História Boss - Capítulo 13


Escrita por: e whathenbhd

Postado
Categorias B.I.G (Boys In Groove)
Personagens Benji, Gunmin, Heedo, J-Hoon, Minpyo
Tags Big, Gundo, Gunhee, Gunmin, Heedo, Mindo, Minhee
Visualizações 33
Palavras 2.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês estão prontas crianças?

Boa leitura ♥

Capítulo 13 - .


Fanfic / Fanfiction Boss - Capítulo 13 - .

Não dá pra contar quantas vezes Gunmin apagou a mensagem que escrevia para Yoo. Sentia-se inseguro ainda de chama-lo por seu nome, mesmo que já o fizera diversas vezes sem prévia autorização, mas senhor Yoo não era compatível com o grau de informalidade do conteúdo contido na SMS. Afinal, qual a lógica de avisar seu chefe que chegara em casa são e salvo, mesmo que a situação, midiaticamente falando, fosse preocupante.

Tudo bem que Yoo não era exatamente um exemplo de chefe, principalmente depois de sua atitude inexplicável. Era confuso, todo esse turbilhão de pensamentos que envolviam a figura do herdeiro, somados à sensações e sentimento que preenchiam Gunmin durante as recordações. Tudo isso dificultava atos simples, como enviar uma SMS informando que estava bem e em casa.

Lee desistiu de escrever, fitando a tela em branco com o número de Yoo ao topo. Não conseguia compreender o que estava acontecendo, muito menos o que deveria fazer. Queria se envolver com Yoo, seus beijos eram incríveis e Gunmin desejava nunca ficar sem, porém, seria mesmo certo isto? Yoo parecia querer-lhe também, mas Lee ainda não compreendia o porquê. Sentia que mal o conhecia, então porque alimentava esse desejo dentro de si? O outro lhe disse que não queria se aproveitar da situação, talvez por esse tipo de coisa fosse mais comum para ele do que para si. Afinal, nunca tinha namorado, não tinha tempo para isto, e agora simplesmente nutria um desejo por alguém que mal conhecia? Bateu em sua testa com o aparelho como se isso fosse a solução para todo o seu conflito interno.

Assustou-se quando o celular começou a vibrar, mostrando em sua tela uma chamada, Senhor Yoo. Como esperado, o outro aguardava notícias, e não recebera, resolveu ligar para verificar se estava tudo bem. Lee hesitou muito antes de atender.

 

- Alô? – o silêncio tomava conta do outro lado da linha – Senhor Yoo?

- Você... está bem? – Lee sentiu o coração bater mais forte pelo tom de voz usado por Yoo. Um suspiro alto foi ouvido antes que o outro voltasse a falar. – Gunmin... Eu não sei como explicar isso à você. Todos os tablóides estão falando sobre o seu envolvimento com um professor da universidade, o mesmo que lhe indicara com honras em seu currículo. – neste momento o chão do mais velho desapareceu.

- C-como? E-eu e Sungjun? Isto é impossível! – gritou a última frase.

- Eu quero acreditar no que você me disse antes, mas... – irritou-se pela desconfiança do outro.

- Mas o que? Você quer acreditar no que te digo, mas eu me envolvi com você já e nada garante que não tenha feito o mesmo para conseguir um currículo como o meu, certo? – cuspiu seus palavras.

- Eu não disse isso. – Yoo engrossara seu tom de voz.

- Mas pareceu. – ditou bravo - Eu achei que você me achasse competente, por isso tinha me promovido assim do nada, gerando muitos burburinhos sobre isso. Eu não ligo para o que digam por que sei que sou competente para o cargo, agora Heedo se você não acha isso porque simplesmente inventaram esse suposto envolvimento com meu professor, eu não posso fazer nada a respeito. – seu maxilar cerrado demonstrava o quão revoltado se encontrava.

- Muito bem senhor Lee. O senhor tem razão, eu o promovi por algum motivo, que não vem ao caso no momento. Mas isso, infelizmente, tira a credibilidade da empresa, principalmente por você ocupar um cargo de alta confiança. Será preciso cautela para desfazer esse mal entendido.

- Mal entendido? Ah, claro. Primeiro eu sou um deslize e agora um mal entendido. Não se preocupe senhor Yoo, não vou manchar sua empresa, muito menos sua imagem.

- O que pretende fazer?

- O senhor só voltará a ter notícias minhas assim que tudo isso for resolvido.

- Gunmin espera! – Yoo gritou mas Lee encerrou a chamada mesmo assim.

 

Discou apressadamente para Kanto, informando que precisaria de ajuda e lhe explicaria mais tarde, sabia que o amigo não o deixaria na mão. Só precisava arrumar um jeito de sair do condomínio sem ser notado, arrumou uma pequena mala com algumas roupas e saiu da casa, tão furtivo quanto conseguira, esquivando da visão do porteiro, que provavelmente falava ao telefone com senhor Yoo, pois o ouvira mencionar que verificaria pessoalmente se ainda se encontrava em sua casa. Aguardou até que saísse da cabine para abrir o portão e correr pela rua, sem direção, enquanto pedia pelo aplicativo uma carona.

Nada o impediria de encontrar Kanto e resolver os boatos, provando-se digno de seu cargo. O amigo saberia o que fazer para descobrir quem começara com esses boatos que prejudicavam cada vez mais a empresa.

 

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- Que absurdo! – Kanto gritava perplexo. – Todo mundo sabe que Sungjun adora assediar suas alunas. A-L-U-N-A-S! Um completo idiota. Ele nunca encostaria um dedo num rapaz, aposto que quando ver isso vai estar tão puto quanto você Minie.

- Eu sei Kanto... mas eu preciso saber quem está passando essas informações falsas. - Gunmin sentou-se no chão ainda desolado. – Não é possível que eles estejam inventando isso apenas para atacar a Yoo’s Company.

- Posso ver com Timo o que ele consegue descobrir, você sabe como ele é bom com essas coisas.

- Eu não queria envolver mais gente... – bufou desanimado – mas se é a única saída...

- Ok, amanhã eu falo com ele. Agora vamos cuidar de você, tudo o que você precisa é de um bom banho, uma cervejinha com seu bom e velho amigo naquele sofá duro que você tanto odeia. – Kanto tentava animá-lo com o convite – Qualé, não vamos extrapolar dessa vez e você com certeza não vai trabalhar amanhã. Vai ter o dia todo aqui em casa, sozinho, pra curar essa ressaca.

 

Ainda relutante com a ideia, Gunmin foi empurrado para o banheiro por seu amigo, pelo menos no banho teria paz, mesmo que por pouco tempo. Desejava que a água corrente limpasse toda preocupação e confusão dentro de si. Sua mente relembrou a forma que Heedo tratara o assunto, automaticamente seus punhos se fecharam. Mesmo com a agua escorrendo por seu corpo, Gunmin se sentiu sujo, oferecido. Se culpando por desejar tanto Heedo que mal conseguia se controlar, começara a agir por impulso, algo que nunca fora do seu feitio. Ouviu as batidas de Kanto à porta dizendo que o esperava na sala com as bebidas e desligou o registro, de nada adiantaria continuar ali se culpando.

Vestiu seu moletom favorito e uma camisa branca leve, seguindo para a sala, onde Kanto já se encontrava bebendo enquanto mexia em seu celular. Seu olhar intrigado revelava que não estava nada agraciado com o que visualizava ali. Provavelmente zapeava pelas páginas e mais páginas de fofoca na internet, lendo sobre os absurdos que escreveram sobre seu amigo.

 

- O que está fazendo? – Gunmin perguntou, quase que retoricamente, agarrando a garrafa ao chão para beber um longo gole.

- Dá pra acreditar nesses caras? Ainda tem a cara de pau de dizer que as informações foram retiradas de fontes seguras e que você não quis se manifestar sobre o caso, por isso fugiu. – Lee apenas balançou a cabeça negativamente.

- Deixa isso pra lá Kanto.

- Eu só espero que essa fonte não sei o babaca do Sungjun, porque se for eu faço questão de quebrar a cara desse idiota.

- Porque motivo ele iria fazer isso? O maior orgulho dele foi eu ter conseguido esse emprego, com certeza ele usa isso pra seduzir as meninas com a desculpa de que vai ensiná-las tudo o que me ensinou.

- Nós dois sabemos que esse cara é um traste.

- Mas isso não significa que ele me prejudicaria assim. Pelo menos eu espero que não. – bebeu mais um gole da cerveja ainda gelada.

- Eu também espero Minie. Eu também espero ou esse cara já pode se considerar morto.

- Aish Kanto!

- Desculpa.

 

Lee continuou bebendo enquanto seu amigo se livrava do celular, voltando toda sua atenção para si.

 

- Você parece preocupado, mas não com isto. Quer conversar? – Gunmin hesitou, em parte por não saber exatamente o que estava acontecendo consigo, mas também por não saber como expressar-se. – É sobre o tal do Yoo né? – como se lesse sua mente, o amigo questionara tão diretamente que Gunmin não conseguiu conter um arregalar de olhos. – Sabia!

- Sabia o que Kanto? Eu não disse nada.

- Nem precisou. Sua reação entregou tudo. Desembucha vai. – Lee bufou baixando a guarda.

- Eu não sei Kanto, é confuso e complicado. Ele diz e faz algumas coisas que eu posso jurar que... não são feitas pra qualquer um sabe?

- Então você acha que ele está afim de você?

- Não é isso. Eu... não sei Kanto, não posso afirmar nada.

- Mas está claro pra mim que você o deseja. – Gunmin o olhou surpreso novamente – Ah qual é, você acha mesmo que não tá escrito na sua testa “propriedade do senhor Yoo”? – Lee desferiu tapas no braço do amigo – Ai ai! Que foi? Vai me bater por ser sincero? LEE GUNMIN VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO!

- Porque você é sempre tão idiota?

- Eu estou falando muito sério! Você tá completamente caidinho por ele. Nunca vi você assim e aquele cara é super possessivo. Eu diria que tá rolando algo entre vocês só pelo jeito que ele falou comigo no telefone quando você desapareceu dos paparazzi. – Gunmin corou violentamente. – Gunmin você tá até corado! Pelo amor de Deus, se você não estiver afim dele eu não sei quem mais tá!

 

Gunmin apenas ignorou-o indo em direção a cozinha buscar mais bebidas. Talvez Kanto estivesse certo, se reprimia tanto por deseja-lo que nem percebera que nutria dentro de si um sentimento pelo herdeiro.

 

- Tá. Digamos que você tenha razão.

- Viu? Eu sabia!

- Kanto! – o amigo riu de sua irritação.

- Você já tentou falar com ele? Se aproximar ou sei lá, chamar ele pra um café? – Gunmin corou novamente. – Ah meu deus, não me diga que eu to por fora.

- E-er... então....

- Lee Gunmin seu safado! – Kanto estava realmente surpreso. – Eu não acredito nisso! Você vai me contar isso direito e vai contar agora mesmo. – Kanto sentou-se de frente para o amigo aguardando-o iniciar seu discurso.

- Bom... A gente... meio que... se beijou e ... – Kanto estava boquiaberto.

- Não me diga que você finalmente teve sua primeira relação! – Kanto tampou os olhos balançando a cabeça repetidas vezes.

- Claro que não! Foi apenas um beijo. Na verdade dois. – sussurrou a última frase.

- Eu não acredito nisso! Lee Gunmin pegando o herdeiro da Yoo’s Company em segredo! – Lee fazia sinal de silencio para que o amigo não gritasse essa informação aos quatro ventos.

- Não é que eu esteja pegando ele exatamente. A gente se beijou apenas, algo casual e...

- E o que caralho?!

- Ai Kanto, as coisas não são assim. Ele tem uma imagem a zelar e eu já to sofrendo esse escândalo... e... eu sou funcionário dele... imagina só a confusão que não daria... – Gunmin disse desanimadamente.

- Hey... não se preocupe... eu vou ajudar você a resolver isso. Já falei com o Timo e ele deve estar rastreando ou sei lá o que diabos aquele garoto faz, nós vamos encontrar quem começou esses boatos e vamos dar uma bela lição. No momento você só deve se preocupar em manter o senhor Yoo interessado em você.

 

Gunmin sentiu-se mais calmo ao desabafar com o amigo, jamais imaginaria que Kanto trataria a situação desta forma, logo ele que era tão preocupado consigo. Ficou feliz por estar acompanhado com ele e decidiu que beberia para comemorar essa felicidade, mesmo que breve.

Acompanhado por seu amigo, passou a noite e parte da madrugada bebendo, indo se deitar muito tempo depois que Kanto, que se encontrava adormecido no sofá. Deitou-se na cama do amigo sem camisa, adormecendo de qualquer maneira devido ao álcool e o cansaço. Kanto sairia para trabalhar à tarde e só voltaria a noite, o que permitiria Gunmin dormir por muito tempo, já que seu amigo não o acordaria por motivo algum e sabia disso.

 

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Um leve incomodo se fez presente, Gunmin franziu o cenho sem abrir os olhos. Era dia, pois a leve claridade entregava isso, sua cabeça latejava, como esperado de alguém que extrapolou na bebida na noite anterior. Sentiu em sua boca o gosto amargo que conhecia tão bem, forçou seu corpo a levantar, se arrependendo em seguida pela dor latente que o acompanhou, sabia que não passaria até se hidratar e dormir um pouco a mais, mas precisava tirar de sua boca aquele gosto.

À passos leves alcançou o banheiro, agradecendo internamente por ter conseguido debruçar-se no vaso sanitário antes de gorfar todo o álcool. Isso era um problema, Gunmin evitava beber, mas sempre que bebida, parecia buscar esse estado de ressaca, bebendo descontroladamente até seu corpo beirar o colapso. Ficou ali, abraçado à porcelana, até sentir que suas tripas tivessem sido expelidas pela boca. Tomou um banho gelado quando se sentiu disposto o suficiente para isto, curando parcialmente a ressaca, mas ainda baqueado.

Escovou os dentes, removendo os vestígios de vômito que ainda podiam existir em sua boca e caminhou para a cama com a cabeça ainda pesada. Deitou-se de bruços, trajando apenas sua cueca boxer, pois estava pouco se importando no momento. Adormeceu por pouco tempo, até as batidas enlouquecidas e fortes na porta principal iniciarem. Praguejou até o último filho de Kanto, o filho da puta, devia ter se trancado pra fora de casa pois estava tão bêbado quanto si mesmo.

 

- PARA DE BATER NESSA PORRA! EU JÁ VOU! – gritou se levantando da cama.

 

As batidas pararam por um momento, mas depois voltaram. Gunmin fez uma careta e massageou as têmporas, caminhando até a porta, ainda de cueca, abrindo-a com tudo. Escorou na porta ainda massageando as têmporas de olhos fechados.

 

- Pra que esse desespero todo caralho?! Vê se pega essa chave agora e não me perturba mais. – virou-se para iniciar seu retorno à cama sem olhar a figura ainda parada à porta.

Ouviu a porta ser fechada delicadamente, o que era muito incomum até para Gunmin, se voltou novamente para vislumbrar seu amigo.

 

- H-Heedo?! – tentou falar, mas tudo o que saiu foi um fio de voz.


Notas Finais


Amo vocês, por favor não me batam ;-;


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