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História Born To Hell - TWD - Capítulo 6


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Notas do Autor


Boa tarde!

O capítulo foi repostado, porque não havia sido programado e eu resolvi mudar bastante alguns aspectos.

É isso, boa leitura.

ෆ╹ .̮ ╹ෆ

Capítulo 6 - "É assim que uma conversa funciona, certo?"


Fanfic / Fanfiction Born To Hell - TWD - Capítulo 6 - "É assim que uma conversa funciona, certo?"

Cynthiana, Kentucky, EUA.

Hospital Memorial Harrison.

(Data indefinida)

10:53 AM.


—Rick Grimes.



Silêncio. Tudo girava em torno do silêncio.

Há quanto tempo eu estava ali, deitado em uma única posição e impossibilitado de mover até mesmo as minhas pálpebras? As únicas certezas que ainda me restavam são as de que minha boca está seca e meu estômago vazio. Sentia também um odor pútrido que, sinceramente, não sei se vinha do lugar onde eu estava ou se vinha de mim.

Além da fome e da sede, acima de tudo, sinto exaustão física e mental. Meu corpo estava cansado daquilo que imaginei ser uma cama. E minha mente, por sua vez, estava cansada de vagar por si mesma e por lembranças que apenas me afogam naquela sensação de abandono. Há tempos não recebia nenhuma visita, e isso é preocupante. Nunca tive problemas envolvendo a popular claustrofobia, mas passei a experimentar dela um pouco à cada dia estando preso em diálogos internos ocasionados por minha mente solitária. Estava preso a mim mesmo, me tornando minha própria âncora e meu próprio carrasco.

Às vezes forçava minha mente a projetar imagens de minha esposa, no entanto eu já não lembrava mais de suas feições e tudo o que conseguia era ouvir sua voz doce carregada com o sotaque assonâncial de Illinois. Consegui ouvir várias frases típicas suas, mas a coisa que eu lembrara que ela falava e que de fato me fazia bem eram seus muitos “Sim!”. Sempre gostei de ouvi-la me dar respostas positivas. O primeiro “Sim” veio quando a convidei para passear em um domingo primaveril, o segundo “Sim” veio no mesmo dia quando a perguntei se poderia beijá-la. Mas, de longe, o “Sim” que mais me encantou foi o que ela disse ao padre no dia de nosso casamento. Eu conseguia lembrar da sensação de tocar seus cabelos castanhos e de beijar sua pele pálida e macia. A minha esposa.

Diferentemente do que acontecia ao tentar lembrar-me de Lori, eu conseguia visualizar bem o meu filho. Os sorrisos grandes nos finos lábios rosados e o nariz que enrugava-se levemente em sinal de desgosto, assim como a tia fazia sem se dar conta. Eu tinha boas lembranças com meu filho, e desejo de todo o meu coração poder ter outras mil. Dentre tantas boas memórias com ele, a que mais me acalentou foram as das manhãs de quando ele tinha apenas dois anos de idade e acordava cedo apenas para me dar um bom dia, era como se ainda podesse ver seus olhos tomarem um tom esverdeado confirme a iluminação dos lugares e ouvir o som de seus pequenos pés descalços se chocando contra o piso de nossa casa. Junto àquelas lembranças dos primeiros anos de vida do meu filho, lembrei-me de Roxanne.

Posteriormente, passei boa parte de meu tempo me perdendo nas antigas memórias das sandices de Roxie. Foram catorze anos de amizade se passando diante dos meus olhos. Lembrando que ela sabia quando eu iria passar a noite em sua casa após uma discussão com Lori e que, nessas noites, ela sempre me oferecia uma cerveja e colocava algum filme antigo e malfeito apenas para eu ouvi-la reclamar da péssima atuação e direção. Lembrava também dos sábados onde comíamos lasanha e eu assistia a batalha cravada entre ela e Shane pela cadeira com o acolchoado mais macio. Senti um sorriso ferver em meu interior, mas este não pôde transparecer pois meu rosto permanecia inexpressivo por culpa do coma. Logo aquela lembrança específica me levou à Shane Walsh.

De Shane eu confesso que gostaria de conseguir lembrar de algo que não fosse seu desespero no dia em que eu recebi a última visita. Era como se ainda conseguisse ouvir sua voz trêmula me pedindo para acordar e sentir suas mãos frias em nervosismo tocarem em meu rosto em um pedido mudo para que eu reagisse. Eu nunca quis tanto acordar e me mexer como quis naquele dia.


“Naquele dia...” era estranho pensar assim. Não tenho noção do tempo, tudo o que sei é que parece que estou em um tipo de sonho esquisito. Estou sozinho em uma sala escura onde tudo o que consigo fazer é pensar. Um sonho onde estou preso vivenciando um eterno monólogo melancólico. Sabia que estava consciente pois sentia o calor do mormaço atingir minha pele exposta, mas também estava dormindo pois meu corpo não respondia. Eu residia entre inconsciência e a consciência, como numa meditação forçada. Quase como se estivesse morto, ao menos, eu me sentia assim.


Eu estava quieto como sempre, mas quando senti algo suave cair em minha mão um formigamento percorreu meu braço e então meu corpo deu sinal de vida. Um único dedo se moveu, roçando minimamente sua ponta pelo tecido que forrava o colchão onde estava há séculos deitado. Não era a primeira vez em que isso acontecia mas sempre que meu corpo manifestava-se eu tentava usar aquele impulso provocado pelas terminações nervosas para algo aproveitável, como por exemplo, canalizar aquele pequeno movimento involuntário para meus olhos na intenção de abri-los. Era a quarta vez que tentava fazer aquilo e creio que já teria desistido se tivesse algo melhor para fazer.

Fazendo aquilo me sentia estúpido. Roxanne rolaria de rir se estivesse aqui. Convivi tanto tempo com ela que sei que, muito provavelmente, ela já estaria me comparando com aquela mulher que olhava para os dedos dos próprios pés tentando se convencer de que conseguiria mexer-los. Ela conseguiu, porque era um filme e, como minha amiga risonha fazia questão de falar, protagonismo era o nome dado aquele tipo de coisa. E agora eu compreendi ainda mais o que ela queria dizer com aquilo, porque eu nunca na minha vida fiz tanto esforço para abrir os olhos, e o pior de tudo, era que os benditos esforços eram todos em vão.

Fiquei um tempo naquela escuridão, até que o mormaço passou a esquentar meu rosto. Quente tal qual o inferno. E novamente, meu corpo reagiu de supetão. Em questão de segundos, eu estava de volta. Não completamente, porém mais próximo do que eu poderia considerar ser desperto de um sonho ruim.

Eu ofegava e minha cabeça doía, meus olhos estavam embaçados e meu raciocínio lento. Diante dos meus olhos eu vi uma silhueta embaçada se movimentando devagar e de maneira temerosa.

Era Shane.


— E aí, amigão? Que bom que tá' vivo... Que bom que tá' aguentando. — disse com pesar. — Ah, desculpa, cara! Eu falo a mesma coisa toda vez que venho aqui, né'?

Ele passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os. Ele olhou de mim para um vaso de flores multicoloridas que carregava consigo.

— Todo mundo falou das flores e... Pediram pra' eu trazer, mandaram lembranças e esperam que você volte logo. A Amanda e a Daiane, da central, escolheram as flores, da pra' perceber, né'? — riu, parecendo não saber o que falar a seguir. — Eu vou deixar o vaso no seu criado-mudo, tá' bom?

Shane parecia nervoso e ditava as mesmas coisas que me disse a última vez antes que precisasse ir embora, só que agora eu pude admitir que haviam algumas mudanças. Era como se estivesse me dizendo o que eu queria ouvir.

— Esse vaso, ele é muito especial. Fala pra' mim, você roubou ele da casa da minha avó, não foi? Espero que tenha deixado a coleção de colheres dela. — eu ri baixo, porém num ritmo que fez-me tossir.

A quem Shane queria enganar? Eu reconheci aquele vaso. Eu estava esperando uma piada vinda dele, mas recebi apenas o silêncio. Olhei na direção do meu criado-mudo, mas não o vi ali.

Antes que eu terminasse de falar, Shane havia sumido. 

— Shane? Você tá no banheiro? — perguntei preocupado.


Era apenas o meu cérebro bagunçando minhas memórias.

E pensando nisso, me desesperei.

Foi como se um choque tivesse atingido meu peito. Meu corpo se debateu e em um único pulo, como quando temos um sonho e, ao cair de um prédio, nosso cérebro nos acorda, me encontrei sentado e embasbacado como se tivesse ido ao céu e me atirado ao inferno em menos de dois segundos. Olhei para baixo, em direção à minha mão. Ali havia uma pétala seca, que presumi ter sido a razão de ter acordado finalmente. Instintivamente voltei minha cabeça na direção da tal mesinha onde Shane havia dito que colocaria as flores e então pude ver um jarro com flores mortas. Lentamente levantei meu braço e o estiquei para tocar uma das flores e, com pouco esforço, na ponta dos meus dedos, ela se desfez. Com certeza, havia se passado muito tempo desde a última visita de Shane.

Observei a sala ainda com a visão turva. O lugar era branco, possuía poucos móveis mas era reconfortante se comparado ao vazio ué sentia estando no coma. Estiquei meu corpo e tentei levá-lo até a beirada da cama, mas devido tamanha fraqueza a única coisa que consegui fazer foi ir ao chão como um saco de batatas, levando junto o suporte do soro. Jurei ter sentido meus ossos estalarem com o baque e eu soltaria um gemido de dor caso minha garganta não estivesse tão seca. Tentei movimentar meus braços mas senti um incômodo ao fazê-lo, eram fios que me ligavam ao soro e a uma máquina que sequer me dei ao trabalho de reconhecer. Sem paciência alguma com minha situação atual e completamente desesperado por perceber que estava realmente sozinho e não receberia ajuda, comecei a arrancar todo e qualquer fio que encontrasse pelo meu corpo enquanto forçava-me além dos limites impostos pelo meu estado físico. Puxar aqueles fios me fez curvar-me pela dor naquele chão frio.

Ainda caído no chão sentindo-me fraco, tentei pedir por ajuda, mas da minha boca nada saía. Estava há tempos balbuciando e sentindo minha garganta arder em protesto, mas ignorei e depois de tanto esforço a minha voz saiu como um murmúrio abafado e sofrido.

— Enfermeira! — tentei gritar e toquei meu pescoço numa tentativa totalmente falha de anular o ardor. — Enfermeira! Alguém me ajude!


Com muito esforço coloquei-me de pé, com as costas doloridas e o lugar onde havia levado o tiro arder. Com um pé rente ao outro caminhei aos tropeços até adentrar o banheiro e ligar uma torneira desesperado em busca de água. A bebi de jeito desengonçado e lavei meu rosto, olhei meu reflexo no espelho sujo e me permiti examinar por segundos...

Meus olhos estão fundos e perdidos, meu rosto está mais pálido que o comum, me deixando com uma aparência adoentada. Estava mais magro, minha barba por fazer e meus lábios rachados.


Ainda cambaleando fui o mais rápido possível até a porta do cômodo enquanto chamava por uma enfermeira. Não obtive resposta alguma e continuei andando em busca de alguém, e, no entanto, encontrei uma porta. Olhei através do vidro e encontrei mais um corredor bagunçado, mas, desta vez, havia um corpo destroçado e estirado ali. Me apressei em sair daquele lugar.

No fim de um corredor, havia uma grande porta que trancada com uma corrente. Era a cafeteria. Na porta, estava escrito em letras garrafais: “Não abra, mortos por dentro”.

Era de lá que vinha o cheiro podre. Cheiro de morte.

Iria me aproximar pois ouvi ruídos abafados por trás da tal porta, mas me afastei alguns passos ao perceber que os ruídos se tornaram grunhidos animalescos. E ao me deparar com mãos acinzentadas tateando as correntes e o cadeado, me desesperei pela quadragésima quinta vez dentro dos últimos cinco minutos.

Corri sem ter noção de onde terminavam os corredores. Eu apenas passava rapidamente os olhos pelas portas e adentrava alguma que me parecesse promissora. Mais especificamente, alguma porta que me tirasse de lá. Nessa busca cega e sem orientação, encontrei a saída de emergência e logo me vi fora do hospital, que só então percebi ser o Memorial Harrison.

O lugar não estava como da última vez em que precisei vir devido uma crise alérgica. Se antes eu já não simpatizava com hospitais, agora muito menos. Não tinham médicos, não tinham enfermeiras ou até mesmo pacientes, haviam apenas cadáveres cobertos por lençóis brancos e o detestável fedor putrefato. Andei em direção a um muro caído, tendo que subir um pequeno morro coberto por grama. Após o morro, avistei diversos veículos do exército, mas não era isso que eu procurava.

Eu fiquem em choque e por instantes pensei que fosse uma brincadeira de mal gosto, caminhei junto à incerteza pelas ruas vazias onde antes se avistava pedestres.

Continuei andando enquanto sentia meu estômago reclamar e minhas pernas doerem por não terem sido movimentadas há tempos, encontrei uma bicicleta ao lado de uma mulher caída que possuía apenas metade do corpo. Me aproximei dela, e no entanto ela tentou me atacar. Ela emitia sons que nunca pensei que poderiam ser feitos pela garganta humana, rastejava manchando a grama verde com seu sangue, seu rosto e corpo estava em estado avançado de decomposição apesar de continuar se movendo como se não se importasse com nada além de sua fome. Era doentio. Peguei a bicicleta e enquanto pedalava voltei a observar as ruas vazias onde vez ou outra apareciam corpos apodrecendo.


Eu estava indo para casa pois só queria ver minha família.


Cheguei na rua onde ficava a minha casa, mas todo o resto de esperança que alimentei durante o trajeto acabou desmoronando. Minha casa estava vazia, e a de Roxanne também.

— Lori... Lori! — pedia em nervosismo tentando segurar as lágrimas que provocavam a sensação de sufocamento.— Carl! Lori!

Comecei a chorar, pedindo a Deus que aquilo não fosse real. Acreditando que aquilo era um pesadelo, estapeei-me tentando acordar. 

— Acorda agora! Acorda... — repetia incessantemente para mim mesmo 


Tudo o que tinha por alí eram apenas coisas inúteis. Estava novamente abismado, desta vez sentado nos degraus de uma escada qualquer puxando meus cabelos em um nervosismo palpável e dolorido. Chorei sozinho imaginando razões para tudo aquilo que nem entendia o que era.

Avistei um homem. Ele mancava e tinha roupas desalinhadas, provavelmente um morador de rua. Não o julgo, afinal eu estou sentado em frente a uma casa vazia usando roupas hospitalares e com os cabelos desgrenhados. Limpando o rastro que as lágrimas fizeram em meu rosto e pigarreando para tirar o nó da garganta, eu disse:

— Olá? — não obtive resposta alguma. — Com licença. Você está bem? — ele continuou a caminhar em minha direção. — Oi?


Estava tão focado naquela figura que apenas fui capaz de sair daquele frenesi quando ouvi passos cautelosos serem dados atrás de mim. Virei-me tentando ver quem era e, com a visão afetada pelo sol, vi um garoto. Quando tentei falar algo o menino acertou-me a cabeça com uma pá, me fazendo cair e ficar tonto de imediato.

— Pai! Pai! — ele disse. Po um instante, vislumbrei Carl.

— Carl... Eu te achei. — falei baixo, sentindo minha cabeça latejar.

O garoto pareceu não me ouvir, e por isso, continuou a falar:

— Pai, eu peguei um filho da mãe! Acertei ele, pai! — disse com medo e empolgação na voz.


Ainda com a cabeça rodando, virei-a para o lado contrário antes que meus olhos queimassem com a forte luz vinda do sol. Ao tentar focar um pouco melhor a visão, vi um homem negro se aproximando rapidamente na direção do morador de rua e tocando-lhe o ombro direito para em seguida derrubar-lo com um tiro na cabeça. O som do tiro ecoou pela rua silenciosa e me ensurdeceu, e eu passei a ouvir suas vozes abafadas e longínquas impossibilitando-me de entender por completo o que o homem dizia ao garoto que acreditei ser seu filho.

— Ele disse alguma coisa? Acho que ouvi ele dizer alguma coisa. Filho, você sabe que eles não falam... — olhou para mim, ainda com a arma em sua mão. — Hey, moço, por que o curativo?

— O quê? — perguntei ainda sem entender.

— Que tipo de ferimento? — perguntou me apontando a arma e destravando-a. — Responda a minha pergunta. Qual é o seu ferimento?

Minha visão foi se estreitando, minhas pálpebras se tornaram tão pesadas quanto chumbo. Antes que meus olhos fechassem por completo o ouvi falar novamente:

— Responda...

Quando estava me sentindo distante, pude ouvi-lo dizer homem ao garoto, Dwaine, que me levariam para dentro de Deus sabe onde. E então apaguei, voltando aquela escuridão perturbadora e ao silêncio gritante.

[...]


Senti cheiro de álcool, e questionei se tudo o que aconteceu antes fora apenas um sonho. Se quando eu abrisse os olhos estaria deitado ao lado da minha esposa, ou até mesmo dormindo no sofá minúsculo de Roxanne. Confesso que tive medo de tentar abrir meus olhos e não conseguir, como se tudo fosse o coma me fazendo alucinar. Quando senti a minha cabeça doer e ouvi passos serem dados no assoalho de madeira, tive esperança de que realmente fosse um sonho ruim.

Abri meus olhos e me permiti enxergar o que havia ao meu redor. Me decepcionei. Senti minhas mãos amarradas à cama. Ouvi uma arma ser engatilhada, e logo meu olhar foi direcionado para o menino que estava armado ao lado da porta. Ele era negro, um pouco mais alto que Carl. 


— Eu troquei seu curativo. Tava' bem ruim. O que foi? Digo, o ferimento. — me perguntou o homem, que estava de costas organizando algo no criado-mudo.

— Foi um tiro. — disse.

— Um tiro? — ele olhou-me com desconfiança. — O quê mais? Responda.

— Um tiro não é nada? — o respondi com outra pergunta.

Eu não entendi onde ele que queria chegar com aquele interrogatório, mas era desconfortável ser observado com desconfiança.

—Olha, eu pergunto e você responde. É assim que funciona uma conversa, certo? Como cortesia... Diga, você foi mordido? — disse ele.

Para alguém que queria cortesia, ele era bem rude...

— Mordido?— indaguei.

— É, mordido. Dentada, um arranhão... Alguma coisa assim. — ele falou.

— Não, eu levei um tiro. Só um tiro, até onde eu sei. — falei.



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