História Bot - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Cyberpunk, Futuro, Romance, Teoria, Utopia
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Palavras 1.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Olhar Digital


Fanfic / Fanfiction Bot - Capítulo 3 - Olhar Digital

A luz daquele sol de meio-dia, reluzindo por toda a propriedade dava um ar calmo ao almoço que Thea servia a mesa, era um prato de bife com fritas e Coca-Cola, ela ficou na cozinha enquanto ouvia o riscar do garfo no prato que vinha da sala de jantar, fazia um mês que ela estava ali e ela ainda não tinha conseguido uma chance de descobrir o que de tão caro que Mark estava comprando, e ele também não era muito de se abrir, sempre rondando calado pela casa, o máximo que ela conseguia arrancar dele, era um sorriso corado e covinhas, Mark não era de se expressar muito, o almoço seguiu de uma tarde sem ele falar nada, o jantar também foi totalmente calado, depois que ele tomou um gole daquele chá de morango que eu fiz conforme as preferências gustativas dele, subiu pelo elevador e foi repousar.

Ao terminar de organizar a cozinha, já 23:00PM, eu segui para meu quarto no mesmo andar do quarto de meu alvo, fechei a porta em silêncio e caminhei para o centro, tirei os saltos, abri o vestido branco social e o desci, seguindo meu olhar para o meu próprio reflexo no espelho, alguns flashes em minha cabeça me incomodaram, suspirei fundo e balançei a cabeça prendendo os cabelos – Porque eu sinto isso? ...minha cabeça dói...

O barulho do chuveiro pôde ser ouvido e eu entrei em baixo molhando os meus cabelos e fechando os olhos suspirando fundo, tudo que me lembrava, era de minha missão e de minha falsa vida, abri os olhos e me olhei no espelho – Essas lentes me incomodam... – tirei a primeira e em seguida a segunda - Bem melhor... – suspirei aliviada e me encarei no espelho – Thea Fanning, 21 anos, cozinheira...será isso mesmo que eu quero? Ninguém nunca poderá fazer o que quer exatamente...nascemos com um proposito de servir algo maior... – dei sorriso involuntário sem entender o porquê dele, logo fechei minha expressão – É certo uma pessoa fazer o que gosta? – Vou terminar meu banho logo e voltar a pôr minhas lentes de novo antes que eu caía por aí – fui em direção ao box sem conseguir enxergar direito, senti meu pé deslizar e consegui ouvir meu corpo se chocando ao chão frio.

Suíte Principal

Bateu uma palma e seu computador se projetou no ar em sua frente como um holograma, algum tipo de sistema operacional, ele avaliou o funcionamento do programa, mas algo parecia lhe incomodar, o cruzar de braços de Mark sempre indicava que ele estava lidando com problemas – Esse agente não neutralizou como pensei... – suspirou e coçou a nuca, seu reflexo o levou a olhar para porta quando ele ouviu um barulho – Deve ser a Thea.

Suíte da Thea

Eu me levantei com dor, e segurei meu braço direito suspirando fundo, senti uma dor forte parecendo que ia arrancar meu braço – Droga...- fechou os olhos e se concentrou onde doía – Dor localizada no centro do ombro direito... Ombro deslocado. – abri os olhos lutando internamente para conter a dor – Vou colocar de volta... – soltei um gemido baixo e apertei os olhos quando levantei com dificuldade – Talvez... Por questões médicas.... devo ir deitar um pouco, antes de voltar... – forcei os olhos para tentar enxergar o caminho – Baixa visão... – fui pisando devagar até chegar na cama e me jogar nua mesmo, olhando para o teto – Vai passar...

Suíte Principal – 1AM

Depois de sua sessão de exercício na barra fixa superior, Mark se deitou no chão ofegante, olhando para a lâmpada azul Royal no teto, ofegou um pouco e se levantou, estava sem sua tradicional camisa branca cavada, apenas de calça preta, e descalço, ele se levantou e pegou uma toalha, enxugou o suor de seu abdômen e decidiu caminhar pela casa toda escura, ir em direção a cozinha, seu estoque de água na geladeira de seu quarto tinha acabado, ao seguir pela grande sala de jantar ele ouviu um barulho e viu um vulto caído ao lado do sofá – Hum? – fixou na imagem e estalou os dedos me avistando encolhida – Thea?

Eu passei uma hora deitada na minha cama na esperança que passasse, mas a dor só aumentou numa fração de minutos, estava insuportável, e eu ainda estava sem minhas lentes, resolvi por uma camisola preta de seda que eu tinha, coloquei um casaco branco por cima, vesti meus chinelos, peguei a bolsa e fui descendo lentamente e abaixada com medo de tropeçar de novo, ao chegar no sofá ouvi meu nome ser dito e a luz acender, quando olhei para trás vi Mark Hauzer, sem camisa na minha frente, senti uma pulsação por baixo de minha camisola e balancei minha cabeça – Senhor... – forcei um sorriso – Precisa de algo?

Mark ficou ali me fitando no chão, naquela situação estranha que eu não me recordara de viver antes, que por incrível que pareça, não me importunava, acho que passei muito tempo da minha vida trabalhando e esquecendo de quem sou eu, uma humana com sentimentos – Eu não. Mas você sim...

-Eu? Está tudo bem – me levantei segurando meu braço e forcei os olhos enxergando um borrão, mas eu sabia que ele estava sem camisa, e imaginei que sem camisa Mark tinha um peitoral trincado, resultado de treinos e musculação, um preparo físico ideal para atletas, e aquela pulsação estranha comigo continuava, apoiei no sofá e mais uma vez gemi baixinho, a área de minha dor se expandia.

Mark suspirou sem emitir som, e abaixou me pegando no colo – Sei quando alguém faz besteira...

Eu me senti arrepiada e pude notar que arregalei os olhos quando senti seus braços entornando meu corpo, e me levantando do chão, meu rosto batendo contra a superfície quente e macia do peito de Mark, já que eu estava lá....senti uma estranha sensação de conforto.

-Pronto – Mark me deixou numa espécie de maca, pude ouvir um estalar de dedos e a luz LED do local acendeu, era um tipo de clínica hospitalar particular, olhei em volta e não disse nada.

-É...tenho, odeio hospitais, se algum dia eu precisar de atendimento médico, ele que venha aqui, eu que não saio daqui... – analisava alguns remédios na mesa.

Eu tentei olhar mais uma vez para ele, mas o borrão insistia, eu iria precisar comprar mais lentes de contato, já que por norma do governo, eu não podia corrigir minha miopia digitalmente, na verdade eles me proibiam de usar qualquer coisa digital em meu corpo – Precisei remover minhas lentes oculares, fiquei descuidada e me machuquei numa queda.

-É porque você deslocou ele...- saiu fora do lugar e se aproximou por trás de mim , com as mãos delicadas e com cuidados, eu senti ele abaixar meu casaco, e puxar a alça da minha camisola para o lado, Mark ficou observando meu cabelo jogado para o lado e minha pele branca que se arrepiou com o toque macio das mãos dele.

Fechei os olhos me arrepiando, senti a respiração dele bater contra meu pescoço, o calor de seu corpo, arrepiando meus pelinhos – Coloque no lugar por favor.

-Deslocou o ombro... – tirou as mãos de meu ombro – Thea, qual a sua cor preferida?

Não entendi o que aquilo tinha a ver com meu ombro deslocado – Ah... é pra – ouvi meu ombro estralar e eu só consegui gritar forte, uma dor maçante me tomou de uma vez.

-Vai passar... – senti ele apalpar meus cabelos pretos.

Logo pude sentir o alívio tomar conta do meu corpo, a ponto de deixá-lo lesado por alguns minutos, o suficiente para que eu caísse para o lado de deitasse – Colocou ele de volta no lugar... – arfei e vi uma caixinha sendo jogada na minha frente – Lentes CR50.

-Use-as, você devia corrigir isso digitalmente...

Terminei de colocar as lentes e pude ver tudo certo novamente, virei minha cabeça para a esquerda e notei o braço direito de Mark, com algumas veias, e uma cicatriz grossa no meio – Hum?...

Ele parou totalmente no tempo com a minha pergunta, e quando recobrou a si me respondeu – Depressão.

-Ah... – Depressão? Tentei entender, mas por algum fato, eu não tinha nenhuma memória do que se diz depressão – Entendi....



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