História Boy Almighty - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Aiden, Allison Argent, Breaden, Brett Talbot, Claudia Stilinski, Cora Hale, Corey Bryant, Danny Mahealani, Derek Hale, Erica Reyes, Ethan, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Kira Yukimura, Laura Hale, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Peter Hale, Scott McCall, Theo Raeken, Vernon Boyd
Tags Scalisson, Sterek, Teen Wolf
Visualizações 78
Palavras 4.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Guide To Overcome It


A batida na porta do meu quarto foi pouco antes da meia-noite.

Depois da nossa “conversa”, tínhamos praticamente voltado ao normal. Stiles tinha se exercitado pela manhã e à tarde, geralmente com pelo menos um dos rapazes junto. Porque eu não era muito um conselheiro de sobriedade, e ficar na cola de Stiles ficou chato depois de um tempo, além disso, eu tinha assumido o papel de ser seu assistente também. Eu verifiquei seus e-mails, e de vez em quando li em voz alta as partes que ele precisava saber. Eu conversei com Mason (esposo e assistente de Corey) e seja quem for o mais recente pobre e infeliz assistente de Adrian, o gerente da banda, e a pessoa das Relações Públicas. Há muito envolvido em manter um astro do rock organizado. Esses dias, eu também cooperei com os construtores e com os técnicos responsáveis por transformar parte do porão em um estúdio de gravação. Com esse projeto em fase de conclusão os caras começaram a praticar e escrever composições aqui, ao contrário de na casa de Corey. Aqui tinha mais espaço.

Tudo somado, estávamos ocupados.

Nós habitamos a mesma casa e muitas vezes a mesma sala, mas não necessariamente falávamos muito. O silêncio não era desconfortável, mas sociável, eu já tinha há muito tempo me acostumado com isso. Normalmente, depois de um tempo, Stiles colocava uma música. Hoje no aparelho de som estava The Dead Weather 4, que era justo, porque lá fora o tempo ficava cada vez pior. Dentro, no entanto, estávamos em nosso próprio mundo suficientemente pacífico. Houve alguns olhares de lado curiosos de vez em quando, mas eu decididamente ignorei todos eles.

Ele bateu novamente na porta do meu quarto. Então, sem se preocupar em esperar por permissão, seguiu em diante.

— Estive pensando...

— Eu não disse que você podia entrar. — Estudei-o por cima dos meus óculos de leitura, deitado no meio da minha grande cama apoiado por nada menos que três almofadas. Conforto importava.

— É a minha casa. Pijama legal. Patos, dessa vez, hein? Legal. — Ele lançou um olhar divertido sobre o meu conjunto de flanela, porque, naturalmente, sua alteza ainda parecia impecável (jeans e uma camisa de manga comprida preta que lhe cabia à perfeição), não importa a hora. Suado de uma corrida era tão despenteado como um homem jamais iria ser. Mesmo assim, o cabelo úmido escuro parecia ter sido desenhado por dedos devassos de uma modelo de lingerie, em oposição aos elementos.

— Você só está com ciúmes do meu estilo impressionante. — Eu segurei o meu tablet contra o meu peito. — Eu aposto que você dorme vestido com Armani ou algo assim, não é? Prada, talvez? — Ele riu. — O que você quer, Stiles?

— Nunca estive aqui antes.

— Você veio aqui na noite em que me trouxe para a cama depois de eu ter apagado no sofá. — Eu lembrei.

— Eram quase quatro da manhã. Não parei para olhar em volta.

Ele deu um passeio lento pelo quarto, lançando um olhar sobre os meus pertences. Pode-se dizer que eu tenho problemas de arrumação quando se trata de meu espaço pessoal, roupas jaziam abandonadas na cadeira, sapatos embaixo dela. No meu banheiro, toalhas, fios de cabelo, e produtos de higiene decoravam a bancada de mármore cinza. Eu tinha ficado excessivamente confortável desde que me mudei para cá e expandi os meus pertences. Nos últimos dois anos, eu tinha vivido uma existência mínima. Ele começou a mexer em tudo ao redor. Os excessos de coisas fariam meu eventual arrumar as malas e movê-las uma dor de cabeça.

As sobrancelhas de Stiles se uniram.

— Não usa o serviço de limpeza?

— É claro que eu uso.

— Eles vêm duas vezes por semana, Derek. Como diabos você consegue fazer uma bagunça de novo tão rápido?

— É um dom. Eu não deixo as minhas coisas em todo o resto da casa. Este é o meu espaço pessoal e, portanto, nada da sua conta. Você entrou aqui por uma razão?

Ele me encarou, com as mãos nos quadris.

— Sim, depois da nossa conversa de hoje, eu queria saber onde você estava?

— Então você aceita que me pedir para ficar na verdade não torna nada uma realidade?

— Talvez. — Ele serpenteou sobre a minha mesa e começou casualmente a vasculhar os escombros. Metade do conteúdo da minha bolsa estava espalhada sobre a mesa, junto com um par de revistas. Ah não droga, uma delas estava aberta. Merda. Eu já tinha sofrido tanto constrangimento hoje, o suficiente para durar uma década. Por favor, Deus, não deixe que ele veja.

— Deixe minhas coisas, por favor, Stiles.

— O que é isso? — Ele pegou, é claro que ele pegou. Então ele começou a ler. — Guia para superar ele. Interessante.

— Bem, você não esperava que eu virasse as costas e corresse sem ao menos investigar alternativas, não é?

Ele ergueu um ombro.

— Quase.

— Ótimo. Sua fé em mim é animadora. Então, o que você estava pensando?

— Seus sentimentos. — Ele brincou, olhando para cima da revista.

Eu respirei.

— Stiles, estou impressionado. Você quase conseguiu dizer em uma voz normal dessa vez.

— Eu pratiquei lá embaixo por um tempo. — Ele se sentou na beira da minha cama, pernas abertas, completamente em casa. Que eu acho que faz sentido para a situação.

— Então, o que sobre meus sentimentos?

— Você sabe que isso não é de todo ruim. Alguns desses conselhos são muito bons. — Ele continuou a leitura.

— Você já sofreu de paixões não correspondidas, eu presumo.

Ele bufou.

— Claro que não. Eu sempre tive quem eu quis.

— É claro que teve. — Baixei a cabeça, propriamente me censurando. Vergonha de mim por pensar de outra forma. Sem dúvida, ele tinha deixado um rastro de corações partidos atrás dele, um oceano vasto.

— O que não foi sempre uma coisa boa. — A arrogância escorregou de seu rosto e ele franziu a testa, o queixo tenso. Ele olhou distante, lembrando o quê, eu me perguntava? Quando ele percebeu que eu estava olhando para ele, ele engoliu em seco, deu a revista uma sacudida. — Nós deveríamos fazer isso.

— O quê? Fazer o que?

— Um. Você precisa sair e ver outras pessoas. — Ele fez uma careta. — Você obviamente não é bom em fazer amizades, então não se preocupe, eu vou te ajudar com isso. Dois. Tente se concentrar em meus defeitos.

— Você quer que eu siga uma lista para me ajudar a superar a minha paixão por você?

— Sim, pare de interromper. Isto é importante. Dois. Concentre-se em meus defeitos. — Ele me deu um olhar superficial. — Eu não vejo você tendo algum problema com isso. Três. Pare de sentir pena de si mesmo, carente ou com raiva.

Eu empurrei meus óculos.

— Entendo.

— Sim. Honestamente, não é realmente atraente, Derek. Ninguém quer ver essa merda.

— Cer-to.

— Quatro. Um grupo deles meio que enrolam em um aqui, novamente. Saia com os amigos. Tente algo novo. Fique em forma. Mime-se. Divirta-se. Aproveite a vida. Vá em uma viagem. Pinte as unhas dos pés, qualquer merda. Blá, blá, blá. Você sabe o que eu quero dizer.

— Hum. — Eu balancei a cabeça.

— Isso é basicamente tudo.

— E eu tenho que seguir isso?

Ele me deu um longo olhar.

— Você disse que realmente não quer ir embora, que gosta do trabalho. Prove.

Eu dei uma risada ligeiramente maníaca. A decisão tinha sido tomada e não tinha sido fácil. Regressar agora não parecia sensato.

— Stiles, por favor. É só um artigo de revista estúpido provavelmente escrito por um estagiário entediado em sua pausa para o almoço. Isso não é ciência. Não vai resolver nada.

— Então por que estava aberto bem nessa página?

Boa pergunta. Fios de cabelo castanho pairaram sobre sua testa, caindo nos olhos. Sem pensar, ele empurrou-os para trás. Meus dedos coçaram para fazer exatamente isso, para escovar o cabelo para trás e acalmar sua testa febril. Agora que ele parecia particularmente quente no sentido de temperatura. E ele pensava que um pouco de sabedoria de uma revista poderia me curar.

— Nunca se sabe, Derek. Só que pode funcionar. — Ele largou a revista no meu colo, o olhar prendendo-me no local. — E eu acho que você deve isso a mim, deve tentar.

Meu queixo subiu.

— Eu devo, huh?

— Eu lhe dei uma chance. Dei-lhe esse trabalho, e fiz todos os esforços para acomodar você. Não é justo que você queira sair após dois meses sem dar o seu melhor. Você me deve.

— Você me contratou porque achou que eu seria mais fácil de manipular do que outro conselheiro de verdade e porque Scott e Corey obrigaram você. Não vamos perder de vista a verdade aqui.

Um ombro grosso subiu e desceu.

— Isso importa? Eu dei-lhe o trabalho, e você disse que gosta dele. O mínimo que você pode fazer é dar uma chance.

— Eu vou pensar sobre isso.

— Faça isso. — Um fantasma de um sorriso tocou seus lábios. — Eu sei tudo sobre vícios e não quero coisas que não são boas para você, Derek. No fim do dia, cabe a você decidir se assume o controle e luta contra isso ou não.

Stiles Stilinski como uma substância controlada, ilegal, e perigosa.

Curiosamente, eu poderia visualizar isso. O homem me afetou em todos os níveis, não importa o quanto eu tentei resistir, caramba.

Ele se dirigiu à porta, fechando-a lentamente atrás dele.

— Boa noite.

— Boa noite.



***



Um tiro como de uma espingarda me assustou do sono. Atirei-me na cama, piscando na semiescuridão. Mas que diabos foi isso? Uma sombra embaçada caminhou para mim.

— O q...

— Levante-se. — Stiles ordenou. — Nós vamos correr.

— Você perdeu a porra da sua mente?

— Levante e brilhe. O primeiro dia do seu programa intensivo de dessensibilizar-se-de-mim está prestes a começar. — Ele jogou para trás as cortinas, deixando a luz fraca do sol entrar. — Você tem tênis, certo?

Eu me atrapalhei na mesa de cabeceira com os meus óculos e os enfiei no meu rosto. O mundo explodiu.

— Deus, Stiles. É madrugada ainda.

Um Nike preto voou em minha direção. Eu mal consegui desviar dele.

— Hey!

— Vamos lá. Mova-se. — Em seguida, veio um conjunto antigo de moletons cinza largos, atirados para o final da minha cama. Sua senhoria já estava enfeitado em um equipamento de ginástica todo preto. Pronto e ansioso para ir. — Você tem uma cueca esportiva aqui em algum lugar? Garoto, com o seu tamanho, eu estou pensando que você precisa de uma.

— Sai da minha gaveta. — Eu joguei de volta meus cobertores e caminhei até ele. — Não mexa nas minhas roupas intimas, seu imbecil.

Ele me ignorou e continuou mexendo nas minhas gavetas.

— Na minha linha de trabalho, não é nada que eu não tenha visto antes. Vamos lá. Você precisa ficar pronto.

— Eu repito, você está louco?

— Eu te disse, eu não estou querendo um companheiro, então eu vou ajudá-lo a ajudar a si mesmo. Vamos trabalhar na nossa pequena lista para que possa passar por esses sentimentos bobos que sente por mim. Se alguém pode matar uma paixão, sou eu.

— Você sabe onde pode enfiar a sua lista. E se você precisar de ajuda, deixe-me ir buscar uma luva de borracha e um pouco de lubrificante e eu vou ser direto com você.

Com um suspiro, Stiles se endireitou. Ele estendeu a mão com os punhos altos, e lentamente desenrolou os dedos. Muito lá em cima sobre a minha cabeça pendia um par bonito de cuecaa de seda preta.

— Diga que você vai correr comigo e eu vou devolvê-las.

— Eu estou tão tentado a dar um soco no seu pau agora e acabar com isso. Quero dizer, isso tem de acontecer mais cedo ou mais tarde, certo?

Ele não fez nenhum movimento para se cobrir, não demonstrou fraqueza. Em vez disso, um lado de sua boca se curvou para cima e uma covinha apareceu. Meu estômago caiu. Eu estava certo, definitivamente, pelo menos, uma covinha. Ele balançou a cueca na  mão. Dada a minha falta de coragem e a de Stiles não havia como eu conseguir alcançá-la.

— Você realmente espera que eu corra como um idiota? — Eu perguntei em um tom fulminante.

— Isso iria me divertir.

— Não me faça matá-lo a essa hora da manhã, Stiles. Não é civilizado.

O semi sorriso desapareceu e ele deixou cair a cueca na minha mão.

— Obrigada.

— Você pensou na lista? — Com as mãos nos quadris, ele olhou para mim.

Eu tinha, na verdade. Enquanto ficar longe dele podia fazer sentido, também doía. Culpa se esgueirou todo o tempo. Talvez ele e meu substituto não se dessem bem, quero dizer, Stiles e eu muitas vezes não nos dávamos bem. Mas fizemos de uma forma onde ele permaneceu sóbrio e na trilha. Então eu acho que na principal via que importava, esta parceria desequilibrada foi um sucesso.

— O que você quer aqui, Derek? — Ele esfregou sua têmpora. —Eu sei que você lidou com alguns idiotas no passado, mas essa não é a situação aqui. Eu não estou fazendo qualquer dano. Eu só quero que você continue fazendo o seu trabalho.

— Eu sei.

— Cara. — Ele gemeu. — Ajudaria se eu disser “por favor”?

— Eu não tenho certeza. — Eu respondi honestamente. —Talvez. Você nem sabe como dizer essa palavra sem anexar qualquer sarcasmo e ironia indevida a ela.

Ele ergueu a cabeça para trás como se estivesse em um apelo silencioso para o céu.

— Por favor.

— Por favor, o quê?

— Venha correr comigo. Faça a lista. Pare com essa merda. Derek, por favor?

Ele parecia sincero, e estava certo, eu não completamente, cem por cento, queria sair. Além disso, era importante recompensar o bom comportamento.

— Ok, Stiles Vamos dar uma chance.



***



— Oh Meu Deus, eu te odeio. — Eu ofeguei, arrastando minha bunda arrependida atrás do desgraçado a quem pertencia esse sentimento.

— Está vendo? Já está funcionando. — Stiles não tinha nem um suor ainda. Sua bunda atlética poderia muito bem ter saído para um passeio. — Além disso, você vai ser mais saudável. Todo mundo ganha.

— Eu sou saudável. Eu como fruta.

— Na torta não conta.

Se ao menos eu tivesse feixes de laser nos olhos. Maldita falta de tecnologia.

— Não estou dizendo que há algo de errado com você. — Ele disse, virando-se para me encarar. Ainda correndo, fazendo a porra do seu show particular. Se ao menos ele caísse de bunda no chão, eu iria gostar muito disso. Seu olhar passou rapidamente por cima de mim, demorando um pouco, embora não inapreciativamente por incrível que pareça, em meus quadris. — Eu gosto de um pouco de gordura no tronco.

Eu sussurrei palavrões porque não havia ar suficiente em mim para realmente dizê-los em voz alta.

— Temos que correr todos os dias, trabalhar lentamente sua distância, você pode comer mais torta. O que acha disso?

Parecia que ele era um idiota condescendente me julgando. Mostrei-lhe o dedo do meio.

— Derek, olhe para mim. — Parei, olhei. Além disso, eu sugava a minha respiração ofegante, porque multitarefa é importante para um homem moderno. — Você é um garoto bonito e suas curvas são legais. — Ele disse, ainda se movimentando no local. — Ficar um pouco mais saudável não vai doer, apesar de tudo. Aumentar seus níveis de energia e coisas assim.

Ele achava que eu era bonito?

Claro, ele poderia estar sendo apenas gentil. De qualquer forma, isso não importava, não realmente. Assim, a minha barriga deve lsimplesmente parar de balançar como uma lunática e ficar quieta. Embora a brincadeira sobre torta ainda me irritava. O pessoal de um restaurante local abastecia a nossa geladeira, havia saladas, carnes grelhadas, massas, e sim, de vez em quando torta. Como se eu fizesse eles colocarem ela lá com uma arma ou algo assim. O que eu comia não era da conta dele e sua opinião não deveria me importar.

Não deveria e ainda assim importava.

— Eu não preciso estar em conformidade com as suas ideias de

beleza. — Eu disse, uma vez que minha respiração havia estabilizado.

Ele estava olhando fixamente para as casas grandes e árvores em torno de nós, mas agora seu olhar disparou de volta para mim.

— Claro que não, nunca disse que você precisava.

— Nem todos nascem parecendo perfeitos como você, Stiles.

— Você está chateado? — Ele se aproximou. — Derek, eu tenho um monte de defeitos. Estamos vivendo na mesma casa já há dois meses então você de todas as pessoas sabe disso. Não gostar da sua aparência, não é um deles. Você quer me dar uma bronca por algo, escolha outro tema, você está por fora sobre este.

Nenhum de nós falou por um momento. Nós encaramos um ao outro, nossas respirações saindo como fumaça no ar frio da manhã.

— Eu poderia estar um pouco na defensiva sobre isso. — Admiti finalmente.

— Eu poderia ter notado. — Ele empurrou o cabelo para trás de seu rosto. — Eu provavelmente também não disse isso direito. Adicione isso à minha lista de falhas, dificuldade para me expressar.

— Especialmente em formas que são socialmente aceitáveis.

Ele me deu um olhar divertido.

— Você acha que importa, o que todos pensam?

— Às vezes. Depende da situação.

Ele bufou.

— Você não pode deixar se afetar pelo que as pessoas pensam, Derek. Se eles querem pensar o pior, eles irão. Eu não vou desperdiçar energia tentando fazer todos felizes. Eu tenho o suficiente em minhas mãos apenas mantendo minha própria merda junta.

Havia sabedoria em suas palavras, embora elas não fossem totalmente exatas.

— As pessoas julgam você seja o que for. — Ele disse. — As pessoas fodidamente amam suas próprias opiniões e são muito felizes em jogá-las para você, não importa se você pediu ou não. Você tem que ser feliz consigo mesmo.

— Sim. Mas você se importa com o que os rapazes pensam. —Eu disse.

— Claro. — Ele começou a movimentar-se novamente, dessa vez mais lentamente, obrigada, Deus no céu.

Mesmo muito relutante, eu caí um passo ao lado dele. Minhas pobres panturrilhas e coxas queimavam. Sem dúvida elas me odiavam com uma paixão ardente e eu não as culpo.

— E Mason e Alisson. Você se preocupa também. — Ele resmungou.

— E o Sr. McCall. — Infelizmente, eu lutava para acompanhar mesmo nesta velocidade menor. — Embora você mutila suas palavras, ocasionalmente, não parando para pensar antes de falar. Mas não fazemos isso todos nós?

— Vamos passar para outra falha. — Ele disse.

— Tudo bem. — Eu procurei na minha mente obcecada por munição. — Que tal...

— Eu sou egoísta.

— Sim. Isso é verdade. Você é muito arrogante e narcisista.

Uma senhora corredora passou por nós, da cabeça aos pés vestida com uma roupa de Lycra. Ela deu a Stiles um grande e convidativo sorriso de vamos fazer esporte juntos. Ele acenou para ela, em seguida, concentrou no caminho mais uma vez.

— Não inteiramente sem justa causa, concedido. Mas você não namora. — Eu disse, parando (ele parou também,felizmente). Movimentar-se e falar ao mesmo tempo simplesmente não funciona para mim. É claro que nem correr e respirar. — Por que isso? Você coloca todo esse esforço em sua aparência, em seu corpo, compra as melhores roupas. E sim, parabéns para você, funciona. Mas você não sai a menos que seja negócios ou algo a ver com os rapazes, você é basicamente um eremita.

— Existe uma questão em algum lugar?

— Por quê?

— Por que eu cuido de mim mesmo ou por que eu sou um eremita?

— Vamos começar com a primeira. — Eu disse.

Ele deu de ombros.

— Eu sou vaidoso. O que você vai fazer sobre isso?

Hum.

— Então, você está completamente feliz com você mesmo?

— Com a minha aparência? Claro. — Ele levantou uma sobrancelha. — Minha aparência é a única coisa que sempre funcionou para mim, sempre me deu atenção. Se eu estou fazendo beicinho na capa de alguma revista, isso ajuda a vender discos. É um fato. Eu não sou um poeta como Corey ou louco talentoso em um instrumento. Eu canto bem, com certeza. Mas o que eu tenho é essa cara, é com isso que eu contribuo. E neste negócio, você deve usar todas as vantagens à sua disposição.

Eu fiz uma careta para ele, espantado.

— Você realmente acredita nisso. — Ele franziu o cenho para mim. — Stiles, você é mais do que apenas um rostinho bonito. Você tem uma voz linda. — E eu deveria saber. Ele cantava para eu dormir no meu iPod na maioria das noites. — Meu Deus, quantos Grammys você ganhou?

— É um concurso de popularidade, tanto quanto qualquer outro. — Ele lambeu os lábios. — E você?

— Eu o quê?

— Você está feliz com a maneira como você está?

Pela primeira vez, eu segui o meu próprio conselho e realmente pensei antes de mover meus lábios.

— Obviamente, não, dado a nossa conversa há pouco. Mas eu tento estar. Nem sempre é fácil com todas as representações da mídia de beleza, e blá, blá, blá. Eu nunca terei dois metros de altura, com pernas até o pescoço, e como você disse, eu gosto de torta. Eu não estou disposto a descartar comê-la pelos próximos 50 anos apenas para ter menos ondulações em minhas coxas. Pequenos prazeres importam.

— Sim, importam. — Um fantasma de um sorriso tocou seus lábios. — Minha marcha para a sensatez, eu não quero voltar a cair em maus hábitos. Sexo, drogas, álcool, todos eles andavam juntos para mim. Se você está mudando sua vida, parando a merda destrutiva, então você tem que saber quais são os seus gatilhos.

— Você não teve relações sexuais desde que ficou limpo?

— Não.

— Sério?

— Sim.

Meus olhos se alargaram tanto quanto eles poderiam estar, e muito mais.

— Oh.

Uau, extremo, mas obviamente tinha funcionado. O homem tinha convicção. Na verdade, sua franqueza e honestidade me surpreenderam. Eu acho que ele estava falando sério sobre minha desprogramação.

— Você nunca bebeu ou usou drogas quando estava sozinho?

Ele se encolheu.

— Sim, eu fiz. É por isso que você ou um dos rapazes geralmente estão ao redor, apenas no caso.

— Nós não estamos o tempo todo. Mas você ainda está preso a isso. — Eu apontei. — Eu acho que é preciso muita coragem para fazer o que você fez, para mudar sua vida.

Ele fez uma careta.

— Não dê desculpas para mim, Derek. Eu não sou uma boa pessoa. Eu fodi o primeiro namorado do meu irmão. Você sabia disso?

Eu balancei minha cabeça.

— Sim, parti o coração dele. Eu estava com tanta inveja dele que eu mal podia respirar. Eu menti. Eu enganei. Eu roubei. Eu destruí tudo o que significava algo para mim e feri todos ao meu redor. Eu apagava constantemente, tive duas vezes overdoses, quase morri. O que você acha que fez a eles... aos rapazes? Me visitando no hospital,me vendo daquele jeito? — Ele olhou em todos os lugares, menos para mim.

Um vento frio soprou entre nós.

— Essa é a verdade, é quem eu sou. Não dê desculpas para mim. Eu ainda sou o mesmo mal-humorado, fodido e egoísta que eu sempre fui, sóbrio ou não. — Sua respiração acelerou mesmo que ainda estivéssemos parados. — A coisa é, você nunca vai ter muito de uma vida estando à minha disposição. Você está melhor longe de mim, e eu sei disso, e eu ainda não me importo. Esse, Derek, é quem eu sou.

Eu não disse nada.

Stiles fechou a cara e foi para casa.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...