História Boss - Capítulo 10


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber
Tags Barbara, Boss, Járbara, Justin, Romance
Visualizações 80
Palavras 1.958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, mas cheguei com mais um capitulo fresquinho para vocês
Tenham uma ótima leitura!

Capítulo 10 - Chapter ten


Fanfic / Fanfiction Boss - Capítulo 10 - Chapter ten

          Betty me olhou, ela tinha as mesmas expressões que eu: olhos arregalados, boquiabertos e claro, a imensa confusão na mente. E não era apenas nós duas que demonstrávamos tais expressões, todos daquela sala ficaram calados, inclusive o Christian, encarando aquela mulher que agora se aproximava do meu homem.

          ─ Amor, eu senti muito a sua falta. ─ ela beijava o homem a sua frente, já me sentia nauseada, enquanto ele tentava retribui-la de alguma maneira, apesar de estar totalmente sem jeito.

          ─ Madison, aqui não. ─ Christian sussurrava para a mulher que apenas recuou e respeitou seu espaço, sem demonstrar chateação pelo seu corte direto.

          Não sei como, mas continuamos a reunião, eu não prestei atenção em absolutamente nada, vez ou outra meu olhar desviava para a tal Madison, observando todas as suas expressões, o seu rosto fino e afilado e imaginando eles dois juntos. Repugnante.

          Assim que fomos liberados, fui uma das primeiras a me levantar daquela cadeira, ignorando o olhar do Christian desde o início. Meus olhos estavam marejados e minha decepção era nítida, mas para evitar uma confusão, decidi esconder tudo. Meus passos pelo corredor imenso eram apressados, eu só queria entrar em minha sala, me trancar e deixar os minutos passarem.

          ─ Rose, espera! ─ a voz da Betty soou atrás de mim, enquanto a loira tentava acompanhar meus passos, correndo, até que eu parei ao entrar em minha sala. ─ Eu sinto muito...

          ─ Ele é noivo, Bettany, noivo! E todo esse tempo agiu como se estivesse solteiro, eu vi, você viu.

          ─ Fica calma, tá? Ele deve ter uma boa explicação para isso.

          Eu não queria saber de explicação dele, não queria vê-lo, não por saber que iriamos brigar, não por saber que ou eu ouviria algo indesejado ou ele mentiria, e eu não queria nenhum dos dois.

          Era um misto de sensações; raiva, tristeza, decepção, ilusão, tudo isso passava por minha cabeça, posso afirmar que o fim da tarde foi perdida, nenhum parágrafo escrito, nenhuma edição feita, a tentativa de ler algo para me concentrar foi em vão, como Christian pôde ser tão hipócrita?

          ─ Rô? Está na hora, precisamos ir.

          Betty tinha uma voz calma, combinando com sua expressão preocupada que adentrava a minha sala silenciosa, ela sabia que eu estava totalmente distraída em meus pensamentos e nem havia visto a hora passar.

          Mas claro que havia, meus olhos não se desgrudavam do relógio, implorando para que as 18:00 chegassem o mais rápido possível.

          Me levantei da cadeira rodizio, empilhando alguns papeis de cima de minha mesa, ainda em silêncio, enquanto a loira apenas me encarava na porta.

          ─ Rose... ─ eu a conhecia, pelo seu tom de voz, ela iria pedir alguma coisa. ─ Eu marquei um encontro com o Paul hoje de novo, você vai ficar bem sozinha? ─ como eu disse...

          ─ Pode ir ao seu encontro. ─ respondi seca, sem muitas delongas.

          Eu não queria ser egoísta, mas claro que preferia sua presença, as noites de cinema, pipoca com brigadeiro de panela, as pizza. Mas apesar disso eu não podia fazê-la ficar, ela não tinha nada a ver com os meus problemas.

          ─ Pelo menos assim você me ajuda com o que usar, porque sério, eu acho que vou precisar usar algo seu. Minhas roupas estão todas usadas e eu não tenho ideia de como me vestir esta noite. Pensei seu vestido vinho, será que ele serve em mim? Porque você engordou um pouco e talvez fique largo no meu corpo...

          Ela falava sem parar, típico da Betty, mas eu não estava na mesma empolgação de antes, de algumas horas atrás, pode-se dizer assim, enquanto tinha que ouvi-la falar o caminho de volta inteiro. Ao menos, tive a sorte de não esbarrar com o Christian e sua... noiva.

          Eu nunca fui muito acostumada com romances sérios, no máximo havia uma troca de olhares em um lugar público e eu não via mais aquele ser humano, meus últimos relacionamentos foram totalmente falhos e posso garantir que foram apenas perda de tempo, mas com o Christian era diferente, era como se eu sentisse que ia dar certo, eu não tentava fugir como os outros, eu queria ficar, queria que ele ficasse, e mesmo com sua bipolaridade, ele estava comigo, mesmo que nunca tivéssemos nos beijado ou nos tocado de verdade, eu sentia que era ele quem eu queria.

          Pensar naquelas coisas estavam me fazendo ficar pior. Betty e eu já havíamos chegado em casa, e ela experimentava roupa por roupa, mostrando a mim e perguntando minha opinião, haviam se passado mais de meia hora e eu apenas dizia o que achava sobre seus looks.

          ─ Você disse que estava ótimo nas últimas quinze roupas. ─ disse ela desapontada.

          ─ Porque todas estavam ótimas. ─ dei de ombros enquanto a loira se via pela quadragésima vez no espelho.

          ─ Mas você tem razão, eu estou mesmo em forma, também gostei de todas, mas vou usar estas daqui. ─ ela puxou um cabide com roupas ao qual eu não fiz muita questão de adivinhar quais eram. ─ Entenda o truque de mágica, Rose. Um vestido vermelho escuro, quase chegando ao tom vinho para parecer instigante, decotes no colo para aparecer uma parte de meus seios, Paul não vai resistir... E, o toque final. ─ a vi pegar uma jaqueta preta e colocar sobre os ombros. ─ Se eu quiser sentir frio. ─ ela deu uma risadinha maléfica. ─ Mas, na verdade, é pra guardar a surpresinha para o final. ─ claro que ela se referia aos seus seios praticamente a mostra, eu apenas soltei um baixo ar de riso com a mesma, notando o quão esperta a loira era, eu precisava de suas dicas urgentemente.

          A casa ficava bem mais vazia quando a Betty saía, sua animação contagiava, deixava todo aquele clima pesado de lado. Eu já havia tomado banho, vestido um pijama de tecido fino, praticamente transparente, meus olhos encaravam a TV enquanto passava o noticiário, mas eu tomei um pequeno susto por não esperar a campainha ser tocada a essa hora da noite.

          ─ Voltou tão cedo. ─ comentei ao ver a hora que a Betty tinha voltado, mas ao abrir a porta, encontrei com ele parado. ─ Christian...? ─ seu olhar tinha uma inquietude, uma preocupação, uma culpa, que durante esses meses que passamos juntos eu não conheci.

          ─ Rose, precisamos conversar! ─ sem que eu o permitisse, ele entrou, fazendo com que eu me virasse para olhá-lo.

          ─ Não temos nada para conversar.

          ─ Há uma explicação! ─ sua voz mostrava insegurança, como se ele não soubesse mesmo o que ia dizer, ou estava tentando inventar naquele momento.

          ─ Qual, Christian? Me diga! ─ ele ficou calado, me olhando com o maxilar travado, nem ele mesmo sabia se explicar, nem ele mesmo sabia se defender. ─ Como eu imaginei... ─ eu estava tão decepcionada, ele era apenas mais um cara que tentava se sair bem em qualquer situação, como eu não havia percebido isso antes?

          ─ Não, espera! Sabe, eu não fiz nada de propósito, eu...

          ─ Não fez? E a surpresa que iria me fazer... era aquela? Queria me ver humilhada na frente de todos da empresa? Pois bem, conseguiu, e muito bem.

          ─ Humilhar? Não! De maneira nenhuma. Eu não fazia a mínima ideia que a Madison ia aparecer.

          ─ Você não sabe nem mentir, Christian. Então me diz, qual surpresa iria fazer?

          ─ Iria divulgar a todos que você foi promovida à avaliadora, essa seria a surpresa pra você e para os outros, mas como você saiu apressada, antes mesmo de eu finalizar, não tive como, e talvez nem conseguisse com toda aquela tensão que ficou na sala.

          ─ Eu agradeço, mas prefiro ficar na parte da criação.

          ─ Como assim? Não acredito que você vai recusar a essa proposta, ninguém recusaria no seu lugar. ─ surpreso, retrucou.

          ─ Não precisa fingir. Sei que só está fazendo isso por pena.

          ─ Pena? ─ sua expressão desentendida me fez revirar os olhos.

          ─ Admite, Christian, você fez isso de propósito.

           ─ Do que você está falando, Wright?

           ─ Você está aqui há mais de três meses, nunca falou que tinha uma noiva, aliás, nunca falou nada da sua vida, e eu nunca suspeitei de nada porque eu confiei em você e o que você faz? Me faz acreditar que tínhamos algo, que você sentia algo por mim. ─ as palavras eram simplesmente cuspidas de minha boca, eu não fazia mais questão que ele soubesse a verdade, que ele soubesse que eu me apaixonei verdadeiramente por ele, eu só queria me ver livre dele e de todas as mentiras que ele pareceu mostrar.

          ─ O quê? Nós nunca tivemos nada, eu nunca deixei transparecer isso! ─ ouvir dele falando tais coisas fez apenas aumentar a minha raiva e tornar a imagem que eu tinha dele outra completamente diferente.

          ─ Você está dizendo que eu idealizei tudo isso? Que você nunca sequer demonstrou gostar de mim? E das vezes que quase me beijou? Que esteve tão próximo e que me salvou de situações tão traumáticas, e quando dormiu aqui em casa, ou me defendeu do Andrews, e até das noites que saíamos juntos. ─ meus olhos marejados o encaravam buscando uma explicação cabível para que eu pudesse voltar a acreditar nele.

          ─ Eu faria isso por qualquer pessoa, Rosalie. ─ seu tom sério só fez piorar tudo, ele tinha noção das coisas que estava falando? Do modo que estava agindo? Não era o Christian Price que eu conheci, eu esperava que aquilo fosse apenas um momento de sua descontrolada bipolaridade, mas não era, era real, esse era o seu verdadeiro eu.

          ─ Então o que veio fazer aqui? ─ perguntei já exausta daquela conversa, demonstrando isso na minha voz.

          ─ Tentar não permitir que esse clima persistisse, não quero ficar assim com você, nem aqui nem na empresa, achei que pudesse te considerar minha amiga, uma das únicas que fiz desde que voltei para Seattle.

          ─ Não sou sua amiga, sou sua subordinada, e não se preocupe, continuarei em contato com você, obedecendo às suas ordens, e fazendo o melhor pela sua empresa. Só não me chame de amiga mais. É o único contato que terei com você a partir de agora, digo, senhor, com o senhor Christian Price.

          ─ Não precisa ser assim...

          ─ Por favor... você já disse o que tinha pra dizer, agora vá embora. ─ podia sentir uma dor no fundo do meu coração ao me ver obrigada a dizer tais palavras.

          ─ Eu não queria que chegasse a isso...

          ─ Nem eu, você deixou essa história ir longe demais. Sua noiva precisa de você.

          Eu praticamente o empurrava com o olhar para fora do meu apartamento, eu tentava conter as lágrimas que pareciam pesar uma tonelada em meus olhos, e consegui, mantendo minha expressão séria sobre ele, agora o vendo cabisbaixo sair pela porta, ele não tinha mais argumentos, ele achava mesmo que vindo aqui iria conseguir o que queria? Ele nem soube se explicar da maneira correta, ele poderia ter simplesmente dito que esqueceu que tinha uma noiva, ou que pretendia acabar com ela, ou até que estavam brigados e acabaram voltando, haviam tantos motivos, e se fosse realmente algum desses ele já havia dito. Christian apenas brincou comigo, como a maioria deles fazem, como se fôssemos descartáveis, como se pudessem vir e ir na hora e no momento que quisessem, uma mera diversão constante, por que eles nos submetem a isso? A esse sofrimento inacabável. Por que nos submetemos a isso? A essa desilusão que vai aparecer alguém perfeito que possa curar nossas dores, sendo que a única pessoa que poderá curar as minhas dores será eu mesma.


Notas Finais


espero que tenham gostado!!
obrigada pelos comentários e mensagens de carinho, como eu sempre digo e sempre direi: é isso que me motiva a continuar.
até a próxima! ♥


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