História Boy Meets Evil - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Álcool, Angel, Angst, Blood Sweat And Tears, Demon, Drama, Drogas, Fallen Angels!au, Flex, Incube, Lovemullet, Mutilação, Namjin, Prostituição, Short Fic, Songfic, Taekook, Vkook, Vkook Flex
Visualizações 18
Palavras 3.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu estou nervouser.
Bom, se floppar a gente finge que eu nunca postei
A princípio, essa fic é pra ser short, mas eu não tenho tanta certeza assim
Casal VKook está com os cabelos como na capa, mas os outros meninos estão como se fosse na época de Blood Sweat and Tears
A estória aborda temas muitos pesados, como estupro, drogas, mutilação, suicídio, enfim, muita coisa doida. Então se você for sensível a esses temas sugiro não ler

É isso, boa leitura angels♥

Capítulo 1 - I. I Only Human;


Fanfic / Fanfiction Boy Meets Evil - Capítulo 1 - I. I Only Human;

7 de março de 2018


Me apressava pelas ruas tentando voltar pra casa; o cansaço do trabalho e as dores que sentia pelo corpo contribuíam para que meu ritmo fosse lento. Já se passavam de onze horas da noite e estar na rua de um bairro do subúrbio como aquele até essas horas era praticamente suicídio.

Senti o terror gelando o sangue em minhas veias quando ouvi barulhos semelhantes a passos atrás de mim, quando olhei para trás para ver se realmente havia alguém, soltei o ar aliviado. No chão estava uma criaturinha de olhos brilhantes, muito conhecida por mim.

— Que coisa Evil! Você quase mata seu tio JeongGuk do coração.— abaixei-me para pegar no colo o gatinho de pelos negros que praticamente se camuflava no escuro, não fossem seus chamativos olhos vermelho sangue.

O felino miou como se me respondesse e raspou de leve suas garras no ombro de minha jaqueta jeans.

— Vamos para casa, você deve estar com fome e eu preciso tomar um banho, estou muito nojento.

Eu não era dono de Evil, mas já fazia um ano em que ele apenas aparecia periodicamente em minha casa e eu o alimentava. Era praticamente o único animal que não parecia ter medo ou ódio assassino de mim. Dei esse nome ao felino a primeira vez em que eu o observara caçar em meu quintal; mesmo depois de eu já ter o alimentado, ele atacou um passarinho e quebrou sua asa. Por vezes jogava o animalzinho de um lado para outro e fingia que o deixaria escapar, só para novamente capturá-lo e começar o joguinho sádico outra vez. Quando finalmente se cansou de brincar com a ave, quebrou seu frágil pescoço e foi embora, como se o pássaro não significasse mais nada; todas as caças de Evil eram assim, ele nunca as comia, apenas brincava.

Não iria reclamar do comportamento do felino, já que deveria ser algo normal da espécie. Eu nunca tivera um animal antes pois eles me odiavam, então ficava sempre surpreso e curioso com as ações do gatinho.

Após poucos minutos caminhando, estava em frente a minha casinha amarela simples. Abri o portãozinho enferrujado de ferro e entrei no pequeno quintal que estaria com um aspecto pobre como a própria casa, não fosse os cuidados que eu lhe dirigia. O quintal tinha algumas flores e ervas, algo que eu mesmo plantara para melhorar o aspecto do lugar. 

Evil de repente pulou do meu colo e se dirigiu à parte de trás da casa, provavelmente para pular para dentro do meu quarto cuja janela eu sempre deixava aberta. O gato sempre entrava pela porta da frente da casa junto comigo, só não quando minha mãe estava presente pois essa lhe odiava, ódio que o felino parecia retribuir.

Suspirei cansado, já sabia que quando entrasse em casa minha recepção não seria nada calorosa. Afinal aquela era Jeon SoMin, só por respirar perto dela eu a irritava.

— Mãe? A senhora está em casa?— perguntei receoso ao entrar.

— Então quer dizer que os idiotas finalmente chegaram.— ouviu a progenitora falar lá da sala.

Tirou os sapatos e trancou a porta atrás de si e foi preocupado em direção a sala. Só pela voz, já sabia que a mais velha estava embriagada e delirando outra vez. Em aparência eu era minha mãe cuspido e escarrado, só que com corpo e feições masculinas. O estado da Jeon largada no sofá com garrafas em volta era deplorável, os negros cabelos curtos desfiados estavam mais embaraçados que o normal e o lápis nos grandes olhos escuros estava borrado. Ela parecia ainda mais pálida do que o normal.

— Sou só eu mãe.— sentei-me no chão do lado do sofá, sentindo o cheiro forte de rum que emanava dela, sua bebida favorita e a minha também, embora eu pelo menos soubesse quando parar de beber.

— Para de mentir garoto, eu sei que seu pai está aqui outra vez. É sempre assim, desde quando aquele demônio nos achou, ele pôs as asinhas em você e não sai mais de perto.— a Jeon chutou as sapatilhas que tinha nos pés, e riu ao ver que tinha acertado a tv.

Eu já desistira de tentar entender essas loucuras que minha mãe falava quando estava bêbada. Jeon SoMin nascera em uma família muito pobre, praticamente a beira da miséria. Seus pais também eram alcoólatras e não paravam em emprego algum. Após anos de maus tratos, de viver com fome e apanhando dos progenitores, fugiu de casa. Como não havia concluído o ensino médio e não possuía nenhuma experiência no mercado de trabalho, acabou não conseguindo emprego. Quando já estava em situação pior do que quando estava na casa dos pais, encontrou um jeito de arranjar dinheiro; se prostituindo.

SoMin tinha dezesseis anos na época, e continuou por anos na profissão. Aos dezoito anos engravidou de um cliente, que segundo ela ele era “da pesada”. Ficou com medo de contar a gravidez e saiu de sua cidade natal, Busan, e veio comigo para Seul. Ela sempre foi uma mulher muito bonita só que com o passar do tempo sua aparência foi maltratada, pelas drogas e bebidas, com as quais não conseguia viver sem. JeongGuk sempre fora de uma beleza e charme descomunal, e quando foi crescendo aos poucos atraia mais o olhar dos clientes de sua mãe do que a própria. SoMin recusava as propostas que recebia para que seu filho se prostituisse, mas aos poucos ela se enterrava mais nas dívidas das drogas que consumia e ia perdendo a maioria dos clientes que possuía. Quando já estávamos quase tendo que vender a casinha em que morávamos eu tomei a decisão que nos salvaria. Aos quinze anos, comecei a me prostituir também. 

A princípio ela recusou a minha decisão veementemente, mas acabou cedendo ao ver que nós realmente não tínhamos nenhuma outra opção. Com o tempo e vendo que não teria mais de se prostituir e que os lucros do meu "trabalho" eram maiores do que o imaginado à princípio, ela parou de se prostituir também. Um ano depois disso, conseguiu ironicamente o serviço de Bargirl, por ter um conhecimento aprofundado em bebidas e ter coragem o suficiente para expulsar os bêbados quando o bar estava perto de fechar. 

Agora eu já tinha dezoito anos e iria entrar na Seul University, na qual consegui meia bolsa para fazer Direito. Nós ainda não éramos estáveis financeiramente, o dinheiro que minha mãe ganhava no bar era uma merreca e eu ainda tinha de me prostituir. Eu geralmente trabalhava três vezes por mês, apenas para não nos faltar nada, porém com o custo da meia bolsa da faculdade eu teria de aumentar esse número, infelizmente.

— A senhora bebeu demais. E se você não se lembra nem sei o nome do meu pai, quem dirá estaria aqui com ele.— encostei a cabeça no braço do sofá. — Hoje é sexta, você não iria trabalhar das seis até às quatro da madrugada?

— A inútil da filha dos donos está de aniversário, então eles fecharam o bar para uma festinha.

— Ah, a Lalisa. Verdade, ela tinha comentado sobre essa festa comigo. Eu disse a ela que não iria porque estaria trabalhando, e é verdade.— revirei os olhos ao lembrar da menina que embora tímida, vivia dando em cima de mim.

 Lalisa começaria a estudar na Seul University, e eu só esperava para ver o inferno que isso seria.

— Você sabe que ela vive querendo dar pra você. Volta e meia aparece lá no bar pra comentar a seu respeito, a criatura não sabe nem disfarçar.— ela riu escandalosamente e eu me esforcei para não fazer o mesmo, afinal, isso não era nem um pouco gentil.

— Quem não me quer mãe? Eu simplesmente não quero, minha vida já tem sexo em demasiado.

Eu não estava me gabando, apenas falara a verdade. Desde muito jovem eu notara que encantava as pessoas sem nem ter a mínima intenção, quem não queria me ter em sua cama, queria a minha beleza. Se não fosse os dois. O mais estranho de tudo era que mesmo sendo um rapaz muito belo, por um azar nunca consegui um trabalho de modelo ou sequer um trabalho comum, estranhamente a princípio nas entrevistas as pessoas né adoravam, mas quando era para haver a confirmação, elas davam para trás sem explicação.

Eu já deveria ter me acostumado com todo esse assédio, mas ainda sentia repulsa de toda essa atenção maliciosa que eu recebia. Era pedir demais que houvesse alguém além de minha mãe e meu melhor amigo que me olhasse pelo o que eu sou de verdade, não apenas pela minha aparência?

— Você que sabe garoto, sexo casual não faz mal a ninguém, e até que ela é bonitinha. Agora me deixa mofando aqui, todo esse rum tá' me dando sono.— ela virou no sofá e se encolheu em posição fetal, se preparando para apagar ali mesmo.

— Não senhora, você tem que tomar um banho e ir dormir na sua cama.— levantei e tentei carregar ela dali, mas a mulher lhe deu um tapa nas mãos.

— A porcaria do chuveiro queimou. Você sabe que eu não tomo banho gelado menino, é contra a minha natureza.

Revirei os olhos, mas não quis teimar mais.

— Então deixa eu te colocar no seu quarto pelo menos. Se não amanhã além de estar com ressaca, vai me culpar pelo seu torcicolo por dormir no sofá.— peguei a mais velha que não era muito leve, porém eu era forte e já estava acostumado.

Desviei das garrafas de rum jogadas pela sala, a coloquei na cama de seu quarto e logo a cobri. Pude ouvir ela sussurrar algo parecido a um agradecimento no escuro, porém não pude ter certeza. 

— Jeon.— ouvi ela chamar quando estava prestes a sair do quarto e parei para escutá-la.— Eu só queria...Ah deixa. Vai tomar um banho, você está fedendo a sexo.

— Boa noite.— fechei a sua porta, ela não respondeu; provavelmente já havia caído no sono.

Fui em direção a cozinha e peguei o pote com figuras de vaquinhas que ficava em cima do microondas, e era onde deveríamos colocar o dinheiro que conseguíamos. Tirei o dinheiro do bolso da minha calça jeans e coloquei os wons que serviriam para comprar as comidas e os utensílios de limpeza do mês, no pote antes vazio.

 Separei uma pequena quantia para comprar algo do qual eu mesmo que lutasse não conseguia me afastar. Mentalmente pedi desculpas à minha mãe pela hipocrisia, pois justamente aquilo que fora nossa ruína, eu também não conseguia largar. Levei a quantia ao meu quarto e escondi debaixo de uma lajota solta do piso do lado do armário, onde geralmente eu e minha mãe não tínhamos costume de andar; então voltei à cozinha.

 Um programa de uma semana atrás fora com o que eu pagaria a mensalidade da faculdade que eu começaria aquele mês, e também os materiais. Infelizmente ainda teria que fazer um programa até o final do mês, para ajudar minha mãe a pagar o que faltava das despesas da casa. Suspirei aliviado por saber que pelo menos nossa comida estaria garantida aquele mês.

Abri os armários e a pequena geladeira em busca de comida e vi que eles estavam vazios, teríamos de ir às compras no sábado. Insatisfeito porém já acostumado, fui em direção ao banheiro sabendo que teria que ir dormir de barriga vazia. 

Entrei no banheiro e coloquei as roupas sujas que vestia no cesto de roupas. Abri a cortina de plástico e liguei o chuveiro, pulando de susto e xingando ao constatar que realmente estava queimado. Rangendo os dentes, entrei debaixo da água gelada. Só iria trocar o chuveiro no dia seguinte, agora tudo o que precisava era tirar o suor e gozo meus e de algum desconhecido do corpo.

Assustei-me ao perceber que lágrimas escorriam inconscientemente pelo rosto, contrastando com as gotas frias que caíam do chuveiro. Ele não era de chorar, já fazia anos que lidava com aquela realidade difícil. Porém, sempre ficava mais sensível do que o normal ao voltar de um programa. Mesmo estando há quase quatro anos na prostituição, não deixava de se sentir um lixo, alguém sujo demais, que não deveria existir. Analisou os chupões e mordidas que adornavam seu corpo pálido e estavam passando de um tom vermelho para arroxeado. Sentiu raiva daquelas marcas e esfregou com uma esponja áspera vegetal aquelas manchas, como se isso as fizesse desaparecer.

Desliguei o chuveiro, terminando o banho que não devia ter demorado nem dez minutos. Enrolei o corpo na toalha branca que havia ali e fui na direção do quarto. Ao chegar lá, Evil estava rolando em minha cama e enfiando as garras na colcha de várias cores.

— Desculpe amigo, não tenho comida nem pra mim, nem pra você.— o gato miou arrastado, como se entendesse.

Me sequei rapidamente e vesti uma cueca preta e um conjunto de moletom verde oliva desbotado. Se fosse um dia mais quente, provavelmente dormiria apenas de calça ou nu mesmo, como tinha costume. Terminei de secar os cabelos que atualmente estavam vermelho cereja e me joguei na cama, arrancando um miado descontente do gato, que com o impacto na cama foi arremessado por alguns segundos no ar.

— Desculpe gatinho— ri e me enrolei na colcha.

Sabia que não dormiria tão cedo. Estava exausto, porém sofria de insônia e a fome que sentia não colaborava em nada. Decidiu ir para a sala ver se ao tomar um pouco do rum da progenitora também ficaria com sono. Comemorei ao ver que ainda havia uma garrafa cheia e outra pela metade, das quatro que a mãe comprara. Virou a que estava pela metade em três goles, sentindo a garganta queimar. Colocou a que estava cheia embaixo do braço e fui em direção ao banheiro ao ouvir um som, provavelmente esquecera o celular no bolso da calça que jogara no cesto e agora alguém estava ligando.

Resgatou o celular e atendeu, ficando encostado no batente da porta do banheiro.

— Hey Chim. Você não está no trabalho agora?— viu que ainda era uma hora, e o melhor amigo geralmente terminava seu expediente às três.

— Estou na minha pausa para o lanchinho, que daqui a pouco acaba.— conseguia ouvir aos fundos uma forte batida eletrônica a tocar.— O que faz, coelho? Já acabou seu expediente né?

— Felizmente sim. Agora estou tomando o rum da minha mãe na esperança que o sono me nocauteie.— respondeu e conseguiu abrir a garrafa a colocando embaixo do braço, enquanto ainda segurava o celular. Ouviu o mais velho rir.

— Você é um pinguço mesmo, e ainda fala da sua mãe. Hey, quer sair comigo amanhã, ou melhor, hoje? Vamos comer alguma coisa e beber soju, já que segunda começam as torturas, digo, aulas.

Park JiMin era seu melhor amigo, a única pessoa que sabia no que trabalhava fora sua mãe e também não trabalhava em algo, digamos, muito honroso. O Park tinha vinte anos e era stripper desde que atingiu a maioridade. Também era de Busan, e veio para Seul em busca de conseguir arranjar dinheiro para enviar à irmã que era desempregada e tinha uma filha de três anos. As duas eram a única família que ele possuía. Ele não conseguira entrar em uma faculdade ao concluir o ensino médio, pois não tinha dinheiro o suficiente. Porém JiMin se esforçara, e mesmo trabalhando a noite na boate conseguira uma bolsa pra fazer medicina da Seul University aquele ano. Eu que já era seu amigo desde que ele chegara na cidade fiquei doido de alegria, afinal, faria faculdade junto a meu único amigo.

Pensativo perante a proposta, fui em direção a meu quarto.

— Desculpe Chim, tô' sem grana. O que eu ganhei hoje vai para as compras do mês...Pera'.– analisei minha cama e pensei estar vendo uma miragem.

Evil não estava mais em canto algum do quarto, provavelmente tinha ido embora ao sentir que não iria ganhar comida e em cima da cama havia um bolo de notas de dinheiro. Eu lembrava perfeitamente que havia escondido uma quantia e a outra guardado na cozinha.

– O que foi Guk?— perguntou preocupado.

— Tem dinheiro em cima da minha cama.— respondi ainda surpreso.

— E...? Provavelmente você deve ter esquecido aí.

— Não Chim, eu acabei de guardar em um pote o dinheiro das compras, sem contar que isso é até um pouco mais do que eu ganhei.— teimei e coloquei a cabeça para fora da janela que havia em cima da cama, olhando o quintal em busca de alguém que pudesse ter deixado o dinheiro ali.

— Ah, sei lá cara. Eu se fosse você não reclamaria.— o Park concluiu.— E aí, já que você tem dinheiro, vai sair comigo amanhã?

— Okay, eu 'tava precisando sair e esfriar a cabeça mesmo. Mas vai ter que ser de noite, eu tenho que fazer compras e arrumar o chuveiro, sem contar que eu pretendo dormir até depois do meio dia.

— Então eu passo aí às sete e a gente vai naquela feirinha que vai ter na praça central. Já que meu apartamento é perto, você dorme aqui.

— Tudo certo então. Como vão MinJi e a EunJi?— perguntei pela irmã e pela sobrinha de JiMin, cuja única vez que vira foi quando elas visitaram Seul um ano atrás, mas mesmo assim já conquistaram minha simpatia.

— Você não vai acreditar, MinJi conseguiu um emprego de secretária! Ela conseguiu um adiantamento pois o chefe gostou muito dela na entrevista, e ela vai poder colocar a EunJi na escolinha. Ou seja, agora as contas vão desafogar.

— Que ótimo Chim! Fico muito feliz por vocês.— sorriu e tomou mais um gole do rum.— Mas e aí, vai parar de dançar na noite?

— Nah, eu ainda preciso pagar o aluguel do meu apartamento e as minhas outras necessidades. Sabe, o emprego não é de todo ruim. Tem os maníacos tarados é claro, mas eu gosto de dançar.— ri e ele também.— Sabe, ia ser bem legal se você dividisse o apartamento comigo, só tem um quarto, mas é grande.

— Ah Jiminnie, eu iria. Só que tenho medo do que pode acontecer com a minha mãe se eu deixar ela sozinha. Você sabe dos problemas dela.

— Sei, entendo. Bom, meu intervalo já acabou Gukie. Até hoje mais tarde, se cuida.

— Se cuida também.— desligou a chamada e colocou o celular no criado mudo ao lado da cama.

Ainda meio apreensivo, olhou para fora da janela mais uma vez e a fechou, colocando a trava. Escostou-se nos travesseiros e terminou de pouquinho em pouquinho a garrafa de rum. Quando acabou, colocou-a no chão e pegou seu celular novamente e conectou os fones. Como a sua visão já estava embaçada, demorou um bom tempo para achar o player de músicas, mas conseguiu e as deixou tocando baixinho no aleatório.

— “ Oh, some people got the real problems. Some people out of luck.” (Algumas pessoas tem problemas reais. Algumas pessoas sem sorte)— cantou groguemente partes da canção.— “ Some people think I can solve them..."( Algumas pessoas acham que eu posso resolvê-las.)

Embalado pela bebida e voz grave do cantor de uma de suas músicas preferidas, caiu em um sono profundo, sem os pesadelos com os quais já estava acostumado.



“ Lord heavens above "

( Senhor acima dos céus )

“I only human, after all”

(Eu sou apenas humano, afinal)

“I only human, after all "

(Eu sou apenas humano, afinal)

“Don't put the blame on me"

(Não ponha a culpa em mim)

“Don't put the blame on me”

(Não ponha a culpa em mim)



Notas Finais


Ata, claro, por que não?
Me doeu muito escrever sobre o Kook, vocês não fazem ideia
Está betado, mas desculpem qualquer erro que eu possa ter deixado escapar

Os prazos de postagens são de uma semana até um mês, mas como estou com alguns capítulos prontos, pretendo postar logo

Se vocês chegaram até aqui, me digam o que acharam por favor!

Até a próxima, XOXO

FUI.CHU♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...