História First Love in the Hell - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 2.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - First Love Parte 5 - Vadias rimando


Quando éramos crianças, eu e Frank costumávamos a brincar de esconde-esconde. Ele adorava, se escondia em lugares impossíveis, como por exemplo, um balde de lixo. Eu odiava, porque sempre fui muito paranóica, então quando eu não conseguia achá-lo de imediato, pensava que ele havia desistido de brincar ou simplesmente foi sequestrado. Eu odiava, mas brincava com ele para que não se sentisse tão sozinho.

Segui um grupo de alunos até o ginásio. Ao chegar lá, fiquei impressionada pelo fato de não ser grande coisa; era apenas uma enorme quadra de basquete com arquibancadas de tons avermelhados. Tinha um pessoal lá, sem fazer nada, provavelmente da faculdade.

E passando os olhos por essas pessoas que eu encontrei Frank. Ele estava com o microfone próximo a boca, dava passos de rapper e cantava todo enrolado uma música coreana, que eu não faço a menor ideia de quem seja. O fato era que ele estava sorrindo, se divertindo, e aquilo me fez sentir feliz também.

Fui até ele e parei ao seu lado. Ao olhar para o rosto dos caras que estavam com ele, senti como se eu estivesse sei lá, num desfile de modelos super gatinhos. Tinha um rapaz muito gato que quando olhou para mim passou de forma indiscreta a lingua pelos lábios. Sorri em escárnio como sempre faço e desviei o olhar. Ao lado dele estava o playboy que esbarrou em Frank a alguns minutos atrás, ele assistia o show do meu irmão com um sorriso; e tenho que admitir, ele é bem bonito também. Havia mais três rapazes cantando com Frank, mas o que mais me chamou a atenção foi uma garota de cabelo cor de rosa me encarar com uma expressão enfezada. Usava uma camiseta preta de manga, assim como os demais e um jeans todo rasgado. Sinto que conheço essa menina de algum lugar, mas não tenho certeza.

Você não precisa do modo avião, até minhas contas valem algumas dezenas e você sabe que posso conseguir mais. — Frank enrolava nos versos. — Ganhar dinheiro, vender como pedra, pedra ou um charlatão; de São Paulo até Estolcomo, lugares que você jamais vai sentar durante toda a sua vida.

Tá, que música é essa?

Quando ele olhou para mim, soltou uma risada abafada, me abraçou pelos ombros e continuou cantando e pulando alegremente. Tinha momentos que eu pensei que ele simplesmente estava berrando. Eu mereço.

Depois que eles terminaram, riram e começaram uma conversa sobre música.

— Ei, Frankl, por que você não entra para o nosso grupo artístico de dança? — O garoto com a expressão animada disse, sorrindo. Tanto o seu short quanto sua camisa tinham estampa colorida, dando uma espécie de luminosidade na sua fisionomia elétrica. — Ou de canto, se você quiser... — Riu nessa parte.

— Pra que? — Meu irmão perguntou, parecia se conter com alguma coisa. Ele nunca foi uma pessoa muito aberta. A música o deixa mais leve, porém sem ela ele volta a ser o mesmo Frank de sempre.

— Ajudar o governo, oras. A Elite não está recebendo ajuda de nenhuma outra nação para erguer o país Badlands. Híbridos tem de se ajudar, não é mesmo? — O outro rapaz disse. Parecia ser o mais velho dali.

— Vamos — O rapaz de sorriso sexy se aproximou do meu irmão e tocou em seu ombro. — Meu nome é Robert Sinclair. Eu também danço, pode confiar. — Então ele olhou para mim. — Tenho 17 anos, sou solteiro...

Frank me apertou por baixo do seu braço. — Caí fora.

— Ela é a sua namorada? — Robert fez uma cara de coitadinho. — Desculpa aí, cara. Não sabia.

— Não, ela é minha irmã. Eu só não quero que ela arranje problemas aqui também.

— Irmãos gêmeos? — O de topete estranho perguntou. Ele parecia inteligente.

— Exatamente. — Me pronunciei e joguei os cabelos para o lado. — Meu irmão se chama Frank, acho que vocês já sabem e eu sou Elizabeth Kim... Da casta Evil. É um prazer conhecê-los.

Terminei de falar e eles continuaram encarando a gente, sem dizer nada. Frank fechou a cara e enfiou as mãos no bolso do moletom, meio desconfortável. Eu sabia do porque estarem assim.

— Mike Michaëlis. — O rapaz de topete quebrou o silêncio, estendendo a mão na nossa direção, mas nem eu nem meu irmão a pegamos. Ele a reconheu sorrindo falso. — É um prazer conhecê-los também.

— Evils e gêmeos? Sérios isso? Nem parece. — Robert Sinclair disse tentando demonstrar surpresa, mas soou como se quisesse quebrar o clima.

— Então, Elizabeth, você dança? — O menino sorridente perguntou e logo a garota de cabelos cor de rosa bateu no seu braço. — Ah, a propósito, eu sou Jack Hope.

— Ah, eu danço qualquer coisa. — Dei de ombros. Eu gosto mesmo é de rebolar a bunda até o chão.

— Legal — Ele assentiu rapidamente e olhou para a garota ao seu lado. — Fale com o coordenador sobre a entrada de mais duas pessoas na nossa direção artística, por favor.

Oque?

— O QUE?! —  Ela pareceu ler o meu pensamento quando berrou. Balançou os cabelos cor de rosa e olhou feio para Hope. — Ela NÃO vai ficar com a gente.

— E por que não, Yoona? A gente pode abrir uma abertura para ela. — Robert sugeriu. Mesmo com a jaqueta jeans por cima eu sabia que tinha alguma coisa por baixo daquela camisa. Uma coisa muito uau.

— Nem sabemos se ela dança bem. — Ela cruzou os braços, parecendo uma menina emburrada.

— Mas ela é bonita e com certeza chama a atenção. Quanto mais gente, mais dinheiro! — O rapaz mais velho dali brandiu, meio irritado.

— Não podemos fazer isso sem a permissão do nosso treinador, Alexy.

— Podemos sim. Ele disse que se a gente encontrar alguém bom era para trazer para o grupo. — Robert disse. — Tenho certeza que essa garota, apesar de ser uma... Evil... é muito mais do que um rostinho bonito.

Nossa, isso foi um elogio de verdade.

— É, Yoona, Robert e Alexy estão certos. Kyouya entrará na corporação de dança, Frank pode se encaixar em alguma coisa audiovisual e essa menina, bem... A gente vê, mas quanto mais pessoas, melhor. — Mike explicou.

— Eu não quero ela aqui, pronto acabou, fim de papo.

Credo, mal cheguei na HSJ e já estou recebendo hate? Estou começando a achar que essa garota não gosta de mim por alguma outra coisa que não seja especificamente a minha casta.

Ah, bom, que seja.

Bati nas costas de Frank. Perdi alguns minutos da minha vida aqui. — Vamos, estou com fome. Quero comprar alguma coisa antes de começar o primeiro período.

— OK. — Ele olhou para os rapazes e sorriu minimamente. — Valeu pela música, pessoal. Adeus.

— Vai vadia, vai pastar. — A tal da Yoona disse olhando diretamente para mim. — Esse lugar não é para você.

Espera. É isso mesmo que eu ouvi? Ninguém me chama de vadia, a não ser que eu esteja a trabalho.

O que não é o caso.

— Repete. — O desafiei.

— Você escutou, vaca.

— Retire o que você disse, sua puta de merda. — Senti o meu sangue começar a ferver.

— Puta? Não sou eu que entro de penetra numa festa e agarro o namorado das outras garotas.

Ah, meu deus! Eu lembrei! Não acredito que essa cretina cabelo de algodão docê está aqui.

— Cala essa boca — Resmunguei, tendo um breve flashback daquela noite maluca que eu tive na Red Door, quando Badlands era um mundo, não um país como é agora. — Como se você fosse diferente de mim.

— E eu sou, querida.

Então prove, — Eu cruzei os braços, prepotente. — prove que é dez mil vezes melhor do que eu, que-ri-da.

— Se é assim que você quer — Ela olhou para Mike e deu um sorriso cúmplice. — Uma partida de rap. Quem fizer a melhor performance e as melhores rimas ganha 100 conto. Quem perder, vai ter que cagar lá na eco-sala, depois do turno vespertino.

— OK. — Concordei e Frank olhou para mim com uma expressão surpresa. Eu poderia ler o seu pensamento naquele momento, mas eu não estou louca, não estou com medo. E sabe por que? Eu sei que vou ganhar.

Houve um tempo em que a música foi minha fonte de alimentação. Frank ainda era muito tímido, mas sempre me acompanhava nas partidas de rap que aconteciam no subúrbio mais mórbido da antiga Nevada, Hill Street.

Bons tempos aqueles. Eu era só uma garota de 12 anos.

Robert deu o microfone para Yoona e ela se preparou, soltando o cabelo que antes estava preso.

Quem você acha que é, vadia? — Ele começou, olhando com ódio para mim. — Está falando com a rainha da porra toda, aquela que é muito mais do que você; de que prostíbulo você vem, gata? Eu não pago por cadelas, se você gosta de dinheiro, eu gosto de correntes de ouro.

Eu percebi que ela não tinha jeito para aquilo, mas Yoona ao menos sabia da letra da música. E isso o ajudava um pouco.

Só faz dez minutos que te conheço, gata, e já sei que você é uma vadia viciada em dinheiro. Nem adianta chorar; minha limusine passa na sua rua, meu poodle caga no seu salto e meu namorado é mais lindo que o seu, vadia, aquele viciado em bondage.

Os garotos riram nessa parte. Eu fiquei quieta, observando cada movimento da Yoona cabelo de algodão doce. Ela disse sobre eu ser viciadinha em dinheiro, está certa porque o que eu fiz pra consegui essa porra não foi apenas por mera necessidade, mas... Bondage? Eu só vi essa mulher uma vez numa festa. Não tem como ela saber da minha vida íntima com o meu ex-boy.

— Quero ver você fazer melhor. — Yoona me disse quando terminou e entregou o microfone para mim.

Estiquei os braços para arrumar a jaqueta, joguei os cabelos para trás e escolhi a minha música preferida da Iggy.

Observe: nós ganhando dinheiro, nós gastando dinheiro; há grana de junho e grana de dezembro, há grana no verão e grana no inverno, ge-ge-gelada. Roupas de primeira, eu estou arrasando e cagando em vocês, vagabundas. — Apontei para o meu rival e sorri. — O que você sabe vadia, é que eu estou nessa.

Parei e olhei para Frank. Ele estava segurando o riso.

— E ninguém pode me deter — Levei a minha mão até a parte abaixo do ventre e fechei todos os dedos, menos o dedo médio. — Se eu fosse um pau eu estaria duro, mas você me deixa mole, meu Deus!

Os garotos começaram a gritar um "oooh" enquanto empurravam Yoona.

Ele está escolhendo como: hello, hello, so pretty bitch, yellow, yellow. Loira, por favor, não pense que sou burra; eu estou lucrando, onde está o Grey poupon? — Apontei para os meninos, fazendo um círculo com o indicador. — Estes caras estão na minha, cada vez que eu chego você deve pensar que estou ficando louca, do jeito que eles jogam dinheiro em mim.

Agora o refrão!

Eu posso fazer você ir, ir, eu posso fazer você se mexer, mexer; eu posso fazer você fazer a porra que eu quizer que você faça; eu chego e eles dizem hello, hello, hello.

Quanto mais eu cantava, mais me aproximava da garota. Ela estava com as bochechas vermelhas e parecia bastante irritada. Bonitinha, mas eu prefiro garotos.

Fuck you bitches, you ugly bitches, you stupid bitches, you dummy bitches, you dusty bitches — Ela não aguentou a provocação e o fato de estar próximo de mim e tocou no meu ombro, me empurrando. — Don't touch me bitches!

Os garotos voltaram a zoar com ela que agora era definitivamente, um algodão doce ambulante.

Woa woa woa, no no no no no, você não está no meu nível — O olhei dos pés a cabeça. — Nem chega perto. Estes são Ferragamo, querida, o que diabos é isso? Desde que você cheirava bucetas e chorava baby, vá e assoe seu nariz; vadia eu estou nessa. E se eu tenho que lhe dizer mais uma vez: eu vou explodir, como uma bomba, ou uma buzina, ou uma puta por trás de um bangalô no baile; no que eu estou.

Fechei os olhos, esta parte eu sempre achei mais difícil.

E eu juro que essas vadias não estão. Esta buceta por duas vezes, twat, twat, buceta por mais duas vezes é exatamente o que ele tem. Depois que deixei isso quente e ele gastou todo o seu dinheiro — Abri os olhos e encarei Yoona. — Estou falando de muita grana, ele me levou nas lojas e eu comprei as melhores bolsas; você age como a Annie órfã tendo sua cozinha destruída, sua aparência está horrível e isso é muito ruim, so sad.

Usei o pronome “ele” para remeter o que seu namorado fez por mim naquela noite. Óbvio que ele não comprou muitas bolsas para mim, eu nem gosto de bolsas, mas ele gastou boa parte da sua grana comigo. E lembrei rapidamente que aquele garoto com dentes de tubarão disse sobre a namorada parecer uma criança ciumenta, por isso a expressão Annie órfã.

E bom, pela cara de espanto da algodão doce ambulante, parece que captou minha mensagem.

Eu cantei mais uma vez o refrão antes de finalizar. Nossa, estou até suando. Os meninos começaram a gritar, principalmente Jack, e eu sabia que a vitória era minha. Frank pulava com os braços para o alto e cantava o refrão, eu o imitei me sentindo muito feliz.

E foi nesse momento que alguém me puxou pela cintura e beijou meus lábios.



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