História Born To Die - Capítulo 16


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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Echo, John Murphy, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes, Roan
Tags Clarke, Clexa, Drama, Lexa, Octaven, Romance
Visualizações 312
Palavras 5.869
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


boa leitura.

Capítulo 16 - Blood Must Have Blood


FLASHBACK

O apartamento estava escuro, apenas um abajur iluminava a pequena mesa, a pessoa sentada ao chão olhava para a árdua pesquisa que havia coletado durante os últimos meses. Havia recortes com fotos, papéis jogados pela a mesa e alguns pelo o chão, o líquido amarelado do copo continuava intacto, o cinzeiro já estava cheio e com certeza iria abrigar mais bitucas de cigarros. As mãos apressadas empurraram os papéis que já não seriam necessários, ali sobre a mesinha havia apenas sete documentos, sete dossiês com tudo o que precisaria para começar sua missão. Tragando mais um cigarro se deixou olhar para cada um daqueles nomes.

- Judy. Robert. Aden. Murphy. Octavia. Clarke – seu olhar agora estava no ultimo nome – Lexa – disse por fim. Levantou do chão e pegou o papel com a foto de alguém específico – Octavia, você foi a escolhida – o sorriso no rosto mostrava a confiança que tinha ao escolher quem iria cair e trair Lexa –

- Ei, por onde começamos? - perguntou Roan ao entrar no apartamento - Já sabemos onde ela está? - informou não negando que se sentia intimidado por aquela figura -

- Logo saberemos. Chegou a hora - o sorriso apareceu em seu rosto e Roan entendeu do que se tratava -

- Ainda não entendo o porquê disso. Por que você deu o paradeiro de Octavia para Lucy? Qual a necessidade disso? - ele sabia pouco sobre o plano, mas o que sabia o deixava confuso -

- Lucy agora sabe onde Octavia está, e sabe que ela tem o paradeiro de Lexa. Aden não tem mais ninguém em sua família e quando Lucy morrer, tenho certeza de que ela vai informar ao filho sobre Octavia, que certamente o levará até Lexa e então finalmente a encontraremos -

- E se não funcionar? -

- Vai funcionar - garantiu se aproximando do homem. Roan engoliu a seco com aquela aproximação - Lembre-se, quando encontrar Lexa eu não quero que você mate-a ou algo assim, é apenas um susto, apenas isso - afirmou olhando fixamente para o homem - Com isso ela vai entender que não pode simplesmente deixar o passado para trás -

- Eu não vou machucá-la, será apenas um aviso como você me ordenou - disse concordando - E quanto aos alvos? -

- Lexa será traída por um dos seus -

- Como vai fazer isso? -

- Você ficaria surpreso com o que as pessoas são capazes de fazer quando amam demais - a pessoa olhou para o arquivo de Octavia em sua mão e sorriu - Eu planejo isso há um ano, e isso pode até ser uma missão suicida, mas eu vou acabar com cada um próximo a Lexa, eu vou cumprir a ordem de Anya - Roan se afastou ainda mais, vendo a fúria na outra pessoa - Agora vá! Acabem com Lucy e depois fiquem na cola do garoto, ele os levará até Octavia e Octavia os levará até Lexa - Roan saiu com a ordem -

Voltou para a pilha de papéis sobre o chão e mesa e sentou-se no mesmo lugar, colocou o arquivo de Octavia e observou novamente os sete nomes.

- Judy. Robert. Aden. Octavia. Murphy. Clarke. Lexa -

- Ei - Raven tocou no braço de Octavia e a advogada finalmente despertou - O que foi aquilo? - perguntou referindo-se ao modo com Lexa olhou para as duas. Octavia olhou ao redor naquele corredor do hospital - Octavia? -

- Oi? - perguntou ainda confusa se Raven havia lhe chamado -

- Perguntei o que foi aquilo. Você não acha que Lexa… que ela sabe sobre - Raven não se atrevia a terminar a frase, mas ela sabia que Octavia entendeu o que ela quis dizer -

- Não se preocupe com isso - Octavia temia que Lexa tivesse descoberto, porém não iria amedrontar sua noiva ainda mais - Eu sei lidar com Lexa, então continue fazendo o que eu pedi, não troque nenhuma palavra com ela - pediu ainda pensando no que iria fazer sobre Lexa, algo lhe dizia que a amiga já havia descoberto tudo -

- Eu tenho que voltar para o departamento, eu não posso ficar esperando por Clarke aqui. Será que você podia esperar por ela e depois levá-la ao nosso apartamento? - Octavia então ao ouvir sobre o departamento lembrou-se do seu assunto inacabado com Echo -

- Rae, eu tenho que conversar com você primeiro - a advogada ainda parecia indecisa sobre falar a verdade sobre a briga de bar e como aquilo não teve nenhum dedo de Echo -

- Seja lá o que for acho que pode esperar para mais tarde, eu não posso ficar longe do departamento por muito tempo, você sabe como Kane é - Octavia ficou calada e Raven abraçou a noiva - Obrigada por não me dar as costas, eu realmente achei que você não iria me perdoar por tentar atirar em Lexa - Octavia se apertou ao abraço e engoliu o nó preso em sua garganta, ela não iria chorar -

- Eu jamais poderia dar as costas a você - sussurrou. Raven soltou-se da noiva e as duas trocaram olhares, ela percebeu que a advogada estava apreensiva - Eu sinto muito - pediu ainda se mantendo firme, ela sabia que se começasse a chorar não iria parar tão cedo - Essa não é a vida que você merece, que nenhuma de nós merece -

- Poderia ser pior, pelo menos eu tenho você - Octavia se deixou sorrir com as palavras da capitã, ela só esperava que Raven continuasse a pensar assim -

- Eu só quero que saiba que tudo o que eu fiz e que eu vou fazer é para manter você segura, e Deus sabe o quanto eu não mediria esforços para que isso aconteça - Octavia beijou a testa da capitã e Raven segurou a mão da mulher - Relaxa Rae, nada vai acontecer, você sabe que gosto de reafirmar que vou sempre está aqui por você - Octavia forçou um sorriso e caminhou para o quarto de Clarke -

A capitã observou a noiva caminhar, seu coração pareceu apertar. Logo quando deu as costas a Raven, Octavia tirou o sorriso dos lábios, nada de bom estava para acontecer, porém ela não queria que Raven soubesse disso. Raven caminhou para fora do hospital, ela precisava voltar para o departamento mesmo não estando em seu melhor estado emocional.

- É Eliza, pelo o que estou vendo dos resultados você já pode voltar para casa - a médica sorriu para a loira, Clarke não sabia ao exato se estava feliz com aquilo, afinal ela não estava animada para ir a algum lugar que não reconheceria - Mas você vai ter que voltar aqui toda semana, precisaremos ficar acompanhando seu caso -

- Claro doutora - afirmou Murphy ficando ao lado da cama de Clarke junto com Aden - Eu vou garantir que ela esteja aqui nos dias marcados - assegurou e a médica sorriu com aquilo -

- Ótimo - a mulher se aproximou de Clarke e sorriu - Eu não sou autorizada a dizer isso, mas… vai ficar tudo bem querida, não vai ser fácil, mas vai ficar tudo bem - Clarke lhe deu um sorriso esperançoso e Murphy se deixou sorrir fraco, ele queria tanto que aquelas palavras significassem algo - Até mais Eliza - a mulher saiu e os três a observaram ir -

- Bom, acho que está na hora de voltar para casa - Murphy olhou para Clarke e a garota sorriu - Eu peguei algumas roupas de Lexa - o jornalista achou que se o nome Lexa fosse dito com frequência talvez algo em Clarke despertasse - Deve servir em você, as roupas estão no banheiro. Quer que eu te ajude a vestir? - perguntou e Clarke negou, ela deu sua mão para o jornalista ajudá-la apenas a descer da cama. Murphy a observou entrar no banheiro do quarto e ele suspirou -

- Onde Lexa está? - perguntou Aden esperando encontrar a irmã por ali -

- Algo me diz que logo saberemos - comentou ainda incerto do que Lexa iria armar - Escuta aqui, garoto. Eu sei o quanto você confia e é apegado a Octavia, mas daqui para frente é só você, eu, Lexa e Clarke -

- O quê? Por quê? - Aden parecia surpreso e ao mesmo tempo decepcionado, antes que Murphy pudesse responder, a porta do quarto se abriu mostrando a advogada -

- Eu encontrei a médica e ela disse que Eliza está liberada, meu carro já está na porta do hospital, eu assumo daqui - informou buscando por Clarke e se perguntou onde a loira estaria -

- Ela vai embora comigo - ao ouvir aquilo Octavia se aproximou de Murphy, e Aden deu um passo para trás - Você é muito cínica, depois de tudo o que fez vem pagar de boa moça -

- Raven é a pessoa mais qualificada para ficar com Clarke agora, Lexa concordou com isso e eu vou levá-la comigo - os dois estavam tão próximos que Aden pensou que uma batalha começaria a ser travada naquele momento -

- Por que Octavia? - perguntou sem se mover - Por que fez isso com Lexa? Por que a traiu desse jeito? - Octavia continuou calada, até que seus olhos não aguentaram a vergonha e desviaram dos olhos julgadores de Murphy - Você era como uma irmã para Lexa, ela te amava, éramos uma família…

- Você não entenderia - foi quase que um sussurro, uma vergonha audível -

- Me faça entender, e talvez eu possa ajudar, mas não me venha com suas mentiras patológicas -

- Então? Como estou? - a voz de Clarke interrompeu a conversa. Aden sorriu ao ver a irmã, ela estava com a blusa favorita de Lexa, a de super-herói que um dia Aden usou e Lexa ficou tão irritada - Nossa, atrapalhei alguma coisa? - perguntou se aproximando dos dois adultos que pareciam tensos -

- Vamos Eliza - chamou Octavia, porém Murphy negou e segurou o braço de Octavia -

- Você quer mesmo piorar as coisas? - perguntou voltando a olhar para a advogada. Clarke parecia confusa e ficou ao lado de Aden - Eliza, você quer ir com ela? - perguntou sem tirar os olhos de Octavia -

- Eu sei que Raven é minha melhor amiga, e que provavelmente vocês poderiam me hospedar melhor, mas… eu prefiro ir com Murphy se estiver tudo bem para você - disse sem sair ao lado de Aden. Octavia olhou para a loira e depois para o jornalista que ainda segurava seu braço -

- Tudo bem, Eliza. Nos vemos depois - disse sorrindo para a loira e tirando seu braço das mãos de Murphy -

Octavia saiu do quarto sem dizer mais nenhuma palavra, Murphy voltou para os outros e suspirou.

- Não pergunte o que aconteceu – pediu o jornalista - Eu vou deixar vocês dois no apartamento de uma amiga, colega de trabalho, enquanto vou dar uma olhada no apartamento que está para alugar -

- Lexa? Vai nos deixar com Lexa? - perguntou a loira e internamente Murphy sorriu ao imaginar que Clarke estava começando a se apegar a Lexa -

- Não, Lexa precisou resolver algumas pendências, mas voltará logo - assegurou. Ele fez sinal para os dois se aproximarem e começaram a andar para fora do quarto -

- Então, onde estão meus pais? Eu tenho algum namorado? - perguntou Clarke precisando de algumas respostas -

- Seus pais morreram e você é lésbica, ou melhor, bi se me lembro bem. Não, não tem namorado - Murphy não queria fazer grande caso sobre aquela pergunta e resolveu ir direto ao ponto. Clarke ficou surpresa com as respostas e se perguntou se deveriam se sentir mal por saber de seus pais, porém não era culpa sua se não tinha nenhuma memória para lamentar -

- Você é bem direto - comentou ainda assimilando a resposta do jornalista -

- Gosto de respostas rápidas - explicou dando de ombros. Clarke sorriu e Aden fez o mesmo ao perceber que em um piscar de olhos a relação dos dois havia mudado de ódio para quase amor -

Lexa abaixou-se e tirou uma caixa debaixo da cama, pôs sobre o cobertor e continuou a olhar para o objeto, suas mãos tocaram a madeira rústica daquela caixa e ela fechou os olhos, sua mente não poupou uma lembrança, mostrou claramente todas as vidas que foram tiradas pela a mulher, cada uma nitidamente, era uma forma de sua consciência lhe dar um tempo para Lexa desistir, mas a mulher não deixava suas memórias lhe intimidar. Lexa de repente abriu os olhos e destravou a caixa, olhou para o sobretudo negro e seu famoso salto de sola vermelha, seu Louboutin que tanto assustou seus alvos. Quando fugira com Clarke pensou que nunca mais voltaria a abrir aquela caixa, ela chegou a pensar que seu passado seria aprisionado naquela caixa, mas ela deveria saber melhor do que ninguém que não se pode fugir de quem realmente é.

- Eu sinto muito Clarke, mas enquanto eu fugir do meu passado ele vai continuar me encontrando - Lexa pegou seu sobretudo e olhou fixamente para a roupa como se fosse alguém diante de si - Essa sou eu - disse como se estivesse vendo seu eu passado diante de si -

Lexa colocou o sobretudo na cama e começou a se despir, entrou no banheiro e depois na banheira, a água extremamente gelada não pareceu incomodar Lexa, ela descansou sua cabeça sobre a borda e respirou fundo.

Faremos isso juntas.

Eu quero casar com você.

Não me deixa.

LEXA!

Lexa imediatamente abriu os olhos ao ouvir a voz de Clarke em sua mente, a mulher olhou para os lados mostrando que havia se assustado um pouco com os truques de sua mente, a mulher se deixou mergulhar na banheira e apagar qualquer ruído que tentasse atrapalhar seus planos na mente.

Minutos depois Lexa saiu do banheiro, secou seu corpo assim como seus cabelos. A mulher começou a vestir-se, o batom vermelho nos lábios combinava com as solas de seu Louboutin, sentou sobre a cama e pôs os saltos, ela sabia que assim que usasse-os não teria mais volta, os calçou e caminhou até o espelho, deu uma boa olhada em seu estado, qualquer um acharia que a bela mulher estava para ir a algum evento, Lexa sempre sorria quando já preparada para uma missão, mas ali diante do espelho ela não conseguiu fazer aquilo, ela já não sentia o prazer de antes, então ao invés de um sorriso ela apenas encarou seu reflexo, voltou para a cama e pegou seu sobretudo, ele caiu perfeitamente em seu corpo, ela pegou tudo o que precisava para se defender, a mulher se aproximou da escrivaninha e pegou o porta-retrato, ela tirou a foto dela junto a Clarke e guardou aquela fotografia em seu bolso, caminhou para fora do local e seguiu para o elevador. Saiu do prédio e caminhou pela a calçada, sua mão dentro do bolso do sobretudo tirou uma espécie de chaveiro e apertou o único botão nele, ela nem ao menos olhou para trás, mas o andar onde ficava o seu apartamento ficou em chamas depois da explosão, Lexa continua a andar sem nenhuma pressa, acendeu um cigarro e deu sinal para um táxi que parou para pegar a mulher.

- Desculpe senhorita, mas não permito que fumem no meu carro - informou olhando para trás, Lexa não falou nada, apenas segurou o olhar no homem e ele sentiu seu estômago revirar - Hum… para onde? - perguntou não se incomodado mais com a fumaça que chegava até ele -

- Departamento de Polícia de NY, e não tenha pressa, eu ainda tenho alguns cigarros para fumar - retrucou olhando pela a janela, ela viu as chamas ainda consumirem o andar do prédio, e uma multidão já do lado de fora -

- Ei! - disse Luna fechando imediatamente seu notebook e olhando para Murphy e dois desconhecidos ao seu lado - Mas que porra! Que susto que você me deu! - a mulher ainda segurava seu notebook quando se levantou -

- Desculpa, mas eu preciso de um favor, preciso deixar esses dois aqui enquanto vou ver um apartamento, prometo que ainda amanhã eu vou embora daqui - pediu Murphy e Luna continuava a olhar para Aden e Clarke - Essa é Eliza e esse Aden -

- Eu gosto de ser avisada antecipadamente quando vou receber hóspedes, mas acho que dessa vez posso abrir uma exceção - Luna se aproximou e demorou seu olhar um pouco mais em Clarke - Achava que você estava morta - comentou com um sorriso - Clarke - os olhos de Murphy se arregalaram e Clarke pareceu confusa -

- Clarke? - perguntou confusa alternando seu olhar em Murphy e Luna -

- Se quiserem ficar aqui vão me contar exatamente como a filha de Jake Griffin continua viva e por que querem me convencer de que ela é essa tal de Eliza - Luna olhou para o jornalista que ainda estava surpreso com a astúcia da mulher - Ou talvez eu posso ligar para a polícia e eles me contarem - Luna deu de ombros e Murphy segurou seu braço -

- Do que ela está falando? - perguntou Clarke confusa -

- Aden tem um quarto a direita no meio do corredor, leva Eliza até lá enquanto Luna e eu conversamos - Aden atendeu o pedido do homem e seguiu com Clarke para longe daqueles dois - Se você contar isso a alguém eu juro que acabo com você Luna -

- É uma ameaça? -

- Uma promessa - corrigiu e Luna sorriu -

- Bom, estou esperando, pode começar a falar - pediu voltando para o sofá e segurando seu inseparável notebook -

Octavia estava em seu apartamento, ela não tinha cabeça para voltar ao escritório. Sentada ao sofá ela tinha em sua mão uma fotografia velha, de sua vida em Polis, ainda crianças, Lexa ao seu lado, ela olhava fixamente para aquele pedaço de lembrança e se deixava pensar no motivo de tudo ter desmoronado.

- Eu sinto muito Lexa, eu queria que as coisas fossem diferentes - e depois de muito se segurar, as lágrimas começaram a descer de seus olhos - Eu queria ser forte como você, mas nós duas sabemos que não sou - Octavia beijou aquela foto e se deixou chorar sem medo de parecer frágil - Eu amo você, mas Raven é algo no qual eu não posso arriscar… Ela não merece pagar por nossos pecados - Octavia viu a gota de sua lágrima cair sobre a antiga fotografia - Eu sinto muito -

FLASHBACK

- Ei? O que vai fazer agora? - perguntou Raven quando colocou Aden em um dos quartos de seu apartamento. Clarke e Lexa haviam viajado a Polis para o funeral de Judy deixando Aden com elas -

- Eu tenho que voltar para o escritório e pensar em como vai ser esse retorno de desastres - Raven sorriu e se aproximou da noiva - Obrigada por ainda permanecer aqui, eu sei que não está sendo fácil para você voltar a todo esse rolo de Lexa, e entendo se quiser dar um tempo enquanto tudo se acalma -

- Não vou negar que estou morrendo de medo - Raven sentou ao sofá e Octavia a acompanhou - Quando eu me lembro do último ano eu só consigo lembrar-se de você naquele hospital entre a vida e a morte. Eu queria dar as costas para elas, mas é Clarke… Eu a conheço há tanto tempo e somos amigas há anos, passamos por muita coisa para eu dar as costas quando ela mais precisa. Essa luta é de Lexa, mas eu não posso simplesmente recuar quando envolvem as duas pessoas que eu mais amo, não estou fazendo isso por Lexa, e sim por você e Clarke - admitiu. Octavia trouxe a mulher para mais perto e beijou os lábios da amada -

- Juntas somos mais fortes, eu sei que podemos fazer isso, e não se preocupe eu não deixarei mal algum chegar até você - Raven sorriu e Octavia beijou sua testa - Depois que tudo isso acabar vamos casar e sair dessa cidade, cansei dos fantasmas daqui - Raven gargalhou e concordou -

- Gostei da parte sobre casamento, já estamos juntas há muito tempo Blake, está na hora de finalmente colocar uma aliança - Raven mostrou o dedo onde ficaria sua aliança e Octavia sorriu, a advogada levantou - Traz meu sorvete na volta? - pediu mostrando sua melhor cara adorável -

- Quando eu consigo negar algo a você, Rae? - a advogada deu um selinho da capitã e caminhou - Ah, ver se consegue com que Aden coma alguma coisa. Ele precisa se alimentar - pediu mostrando preocupação com o garoto. Raven apenas concordou e observou a noiva sair do apartamento -

Octavia checou seus e-mails enquanto esperava o elevador deixá-la no estacionamento. Quando a porta se abriu ela continuou a andar e murmurar alguma coisa com o último e-mail que lera, guardou o celular na bolsa e caminhou pelo o estacionamento, destravou seu carro e foi até ele, a advogada sentou-se no seu banco e fechou a porta, Octavia fechou os olhos sabendo que era tarde demais para fazer algo.

- Estacionamentos são tão clichês para essa conversa - a voz no banco de trás deixou a advogada nervosa - Vamos dar uma volta, mas antes olha pela a janela - Octavia obedeceu e sentiu a presença da pessoa bem ao seu lado - Está vendo aqueles dois ali, não são seguranças do prédio, eles estão ali para matar Raven caso você não aceite minha proposta - Octavia não sabia se sentia medo ou raiva - Agora vamos dar uma volta, eu adoro o Central Park - Octavia obedeceu sem dizer uma palavra -

A viagem foi silenciosa, exceto pelo o assobiar irritante que saia dos lábios da pessoa ao seu lado. Octavia sentia que a qualquer momento ela apagaria de tanto nervosismo, ela não sabia o que estava prestes a acontecer, ela temia por Raven mais do que qualquer outra coisa. O trajeto foi curto e em vinte minutos chegaram ao parque, desceram e caminharam, Octavia pensou em fazer algo, porém ela sabia que Raven estaria em perigo.

- Odeio essa cidade, cheia de pessoas fúteis cheias de si, acham que são donas do mundo - comentou enquanto desfrutava do lindo local - Mas eu amo esse parque, apesar de detestar as pessoas, por mim levava todos vocês de volta a Polis e acabaria com vocês lá - Octavia parou seus passos e a pessoas sorriu, se aproximou de Octavia e enlaçou seus braços como se fossem melhores amigxs -

Octavia estava tão preocupada que não conseguia dizer uma palavra.

- Desde a morte de Anya eu venho planejando tudo, e não há como esse plano dar errado - continuaram a andar - Então você tem duas opções, uma é livrar Raven de toda essa confusão e a outra é deixá-la para morrer com você e meus outros alvos -

- O quê?! - Octavia imediatamente soltou-se - Quem você pensa que é para aparecer assim e me ameaçar?! Ameaçar quem eu amo! - era notável o medo nas palavras de Octavia, o que fez a outra pessoa sorrir -

- Na minha lista há sete demônios no qual eu vou caçar e eliminar cada um - voltou a se aproximar da advogada - Eu sempre posso incluir mais um, no caso Raven - Octavia tentou dar um soco na pessoa, porém segurou o braço da advogada e girou a mão da mesma fazendo Octavia cair de dor, poucas pessoas passavam por ali - Apenas um aviso para essa mão nunca tocar meu rosto novamente - a pessoa tirou um canivete de seu bolso e cortou a mão da advogada que não se deixou gritar para o prazer alheio - Eu já matei Judy, e só estou começando - soltou Octavia e a mulher olhou para o sangue descendo de sua mão -

- Você vai se arrepender por isso -

- Sério? Por que acho que é você quem vai se arrepender primeiro - a pessoa pegou seu celular e sorriu quando ouviu outra voz na linha - Podem iniciar, e por favor, eu quero que seja lenta e dolorosa e claro gravem isso, quero que Octavia veja o que ela causou -

Octavia respirava ofegante, seu coração estava pulsando tão rápido que sua mente não trabalhava de forma correta.

- NÃO! POR FAVOR, NÃO! - gritou e a outra pessoa sorriu -

- Parem. Ela pensou melhor -

- Como eu vou ter a certeza de que Raven vai ficar fora disso? - perguntou ainda incerta do que acabara de fazer -

- Enquanto você for leal a mim e fizer tudo o que eu mandar, eu não tocarei em um fio de cabelo de Raven, mas no momento em que você pensar em me trair eu acabo com a querida capitã da pior forma possível, e acredite eu tenho muitas ideias no qual você não iria gostar - Octavia levantou e ficou diante da pessoa -

- E quanto a mim? -

- Não sobreviverá, a não ser que deseje trocar de lugar com sua noiva, ela morre e você fica viva - Octavia engoliu a seco - Pronta para a primeira ordem? - Octavia ficou calada - Encontre um apartamento e coloque Lexa dentro dele, depois procure por Robert, o pai de Lexa e faça com que ele volte para a vida de sua filha, por enquanto é isso - Octavia ouvia as palavras, mas não conseguia acreditar que as obedeceriam - Eu posso ser muitas coisas, porém cumpro uma dívida, então enquanto for leal a mim, Raven terá uma vida longa -

- Ela vai te matar - confessou - Lexa vai matar você assim como fez com Anya - a pessoa se aproximou e Octavia não se deixou intimidar -

- Haverá um momento em que Lexa e eu lutaremos por nossas vidas, mas até esse dia chegar, eu vou tirando um por um de seu lado -

- Por que eu? Por que eu?! - perguntou irritada -

- Gosto de pensar que Lexa ficará devastada quando souber que sua fiel escudeira a traiu, Murphy não iria ceder, Clarke tentaria me matar antes que eu pudesse dizer algo, Aden é só um garoto, já você… Você tem alguém e eu sei que faria de tudo para protegê-la, inclusive trair Lexa - a pessoa sorriu e tocou no rosto da mulher - Agora vamos, tenho um trabalho para ir e não quero que descontem do meu salário - começou a andar e Octavia seguiu ao seu lado -

 

A advogada ainda não acreditava no que havia feito, ela não podia acreditar que havia traído a confiança de Lexa, porém em hipótese alguma, por mais que amasse Lexa, poderia deixar Raven correr perigo e se isso significasse ter que fazer um pacto com o diabo, ela infelizmente não hesitaria.

**

Octavia olhou mais uma vez para a foto em sua mão, era tarde demais para ela. Ela sabia que em algum momento Lexa viria atrás dela, e ela não fugiria.

...

Lexa estava sentada na escadaria do departamento, ela não se importava se seria reconhecida por alguém, se alguém sairia dali e iria lhe dar voz de prisão. Naquele momento Lexa não se importava com nada, a mulher estava sentada há mais ou menos meia hora ali, observando quem entrava e saia, enquanto fazia isso se entretinha com o cigarro.

- Ei! - o policial que estava para entrar no departamento tomou o cigarro das mãos de Lexa - Não é permitido ficar aqui, cai fora! - ordenou jogando o cigarro no chão e o apagando-o. Lexa levantou-se e olhou fixamente para ele - O que está esperando?! - Lexa gravou bem o rosto daquele e depois sorriu, a mulher desceu as escadas sem olhar para trás -

Ela observou o homem entrar e sorrir, um garoto passou pela a mulher e Lexa o puxou pelo moletom.

- Ei garoto, quer ganhar vinte pratas? - o garoto concordou de imediato, Lexa tirou uma caixinha de presente com um lindo laço vermelho e entregou ao garoto - Tudo o que você precisa fazer é entregar isso a um oficial de polícia que acabou de entrar, ele tem um bigode estranho, uma cicatriz no rosto, apenas entregue e saia - o garoto afirmou - Aqui suas vinte pratas -

Lexa observou o garoto ir e acendeu outro cigarro, ela olhou ao redor e viu que não havia muita movimentação na rua, a maioria dos policiais e detetives estavam externo. Lexa viu o garoto sair correndo sem nada em suas mãos, ela piscou para o garoto e respirou fundo.

- Cinco, quatro, três - Lexa pegou o mesmo dispositivo que havia explodido o apartamento e apertou, de imediato houve uma explosão no departamento, quebrando todas as vidraças do local, era possível ver a fumaça negra saindo do local - Odeio contagem regressiva - Lexa jogou seu cigarro e caminhou em direção ao local -

Não havia feito muito dano, o fogo era mínimo e o único que parecia ter se morrido de imediato foi o homem que apagou o cigarro de Lexa. A mulher abaixou-se e pegou duas armas do chão, todos estavam ao chão tossindo com a fumaça e confusos com o acontecido, Lexa contou nove por ali, como se conhecesse cada canto do lugar Lexa disparou tiros perfeitos na cabeça de cada um ao chão, um dos detetives conseguiu pegar a arma e atirou precisamente no peito de Lexa. A mulher deu alguns passos para trás e perdeu o fôlego por uma fração de segundos ao sentir o impacto, ela apontou sua arma e atirou no meio da testa de quem havia lhe atingido, olhou para o furo em seu sobretudo e se enfureceu, ela havia aprendido que colete a prova de balas era uma peça fundamental em seu guarda-roupa.

- Era meu sobretudo favorito - disse suspirando -

A mulher andou entre os corpos, e passeou pela o departamento, entrou nas salas que tinham no local e trocou tiros com algumas pessoas, e apesar da dificuldade acertou a todos, a fumaça estava começando a fazer efeito e ela resolveu sair. Jogou as armas no chão e caminhou para fora do local, alguns curiosos permanecia diante da delegacia, porém nenhum com ordem para prendê-la, ela ouviu o som da ambulância e caminhou sem medo algum de ser pega. As pessoas gravaram aquela mulher de saltos com solados vermelhos e sobretudo.

- O QUE ACONTECEU?! - perguntou Echo assim que estacionou seu carro e viu o departamento emanando fumaça negra - O QUE HOUVE? - perguntou para os curiosos enquanto os bombeiros entravam no local e a ambulância esperava por corpos -

Um dos bombeiros saiu com um dos policiais em seu braço, os paramédicos imediatamente o colocaram na maca, ele não havia sido atingido, conseguiu se esconder e escapar daquele massacre.

- Wes, o que houve? O que aconteceu?! - perguntou Echo sentindo seu coração apertar com a possibilidade de Raven está no local -

- Ela… ela está… está de volta - comentou com dificuldade para falar, muita fumaça havia entrado em seu organismo -

- Quem? Quem está de volta?! Wes! - insistiu antes que ele entrasse na ambulância -

- A comandante… a comandante da morte - os paramédicos levaram o homem e Echo permaneceu no local, ainda nervosa ela olhou ao redor e viu corpos sem vidas sendo recolhidos, a mulher encontrou Raven que havia acabado de chegar no local, a mulher correu e abraçou a detetive.

- Céus Raven, achei que você estava lá dentro - confessou aliviada -

- Echo, o que houve no meu departamento? - perguntou incapaz de mostrar sentimentos naquela situação, ela estava abalada demais e em momentos assim Raven ficava sem reação -

- Uma mulher - disse um dos curiosos, ele pegou seu celular - Ela saiu do departamento, usava sobretudo e sapatos com sola vermelha, olha aqui - mostrou a foto que havia tirado de Lexa de costas - Eu fiquei com medo de tirar na frente dela - explicou o motivo de não ter um rosto ali -

Raven engoliu a seco, levou uma mão rapidamente à testa em nervosismo e respirou fundo.

- Echo, por favor, segura as pontas aqui. Kane vai chegar a qualquer momento, eu tenho que resolver algo -

- Raven! -

- Eu volto logo! - respondeu correndo para seu carro -

Raven entrou em seu carro e dirigiu o mais rápido que pôde, ela precisava ir até Octavia. A mulher pegou seu caminho usual para chegar até o apartamento, ela não se importava com os sinais de trânsito, assim que dobrou para entrar na rua de sua casa, um carro da polícia acertou a lateral de seu carro, fazendo com que o mesmo colidisse com o poste. Raven estava bem apesar do impacto, apenas um pouco tonta, ela observou a mulher sair do carro da polícia e seguir até o seu, abriu a porta do motorista e olhou para ela.

- Até que foi rápida, quando vi seu carro entrando na rua não achei que seria você, mas ei, adiantou muito meu trabalho - disse Lexa com um sorriso nos lábios -

- Lexa, eu - Lexa deu soco em Raven que apagou a mulher na mesma hora, ela sentia dolorosamente o incômodo em sua mão, mas era o de menos -

Lexa tirou a mulher e a colocou em seus braços, enquanto outra roda de curiosos a cercavam.

- Não se preocupem, eu sou médica e a conheço, ela vai ficar bem, vou levá-la ao seu apartamento - explicou sorrindo para as pessoas que achavam que ela era o herói da situação. Ela entrou no prédio e viu o porteiro preocupado - Não se preocupe, eu sou médica e amiga dela e Octavia, não precisa me acompanhar eu sei onde fica o apartamento - disse entrando no elevador ainda com a capitã em seus braços -

Lexa assobiava enquanto esperava o elevador deixá-la no andar, quando finalmente a porta se abriu ela caminhou pelo o corredor e foi até o apartamento das amigas. Com a ponta do salto chutou a porta algumas vezes trocando o apertar da campainha por aquele ato. Lexa parou de assobiar quando a porta se abriu e ela viu o olhar assustado de Octavia, a mulher entrou sem permissão e jogou o corpo de Raven no chão, Octavia imediatamente trancou a porta e quando voltou a encarar Lexa sentiu sua cabeça sendo empurrada contra a porta, Octavia imediatamente caiu no chão com o rápido impacto e Lexa olhou para as duas mulheres desacordadas.

- Sangue se paga com sangue -

 



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