História Bot - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Cyberpunk, Futuro, Romance, Teoria, Utopia
Visualizações 10
Palavras 1.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Reconhecimento


Fanfic / Fanfiction Bot - Capítulo 2 - Reconhecimento

Tudo tinha começado bem naquela nova missão de Thea, ela estava começando a avaliar toda a casa, aproveitou para levantar logo cedo e ir direto q cozinha preparar um café da manhã estilo americano, suco, ovos fritos com bacon, caseiro, feito por mãos delicadas da moça que mau reparou que o cheiro se espalhava pela residência, algo que atraiu Mark que levantou logo cedo e foi direto tomar um banho morno, e nem reparou a porta abrindo e Thea entrando para avisar que o café estava servido.

O senhor Mark tinha me dito ontem que sempre era pontual e levantava as 08:00, então porque ele não teria ido tomar café ainda? Vou ir lá no quarto ver se está tudo bem, era incrível como tecnologia de ponta cobria totalmente aquela casa, entrei direto no elevador e fechei a porta digitando o terceiro andar, no tempo que passei lá dentro, pude me olhar no espelho, meu vestido branco simples era um ótimo disfarce, meus cabelos presos em uma presilha como se eu fosse uma simples empregada, por um instante eu pude me lembrar da minha primeira sessão instrucional quando tinha seis anos, a curiosidade me abateu e eu pude levar meus dois indicadores, cada um em um lado da minha cabeça, sentindo o couro cabeludo, totalmente liso e limpo, se não fosse por um tipo de ferida que mais parecia um furo em cada lado, uma ferida que estava fechando e por isso formando casca, o que tinha acontecido ali? A única vez que eu realizei incisões naqueles lugares foram a 15 anos atrás, então porque pareciam estar tão recentes? Fui interrompida pela porta do elevador se abrindo dando acesso ao corredor, duas portas de cada lado, é uma no meio, baseada na localização, aquele devia ser o quarto de Mark, passo a passo eu fui me aproximando até chegar no detector de identidade.

-Poxa, está travada...não vou conseguir entrar – Me assustei por um vôo e vi minha foto na tela escrito “Thea Fanning, acesso permitido” – Hum? Ele liberou meu acesso para o quarto dele? – girei a maçaneta e entrei lentamente observando todo aquele quarto, uma cama de casal branca no centro, dois criados mudos em ambos lados, o grande tapete preto no centro, a coloração do quarto era toda em creme, e ao lado havia uma enorme pintura que cobria toda a enorme parede, mas que de repente mudou para a grande paisagem de uma mata com um grande lago azulado, entendi, q pintura era só um disfarce, era apenas uma janela de vidro que mudava sua aparência conforme as escolhas de Mark, mãe a aparência verdadeira era a linda paisagem que estava fora dela, espera, não posso me distrair já que estou aqui, vou aproveitar, tirei um par de luvas negras de dentro do bolso e abri a gaveta da cômoda, pude notar vários papéis, usei meu celular e tirei uma foto de todas.

Ao terminar o trabalho ali, corri para a porta, mas uma ponta de curiosidade bateu sobre mim, estava ali e ouvindo o barulho do chuveiro, aquela sensação estranha atingiu meu corpo mais uma vez, algo que me forçou a abrir a porta do banheiro e entrar abaixada, me dando a oportunidade de vislumbrar do box todo embaçado do vapor, e no meio, Mark, com a água é o sabão escorrendo pelo corpo dele, enquanto ele esfregava o rosto talvez querendo despertar seu corpo após a noite de sono, meu corpo estava estranho mais uma vez, ao reparar no olhar dele, encostei a porta e desci correndo para a cozinha.

Mark percebeu que poderia ter alguém ali, desligou o chuveiro abriu o box e enrolou a toalha na cintura, pisou no chão fora do banheiro e olhou em seu quarto, procurando alguma coisa, porém não viu ninguém, logo deduziu que estava ouvindo coisas, algum tempo depois ele vestiu uma calça moletom azul marinho e uma camiseta branca, descalço mesmo desceu até a cozinha sentindo cheirinho bom da comida e se sentou a mesa servida, provando um pouco de cada prato – Muito bom...

-Senhor Mark, o senhor não é de falar muito, não é? – Fiquei esperando avidamente por uma resposta, mas ele não me disse nada, nenhuma palavra a mais – Deseja mais alguma coisa?

- Desejo que me avise antes de ir ao meu quarto... – ele deixou o garfo sobre o prato assim que teria terminado de comer e virou o olhar azul cintilante para mim.

Essa não, como ele adivinhou que eu tinha entrado lá? – O Senhor percebeu? – Senti que minha missão tinha entrado em risco a partir daquele momento, Mark era com certeza mais inteligente do que eu calculei.

-Eu tenho um identificador de visitantes na porta do meu quarto, eu iria saber, não acha? Mas me diga, entrou lá com que motivo?

-Fui avisar ao senhor que o café estava pronto, me desculpe não sabia que não podia entrar sem avisar, vou me certificar disso na próxima vez...

Novamente ele se tornou mudo, e não disse mais nada, apenas abriu aquele sorriso de dentes brancos em contraste com os lábios rosados e as covinhas davam um charme final, e novamente meu corpo estava estranho, de um jeito que eu não sabia descrever, em seguida Mark se levantou e seguiu para o elevador.

Ufa, essa foi quase – me sentei na cadeira mexi em meu celular entrando em contato com Maxwell – Chefe...mandando informações de acompanhamento de missão, está tudo okay – em seguida desliguei e olhei para os lados – Porque ele faz meu corpo vibrar?

Bom, minha infiltração na casa foi com sucesso, eu não podia me arriscar novamente sem dar um tempo de respiro, tinha ouvido dizer que teria uma piscina em uma das alas da propriedade, já que ele tinha me dado permissão para usar, porque não aproveitar? Fui até meu quarto e vesti um biquíni branco, de cintura reta, joguei uma canga por cima e foi em direção ao meu destino. Ao chegar lá pude ver o grande salão que abrigava a enorme piscina azulada e brilhante, tirei minha canga e deitei na boia indo flutuar lá no meio da água, tinha coisas que eu precisava pensar, e que um momento relaxante de olhos fechados iria me ajudar.

Flashback

-Senhor Maxwell, eu decidi me tornar uma BOT para ajudar meu governo e minha pátria, sobre essas missões que o senhor me disse, eu terei que...matar alguém?

-Matar? Não meu amor, são missões cirúrgicas, você entra e sai sem perceber, sem violência, os BOT's são soldados do Bem, temos ética, uma criança exemplar como você vai ajudar muito o seu país.

-Fico mais tranquila, eu ouvi que os soldados do governo a mais ou menos um século e meio, iam para Campos de batalhas e matavam o máximo que podiam.

-Felizmente o tempo passou Caterine, hoje o mundo não precisa de guerra, hoje o mundo precisa de união e paz, nossa sociedade evoluiu muito depois da revolução dos Hackers.

Fim do Flashback

-BOT's não matam, BOT's são do bem...

Mark estava 24 horas conectado a internet, o típico de um hacker e ele costumava usar seu tablet para fazer algumas transações, após procurá-lo pelo quarto inteiro, ele se lembrou que estava na ala das piscinas, e seguiu para o lugar, o que ele não pensou e que agora teria uma mulher, especialmente atraente trabalhando na casa, e que ela estava deitada na boia dentro da piscina, o biquíni branco junto a pele da mesma e os traços marcados porém delicados do corpo dela chamaram a atenção de Mark que ficou parado a alguns metros a olhando sem que a mesma percebesse, por mais sério que ele fosse, ele ainda era homem e aquela cena o atraía e tiraria seu foco por alguns segundos até Thea abrir os olhos e notar Mark o observando – Precisa de alga coisa Senhor Hauzer?

-O que? Eu? – balançou a cabeça ao voltar a si – Não...um sócio meu virá aqui, prepare algo mais tarde....

-Tudo bem – Algo que eu não tinha reparado antes com aquela camisa branca do Mark, e que ele tinha uma cicatriz funda no braço direito, como se tivesse um corte profundo ali, o que me intrigou é que hoje a habilidade médica de reparar cicatrizes é de 100%, um hacker renomado como ele, porque não tirou? – O senhor se importa de eu ficar aqui mais um pouco?

Não dizendo nada, ele deu meia volta e a deixou sozinha lá, apenas ela e eco do salão.

Algumas horas mais tarde, a campainha tocou e a projeção do sócio de Mark havia aparecido na sala, era Alexander Nigro, outro hacker que trabalhava com Mark, a porta então se abriu sozinha e o mesmo foi entrando, era um homem alto, de pele morena, cabelos pretos e um sotaque espanhol – Mark? Estou aqui...

-Senhor Alexander, seja bem vindo ao Fort Amelie, o senhor Hauzer já está descendo, o senhor uma água, um suco? Chá? Café?

-Com licença, mas quem é a senhora? Nunca a vi aqui antes – Ele colocou as mãos no bolso do paletó.

-Ela é minha nova cozinheira – Era a voz de Mark que adentrava o salão – Venha até meu escritório, temos muito o que conversar, Thea, leve algo lá para cima.

-Okay – sem dúvidas seria algo que eu tenho que investigar para mandar informações para o centro, mas espere aí, eu esqueci de verificar algo, peguei meu celular visando as fotos que tinha tirado mais cedo – Compra de um lote no valor de 1Bi de Kp's? O que seria tão caro a esse ponto?



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