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História Boy Meets Evil - Yoonseok - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7


Desde que a presença ameaçadora do Sr. Jung entrou na vida de Yoongi, ele se sentia em conflito. Havia uma luta para fazer o que é certo. Quando ele ficou cara a cara com o homem, o conflito se tornou querer demais de Hoseok. E, naquele momento, ele tentava se impedir de fazer aquilo. Sabe é errado ̶ mas o outro lhe dava olhares que tinham mais emoção do que já havia experienciado durante sua vida inteira. E Yoongi queria mergulhar naquele sentimento. Devia estar ficando maluco, porque, quando Hoseok começou a cortar o homem, ele pensou que Hoseok era fofo. 'Não era todo dia que um homem mataria por ele, porra.' Queria parar os seus pensamentos, ele não devia estar romantizando assassinato... tortura. Mas aqui está ele... pensando que o sangue que mancha os braços de Hoseok parecia iluminar ainda mais sua pele bronzeada.

Eles entraram na mansão, empregadas cumprimentando eles como se Hoseok não tivesse acabado de matar uma pessoa. Yoongi se virou para elas, "Tem umas sacolas de roupas no outro carro. Você pode pegar elas para mim e deixar no meu closet, por favor?" Ele perguntou, o mais educadamente possível. Não estava acostumado a dar ordens às pessoas. A empregada assentiu com a cabeça e ele agradeceu.

Hoseok estava quieto enquanto eles subiam as escadas da mansão, indo para o chuveiro assim que entraram no quarto. Yoongi encarou o sangue que agora cobria sua mão e pulso. Foi Taehyung quem falou para se aproximar de Hoseok antes que ele começasse a dissecar qualquer um que ele visse, dizendo que podia ser o único que conseguisse acalmar o outro. Ele queria perguntar à Taehyung de onde ele tirou aquela hipótese, mas esses questionamentos vão ter que respondidos um outro dia. Estava surpreso com si mesmo, não teve medo de se aproximar de Hoseok ̶ pra falar a verdade, ele estava contente. Animado até. Sentiu um surto de adrenalina ao saber que de algum modo, tinha certo controle sobre o líder da Jo-pok.

A porta do banheiro se abriu, Hoseok tinha uma toalha enrolada na cabeça e estava vestindo só uma calça de pijama larga. Ele tinha outra cicatriz de um lado da cintura. Yoongi não havia notado antes. "Você devia lavar sua mão, e o braço," seu tom de voz parecia fazer ele ficar menor. O tipo de tom que ele nunca esperava vindo dele. "O sangue está secando, vai ser bem mais difícil de limpar se ele secar completamente."

"Certo," ele olhou para Hoseok, e doeu quando o mais novo não retornou o seu olhar. E então ele lembrou que não devia se sentir daquele jeito, porque ̶ porque Hoseok agora sabia o quão patético ele realmente era. 'Mas você não é,' sua mente rebateu, 'Eles não tiram tudo o que você tem.' Agora era a sua vez de forçar Hoseok a olhar para ele. "Você se arrepende ̶ de ter aceitado o acordo comigo?"

"O que?" Hoseok parecia confuso, "Não! A única coisa de que eu me arrependo é que eu não consegui prolongar a vida daquele idiota pra torturar ele mais."

"Bom," Yoongi disse. "Porque eu vou te dar alguma coisa que nunca dei antes." Antes que ele pudesse mudar de ideia, ele se aproximou e seus lábios se encontraram. O momento acabou rapidamente. A expressão de surpresa de Hoseok podia significar um milhão de coisas, ou talvez nada.

"O que foi isso?"

A irritação de Yoongi ficou aparente. "Um beijo ̶ eu te dei um beijo."

Hoseok se abaixou e seus lábios se encontraram de novo. Ele já ia perguntar qual era a maldita diferença quando ele sentiu a língua de Hoseok no seu lábio inferior. Ele de um gemido, o que fez sua boca abrir mais e Hoseok usou aquilo como vantagem, chupando seu lábio. Os joelhos de Yoongi se sentiam frágeis, e ele só sabe que tem que segurar em alguma coisa. As suas mãos foram para a nuca de Hoseok, e ele nem pensou sobre aquilo. Não havia imaginado que faria seus corpos ficarem mais juntos e aprofundar o beijo. Ele sentiu uma mão na parte de baixo de suas costas e outra atrás da cabeça.

Havia regras dentro do bordel, e uma delas era o 'sem beijos'. Yoongi não entendeu aquilo no início, mas ele ouviu quando as pessoas lhe disseram que beijar era algo bem mais íntimo do que fuder. Kunpimook começou todo um discurso sobre como ele nunca deve dar seu primeiro beijo para nenhum cliente. Nunca realmente entendeu o valor daquilo. Mas à medida que o tempo passou, se tornou algo que lhe ajudou a manter a cabeça erguida. Os clientes podiam fazer o que quiserem com ele, mas onde, quando e em quem ele iria dar o seu primeiro beijo seria sua própria escolha.

Então ele fechou os olhos. Se deixou ser levado por aquele simples ato.

Hoseok inclinou a cabeça para o lado, deixou suas línguas se encontrarem. Yoongi sentiu menta, e por um momento se perguntou como Hoseok sente ele. Não queria que o momento se acabasse, mas podia sentir Hoseok ficando mais devagar. Quando eles se separaram, Yoongi resmungou. Uma risada fez ele abrir os olhos de novo.

Os lábios de Hoseok estavam rosados e molhados, e ele tinha um sorriso no rosto. "Você realmente deveria lavar o braço e a mão."

Yoongi viu um pouco de sangue escorrendo do pescoço de Yoongi para o seu ombro, ele sorriu maliciosamente. "Foi mal," ele disse.

"Está tudo bem. Isso sai fácil." Uma das mãos de Hoseok ainda estava na suas costas, e ela lhe empurrou na direção do banheiro. O mais alto colocou sua mão na pia e ligou a torneira. Ele gentilmente tirou o sangue das mãos de Yoongi. "Então," Hoseok pegou uma toalha e lhe entregou. "Primeiro beijo."

Yoongi se sentiu corar, "É." Depois de secar suas mãos, ele molhou a toalha e fez Hoseok si virar. Começou a tirar o sangue que estava na nuca dele. Os olhos dos dois se encontraram no espelho. Limpar sangue um do outro não devia ser algo doméstico, mas para eles era.

Hoseok lhe deu um sorriso jovial, aquilo lembrou Yoongi o quão novo ele realmente era. "Espero não ter desapontado."

Yoongi virou ele mais uma vez, tinha que esfregar um pouco mais o ombro de Hoseok. "Valeu a pena esperar," nem se sentia tímido falando aquilo. O sorriso de Hoseok tinha uma de coração e Yoongi soube. "Eu não me importaria de fazer mais uma vez... e de novo... e de novo."

Eles se beijaram até que o relógio marcar doze, ou talvez um pouco mais que isso.



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Jin acorda cedo de manhã ̶ tipo, de madrugada. Era um dos hábitos de ser um assassino de aluguel que de ele não conseguiu se livrar. Se ele fechasse os olhos, ainda conseguia se lembrar das noites em claro que ele passou esperando pelos seus alvos. Havia dias em que ele não conseguia dormir nem por um minuto. Namjoon ajuda com aquilo. Falando palavras doces para ele, ou fudendo ele até ficar exausto.

Namjoon... Ele se virou e viu o rosto do homem que ele deveria ter matado dois anos atrás. Quando ele tinha assumido o trabalho, achou que seria relativamente fácil. O que o seu cliente não havia dito era que Namjoon tinha um QI de cento e quarenta e oito. Toda vez que ele achava que tinha Namjoon na palma das mãos, uma distância suficientemente boa para atirar nele, Namjoon sorria para ele e escapava. Jimin oferecia sua ajuda, mas Jin negava. Ele queria Namjoon para si. Aquilo era algo quase sexual, ele sabia. Pode reclamar o quanto quiser por achar aquilo atraente, mas não eram muitos que conseguiam escapar dele. Na verdade, Namjoon era o único de seus alvos que ainda estava vivo.

Ele gentilmente se soltou do aperto do mais novo. Olhando para o relógio na mesa de cabeceira, ele viu que tinha acordado mais cedo que o normal. Ele pensou em sair para uma corrida ou talvez yoga. Mas a vontade de cozinhar para Namjoon e outras pessoas da casa ganhou. Ele se levantou e, depois de se arrumar, foi para a cozinha.

As empregadas não estavam surpresas em ver ele. Tinham se acostumado em ver ele entrando na cozinha a qualquer hora do dia. Elas fizeram uma reverência e ele respondeu com um sorriso. Gentilmente disse que ia ser ele quem iria fazer o café e esperava a ajuda delas. Todos começaram a trabalhar sem muita troca de palavras. Demorou um pouco para se acostumar com a ideia de alguém servindo ele. Jimin ficou feliz que não tinha mais que lavar a roupa. Ele podia entender porque Yoongi estava sempre relutante em chamar as empregadas quando precisava de alguma coisa. Mas depois de três semanas na mansão, ele já estava se acostumando. Sempre era educado ao falar com elas, tentava ao máximo ser gentil. E aquilo dizia muito sobre o tipo de pessoa que ele era.

Ele suspirou enquanto continuou a mexer os ovos. Já fazia uma semana desde que haviam matado as duas gangues no depósito deles. Haviam abandonado o lugar. Era mais fácil mover as coisas do que ter que limpar as manchas de sangue, Namjoon havia argumentado. Mas Jin sabia o motivo real, Namjoon queria que as autoridades descobrissem os corpos. Aquilo iria mandar uma mensagem para as gangues em Seoul e nas cidades do entorno.

O incidente esteve nas manchetes dos jornais na televisão por metade daquela semana, e os jornais ainda estavam falando daquilo. Talvez não ajudasse que havia deixado a sua assinatura naquele lugar, mas ele pensou 'foda-se'. Todos tinham que saber que Bangtan não era um grupo para se enfrentar ̶ não só por causa de Jung duas-caras, mas também por causa dele.

As coisas estavam em paz naquele momento.

E depois sua mente se voltou para Min Yoongi. Repassou os eventos do último domingo. Como o pianista estava preocupado com Hoseok, como ele manteve a cabeça erguida mesmo com as palavras humilhantes, como ele acalmou Hoseok dizendo somente o nome dele e encostando em seu ombro. Jin ficou desapontado por não ter percebido antes o papel que Hoseok queria que Yoongi tivesse em sua vida. Devia ter ouvido Namjoon. Mas podia ver que o papel de Hoseok na vida de Yoongi estava começando a se consolidar.

Ele viu a mudança entre Hoseok e Yoongi naquela manhã depois do incidente com as gangues. Eles sentaram mais perto nos jantares e Yoongi ia para a direção de Hoseok em vez de ficar sentando reto. Os dois estavam sorrindo bem mais. Ele também havia visto um chupão atrás de orelha de Yoongi. Eles haviam ficado ̶ nada mais. Como ele sabe? Não havia visto Yoongi mancando ainda.

Namjoon entrou na cozinha, o cabelo ainda bagunçado e rapidamente ficando atrás de Jin. Aquilo fez as empregas saírem do cômodo. "Você devia ter me acordado," a voz dele ainda estava rouca do sono.

"É sábado, você merece descansar."

"E você também," Namjoon colocou o rosto entre o ombro e o pescoço. Sua mão chegando em um lugar perigosamente baixo na barriga de Jin.

"Na cozinha não Joonie." Namjoon deu um suspiro, dramaticamente se escorando na bancada da cozinha. "Ah para de ser tão dramático. Eu só consigo ligar com um rei do drama, e você sabe que é o Jimin." O mais alto fez biquinho para ele.

Se Jin tiver que ser honesto, nunca imaginou que estaria nesse tipo de situação. Sempre pensou que estaria olhando para trás, tendo que ver se estava sendo perseguido. Indo de cidade para cidade depois de uma morte. E ele sempre pensou que seria ele e Jimin. Nunca achou que poderia achar o amor, uma casa, uma família. Então, ele se aproxima de Namjoon e o beija. Ele era um homem que havia pecado várias vezes, e sabe que vai direto para o inferno ̶ mas ele vai aproveitar esse paraíso na Terra enquanto pode.

Saber que eles tinham demônios era uma das coisas que ele e Hoseok tinham em comum. A outra coisa que eles também tinham era o amor pelos irmão Kim. Ele ainda podia se lembrar do sai que Hoseok falou com ele pela primeira vez sem Namjoon por perto. Ele não vai admitir aquilo em voz alta, mas Hoseok era assustador ̶ mais assustador do que ele havia imaginado. Demorou um pouco para se aproximar dele, e ele sabia que Hoseok não fazia daquele um trabalho fácil. Mas quando finalmente se entenderam, aprendeu que Hoseok era um homem desolado. Seu sorriso era para manter as aparências e mesmo que ele não chorasse mais ̶ Jin podia vez o que realmente ele estava sentindo.

Agora havia uma chance para Hoseok ter uma razão para sorrir ̶ ter o seu próprio paraíso na Terra. Jin daria o seu melhor para que ele tenha isso.

"Meu informante me ligou ontem à noite," ele disse para Namjoon. "Tem um grupo começando agora em Busan. E o suprimento deles vem de Seoul.

"Nós não estamos fornecendo nada para Busan," Namjoon disse.

"Exato Joonie. O suprimento vem de Seoul para Busan. E de lá ele vai para diferentes províncias como Daegu."

"Eu vou mandar alguém checar."

Jin sorriu para ele. "Não se preocupe. Eu já cuidei disso. Quando tivermos certeza das rotas deles, eu vou mandar Jimin para ̶ você sabe, conseguir a informação que precisamos."



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Yoongi acordou como cheiro de café ainda no ar, ou talvez de um braço envolvendo ele, ou com o alarme do relógio. Seus olhos se abriram e a primeira coisa que fez foi olhar para a sua direita. Alguma coisa pesou em seu coração quando viu que Hoseok não estava deitado do lado dele. Ele olhou para o relógio e viu que ainda era cedo demais para ele estar acordado. Ele ficou contemplando se deveria voltar a dormir, mas parecia que ele havia se acostumado a ter alguém do seu lado quando ele vai se deitar.

Nos últimos dias, ele havia sido acordado pelos braços de Hoseok abraçando ele. E era algo que ele acolhia com prazer. Yoongi estava cansado de lutar contra suas vontades e de ouvir a parte racional da sua mente que ainda tenta analisar e dividir as coisas em certo e errado ̶ o que é apropriado e o que não é. Dessa vez, Yoongi simplesmente quer aproveitar as coisas boas que estão vindo. Ele quer viver um pouco. Então, sim. Ele vai se deixar ser mimado. Ele até mandou uma quantia grande, mas não grande o suficiente para ser questionada, para Jeongguk. E ele também se inclina na direção de Hoseok quando o mais alto quer ser dormir de conchinha, beija o mais novo, e também deixa o mais novo beijar ele.

Yoongi se levantou e pegou uma camiseta da gaveta mais próxima. Quando ele ia colocar a camisa, ele viu o seu reflexo no espelho. A preocupação que estava lhe consumindo por dentro amenizou com a visão da marcas roxas por todo o seu pescoço até seu ombro. Ele sentiu um sorriso se formando em seu rosto enquanto ele saia do quarto.

Era sábado, e ele lembrou de Hoseok dizendo a ele que não tinha nada para fazer naquele final de semana. Deixou seus pés fazerem o caminho até a cozinha. Não havia ninguém na sala de jantar, mas podia ouvir uma comoção na cozinha. Ele entrou e deixou sua testa franzir quando viu que Hoseok não estava como resto deles. "Onde está Hoseok?" Sua pergunta chamou a atenção dos outros ̶ exceto Taehyung. O mais novo tinha sua cabeça abaixada para a mesa e um par de jeotgarak na mão.

"Ele não está no seu quarto?" Namjoon tentava acordar Taehyung.

"Eu acordei e ele não estava lá," ele tentou evitar que o pânico ficasse aparente na sua voz. Mas parecia que Jin-hyung havia notado.

"Tá bom, ̶ todo mundo se acalma." Ele pegou um walkie-talkie de uma gaveta e ia começar a falar por ele quando eles ouviram a porta se abrir e fechar.

"Oi gente..." Hoseok cumprimentou eles tão animado como em qualquer outro dia. "O que tem pro café?"

Havia um alívio que foi rapidamente substituído por irritação. "Onde você estava?" Yoongi perguntou, quase como uma ordem.

"Na parte de baixo da ala leste, o estúdio de dança." Hoseok respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Yoongi não teve tempo de analisar a reação dos outros a seu redor. Ainda estava chateado de ter acordado sozinho na cama. "Você podia ter me acordado sabe." No momento em que ele falou as palavras, ele percebeu como elas soavam. Ele quis encolher, estava se sentindo estúpido de novo. Ele tinha facilmente se acostumado com acordar do lado de Hoseok, ou acordando vendo ele sair do close e lhe dar bom dia. Pode não querer lutar mais com suas vontades, mas aquilo não mudava o fato de que ele era uma puta. A puta de Hoseok.

Hoseok se aproximou dele, e Yoongi estaria mentindo se dissesse que não estava nervoso. O mais alto estendeu a mão em sua direção, mãos gentis abraçando a sua cintura. Era tão fácil deixar Hoseok puxá-lo pra perto, deixar ele acariciar seu cabelo. "Eu não queria fazer você se sentir abandonado," as palavras deles acertaram em cheio. "Eu só queria que você dormisse mais e sem perturbações."

"Eu vou vomitar," Jimin disse.

"Você acabou de arruinar o momento," Taehyung reclamou com ele.

"Vamos comer," Hoseok levou ele para perto da bancada da cozinha. "Nós vamos sair hoje."

"Pra onde?"

"Eu acho que te prometi um emprego, não?"

Hoseok olhou enquanto Yoongi saiu do closet pela terceira vez. Ele estava se divertindo vendo o outro tentar escolher uma roupa adequada para a sua audição. Demorou um pouco para convencer ̶ e lembrar o dono do restaurante das dívidas que ele tinha com Hoseok, antes de conseguir Yoongi um lugar nos testes. Ele podia ter assustado o homem o suficiente para ver ele dar a vaga para Yoongi logo. Mas ele queria que fosse o mais velho quem mostrasse para o cara que realmente merecia um lugar ali. Ele tinha certeza que conseguiria.

"O que você acha?" Yoongi perguntou, levantando os braços para o lado. Ele estava vestindo uma camisa preta sobre jeans pretos e sapatos pretos também.

Hoseok analisou, "As cores tão bem coordenadas."

"Ai meu deus..." Yoongi parecia que iria surtar a qualquer segundo. "Eu estou feliz que você manteve a sua palavra ̶ mais do que feliz, mas você devia ter me avisado antes que eu teria que fazer uma audição. Eu podia ter preparado uma composição para tocar!"

Hoseok bateu levemente no lugar ao lado dele na cama. Aquilo foi suficiente para que Yoongi sentasse do lado dele. "Você não precisa preparar uma composição, pode fazer free style e conseguir o trabalho mesmo assim. Você não sabe que toca como profissional porra? ̶ e compõe como um vencedor de Grammy também. Ele viu as pontas das orelhas de Yoongi ficarem rosadas. "É só um restaurante famoso. Eu queria poder te conseguir uma audição para a Orquestra Sinfónica, mas eles disseram que não vai fazer testes até a próxima temporada."

"Mas ainda é uma audição Hoseok. E como você sabia dela?"

"Eu fiz alguns favores pro dono do lugar um tempo atrás." Hoseok desabotoou o primeiro botão da blusa. "E você está incrível ̶ Meu deus, você ficaria tão ameaçador com uma jaqueta de couro." Ele se aproximou mais, deixando beijos suaves na parte exposta de Yoongi.

"Não deixa nenhuma marca," Yoongi quase choramingou. "As pessoas podem pensar ̶ elas podem pensar... o pior de mim."

"Eu vou explodir a cabeça que qualquer um que ao menos pense em te desrespeitar." Ele sentiu Yoongi prende a respiração. Hoseok estava usando todo o seu auto controle para não pular pra cima de Yoongi naquele momento.

"Isso... não é certo." Yoongi suspirou.

Ele colocou uma mão na nuca de Yoongi. O menor deixou sua cabeça apoiar na mão dele ̶ mostrando o pescoço para Hoseok beijar. Ele soltava pequenos gemidos enquanto os beijos iam do pescoço para seu queixo, encontrando seus lábios. Eles se beijaram devagar, aproveitando o momento. Quando ele se distanciou, viu o rosto sereno de Yoongi, olhos fechados e a boca só um pouco aberta.

Depois do primeiro beijo deles, se tocar se tornou algo natural. Sua mão na cintura ou nos quadris de Yoongi, puxando ele para um abraço ou beijo. E o mais velho parecia derreter com o toque dele. Ele percebeu que o pianista devia estar sedento por afeto. O tipo certo de afeto.

"Nós temos que ir." ele suspirou. "Você não vai querer chegar atrasado na sua audição."

Yoongi só concordou com a cabeça antes de se levantarem. Youngjae e Donghae já estavam esperando por eles no carro. Ele não tinha que dizer para o motorista para onde eles estavam indo naquele dia. A viagem foi silenciosa, Yoongi estava segurando sua partura com tanta força que acabou amassando nas pontas. Ele estendeu a mão para segurar a de Yoongi, "Você vai conseguir ̶ relaxa. "

No restaurante, pessoas estavam ocupadas com trocar os forros de mesa e arrumar cadeiras. Havia alguns esfregando o chão e limpando as janelas. O homem atrás do bar limpava os copos enquanto conversava com uma garçonete.

Uma senhora se aproximou deles, olhando dos pés à cabeça. Havia um sorriso educado no rosto dela, mas ela era obviamente do tipo que fica julgando. "O restaurante está fechado, mas vocês podem voltar-"

"Nós estamos aqui para ver Minseok," Hoseok interrompeu.

A senhora lhes lançou um olhar curioso. "Ele está ocupado. Você quer deixar uma mensagem para ele?"

"Meu negócio com ele fica entre nós dois," ele sorriu para ela de forma arrogante. "Só vai e chame seu chefe. Diga que Jung Hoseok está aqui." A senhora empinou o nariz e saiu, a postura tão reta que machuca só de ver.

"Isso foi malvado." Yoongi tinha franzido o rosto.

"Eu detesto ela."

"Ele tem aquele olhar crítico."

"Só porque ela te olhou daquele jeito não significa que ela está te criticando." Yoongi disse, "Talvez ela te achou bonito."

Hoseok encarou ele seriamente, "Essa é a coisa mais nojenta que você me disse desde que eu te conheci. Eu acho que até vomitar"

Minseok apareceu com um sorriso no rosto, a senhora o acompanhando. "Você está aqui! O resto dos candidatos estão no salão. E eu tenho que ser honesto com você, eles são muito bons. Vai ser difícil fazer uma escolha."

"Bom, quando você ouvir Yoongi tocar ̶ vai ficar claro."

Quando Minseok olhou ele, Yoongi podia entender o porquê do olhar de surpresa. O homem já tinha ido para o bordel. Minseok não havia encostado nele, não havia encostado em ninguém. Ele só estava lá porque os amigos dele o arrastavam junto. E quando Chanyeol tentava empurrar um garota para ele, ele sempre recusava educadamente mas ainda dava o dinheiro.

A boca de Minseok fez uma forma de 'o', ele claramente se lembra de Yoongi, mas não do jeito que ele pensa. "Eu já te ouvi tocar antes," ele se virou para Hoseok "Ele faz parte do Bangtan."

Hoseok virou a cabeça para o lado. "Dá uma olhada no colar dele."

"Ah," Minseok murmurou. "Jesus Cristo Hoseok... Isso é muito pra processar." Os olhos dele estavam no colar que ele estava vestindo. E de repente fez sentido Hoseok desabotoar a parte de cima da camisa. "É essa a razão porque Chanyeol está reclamando demais ultimamente?"

"O que você quer dizer?" Hoseok perguntou, curioso.

"Ele é o favorito de Chany-"

"Eu não ligo," Hoseok interrompeu, a voz dele estava firme. "Yoongi não vive mais essa vida. Ele está aqui por um trabalho decente e que paga bem." Yoongi soube que o mais novo estava dizendo aquilo entre dentes cerrados. E ele se pergunta quantas vezes mais diálogos desse tipo vão acontecer no futuro.

"Bom, eu fico feliz em ouvir isso." Minseok parecia sincero. "Mas, eu ainda acho que vai ser uma competição difícil." Ele guiou eles até o salão. "Eu já ouvi você tocar antes, e não acho que uma composição simples vai ser o suficiente. Sem ofensa."

Ele arregaçou as mangas. Composições simples? Ele queria rir. Ele vai algo pra espetar o ego inflado dele. "Quando eu vou me apresentar?" Ele perguntou enquanto olhava o mini palco. O homem que estava tocando tinha Piano Sonata n°14 decorada, mas era só aquilo. Não tinha nenhuma emoção por trás.

"Eu espero que não se importe de ir por último," Minseok deixou eles se sentarem.

"Não me importo," ele sentiu uma sensação atrás da sua cabeça. Quando ele se virou, viu Hoseok olhando para ele com os lábios entre os dentes. Havia uma ira por trás de seus olhos, alguma coisa que dizia para ele 'mostre pra ele que está errado.' Yoongi não tem que ouvir aquilo, porque nenhuma de suas composições é simples. Ele coloca tudo o que tem em cada partitura ̶ em cada nota. Ele não memoriza e toca, porra. Ele conta uma história.

Ele viu os concorrentes se apresentarem antes de ir para trás do piano e sentarem no banco. Todos tocaram as peças comuns compostas por pessoas mortas. Yoongi ouviu Hoseok bocejar pelo menos umas duas vezes. Ele não tinha vergonha nenhuma em mostrar que as performances o entediavam. Ele podia ver a técnica por trás do jeito de que eles moviam os dedos, e pelo jeito rígido que eles se sentavam no banco. Ele podia ver que quase todos tinham um treinamento clássico, provavelmente tinham ido para uma universidade conseguir um diploma em música. Enquanto tudo o que ele sabia aprendeu sozinho.

Finalmente havia chegado a vez dele. Ele foi para o palco e olhou para as pessoas que estariam julgando ele hoje. "Meu nome é Min Yoongi" Era estranho se introduzir com o seu nome verdadeiro. "Eu vou tocar uma composição original." Ele podia ver Hoseok se inclinando para a frente, havia um sorriso no rosto dele ̶ genuíno e para ele.

Ele começou com algo suave, o som de jazz chamando a atenção das pessoas. Agora que ele tinha a atenção, iria começar a contar uma história. Ele brincou com as notas altas e baixas, chegando em um padrão. Misturando as duas para o ponto mais alto, onde seu toque era pesado, e as notas baixas vibravam ao ponto de dor ̶ e culpa. Depois afrouxar os seus dedos nas notas para o ponto mais baixo, as notas altas sendo usadas para demonstrar tristeza. Mas havia um suporte, uma força, presente nessa tristeza, que ela havia chamado de raiva.

Era uma desculpa, uma palavra de conforto ̶ era um garoto contando para todos que sua fraqueza fez aqueles ao dele sofrerem. Era para secar as lágrimas das pessoas, mas ao mesmo tempo, fazendo elas chorarem. Era para um passado que não podia ser mudado, e por uma irmã que sempre seria lembrada, mas podia somente ser lembrada.

Com a última nota, Yoongi abriu os olhos. Não conseguia lembrar em que parte da música havia fechado. Quando ele se virou para a audiência, ele viu a senhora de antes segurando um lenço e fungando. Minseok olhava boquiaberto para ele. Ele estava contente que tinha surpreendido eles, mas ele estava mais curioso para a reação de Hoseok. Ele se forçou a encarar o mais novo. Havia uma certa empatia e confusão nos olhos dele. Yoongi não sabia se devia ficar feliz ou não.

Minseok levantou do seu assento e começou a bater palmas. "Isso foi incrível!" ele disse. "Fiquei comovido com a sua composição. É algo que nunca ouvi antes. Posso perguntar qual é o nome?"

"É- stigma."

Minseok concordou com a cabeça, como se entendesse o porquê do título da música.

Yoongi fez uma reverência antes de sair do palco, andando na direção de Hoseok imediatamente. Ele olhou para o maior, "O que você achou?"

"Foi triste," Hoseok respondeu, "Triste mas bonito. É a minha primeira vez ouvindo essa música."

"Um... eh" ele engoliu em seco. Uma ação desnecessária que mostrava o quanto ele estava nervoso. "Eu compus para Taehyung."

"Você já tocou pra ele." Ele colocou o braço em volta da cintura de Yoongi, puxando ele pra perto, e sentando de volta no lugar.

"Ainda não." ele podia ouvir as pessoas olhando para eles. Podia sentir as bochechas corando mais ele não podia dizer que não gostava da demonstração de carinho. Então ele chegou para mais perto de Hoseok.

"Você devia," Hoseok beijou sua testa. "Ele vai amar."

"Mas e você?" Yoongi não sabia de onde essa vontade de agradar Hoseok surgiu.

"Eu amei," Yoongi escorou no seu assento. Hoseok devia ter sentido aquilo também. Ele segurou Yoongi um pouco mais apertado.



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Jeongguk era consciente sobre si mesmo. Consciente sobre suas limitações e habilidades. Ele podia poder fazer um esboço de qualquer coisa em menos de 30 minutos. Mas ele não podia resolver álgebra intermediária com um papel e caneta. Ele não sabia como o seu irmão conseguiu. Mas enfim, havia algum tipo de matemática envolvida quando ele compunha. Ele estava mordendo a ponta do lápis, tentando descobrir o valor de x. Ele odiava matemática ̶ e ciência também.

Ele olhou para o relógio, era como se os ponteiros estivessem zombando dele. Tinha vinte minutos sobrando e só havia feito metade das questões. Ele encarou a sua folha, respirou fundo e começou a resolver, mesmo não estando certo se aquela era a fórmula certa. Ele tinha respondido pelo menos umas sete questões quando escutou o sinal. Ele olhou para cima, seus colegas estavam se levantando e entregando o papel para a professora.

Ele abaixou a cabeça, e ouviu alguns dos estudantes rirem dele e o chamarem de estúpido. A sala já estava vazia quando ele olhou para cima de novo. A professora tinha uma expressão de empatia. "Você sabia que quando mudaram para cá, eu também fui a professora de matemática do seu irmão?"

Os olhos de Jeongguk se arregalaram, "E-ele nunca disse nada." Mas também, ele nunca havia falado com Yoongi sobre seus professores. Exceto quando Yoongi ainda morava com eles. Ele era o único que ia nas reuniões da escola.

"Vocês são boas crianças ̶ trabalham duro também." Ele já podia sentir a ponta das suas orelhas ficarem rosadas. "Eu vou te dar 30 minutos a mais pra terminar a prova."

"Mas... você não vai ter problemas por conta disso?"

"Eu vou dizer que você começou atrasado, não se preocupe."

"Obrigada!" ele disse e começou a fazer a última página doa sua prova.

Quando Jeongguk entrou no Ensino Médio, parecia que todo mundo sabia que ele era o irmão de Yoongi, mesmo que não tivessem o mesmo sobrenome. Todos sabiam que eles eram as crianças que o pai tinha abandonado. Era uma benção e uma maldição. Os mais velho eram gentis com eles, compreensivos e ajudavam. Eles ofereciam alguns bicos para Yoongi e diziam que restaurante estava contratando. Mas os jovens eram malvados. Eles zombavam dele e de Yoongi. O seu irmão não respondia, só olhava de forma ameaçadora e era suficiente para os garotos irem embora. Mas Jeongguk não tinha essa mesma expressão. Ele era empurrado contra os armários nos corredores, e sempre mantinha a cabeça abaixada quando isso acontecia. Ele não se incomodava em dizer nada para ninguém sobre o bullying. Não tinha sentido. Os professores sempre iriam ficar do lado da criança que tinha os pais de qualquer jeito.

Ele acabou a última página depois de 25 minutos. Ele entregou o papel para a professora com um sorriso no rosto e saiu da sala saltitante. Foi direto para a sala de artes. Não havia muitos estudantes que se juntavam ao clube deles, mas ele estava feliz com aqueles que entraram, eles eram gentis. Yugyeom já estava lá, virado para um caderno de esboços com um bico no rosto. Jeongguk tirou o seu caderno da mochila e começa a desenhar a estatua que estava na frente deles. Trabalhavam em um silêncio confortável.

Jeongguk não iria negar. Aquela era a parte favorita do dia dele. Ele gosta da presença quieta de Yugyeom que não o fazia sentir sozinho. Havia dias em que eles não falavam, ficavam silenciosos enquanto estavam trabalhando. Ele não podia considerar o outro um amigo, ainda estavam entre a linha de conhecidos e amigos.

"Nós vamos nos formar em menos de um mês." Yugyeom disse. "Já decidiu o que vai fazer depois da formatura?"

Jeongguk se virou para ele com a testa franzida. "Eu quero ir pra faculdade," ele disse com honestidade. "Estou economizando pra inscrever em uma faculdade aqui perto."

Yugyeom bufou, "Com o seu talento devia estar indo pra SNU"

Jeongguk se voltou para o seu desenho, "Eu e meu irmão não conseguimos bancar isso." Eles ficaram em silêncio mais uma vez, terminando os esboços. Quando olhou para o relógio na parede, viu que ainda tinha que entregar cupcakes. Ele arrumou suas coisas. Antes dele sair, Yugyeom começou a falar de novo.

"Você ainda devia tentar. Pode conseguir uma bolsa, eles tem muitos programas pra ajudar estudantes. Além do mais, pode trabalhar meio-período. Tenho certeza que tem muitos empregos assim lá, é Seoul afinal das contas. "

"Eu-" Jeongguk suspirou. "Porque você está me dizendo isso?"

Yugyeom olhou para baixo, o seu sapato merecia sua atenção naquele momento aparentemente. "Eu acho que vou me sair melhor se você estiver lá."

Jeongguk ficou com uma expressão confusa, e então lembrou todas as vezes que o outro pediu sua opinião sobre seus desenhos. Ele sorriu, "Você está sendo tolo." Yugyeom encarou ele. "Vai se dar bem na faculdade com ou sem eu. É incrível em fazer esboços e especialmente com cores. Você vai achar seu estilo e se tornar um grande artista." Yugyeom estava com as bochechas coradas e um sorriso no rosto.

"Hum," Yugyeom parecia um pouco perdido. "Obrigado."

"Eu tenho que ir," Jeongguk deu tchau para ele. "Te vejo amanhã."

Yugyeom ficou sozinho na sala, se perguntando porque não foi mais direto na sua confissão.

Ele não se incomodou em ir em casa para se trocar. Ten o cumprimentou com animação, e até fez 'awn'. Ele pegou as caixas e não desperdiçou tempo para começar a entregar os cupcakes.

Quando ele começou a trabalhar para Ten e os amigos dele, recebeu ordens severas para nunca pegar um cupcake. Ele havia revirado os olhos para eles. É claro que nunca pegaria um. Na primeira semana, ganhou uma quantia boa de dinheiro. Ele já havia comprado o que precisava para sua prova prática. Ele ainda continuou trabalhando para eles ainda. Tudo o que ganhasse seria usado para outros materiais de arte que precisasse no futuro.

Ele andou de volta para a casa de Ten e lhe entregou o dinheiro dos clientes. Ele deu o seu pagamento e deixou ele ficar com as gorjetas como eles haviam combinado. No caminho para casa, ele parou em um mercado para comprar as coisas para fazer o jantar e pagou com o próprio dinheiro. O vendedor até deu um desconto para ele.

Estava há alguns passos da casa de seus avós quando viu a entrada da casa abrir. Havia homens maltratando seu avô, enquanto sua avó implorava de joelhos. "O que está acontecendo?" Ele perguntou.

"Seu avô nos deve dinheiro," um deles disse. "O chefe tem sido paciente nos últimos meses. Mas essa paciência acabou agora."

"O que?" Ele encarou seus avós. Estava mais do que confuso, mas ele sabe que não teria resposta no meio dessa bagunça. "Q-quanto ele te deve?"

"12 milhões" o homem cuspiu no chão.

"Eram só 5 milhões!" Sua avó gritou.

"Você devia ter feito o seu marido parar de apostar se não tinham o dinheiro!" Um dos homens gritou de volta.

"Espera aqui," ele disse enquanto corria de volta pra casa e direto para o seu quarto. Ele não hesitou em pegar tudo o que tinha economizado. Ele saiu e entregou para o homem. "Aqui tem 3 milhões," a avó dele estava chorando agora. "Me dê um mês pra conseguir o resto."

O homem friamente contou o dinheiro na frente dele e depois de enrolar e guardar no bolso, se virou para os outros homens. Com um gesto dele, deixaram seu avô cair no chão. "Nós vamos te dar três semanas," ele disse antes de se virar e ir embora.



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