menos você!” Pegou o frasco que estava a sua frente, abriu e jogou tudo na mesa do Doutor.

 

“Merda!” Repetiu várias vezes em seu quarto, batendo a cabeça na parede. “Por que vocês não param por um momento?”

Para alguém de fora, aquela cena não fazia sentido nenhum, mas para Lola era mais uma discussão com os “demônios” de sua cabeça.

E ela poderia morrer se perdesse a discussão.

“Você nunca conseguirá afundar seus demônios, Lola.” Foi seu último pensamento antes de calar cada um deles com uma lâmina.

 

Sexta-feira à noite. Lola passou a porta de entrada de sua casa com um cigarro na boca e as mãos ocupadas em arrumar sua jaqueta jeans em seu corpo.

“Andando pelas ruas da cidade. É por engano ou vaidade?” A música tocava em seu fone de ouvido enquanto acendia o cigarro.

 

Com a pressão um pouco baixa, pode empurrar seus pensamentos para o lado e começar a pensar se seus pais apoiariam a filha em cada trago que ela dava em seu Blu. Obviamente não.

Mas era ali que ela se encontrava. Sozinha, no escuro e tentando tirar a máscara que a fazia virar uma menina assombrada pelos próprios pensamentos, sem sentimentos ou emoções, uma pessoa fria que não escondia ser antissocial e não tentava fazer amizades com ninguém.

Ela não sentia nada.

 

Lola poderia ficar a noite inteira olhando para o escuro, fumando um cigarro e não pensar em nada. Era seu hobby. E o motivo de ficar fazendo isso era simplesmente por não sentir nada.

 

Lola não se sentia mais no controle de sua vida, não sorria mais pra nada e pra ninguém. A vida já havia perdido o sentido fazia tempo.

As aulas eram um palco para a escrita de textos tristes e desenhos exóticos, sempre mostrando o lado ruim das coisas.

 

Lola realmente não sentia nada.

 

Ela não sentia nada de bom e nem nada de ruim. Não era ela que estava mais sentindo.

 

Sua cabeça já fora dominada.

“Não posso afundar meus demônios, eles sabem como nadar”.

 

Lola sabia que nunca mais estaria sozinha e não poderia fazer qualquer escolha por conta própria, pois era ameaçada por eles.

Mas a menina já aceitara viver com isso.

 

 

 

“Porque você eu, nascemos para morrer”.


Notas Finais


ok...............
ok, legal
blz
suave

gente, se qualquer um de vcs que leu isso precisar de ajuda, não exite em pedir, seja pra mim, seja para algum amigo, seja para ligar 188 (centro de valorização da vida)
não levem isso adiante ok????
nós nascemos para morrer, mas nesse meio tempo temos muita coisa para fazer, para viver.
não deixe nenhum demoninho tomar conta de vcs.
é isso

obrigada a eu, que fiz a capa
a eu, que fui a inspiração
e a eu mesma, por ser maravilhosa djsakdjasd

e a todos os meus amigos que me ajudaram a sair do poço, e as que chegaram agora e me ajudam a permanecer fora do poço.

(eu mencionei a musica “born to die - lana del rey” OBVIO COMO VCS PODEM VER, e “sleepwalking - nmth”)


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