História Bot - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Cyberpunk, Futuro, Romance, Teoria, Utopia
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Palavras 2.271
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É um prazer estar iniciando mais uma história, queria agradecer a uma amiga em especial que me deu a inspiração para começar minha primeira história futurista, bom espero que gostem!

Capítulo 1 - New York Utópica


Fanfic / Fanfiction Bot - Capítulo 1 - New York Utópica

Sempre foi sábio afirmar que a humanidade iria caminhar para dois lugares diferentes, ou a autodestruição, ou um futuro utópico justo e desenvolvido, bom, graças a revolução dos Hackers em 2092, nossa sociedade mudou, se desenvolveu, e se tornou dona de glórias inimagináveis, não é como se tivesse carros voadores e tele-transporte, quem eu quero enganar? Tem sim, e tudo isso aconteceu por causa dos hackers que se reuniram num rede global e lançaram um novo programa de vivência, que revolucionou o planeta Terra. O E-99 que significa Earth 99, um sistema computacional que otimizou desenvolvimento da sociedade, o que isso significa? A humanidade passou a viver dentro da internet literalmente, a robótica passou a realizar todo trabalho humano, e as únicas coisas que os humanos precisam fazer, é lhes prover energia, isso fez com que nós, tivéssemos mais tempo livre, como consequência disso, nossa saúde melhorou, nossa taxa de sobrevivência subiu para 200 anos, doenças como câncer, depressão, HIV foram extintas, a miséria quase toda erradicada, e os países? Se uniram todos como se a Pangeia nunca tivesse acontecido, o mundo perfeito.

Em 2121, a vida era totalmente outra, a criança é conectada com a internet a partir do momento que a mãe descobre a gestação, numa espécie de vida-login, um currículo desde o início da vida, um registro chamado H-Life, onde se coloca todos os passos da criança, até sua morte, é uma forma segura de conhecer melhor as pessoas, com isso a taxa de crimes e assassinatos caíram mais da metade, nenhum ser humano hoje escapa do cadastro H-Life, menos os BOT's, e é aí que eu entro na história, eu me chamo Caterine McCartney e tenho seis anos, meu pai me explicou que quando nasci meus registros no H-Life foram todos trocados por registros fakes, então nele, eu me chamo Thea Fanning, nascida em Oklahoma, é por esse perfil que todos me conhecem, como eu tenho apenas seis anos, meu pai me explicou que eu sou especial, fui um escolhida pelo governo para me tornar a BOT, espiões de missões cirúrgicas que lutam contra hackers, mas lembra que eu disse dos hackers lá no começo? Eu não expliquei sobre eles, vamos seguir então.

Os hackers no ano 2121 são deuses da tecnologia e milionários em suas fortalezas da internet, as profissões comuns hoje em dia são provedores de energia, para que os robôs nos sirvam, mas tem presidentes, chefes, líderes, professores todos voltados a internet, e tem os hackers, que são muitos, mas alguns se destacam e se tornam verdadeiras entidades do nosso tempo, eles possuem o poder de manipular qualquer robô ou informação por isso acabam sempre criando uma nova tecnologia, por causa de tal poder absoluto, alguns acabam saindo da linha com negócios ilegais, por isso nós, BOTs fomos criados, para combatermos essas ameaças, e porque eu estou falando isso? Porque hoje eu início meu treinamento BOT, memórias da minha profissão serão injetadas em mim e eu me tornarei uma cozinheira, cozinheira? Atualmente profissões como cozinheiro, padeiro, costureiro, artesão, enfim, profissões manuais e cadeiras são raras, e nossos trabalhos são muito requisitados, pois muita gente ainda gosta de coisas feitas por humanos e não por máquinas, meu disfarce perfeito para começar minha vida, agora que eu terminei a introdução dos fatos que ocorrerão aqui, é hora de ir, o senhor Maxwell Atrós o chefe de segurança do governo virá falar comigo sobre minha graduação.

Estava sentada no banquinho daquela sala toda em ambiente cinza-branco, as janelas davam vista para os carros voando sobre as luzes azuladas dos prédios decorados em vidro, estava apenas eu ali, eu e meus pensamentos, que foram interrompidos por barulhos de passos calmos que pararam em minha frente, quando subi meu rosto observei o homem de terno cinza fosco, e careca com um lencinho vinho no bolso do seu paletó – Senhor Maxwell? – ele me olhou e abriu um sorriso me oferecendo a mão que eu peguei na maior inocência – Estou pronta.

Ele sorria misteriosamente enquanto me levava para uma sala vazia onde ficava apenas dois suportes com algemas de ferro e em cima duas micro mangueirinhas com uma agulha em cada ponta a frente teria um vidro todo preto como se alguém pudesse me observar de trás sem eu notar – Chegou o grande dia Caterine, vai doer um pouco, mas nada que você não aguente, está pronta para servir nossa pátria, e eu sinto muito orgulho disto... – mais um vez ele sorriu para mim.

-Certo – eu suspirei fundo, nunca tinha passado por este processo antes, era algo que todo BOT fazia quando completava seis anos, eles inseriam memórias de sua suposta profissão em sua mente e alguns procedimentos que você tinha que aprender a fazer para ser um bom espião, era como uma inserção de aprendizagem direto na sua mente sem precisar estudar, vendo aquelas agulhas de 6cm cada eu senti um pouco de medo, não sabia se iria doer realmente – O que tenho que fazer para prosseguir?

- Tire suas roupas, todas, elas atrapalham a checagem dos seus sinais, não se preocupe, ninguém vai ficar olhando – Novamente ele sorriu para mim e eu fiz como pedido, ao acabar de me despir, pude me olhar no reflexo do vidro preto, fazia tempo que eu não me olhava no espelho, uma garota magra, de pele branca similar a neve, e cabelos negros ondulados, com um franja e que batiam na lombar, os traços do rosto todos eram delicados, como uma boneca de porcelana “Cat” eu ouvi uma voz sair do autofalante – Sim, estou bem... – Eu estava bem, mas o ataca com vergonha de estar ali, desnuda.

-Vou pedir que coloque suas mãos dentro dessas algemas, por questões de segurança – era a voz de uma mulher doce – Tudo bem?

-Sim ... – Olhei para baixo e vi as algemas, enfiei primeiro a destra e depois a canhota, assim que terminei, duas luzinhas azuis acenderam nas algemas e elas deram um click travando, estava começando a me assustar, eu não sabia se queria mais me tornar uma BOT.

Do outro lado do vidro Maxwell me observava de braços cruzados, e em seguida olhos os botões da mesa de operação e apertou o roxo, então eu ouvi aquelas mangueirinhas vibrarem e num piscar de olhos senti uma dor agoniante e profunda, os dois lados de meu cérebro pareciam estar sendo perfurados com força, sem anestesia, sem nada, estava entrando cada vez mais fundo e eu senti meu corpo desregular, fiquei zonza, tudo em volta girava e acabei vomitando – Para! Pare! EU NÃO QUERO MAIS MAXWELL! DOI MUITO, PARE!!!! POR FAVOR! FAZ ISSO PARAR! – em seguida tudo ficou preto e eu não ouvi mais nada, apenas uma sensação gélida em minha cabeça, que me fez acordar, olhar em volta, era a mesma sala, e eu ainda estava nua, mas dessa vez caída no chão e então me levantei, sentia um frio intenso arrepiando meu corpo, quando me olhei no reflexo, meus cabelos estavam curtos, na altura do maxilar, dessa vez notei que eu já era uma mulher formada, peitos fartos, corpo escultural de uma beleza que eu logo notei que também era para ser usada como uma arma, fiquei sem entender um pouco, até ouvir a porta abrir e Maxwell entrar com um roupão branco.

-Como se sente? Está tudo bem com você? – Ele me entregou o roupão para que eu me vestisse, de algum modo parecia que eu não me importava mais em ficar nua, eu só queria entender como eu fiquei adulta sendo que a segundos atrás, eu tinha apenas seis anos - Vista-se, vamos comer algo, e eu vou te apresentar sua próxima missão.

-Maxwell? .... – Peguei aquele roupão e logo vesti, sentindo o tecido macio do algodão branco em contato com a minha pele – Quantos anos eu tenho? Até hoje de manhã eu tinha seis anos....

-Você tem 21 anos, acho que você se lembrou da sua primeira sessão, querida... – ele pousou a destra sobre meu ombro – Se passaram 15 anos Caterine...

-Ah.. – balancei minha cabeça na esperança de amenizar a confusão em minha cabeça – Me recordo... –flashes se passavam em minha cabeça, sempre sobre eu mesma mexendo em computadores ou cozinhando para pessoas famosas, agora eu me lembro, sou uma BOT, fazia missões de coleta de informações – Bom, vamos para minha próxima missão...

-Venha em direção a sala, você vai comer alguma coisa enquanto eu te apresento o próximo alvo, lembre-se, é uma missão cirúrgica, pegue informações e volte sem que ele te perceba. – Ele saiu da sala sinalizando para que eu o seguisse, e foi o que eu fiz, o chão frio do corredor era bem sentido por mim que estava descalça e observava os corredores daquele lugar prateado e branco, misturado com uma tonalidade de creme, várias portas com números em cada uma, e então ele parou, na frente da porta número 12 – É aqui Caterine, entre, darei os detalhes da missão...

Quando ele abriu a porta eu pude notar uma mesa com um banquete de lagostas servidas ao molho, meu prato preferido pelo o que eu me lembrava, tratei logo de atravessar a sala e me sentar, me servindo num instante e já abocanhando aquela carne suculenta – Diga...qual é o próximo alvo?

Maxwell então bateu a mão na mesa colocando uma foto de um homem nela – Este aqui...Mark Hauzer, o quarto hacker mais poderoso do mundo, ele criou sistemas funcionais que detectam possíveis sinais de distúrbios psiquiátricos anos antes de se manifestar...mas existem suspeitas que ele está fazendo parte de uma rede de hackers que estão planejando ataques físicos aos E.U.A, queremos eliminar a ameaça, por sorte descobrimos que ele é adepto de coisas manuais e caseiras e está procurando uma cozinheira, todas que ele procurou já estão ocupadas, tinha apenas você disponível, então conseguimos um emprego na mansão Hauzer para você.

Peguei um guardanapo e comecei a limpar minha boca assim que Maxwell terminou de falar – Isso vai ser fácil, quando que eu começo na casa dele? – Olhei direto para ele, minha cabeça ainda estava estranha, eu podia sentir algo molhado em minha cabeça, dos dois lados.

-Certo, hoje a tarde você vai iniciar a missão, te darei uma hora para se preparar – Ele me olhou nos olhos – Contamos com você. – E em seguida caminhou até a porta e saiu a encostando.

Fiquei observando ele ir embora, olhei em volta e vi que não tinha nada, notei as câmeras nos quatro cantos da sala, a mesa de comida que eu teria comido praticamente tudo é aquela porta em azul marinho em minha frente que me fez viajar em meus o pensamentos, uma dorzinha maneira acometia os dois lados de minha cabeça e então eu passei a mão do lado direito e senti como de fosse um pequeno ferimento, quando retornei minha mão a minha vista notei q mancha de sangue, logo presumi que do outro lado era a mesma coisa, e confirmei assim que vi a outra mancha de sangue – Mas...o que é isso? ...

No leste de New York, se encontrava a Fort Amélie, a mansão do magnata da internet, Mark Hauzer, sua propriedade chegava a quase 1 alqueire de tamanho, equipada com piscina, campo de futebol, uma ala para alguns animais que Mark gostava de criar, e uma ala médica, já que o mesmo era muito reservado e detestava sair e ter contato com qualquer um do mundo exterior, mesmo sendo quem era, ele era do tipo misterioso e calado, e não tinha ninguém além dele mesmo vivendo naquele império, era meio solitário, mas a diferença de Mark é que ele gostava de coisas caseiras, estava cansado de comer comida industrial feitas por máquinas novidade a energia e a óleo, por isso fez questão de procurar uma cozinheira, para que ele sentisse o gosto da humanidade novamente.

Mark era detentor de uma aparência atraente, seus cabelos eram loiros, dourados como se fossem banhados a ouro, a pele era branca e parecia ser muito sensível, os olhos eram de um azul piscina em contraste com as sobrancelhas um pouco mais escuras do que o louro do cabelo, ele nem era muito alto, e nem muito baixo, a boca era carnuda, com um mix de salmão com um rosado, as covinhas eram um charme a parte, ele não aparentava ser muito forte, mas também não era muito magro, em seu dia-a-dia ele costumava usar sempre uma calça jeans comum, um tênis preto, uma camisa branca e uma jaqueta preta com capuz, bom, foi essa visão que eu tive dele quando o vi caminhando até o salão principal de sua casa, assim que eu cheguei para iniciar meu trabalho, a primeira coisa que ele foi parar em minha frente e abaixar o capuz me olhando nos olhos.

-Venha, te apresentarei a cozinha... – uma voz baixa de veludo soou, isso fez eu sentir algo que nunca senti antes, talvez fosse meu corpo começando a me trair, senti alguns pêlos de meu braços se arrepiarem, foi estranho, tenho 21 anos, mas nunca senti isso, pelo o que eu me lembre.

Observei-o com meus olhos e fui seguindo seus passos atentamente, ouvindo apenas o eco de meus saltos contra o chão espalhando por toda a ilustre construção – Está é a cozinha... – Mark então virou-se para mim se apoiando no balcão prateado – Não tenho muito o que falar, essa é uma cozinha do ano de 2018, pedi para alguns designers desenha-la para mim, ela não é futurista, mas creio que vai se adaptar bem...em geral não tenho muito o que falar...você tem acesso a toda propriedade, pode se sentir a vontade se quiser desfrute de alguma coisa, só não entre em meu escritório.



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