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História Born To Kill - Daryl Dixon - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Perdão por quarquer erro. Revisei às pressas.

Bjão

Capítulo 2 - 001 - Lost


Ela se levanta do chão lentamente. A chuva voltara a cair enquanto a mulher caminhava sem rumo pela estrada. Mais uma vez estava sozinha. O que antes era apenas uma fina garoa, rapidamente começava a se transformar um uma tempestade.

Os pingos caíam sobre o rosto de Mia e embaçavam sua visão. Suas botas faziam um barulho irritante ao pisar no asfalto encharcado da estrada. Aquela estrada era cercada por barranco que dava diretamente na floresta. E em um piso em falso, Stuart desequilibrou-se e caiu no barranco.

Ela gemeu de dor enquanto rolava pelo chão e sujava-se totalmente de lama. Ela parou ao bater em uma árvore. Ela mordeu instintivamente os lábios prendendo um grito de dor. Ela jurava que quase pôde sentir o gosto do sangue.

Mia se levantou sentindo uma enorme dor em seu braço esquerdo, que havia sido perfurado por um pequeno pedaço de galho. Sua bochecha sustentava um grande arranhão e aquilo doía como o inferno.

ㅡ Puta merda! ㅡ Ela murmurou.

(...)


Ela caminhava com seu andar lento e pesaroso. Era comparavel ao andar dos walkers. A mulher andara durante horas sem ter a mínima idéia de onde estava indo. Seus ferimentos pareciam piores e ela não podia tratá-los como deveria. O sol já dava seus primeiros sinais de existência. Após um tempo, ela conseguiu ver as beiras da estrada outra vez. Ela caminhou até a mesma com sua faca em punho. Sua arma estava sem munição, logo era ela inútil no momento.

Ao chegar na estrada ela avistou uma farmácia, ela agradeu aos céus por isso. Ela usou de todas as forças que a restavam e foi o mais rápido possível até a drogaria. Antes de entrar, ela bateu na porta e certificou se havia algum deles lá dentro. Nada foi ouvido. Ela entrou cautelosamente no lugar o vasculhando rapidamente com os olhos. Tendo certeza de que estava segura, Mia se pôs a procurar por curativos para seus ferimentos e talvez alguns analgésicos, se tivesse sorte.

Após cuidar de seus ferimentos ㅡ da maneira que pôde ㅡ Mia se sentou no balcão por um momento. Ela não tinha rumo, nem sequer sabia onde estava. Ela só sabia que queria voltar o mais rápido possível.

Ela saiu da farmácia e colocou a mão em frente ao seus olhos ao sentir suas retinas arderem devido a luz solar.


Ela voltou a caminhar pela estrada. Seus ferimentos ainda ardiam, mas a dor era menor do que antes. Ela só precisava achar um mapa, um carro funcionando e estaria tudo bem. O sol esquentava sobre a cabeça de Mia fazendo-a murmurar mil e um palavrões. Ela nunca fora de ficar se lamentando e reclamando das circunstâncias, afinal, ela tinha sorte de ainda estar viva e não andando por aí como uma daquelas coisas.


Mas naquele momento ela sentia chateada, sem ao menos saber, ao certo, o porquê. Talvez fosse o motivo fosse irritação pela tamanha estupidez de Benner em não conseguir seguir o maldito mapa. Talvez fosse raiva do Governador por tê-los mandado naquela busca desnecessariamente. Ou somente algumas lembranças de seu passado que consumiam sua mente desde que estava deitada em sua cama perdida em seus terrores noturnos.


Ela parou em posto de gasolina pouco depois, mas o azar parecia estar totalmente virado para seu lado, logo o posto estava totalmente saqueado. Seu corpo pesava e ela sentia uma certa fraqueza pela desidratação. Ela amaldiçoou a sí mesma por não ter comido nada antes da sair de Woodbury. Rondas a deixavam nervosa. A falta de analgésicos afetava seus ferimentos que nem mesmo haviam sido limpos, somente enfaixados de qualquer jeito.


Ao sair do lugar, ela se deparou com dois homens prestes a entrar no mesmo. Ela rapidamente empunhou sua arma. Não havia sequer uma bala na agulha, mas eles não precisavam saber disso. Um deles tinha uma pistola apontada para ela e o outro uma besta.


ㅡ Nem percam o tempo de vocês aqui dentro. O lugar tá vazio. ㅡ Stuart diz enquanto é encarada pelos dois.


ㅡ Você está sozinha? ㅡ O que tinha a pistola pergunta.


ㅡ Pois é. Vivemos em mundo um pouco solitário ㅡ Ela ironiza.


O que segurava a besta não dizia absolutamente nada. O outro abaixa sua arma.


ㅡ Eu acho melhor eu ir embora. Interação com estranhos não é bem meu forte. ㅡ Ela se vira para sair.


ㅡ Eu me chamo Rick Grimes. Este é o Daryl ㅡ Ele volta a falar e ela se vira para ele ㅡ Olha, nos temos um lugar seguro e percebemos que você está ferida. Podemos ajudar você.


ㅡ Rick, eu acho melhor não confiarmos nela ainda. Talvez esteja mentindo. ㅡ Daryl sussurra para Rick.


ㅡ Daryl, ela está ferida. Acho que mesmo se ela quisesse tentar algo, ela não conseguiria. ㅡ O xerife sussurra de volta.


Mia observa os dois conversando entre sí e até acha graça.


Eles acham mesmo que eu não consigo ouvi-los?


Agradeço pelo convite mas eu... ㅡ Mia sentiu sua vista escurecer por momento e suas pernas fraquejarem.


A sua última visão foi do besteiro vindo em sua direção e a tomando em seus braços fortes antes de tudo a sua volta se tornar um breu.


(...)


A visão turva de Mia aos poucos se firmava e logo ela comoçou a ver as coisas a sua volta com clareza. Estava dentro de um carro. Ela olha para frente e vê Rick dirigindo e Daryl ao seu lado. Ela se levanta e sem nem pensar ela abre a porta do carro e se joga. Ela choraminga ao sentir seu braço, que já estava ferido, receber mais alguns arranhões pela queda.


Alguns metros depois o carro para e eles descem e se aproximam dela.


ㅡ Você é louca? Podia ter morrido fazendo isso ㅡ Daryl diz.


ㅡ Nós só estávamos tentando ajudar você. - Rick diz.


ㅡ Eu não conheço e eu não confio em vocês.


Rick deu de ombros com a resposta dela. Ela só estava se protegendo, era o que todos faziam, afinal.


ㅡ Se ela quer não vir, então deixa ela aqui. Já fizemos nossa parte em tentar ajudar. ㅡ O besteiro diz.


Mia se levanta do chão com dificuldade por sua fraqueza. Rick vai até o carro enquanto Daryl observa Mia minuciosamente. Ela olhava para suas próprias mãos.


ㅡ Vai mesmo continuar me encarando? ㅡ Ela pergunta retoricamente.


ㅡ Só estou tendo certeza de que você não tentar nada. Eu também não confio em você.


ㅡ Acha que eu seria burra o suficiente para fazer algo? Vocês estão em dupla e estou sozinha. ㅡ Sorri sarcástica ㅡ Um pouco de desvantagem, não acha? - Perguntou retoricamente.


ㅡ É sempre tão tagarela? ㅡ Ele bufa.


ㅡ Só quando pedem ㅡ Revirou os olhos.


Rick voltou com um enlatado e uma garrafa de água em mãos.


ㅡ Você está fraca. É melhor ficar com isso ㅡ Ele estende os suprimentos até ela.


Ela por sua vez continua com seus braços e nem faz menção de pegá-los. Eles pareciam ser boas pessoas, mas ela não daria o braço a torcer tão cedo. Rick suspira.


ㅡ Como quiser ㅡ Ele coloca o enlatado e a garrafa no chão ㅡ Vou deixar aqui caso mude de idéia.


Ela deu de ombros


Eles voltaram para o carro e partiram logo em seguida. Assim que o veículo sumiu da vista da Mia, ela imediatamente foi até a garrafa de água e bebeu todo o conteúdo.


Ela só esperava que aquilo não estivesse batizado; se fosse o caso, ela estaria mais ferrada do que nunca.




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