História Boyfriend (Malec) - Capítulo 9


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Sebastian Verlac, Simon Lewis
Tags Clace, Malec, Ragnael, Sizzy
Visualizações 468
Palavras 3.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, amados (:
Um capítulo surpresa para vcs com todo amor e carinho ^^
Aqui vamos saber mais da história sob o ponto de vista de outros personagens e assim vcs poderão entender mais a minha proposta.
Conheçam mais um vilão ._.

Have fun! =)

Capítulo 9 - Amizade


Dias atuais

Ele bateu na porta da suíte, mas não foi atendido. Resolveu abri-la e não se surpreendeu ao ver que estava destrancada. O modelo estava mais distraído que nunca. 

Mark não podia dizer que não estava contente com a miséria de Alec. Sim, era péssimo para a carreira do modelo, mas ótimo para o agente enfim ter sua tão merecida chance. Magnus estava fora do caminho e a hora de atacar o homem que o despertava os mais loucos desejos tinha chegado.

Andou devagar em direção ao quarto e se encostou por alguns segundos no batente da porta ao ver o belo rapaz encolhido no colchão, ressonando suavemente. Mark mordeu os lábios e se aproximou mais da cama. 

A vontade de tocar Alec era tentadora demais, o agente sonhava noites a fio com aquele corpo delicioso em cima do seu, gemendo em seu ouvido, enquanto levava o modelo ao delírio. Só de pensar em tal possibilidade sentiu seu corpo se acender.

Lentamente, ele ficou de joelhos na beira da cama e roçou o nariz no pescoço exposto de Alec, embriagando- se com o cheiro suave e ao mesmo tempo másculo que ele possuía. Ouviu um murmúrio vindo do rapaz e se retesou, Alec não acordou, mas ele estava sorrindo e de sua boca escapou o nome que Mark mais odiava. Magnus.

Tentando controlar a fúria, ele se afastou e andou em círculos pelo ambiente para se acalmar antes de acordar Alec. Ele não entendia como o modelo podia ser tão obcecado por um cara que era comprometido e que apenas lhe oferecia migalhas de um suposto amor.

Seus pensamentos foram interrompidos por um zumbido e ele viu o celular de Alec brilhando. Sem hesitar foi até o aparelho e torceu para que ele não fosse bloqueado. Deslizou a tela e sorriu vitorioso quando o celular destravou. Quando viu o papel de parede de Alec – Magnus dormindo de bruços na cama dele, apenas com uma cueca vermelha – seu sorriso morreu e ele revirou os olhos.

Deu uma última olhada em Alec e seguiu para a sala. Se sentou no sofá, com os pés em cima da mesa de centro e abriu o WhatsApp do modelo. Tinha duas mensagens de Magnus. Uma pedia que ele o esperasse. Mark grunhiu, irritado; e a segunda que tinha chegado há minutos atrás, estava escrito, “por favor, me responda”.

Ele rolou mais a conversa e ficou enfurecido ao notar que Alec não tinha desistido daquele cara, coisa nenhuma. Ele tinha esperanças que Magnus o escolhesse e pelo jeito, o outro daria um jeito de largar o namorado para ficar com o modelo.

Sua vontade era jogar aquele maldito aparelho na parede e não deixar Alec tomar conhecimento daquela mensagem. Mas quebrar o acessório seria extremo demais, além de muito suspeito. Teve uma ideia melhor, tirou prints da última conversa deles e enviou para o próprio celular, tomando o cuidado para não deixar vestígios no celular do modelo.

O próximo passo era apagar as duas mensagens de Magnus. Era uma tentativa idiota, afinal Magnus não desistiria tão fácil, mas talvez fosse o suficiente para plantar o bichinho da desconfiança entre o casal e para Mark já era um começo.

Com um sorriso perverso, ele selecionou as duas mensagens e quando estava prestes a clicar no ícone da lixeira a porta da frente se escancarou e ele um deu pulo de susto ao ouvir a voz estridente do melhor amigo de Alec.

- O que você faz aqui?

 

**

Raphael pediu alguns dias de licença do trabalho, deixou um namorado nada contente em Nova York e seguiu rumo a Viena atrás de seu melhor amigo.

Na noite anterior, Alec tinha ligado para ele, desolado, dizendo que tinha terminado com Magnus. Ouvir o amigo chorando feito uma criança deixou o coração de Raphael partido.

Era uma relação complicada, a que eles mantinham, mas Raphael não julgava, como tinha dito tantas vezes, tanto para Alec quanto para Magnus, ele torcia que eles se acertassem para valer.

Assim que Alec desligara o telefone, ele comprou passagens para Viena, avisou o namorado de sua decisão, ligou para Catarina e pediu que ela ficasse ao lado do amigo dela, pois ele estava indo cuidar do seu.

Não era a primeira e nem a segunda vez que Raphael visitava Alec em Viena e por isso, ele já era conhecido por todos os recepcionistas no hotel que o amigo sempre ficava. Como queria fazer uma surpresa para Alec, ele teve que improvisar.

Pediu um cartão extra da suíte ao atendente, alegando que Alec estava doente e por isso não atendia ao telefone, mesmo relutante o funcionário acabou sendo convencido por Raphael. Assim que ele pegou o cartão, agradeceu o rapaz com um beijo estalado na bochecha dele e seguiu para os elevadores.

Ao chegar na suíte, Raphael abriu a porta com um sorriso no rosto, esperando ver Alec jogado no sofá, mas sua expressão mudou completamente quando viu o agente do amigo esparramado na sala como se fosse o dono do local.

Ele entrou como uma bala no ambiente e disse:

- O que você faz aqui?

Mark se assustou e escondeu algo atrás das costas.

Raphael franziu o cenho, desconfiado. O rapaz detestava Mark e a recíproca era verdadeira; ele sabia que o agente era apaixonado por Alec desde que o modelo o contratara, mas Raphael conhecia um problema de longe e aquele cara emanava problemas. E por deixar sua opinião bem clara para o agente, Mark também não o suportava.

- Que susto, Raphinha? – O loiro disse, com ironia.

Raphael bufou e cruzou os braços.

- Se você me chamar assim mais uma vez, eu arranco esse seu cabelo oxigenado!

Mark gargalhou e se levantou. Ele não tinha nada nas mãos e também não colocou nada no bolso, então Raphael deixou a paranoia de lado.

- Afinal, o que você está fazendo aqui? – mark perguntou, deixando sua insatisfação bem clara.

- Não é da sua conta. – Raphael acomodou sua mala em um canto e olhou ao redor – Cadê o Alec?

- Dormindo. – Respondeu, apontando para a porta fechada – Eu estava indo chamar ele, temos uma festa daqui a pouco.

- Hum... festas é comigo mesmo.

- E quem disse que você vai? – o desdém era evidente na voz do loiro.

- Eu digo. Se o Alec vai, eu também irei. – Raphael foi até a porta da frente e a abriu novamente – Agora se me der licença, eu gostaria de fazer uma surpresa para o meu amigo e sua presença suga toda a energia boa.

- Você não pode me expulsar assim... -  Mark tentou protestar.

- Tanto posso, quanto estou – ele apontou o braço esquerdo para o corredor – agora vaza, cobra loira.

Mark ficou vermelho, bufando como um touro prestes a atacar, mas permaneceu calado e saiu lançando um olhar assassino para Raphael.

O rapaz revirou os olhos e trancou a porta, só para garantir que Mark não voltasse de fininho. Correu em direção ao quarto de Alec e parou por um instante ao ver seu amigo tão desamparado, encolhido naquela cama enorme.

Engoliu o nó na garganta e pulou no colchão ao lado dele. Raphael estava ali para levantar o astral de Alec e não o deixar pior.

- Acorda, belo adormecido. – Ele cutucou as costelas do amigo, fazendo cócegas até o outro grunhir irritado.

- Acorda, Aleczinho! – Alec abriu os olhos de supetão ao ouvir o apelido que apenas uma pessoa tinha autorização para usar.

- Rapha...? – A voz dele falhou.

Ele se sentou rapidamente e puxando Raphael para um abraço, chorou no ombro do melhor amigo.

- Ei, calma. – Raphael consolou o amigo, massageando as costas dele, que tremia por causa do choro descontrolado.

- Rapha... eu... o Mag... nós... – Alec soluçava tanto que suas palavras saíam incompletas.

Raphael segurou os ombros do amigo e o encarou. Foi angustiante ver os olhos azuis sem vida de Alec.

- Ele virá, você nunca deixou nada abalar a relação de vocês – o rapaz disse, mantendo a positividade na voz – não vai ser agora que vai começar, não é?

Alec não parecia tão confiante.

- Eu sabia que ia acabar assim... – Ele soluçou – mas eu o amo tanto... eu...

- Quem disse que acabou? – Rapha o confortou, tocando o braço esquerdo do amigo – um amor como o de vocês não acaba assim tão fácil.

Alec passou a mangas do pijama no rosto para limpar as lágrimas.

- Não sei de mais nada... ele não me mandou uma mensagem sequer e... – Alec olhou para a mesinha onde deveria estar seu celular e deu um pulo para fora da cama ao notar o lugar vazio.

- O que foi? – Rapha perguntou, confuso.

- Meu celular... eu juro que deixei aqui, antes de dormir – Alec procurou entre os travesseiros e os lençóis, sem sucesso.

- Talvez você apenas pensou que deixou aqui, mas colocou em outro lugar – Raphael pegou seu celular e discou o número de Alec – vamos já descobrir.

Logo eles ouviram a voz da Madonna cantando “La Isla Bonita” - o toque de Raphael – e Alec correu para a sala seguindo na direção do som. Seu celular estava enterrado entre as almofadas do sofá branco. Ele pegou o aparelho com um alívio estampado no rosto e se jogou no sofá.

Raphael se sentou ao lado do amigo, o observando destravar o celular e murchar ao ver que não tinha nenhuma mensagem nova.

- Nada – ele disse, com a voz trêmula.

- Eu sinto muito, Alec. – O amigo tocou em seu braço suavemente, sem saber mais o que fazer – por que você não manda uma mensagem, ao invés de ficar esperando?

- Não sei se é uma boa ideia – disse inseguro – e se ele não...

- Pode parar – Raphael o interrompeu – Magnus é louco por você. Vai ver ele está com medo de ser rejeitado.

- Rapha, eu deixei bem claro para ele que eu estou aqui, o esperando. – Alec fungou.

- Então só reforce isso. Uma última vez. Pelo amor de vocês.

Alec o encarava em silêncio, sem expressão.

- Tudo bem. – Com as mãos afoitas, ele entrou na janela de Magnus e arfou, levando a mão ao peito.

- O que foi, Alec?

- Rapha, tem mensagens novas dele! – Alec riu, com os olhos cheios de lágrimas.

Empolgado pela felicidade do amigo, ele disse:

- Está esperando o que para responder, seu lesado?

Alec limpou o rosto e digitou, com as mãos trêmulas.

Ao terminar, ele passou o celular para o amigo.

“Eu estou e vou continuar te esperando, só não demore tanto. Te amo mais.”

- Ai, por Beyonce! Vocês são muito fofos! – Raphael disse, rindo – Você vai ver, tudo vai se acertar, meu amigo. Vocês se pertencem.

Alec balançou a cabeça em concordância, mais animado.

- Obrigado, Rapha, por estar aqui. – Disse tocando as mãos do amigo –Sua amizade me fortalece e você é minha estrela da sorte.

- Então acho que está na hora de você trocar meu toque de “La Isla Bonita” para “Lucky Star”. – Raphael disse brincando, se referindo a outra canção de sua cantora preferida.

- Vou fazer isso assim que baixar a música.

- Eu vou cobrar, hein?

– Eu sei, seu chato. Você sempre dá um jeito do meu celular ficar cheio de músicas da Madonna - Alec disse, revirando os olhos inchados e vermelhos.

Ambos riram.

- Agora trate de tomar um banho e ficar bem gato, pois estou sabendo que temos uma festa para ir hoje.

Alec grunhiu, contrariado.

- Odeio ir nesses eventos.

- Eu sei, mas comigo ao seu lado, Aleczinho – ele cutucou o braço do amigo – nada será tedioso. Agora vá!

Alec riu e correu para o banheiro.

Assim que conferiu que estava fora do alcance da audição de Alec, Raphael pegou seu celular e ligou para a única pessoa que poderia lhe ajudar a manter aqueles dois juntos.

 Depois da suspeita que teve a pouco – sobre Mark e o celular de Alec escondido aonde o loiro estava sentado minutos antes – ele decidiu que estava na hora de fazer alguma coisa concreta para ajudar o amigo.

- Catarina, precisamos conversar.

 

**

Ela estava esgotada, mas adorava sua profissão, cuidar de crianças e ver o sorriso inocente delas, era o que fazia Catarina encarar todos os dias, um dia cheio no hospital geral de Nova York. E mesmo querendo apenas um lugar para descansar seu corpo castigado pelas horas de plantão a fio, ela não foi para casa, foi para o apartamento de Magnus, pois assim que recebeu a ligação de Raphael, pedindo que ela cuidasse de Magnus, Catarina soube que Richard tinha conseguido o que queria. Separar Magnus e Alec de vez.

Na verdade, era nisso que Catarina acreditava. Ela não tinha provas, mas sua antipatia inexplicável por aquele cara sonso – como ela o chamava - dizia que ele tinha alguma coisa a ver com o sofrimento de seu melhor amigo.

E dessa vez, ela estava disposta a tudo para desmascarar Richard.

Eram 11 da manhã de terça, quando ela bateu na porta de Magnus. Teria vindo antes se o amigo tivesse lembrado de lhe avisar o que estava acontecendo. Empurrou a ponta de mágoa para o fundo do peito e sorriu ao ver o moreno de olhos puxados e inchados, abrir a porta.

- Cat... – Ele ficou paralisado, lutando para não chorar. Mas foi inútil quando Catarina o puxou para um abraço caloroso.

- Ah, Mag... por que você não me contou? – Ela afagou as costas de Magnus, enquanto ele soluçava sem parar.

- Me desculpe... eu não tive tempo... o Richard... ele...

Catarina revirou os olhos e se afastou do amigo.

- Onde ele está?

- Dormindo. É só o que ele faz desde ontem.

Ela olhou na direção do corredor que levava ao quarto e voltou a olhar para Magnus.

- Podemos conversar em um lugar reservado?

- Cat, ele não vai acordar agora e além do mais não posso deixá-lo sozinho.

Catarina grunhiu.

- Mas você disse que ele não vai acordar tão cedo e não vamos demorar.

Magnus ficou inseguro por alguns instantes, encarando o rosto suplicante de sua amiga.

- Tudo bem, vamos ficar dentro do seu carro, só cinco minutos. – Ele pediu.

- Ok, vamos. – Se deu por vencida.

Ao entrar no veículo de Catarina em frente ao prédio de Magnus, ele deu mais um abraço na amiga e aos prantos e sem que ela precisasse pedir, relatou tudo o que houve na madrugada de domingo. A amiga ouvia a tudo, atenta e com o coração apertado.

Ela ofereceu um lenço para o amigo enxugar as lágrimas assim que ele ficou mais calmo.

- Mag... eu sei que você não pode deixar o Richard agora, mas não desista do seu verdadeiro amor.

- Cat, eu estou com medo... e se ele não me quiser mais? E se cansar de me esperar?

- Ele pediu que você lutasse pelo amor de vocês e você disse que iria, certo?

- Claro. – Respondeu sem hesitar.

- Então pare com essa paranoia boba. Vocês se “separaram” – ela destacou a última palavra com os dedos – tem apenas dois dias, claro que Alec não desistiu de você.

Ela apontou para o celular que Magnus mantinha nas mãos.

- Vamos, mande uma mensagem para ele.

- Mas e o Rich...?

Catarina bufou, perdendo o resto da paciência que ainda tinha.

- Pelo amor de Deus, Magnus! Dá para pensar na sua felicidade por pelo menos um minuto?

Ele se encolheu no assento, com os olhos marejados.

Ver o amigo tão fragilizado e perdido, deixava Catarina tão machucada quanto ele.

- Ei, me desculpe, eu estou sendo insensível – Ela tocou a mão de Magnus – só odeio ver você tão devastado desse jeito.

Ele concordou com a cabeça. Respirando fundo, enviou uma mensagem para Alec, reforçando sua promessa e seu amor incondicional.

Os minutos se passaram e não houve resposta.

- Que horas são em Viena? – Cat perguntou.

- Por volta das cinco da tarde. – Magnus respondeu, encarando a tela do celular.

- Talvez ele esteja em algum ensaio – ela o tranquilizou – ele vai responder logo.

- Sim, ele vai – Magnus tentou sorrir.

- Então, o que aconteceu dessa vez com Richard? – Catarina tinha que colher informações para iniciar sua investigação.

Magnus suspirou fundo, com os ombros caídos.

- Basicamente o que sempre acontece. Ele não tomou os remédios nos horários certos e desmaiou tentando alcançar as pílulas.

Catarina colocou a mão no queixo, pensativa.

- Você disse que ele mandou mensagem para você por volta das 4 e 30 da manhã, certo?

- Sim.

- E você chegou em casa às 7 e ele já estava desmaiado.

- Bem, sim. Ele tentou me avisar, mas ele disse que não conseguia respirar e a dor no peito o deixou apavorado, então ficou quieto na cama, para acalmar os pulmões, na esperança que eu voltasse logo – Magnus engoliu em seco.

- Mas mesmo com a dor, ele poderia muito bem ter alcançado os remédios nesse meio tempo, não acha? O banheiro não é longe.

Magnus franziu o cenho.

- Catarina, onde você quer chegar com isso?

- Mag, eu sou médica e meu instinto diz que tem algo errado aí.

- Você quer dizer que ele estava fingindo que não conseguia respirar? – Magnus aumentou o tom de voz.

- Não sei... mas eu...

- Você sabe muito bem que ele não tem por que fingir, Catarina.

- Mag, calma...

- Você sabe sobre nosso passado! Sabe que a culpa do Richard ter câncer de pulmão é minha! – ele gritou e começou a chorar.

Espantada, Catarina paralisou por um instante, sem saber o que fazer ou dizer.

Sim, ela sabia de toda a história de como Richard desenvolveu aquela doença terminal, mas mesmo parecendo uma desconfiança cruel aos olhos dos outros, Catarina ainda não estava convencida de que aquele fato triste fora de total responsabilidade de Magnus.

- Me perdoe, eu não vou mais falar sobre isso. Me perdoe. – Ela abraçou o amigo e o beijou no rosto.

- Eu... preciso voltar – ele disse, sem encarar a amiga.

- Tudo bem. Me ligue se precisar de alguma coisa. Qualquer coisa, ok?

- Eu ligo – ele sorriu minimamente, a mágoa pela amiga, já esquecida.

- Me prometa que vai se cuidar e que não vai desistir do Alec.

- Eu prometo e obrigado por me ouvir.

- Você sabe que sua amizade é tudo para mim, não sabe? – Ela perguntou, olhando fundo nos olhos verdes dourados de Magnus.

- Sim, Cat. E nada vai abala-la. Nem suas suspeitas sem cabimento – ele puxou a ponta do nariz da morena, carinhosamente.

Catarina pensou em dizer que suas suspeitas podiam ser tudo, menos sem cabimento, mas por hora preferiu poupar o amigo, até ter como provar que Richard não era o santo como Magnus imaginava.

- Sim, nada vai balançar os alicerces que construímos durantes todos esses anos – ela deu um último abraço no amigo e impotente, permitiu que ele voltasse para o apartamento e para sua rotina triste e sem saída.

Catarina limpou as lágrimas do rosto e ligou o carro, antes que saísse da vaga, seu celular vibrou dentro da bolsa. Alcançou o aparelho e viu o nome de Raphael estampado na tela.

- Rapha? Tudo bem?

- Catarina, precisamos conversar.  – Raphael estava sério. Sinal que alguma coisa tinha acontecido.

- Diga.

- Eu e você. Vamos unir Magnus e Alec de uma vez por todas.

A morena deu um largo sorriso, empolgada. Desde que Alec e Magnus assumiram para seus amigos que estavam apaixonados e iriam viver um romance escondido, Catarina e Raphael vibraram; ambos eram a favor do casal desde o início, mas nunca se intrometeram na história deles, por respeito ao outro relacionamento de Magnus.

Mas ver seu amigo sofrer tanto e ter a suspeita que Richard não era inocente em toda aquela situação, fez Catarina tomar a mesma decisão que o amigo de Alec tinha acabado de tomar.

- Pode contar comigo.


Notas Finais


Melhores amigos que Malec poderia ter 😍
Sábado terá um cap super fofo, fiquem ligados ^^

Obrigada e até lá (=^-^=)


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