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História Borrowed love - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Gente eu não aguento mais ficar em casa, tô surtando já.

Capítulo 4 - I can explain


POV Meredith

Realmente devo estar louca. Depois que deixei Addison em seu apartamento eu não consegui mais parar de pensar nela, e hoje já era outro dia. Tudo me fazia pensar naquela mulher, até mesmo os gráficos que eu deveria analisar e os contratos para assinar. Nem ousei perguntar dela para Amélia pois eu a conhecia muito bem e sabia como a morena gostava de especular coisas, seria fácil para ela fazer isso sobre  "meu interesse" na amiga dela.

- Me chamou para almoçar ou para ficar com essa cara de tacho? - Carina me chamou a atenção, estávamos em um restaurante tentando ter um momento juntas e esperando Lexie, que corria do estúdio para cá.

- Como está a Addison?

- Bem... eu acho. - Não era isso que eu esperava ouvir, queria mais detalhes.

- Como assim acha? O que aconteceu ?

- Eu também quero saber. - Agora sim podíamos comer. Lexie se sentou ao lado de Carina e fez sinal para o garçom, fazendo o mesmo pedido para nós. Uma massa italiana ao molho branco e um vinho.

- Meredith não para de pensar na ruiva. - Carina brincou e levou junto Lexie a rir da minha cara.

- Você já caiu no encanto dela? Essa mulher é rápida mesmo.

- Tem como vocês pararem? Eu não cai em encanto algum, só estou preocupada com ela. - Disse já sem paciência enquanto começava minha refeição.

- Tudo bem Mer, somos suas irmãs, pode admitir.

- Eu não sei. Só estou pensando nela o dia todo e quero saber se ela está bem. - Admito. Eu estava pensando nela e podia talvez ser mais que um simples pensamento, mas porque isso?

- Ela é casada.

- Mas o cara não presta.

- Ela mora com ele.

- Ela podia morar com a gente.

- A Meredith trabalha muito.

- Addison podia trabalhar na empresa.

- Tem como vocês pararem? Estão decidindo sobre minha vida como se eu não estivesse aqui, que merda. - Claro que eu estava irritada. Eu não estava cogitando a possibilidade de namorar a cunhada da Amélia, não mesmo. Tudo bem que o seu querido esposo era um dos piores homens, um podre mas eu e ela não tínhamos nada haver ou tínhamos? - Agora você pode dizer se ela está bem, Carina?

- Olha eu não sei, ontem à noite Amy ligou para ela mas a chamada não completou e hoje também não conseguimos falar com ela. Talvez o Derek tenha ficado furioso, temo que ele tenha feito algo com a ruiva. - Então era isso? Além de ser um completo escroto ele ainda é agressor? Eu conhecia bem os podres de Derek Shepherd mas isso me chocou.

- Onde você vai ? - Eu nem percebi e já estava em pé pegando minha bolsa e meu celular. Talvez estivesse no automático ou com raiva demais para pensar melhor nas minhas ações.

- Estou indo atrás da Addison, e não me perguntem o porque.

...

Eu não demorei a chegar ao seu prédio, claro que não por ele estar localizado perto do meu ambiente de trabalho e sim porque eu ignorei alguns sinais vermelhos e alguma coisa sobre medida de velocidade. Isso era imprudente, sim mas eu precisava estar rapidamente em um lugar, para ver uma certa pessoa. Foi fácil chegar até o quarto andar onde se localizava seu apartamento, só precisei subornar o porteiro com uma simples nota de 100 dólares e ele me deu informações até demais. Agora que eu estava aqui de frente para sua porta me questionava o porque de tudo isso. Eu não a conhecia muito bem, tudo que eu sabia sobre ela vinha de Amélia e mesmo assim eu estava a sua procura como alguém na farmácia as 2:00 da manhã procurando por um calmante. Eu estava mesmo dizendo que Addison era necessária para mim? Não, ela não tem nada haver comigo e isso tudo que estou fazendo é apenas por empatia.

Decido deixar todo pensamento de lado e bater à porta, ficando sem resposta por um bom tempo. Tudo estava em silêncio.
Algo em mim sabia que agora minha mãe tinha total razão, eu era mesmo insistente. Voltei à bater na porta e recebi a visão da ruiva.

Aquilo me assustou, seu estado me levou a me perguntar como eu deixei ela ontem neste mesmo local. Claro que não foi com um corte sobre o olho e muito menos com manchas no pescoço. O acidente não havia ocasionado nenhum desses ferimentos, eu sei porque passei a maior parte do tempo observando ela.

- O que aconteceu com você? - Questionei e vi sua preocupação com algo dentro de sua casa, eu já podia até imaginar o que.

- Não foi nada, o acidente ontem me deixou mais marcas do que...

- Não foi o acidente, eu estive com você o tempo todo e nenhuma dessas marcas estavam aí ontem.

- Acho melhor você ir embora. - Ela estava com medo e não era pouco. Sua tentativa de fechar a porta foi em vão, logo segurei e não deixei que ela fizesse aquilo.

- Ele te bateu? Derek levantou a mão para você?

- Meredith por favor, vai embora. Você tem mais com o que se preocupar do que uma mulher desconhecida.

- Você não é uma desconhecida, não mais. - Segurei sua cintura e puxei ela para mim e fechei a porta. Addison se debateu em meus braços, eu tentava não usar tanta força pois não sabia se ele havia batido nela nos lugares que a calça jeans e a blusa até o pulso cobriam. Colei seu corpo na parede e fiquei bem próxima a ela, para que não pudesse sair.

- Meredith para.

- Eu só vou parar até que você diga o que ele fez, e leve o tempo que precisar porque enquanto isso eu não vou lhe soltar. - Eu olhava bem nos seus olhos e via todo o medo que lá estava, junto às lágrimas que inundavam eles. Eu não podia agir assim, ela não era nada minha e tinha o direito de entrar naquele apartamento agora. Mas eu não queria, saber que aquele homem faria algo contra ela me deixava com raiva. Eu não podia deixar, isso era o mínimo que qualquer ser humano faria. Não era?

- Porque se preocupa tanto comigo? - Suas lágrimas começaram a rolar, ela já não tentava mais tirar minhas mãos de seu corpo e nem mesmo se afastar.

- Porque eu não me preocuparia? Addison, me diz o que ele fez com você.

- Tentei explicar porque cheguei tarde mas... ele não gostou, me bateu até que eu não pudesse mais pedir súplica. - Era pesado ouvir isso, era horrível. Imaginei em cada palavra Derek batendo em seu corpo sem um pingo de piedade, mesmo depois de sofrer um acidente. Como alguém conseguia ser assim? O que esse  homem era ?

O soluço de Addison me fez abraçar seu corpo e sustentar ele fraco, ela precisava de ajuda. Me agarrei nela, trazendo seu corpo bem para perto do meu, nos deixando "coladas " uma na outra. Eu daria tudo para que este contato não fosse por essa situação.

- Vai ficar tudo bem, não vou deixar que ele te toque. - Acariciei seus cabelos e busquei passar para ela o mínimo de confiança, não deixando que ela se sentisse sozinha.

- Ele te odeia Meredith, você precisa ir embora. - Ela me contou baixinho ainda contendo seu choro, lutando contra ele para me dizer aquilo. Agora o que menos me importava era toda a nossa rincha de quando éramos adolescentes, o que me importava agora era Addison Montgomery . Essa mulher que estava abraçada ao meu corpo e que eu não queria soltar.

- E deixar você aqui com ele? Não vou fazer isso.

- ADDISON. - Senti seu corpo estremecer em meus braços assim que ouviu seu nome de forma áspera e rígida. Com certeza ele ainda estava com rancor e eu não iria a deixar aqui sozinha.

- Por favor Meredith... - Seus lábios tocaram o lado esquerdo de meu rosto, beijando minha bochecha e molhado com suas lágrimas. Era bom mas talvez eu quisesse esse beijo em outro lugar.

- O que é isso? - Shepherd abriu a porta e deu de cara comigo segurando sua esposa, era uma cena para ele nunca esquecer. Talvez ele precisasse ver que Addison um dia não seria mais sua, não para ser minha ou sim?

Ela se moveu depressa para sair de perto de mim e eu não deixei, se ele já havia lhe dado um olho roxo por um atraso ocasionado por problemas de saúde, o que faria após ver a esposa agarrada a outra.

- Não é nada Derek, ela só estava preocupada comigo.

- Preocupada? Porquê essa mulher precisa se preocupar com você?

- Porque fui eu que levei ela ao hospital e você? Bateu nela até não conseguir pedir para parar? Você não tem esse direito. - Seu ódio estava quase explodindo dentro dele, fazendo com que o homem trincasse os dentes.

- O que foi? Não basta ter roubado tudo meu na adolescência, agora vem roubar a minha mulher também? Faça me o favor Meredith Grey.

- Você precisa se tratar. Addison entre lá e pegue o que precisar para essa noite, porque eu não vou deixar você dormir ao lado de seu agressor. - A ruiva não saiu do lugar, vendo que o marido se aproximava de nós ela se colocou para trás de mim e agarrou minha cintura.

- Ela não vai a canto algum. Addison é a minha mulher e o que acontece entre nós dois não lhe diz respeito.

- Você pode tentar intimidar qualquer pessoa, mas comigo isso não funciona. Deveria se envergonhar de como trata uma mulher. - Segurei a mão de Addison firme e virei para ela, estava paralisada, com medo. Seu choro não parava e ver seu estado me fazia odiar mais ainda Derek Shepherd. - Eu vou te levar para minha casa, vai ficar tudo bem.

- Já contou à ela o que você tem entre as pernas? Já contou que você não é uma mulher normal? Você sim deveria se envergonhar, isso é uma aberração.

- Cale a boca.

- Ela não pode saber? Isso tudo é um truque Addison, Meredith Grey não ajuda ninguém sem querer nada em troca. Ela vai te levar daqui e lhe colocar no seu quarto, vai te foder sem se preocupar com nada. Tudo isso é só para ela comer você, Grey sente fetiche em mulheres pobres e submissas que não tem nem um poder. Ela só quer comer você como uma vagabunda. - Eu ouvi tudo aquilo tendo a atenção na mulher que estava em minha frente, não queria que ela acreditasse em nada que aquele homem dizia. Era sujo demais e me enojava. Era baixo como sempre foi.

...

Depois de toda aquela situação era claro que eu não deixaria Addison aqui, custasse o que custar. Derek não teve tempo para falar mais nada e nem tentar chegar perto dela, saímos de lá assim que ela pegou sua bolsa.
Era claro que ele não iria deixar barato, sempre foi rancoroso e vingativo, mas eu estava pouco me importando. Dirigi em silêncio até minha casa buscando sempre olhar para meu lado direito, onde estava Addison. Seu choro ainda se fazia presente, suas mãos estavam trêmulas e eu percebi quando busquei uma delas para segurar.

Deixei o carro na garagem e entrei em casa com ela, que a todo momento não me soltou, será que tudo isso ainda era medo? O que mais ele poderia ter feito com ela?

- Meredith... eu não posso ficar aqui. - Sua voz estava baixa e rouca, após chorar bastante não conseguia ter calma para falar.

- Porque não?

- Você nem me conhece e a sua família também não. Preciso voltar.

- Não Addison, você não precisa. Você entrará nesta sala como minha amiga, e não terá que dar explicação alguma para alguém, a não ser que queira. - Tranquilizei a ruiva enquanto voltamos a caminhar para a vasta sala. Minha mãe estava no sofá ao lado de minha irmã enquanto lia uma revista e Lexie assistia a um programa de tv. Claro que as duas gostariam de explicações, minha irmã por eu ter deixado ela e Carina no restaurante sozinhas e minha mãe por não ter comparecido hoje a empresa. Mas eu não estava com cabeça para isso agora, a única coisa que eu queria era subir e deixar Addison o mais confortável possível.

- Onde estava Meredith Grey? Posso saber ?

- Suba, meu quarto é a terceira porta a esquerda. Não vou demorar. - Digo para Addison e ela não vai contra, logo afirma com a cabeça e sobe.

- Essa é a Addison não é? A ruiva que deixou você louca. - Lexie questiona e era só isso que a dona Ellis precisava para me enfernizar.

- Quem é aquela mulher, Meredith?

- Addison mamãe, ela é apenas uma amiga.

- Não quero mulher alguma aqui, você já sabe muito bem como a mídia está eufórica pelo seu último relacionamento fracassado. Você não para de ser vista com mulheres por aí, já chega desse comportamento infantil.

- Mamãe eu já lhe disse que Addison é apenas uma amiga, e qual o problema em eu estar me divertindo? Eu não sou comprometida.

- Ela está grávida? Você engravidou aquela mulher e agora ela está cobrando um nome e uma gorda pensão alimentícia? - Pronto, era mais uma das alucinações de minha mãe. Eu não podia trazer uma amiga para casa? Sério?

- Claro que não, ela é apenas uma amiga e agora eu preciso cuidar dela. - Subi as escadas correndo após colocar meus saltos na mão, evitando uma grande queda. Não tinha o porque ficar naquela discussão boba com minha mãe, se ela acreditou que Addison era minha amiga ou não pouco me importava.

Abri a porta do meu quarto e ela estava lá, sentada na cama, acanhada olhando para suas mãos.

- Ei...

- Você demorou. - Me sento ao seu lado e levo minhas mãos ao seu rosto, fazendo ela me encarar. Como ela conseguia ficar linda ainda assim? Depois de horas chorando?

- Me desculpe, mas eu já estou aqui.

- O Derek não vai parar... talvez ele me procure ainda hoje.

- Eu vou estar aqui e ele não vai te tocar, tudo bem? - Seus olhos eram lindos, azuis lindo. Era tão calmo e tinham uma cor tão forte que não me deixavam tirar a atenção deles mas perderam para a boca convidativa que ela tinha. Seus lábios rosados me atraiam tanto, eu poderia passar horas com a minha boca colada neles e ainda sim seriam convidativos. Eu estava louca, cobiçando uma mulher casada, que vivia com um homem horrível mas ainda sim casada. Eu estava louca, querendo uma mulher que talvez nunca fosse me querer. Eu realmente estava querendo Addison?

Estávamos próximas demais e a porta me chamou a atenção. Eu não tinha planos de fazer nada neste lugar que ninguém pudesse ver, mas não queria que ninguém nos atrapalhasse. Tranquei a porta e voltei para perto dela, que tentava entender o que estava acontecendo.

Acariciei seu rosto e pude sentir o quanto era macio, poderia estar mais sem aquele vermelhidão perto do olho, mas ainda sim era como algodão.

Toda essa declaração não era tão exagero ou era?

Talvez eu me arrependesse por isso, mas agora eu precisava. Levei meus lábios aos dela e os suguei. Era quente e gostoso, imaginei o dia todo como seria e era melhor ainda. A peguei de surpresa mas logo sua mão foi para o meu pescoço e a outra pousou em minha perna. Se ela levasse essa mão um pouquinho a mais para a esquerda, sentiria o quanto eu estava vergonhosamente excitada.

Suguei sua língua e agarrei sua cintura trazendo ela para o meu colo, que gemeu e fez com que eu apertasse um pouco mais sua carne.

- Addison... - Gemi seu nome e voltei a deslizar minha língua contra a dela. Era nítido que sentíamos uma atração naquele momento, uma grande atração. Puxei ela para cima fazendo que sua intimidade roçasse na minha e parando em cima do meu pau. Aquilo bastou, Addison se assustou imediatamente e me empurrou indo para longe de mim.

- Eu posso explicar.


Notas Finais


Beijos no core


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