História Bouquet of Flowers - Capítulo 1


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Asahi Azumane, Yuu Nishinoya
Tags Asahi Azumane, Asanoya, Fluffy, Yuu Nishinoya
Visualizações 47
Palavras 1.215
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hai, hai people, turubom com vocês?
a tia aqui enloqeceu e fez uma one rapidinha de asanoya.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Nosso relacionamento havia começado por volta do primeiro ano do ensino médio, foi através do vôlei que acabamos nos aproximando, minha primeira impressão quando conheci Asahi foi que ele era assustador e muitas vezes seu olhar me causava calafrios na espinha, mas me arrependo de ter sentido esse tipo de coisa em relação a ele; sua personalidade e o seu jeito de ser eram totalmente diferentes de sua aparência de delinquente, Asahi parecia aqueles bolos que eram duros por fora e moles por dentro. Era tão divertido ir para o treino do clube e ficar jogando conversa fora enquanto esperávamos os outros chegarem para dar início a nossa prática…

 

Mesmo ele sendo um ano mais velho que eu, não conseguia evitar querer está sempre ao seu lado, rodeando-o com minha presença; não me importava se isso o incomodava, eu simplesmente queria estar lá, observando-o de pertinho.  E, com toda minha insistência e alguns copos de milk-shakes pagos por ele, acabei soltando um “Eu gosto de você, mas não como amigo”, como se eu estivesse falando sobre a previsão do tempo ou comentando alguma fofoca que havia escutado pelos corredores do colégio. A face confusa de Asahi e meu rosto, que esquentou muito quando percebi o que havia dito, competiam entre si para saber qual das duas era a mais cômica.

 

E, por fim, não consegui evitar dizer um “tchau” esganiçado e deixá-lo plantado com sua confusão imensa. Ainda lembro-me da sensação que tive ao estar correndo para um lugar onde ele não conseguisse me encontrar, o peito se apertava em meu interior, as pernas leves como pluma e tremendo como um chihuahua. Eram sensações à flor da pele que me deixavam desorientado; sentimentos que aceleravam meu coração e quase deixavam-me sem ar. Aquela era a primeira vez que eu experimentava algo do tipo, até certo tempo desconhecia a palavra amor e sempre invejava as pessoas ao meu redor, que sempre comentavam sobre o quão era bom estar apaixonado e ser correspondido – mas eles se esqueceram de dizer que havia a parte ruim de estar amando alguém: As dúvidas que brotavam em sua mente, a ansiedade que tirava o sono no meio da madrugada, pensamentos, muitas vezes negativos, o medo de não ser correspondido, o pavor de sua aparência não ser boa o suficiente para estar ao lado da pessoa que você gosta… Também havia a vergonha de se declarar, e não podemos esquecer de que eu era um homem e Asahi também. Havia a enorme possibilidade de que eu fosse recusado só por esse pequeno – talvez grande – detalhe. E a primeira vez que eu sentia tudo isso, e, com os hormônios a flor da pele, esses sentimentos se amplificaram mil vezes mais.

 

Mas quando eu tinha encontrado o local perfeito para me esconder, foi só sentir as mãos quentes rodeando meu pulso que percebi que não tinha mais para onde fugir.  E então, naquela praça abandonada e desgastada pelo tempo, as palavras “Eu também gosto de você!” se tornaram tão significativas para mim, foi o grito mais estranho e fofo que já tinha escutado nos meus  16 anos de vida. E, a partir daí, nossa vida de casal havia começado, passamos por algumas dificuldades no caminho, sempre que precisávamos ter um tempo para nós dois tínhamos que inventar alguma desculpa para dormir na casa um do outro e muitas vezes inventamos que era para estudar para as provas semestrais ou um trabalho em grupo, apenas pequenas mentiras para está com ele.

 

No final do meu segundo ano, Asahi estava se graduando e preparando suas coisas para se mudar para a faculdade, onde havia ganhado uma bolsa atleta, ele iria se dedicar para se tornar um profissional no vôlei.

 

Lembrar-me de sua graduação é um tanto nostálgico, depois de subitamente revelar nossa relação para o time todo e causar um tremendo silêncio, os meninos disseram em uníssono que já sabiam e só estavam esperando que nós dois falássemos. Naquele momento eu senti meu queixo no chão e minha alma saindo do corpo enquanto  Asahi ria um tanto envergonhado pela situação; aquela noite foi incrível, mas triste, pois eu sabia que Asahi iria embora no dia seguinte e que aquele momento era o último em que estaríamos juntos daquele jeito, morando na mesma cidade e dormindo na mesma cama.

 

Nossa despedida foi com um grande abraço apertado e um beijo que selava nossa promessa de nos encontrarmos novamente qualquer dia. Eu acenava para o trem que partia ao longe com um largo sorriso em minha face, que logo depois se desmanchou, quando já não podia mais se ver, a saudade já estava instalada e o coração dolorido por não tê-lo mais ao meu lado. E, em um piscar de olhos, eu já havia me graduado e arrumava minhas malas para a mudança, muitas coisas aconteceram durante os meses que se passaram, Karasuno havia ganhado o seu primeiro nacional depois de muitos anos, Hinata e Kageyama entraram em uma relação um tanto estranha – do tipo em que se socavam agressivamente e se abraçavam fofinho - , Tanaka foi deixado pra titia, mas não tinha desistido de ter uma namorada.

 

A festa que recebi do pessoal do segundo ano ainda continua nítida em minha mente, foi a primeira vez em que ingeri álcool sem a presença de um adulto e a primeira em que tive que ser carregado até a minha casa pelos meus amigos, o sermão da minha mãe durou até o amanhecer e, quando dei por mim, já estava na estação, embarcando no trem com o coração na mão só de imaginar que moraria com Asahi, que poderia acordar todas as manhãs olhando o seu rosto amassado e os cabelos desgrenhados.

 

Mesmo o visitando uma vez por mês, aquilo não saciava a minha vontade de sempre estar ao seu lado o apoiando, eu dava graças a Deus por ter me matado de estudar e conseguido passar para a mesma faculdade que ele, era o mínimo que eu podia fazer naquele momento.

 

E alguns anos se passaram, e estávamos novamente jogando na mesma quadra, lado a lado, com nossas faces suadas e sempre mandando forças positivas um pro outro. Tudo ficou mais incrível quando o mesmo decidiu me pedir em casamento, imagina só? Eu esperava tudo, menos aquilo.  Meu coração palpitava freneticamente em meu peito e minhas mãos suavam frio, eu sentia que a qualquer minuto desmaiaria, ou sei lá, teria um ATP, nunca havia gritado tanto na minha vida como naquele instante, pulei, berrei, e o beijei. Nossos lábios quase roxos pela força que colocamos e naquele dia nossos corpos entraram em combustão tantas vezes que me pergunto como não viramos pó.

 

- Nishinoya, você está pronto? – O rosto rechonchudo e corado apareceu diante de minha face assustando-me levemente – Pegue o seu buquê, você não pode entrar sem ele.

 

Sorri levemente pela gentileza de Yachi, agradeci em um sussurro e parei diante a enorme porta de madeira preta.

 

- Estou nervoso demais – Murmurei – Acho que vou desmaiar no meio do altar.

 

- Não se preocupe – Shimizu apareceu por trás apoiando suas mãos sobre meus ombros dando uma leve massagem neles – Azumane está quase deixando seu esqueleto sair pela boca.

 

- Obrigado pela consolação – Disse sorrindo – Me sinto bem melhor agora, sabendo que ele está pior que eu...


Notas Finais


ENtão, oobrigado por lerem até aqui e fico muito agradecida por isso.
Essa oneshot simplesmenete começou por conta de duas imagens muito TRISTES, e vocês se perguntam como acabou nessa coisa fofa rs, então... a one ia ser bem triste mesmo (mas vou deixar para a próxima), pois no último instante eu decido mudar o final e colocar esse, bem felizinho. Quero dedicar essa oneshot para minha linda amiguinha @manxdy, sim, essa coisinha linda, mas não se deixem enganar, ela é o Lúcifer. No entanto amo muito.

Obrigado por betar rs.


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