História Boyfriend Material - Chanyeol - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Visualizações 121
Palavras 1.913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora ^^

Capítulo 6 - Seis - Entramos em um acordo?


- Você esta ferrado! – Suspirei encostando a cabeço no sofá da sala do Chanyeol.

- Engraçado, você também! – Chanyeol respondeu com o mesmo suspiro.

Estávamos jogados no sofá a mais ou menos duas horas, falávamos algumas palavras soltas, mas nada que fizesse completo sentido. Estavamos perdidos. Completamente perdidos na realidade. Nenhum tinha qualquer idéia de como resolveríamos metade dos problemas em que nos metemos, era um tanto assustador isso para mim como imaginava que fosse também para ele.

- Porque você me chamou para isso? – Olhei para Chanyeol que estava com os olhos fechados, talvez para manter seus pensamentos no lugar correto.

- Porque você é a única pessoa louca o suficiente que faria algo assim. – Suspirou ainda com os olhos fechados.

- Quero motivos melhores Chanyeol, quero motivos internos, porque seu coração quis isso? – Definitivamente não sabia o que estava falando. Chanyeol abriu os olhos me encarando. Como a luz da sua sala estava apagada, apenas a da cozinha iluminava o cômodo, seu olhar naquela iluminação era assustador.

- Deveria perguntar por que meu ego quis isso.

- Porque seu ego quis isso? – Bufei.

- Quando era mais novo falava para qualquer pessoa que nunca iria namorar em toda a minha vida. – Suspirou. – Eu imaginava que um relacionamento era como uma relação de mãe e filho, e que mandariam em mim. – Sorri, não consegui evitar e o mesmo ignorou meu ato. – Quando fiquei um pouco maior e me interessei por algumas garotas eu não conseguia me envolver totalmente com elas, nós ficávamos, mas nada se tornava um namoro. Meus amigos me questionavam sobre isso e eu mesmo maior dizia que não namoraria...

- Você nunca namorou? – Era uma dúvida que me ocorria naquele momento.

- Namorei! – Sorriu. – Uma vez quando me mudei para Seul, comecei na faculdade e me interessei realmente por uma garota da minha turma no primeiro semestre. Duramos contáveis quatro meses porque eu queria minha liberdade e ela era possessiva. – Riu da sua própria desgraça. – Meus amigos nunca souberam desse namoro, nem mesmo você soube. – Suspirou. – Sigo até hoje tendo apenas envolvimentos rápidos. – Limpou a garganta. – Esses dias meus amigos sem qualquer maldade aparente me questionaram, fizeram piada sobre eu nunca namorar alguém. Na primeira vez eu estava bêbado, queria me defender então menti, no dia seguinte em que estava suficientemente sóbrio eu menti novamente. Meu ego estalou para que fizesse isso, eu só queria provar que poderia ter alguém. – Suspirou passando suas duas mãos no rosto demonstrando sua insatisfação de ter chegado até aquele ponto.

Eu não o julgaria, eu não podia julgá-lo. Eu mentia a tanto tempo por egoísmo, por medo de encarar a minha realidade que não poderia julgar ninguém por agir igual. Chanyeol sempre foi cheio de opiniões, sempre detestou qualquer mentira, mas via nos seus olhos que aquela mentira foi necessária para a sua sanidade, para a sua paz interior.

- Como faremos isso? – Perguntei.

- Meus amigos vão vir semana que vem até Seul, só precisa ir até eles e se apresentar como minha namorada extremamente ocupada e pronto. – Concordei.

Seu pedido chegava a ser tão simples que deixava toda a minha mentira parecendo um filme de terror mal feito.

- Tudo bem, não é tão complicado assim. – Sorri.

- E você? Como quer que eu faça? – Limpei a garganta pensando na forma menos dramática de dizer a ele, aliás, toda a minha história é dramática.

- Aconteceu mais um problema. – Chanyeol se pós ereto virando um pouco para a minha direção. Algo que gostava em Chanyeol: Ele poderia estar passando pelo os piores problemas em sua vida, mas quando era a minha vez de contar qualquer sufoco que tenha passado ele esquece tudo para me escutar, para tentar me entender. Era grata todos os dias por esta forma dele de agir.

- Qual problema? – Perguntou.

- Min Ah me chamou para o seu casamento, tentei negar de todas as formas, acredite, mas não consegui. – Suspirei. – Ela afirmou que o seu noivo deseja conhecer meu namorado. – Sorri tentando aliviar o momento. – É ai que você entra.

Chanyeol sorriu, eu sabia que era de desespero. Juntei minhas mãos em cima da minha coxa já que as mesmas suavam de medo da negação de Chanyeol. Eu não tinha outra pessoa que pudesse me ajudar neste momento, eu não tinha ninguém a não ser ele. Eu não podia perder meu emprego, não podia destruir o que construí com tantos anos de trabalho suado.

- Eu sei que é horrível Chanyeol, sei que estou pedindo isso logo a você que sempre me pediu para parar de mentir, mas é o meu emprego, é a única coisa que me faz bem nesse mundo, a única coisa que me faz útil. – Suspirei apertando mais minha mão contra a outra. – Eu não posso perder o que consegui com tanto esforço, mesmo que tudo isso seja por causa de uma mentira, mas eu ainda assim me esforcei.

- Tudo bem eu ajudo você. – Olhei nos olhos de Chanyeol, na verdade no que eu enxergava do seu olhar naquela pouca luz apenas para saber se ele estava falando sério.

Seus olhos eram escuros e até um tanto caídos pelo o seu cansaço eminente, mas ele não parecia demonstrar recuo, ele parecia ciente de suas palavras. Suspirei um tanto aliviada por perceber que ele havia aceitado de bom grado, que não tinha dado qualquer sermão de dez minutos sobre como era errada por mentir daquela forma.  Sorri sentindo o peso em minhas costas diminuírem um pouco mais.

- Eu vou informar você qualquer encontro que Min Ah me force a ir. – Concordou. – Você também me diga quando seus amigos decidirem visitar Seul. – Concordou novamente.

- Somos dois mentirosos solitários. – Chanyeol disse me fazendo rir, seu tom de voz não era bravo, era irônico e piadista como sempre, ele ainda assim conseguia deixar o ambiente mais leve.

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Havia se passado dois dias desde que tinha conversado com Chanyeol sobre todos os problemas da nossa atuação. Havia também há dois dias que não conseguia vê-lo, estava tão corrido com Min Ah que chegava em casa sempre extremamente tarde, conseguia apenas conversar com ele por mensagem de texto que era a forma mais rápida de comunicação.

Soube que o mesmo também anda ocupado demais, seu trabalho estava quase o promovendo e ele havia se tornado o centro principal da atenção de todos da sua empresa. Todos queriam ver o seu melhor, queriam que ele mostrasse o que possuía de bom, desta forma estava focado em não decepcionar seus superiores.

Estava quase esparramada na cadeira do restaurante italiano que Min Ah havia resolvido me trazer. Estávamos na hora do almoço e não estava de forma alguma reclamando do seu convite que veio bem a calhar com a minha fome de urso.

- Esta cansada? – Perguntou comendo o seu macarrão enfeitado demais, enquanto eu pedi apenas uma pizza de marguerita.

- Você não imagina o quanto. – Min Ah sorriu. – Aliás, acho que imagina sim, você é a noiva. – Sorri.

- Sinto que estou mais nervosa do que cansada. – Suspirou. – Acho que coloco muita expectativa neste casamento, imagino o quão fadigado meu esposo está. – Sorriu.

- Seu noivo é apaixonado por você. Aposto que esta tão nervoso quanto você.

Havia tido uma curta oportunidade de conhecer o noivo de Min Ah. Era um homem na faixa dos trinta e sete anos, um pouco grisalho por motivos de sua genética, era alto e um tanto magro, mas nada que ficasse feio com a sua altura. Ele olhava para Min Ah como um adolescente que encontrava o seu primeiro amor, ele exalava paixão por ela. Ele era tão empolgado quanto a mesma sobre o casamento, contava os dias para que chegasse o grande dia e que pudesse viver com sua noiva para sempre. Ele era o típico homem de novela apaixonado por sua companheira.

Acordei de meus pensamentos quando senti o meu celular vibrar sob a mesa de vidro do restaurante.

CHAT on

Chany ~ Meus amigos estão chegando a Seul em menos de uma hora

Chany ~ Eles não me avisaram nada sabia?

Chany ~ Eu estou completamente ferrado.

Chany ~ Eu não tenho asma, mas to sentindo falta de ar, isso é possível?

Chany ~ May Lee fuja de qualquer coisa que esteja fazendo e venha até aqui, eu imploro.

CHAT off

- Min Ah eu preciso ir. – Quase em desespero recolhi tudo meu que estava na mesa.

- Aconteceu algo? – A encarei, porque sempre me perguntava coisas complicadas?

- Hum... Minha mãe! Minha mãe me mandou uma mensagem dizendo que esta precisando da minha ajuda com o forno novo da nossa casa. – Sorri. – Ela é meio desastrada pode por fogo em toda a casa. – Suspirei pondo minha bolsa nos ombros. – Estou indo...

- May, calma eu te levo. – O que?

- Não precisa Min Ah, pode terminar seu almoço sossegada.

- Eu insisto. – Falou levantando pegando tudo que era seu em cima da mesa.

Tudo bem May, tudo bem.

Seguimos quase que voando pelas as ruas de Seul. Min Ah havia realmente entendido que estava com pressa naquele momento, então dirigiu seu carro em uma velocidade que imaginei ser inapropriada para o horário. Logo chegamos até a casa de Chanyeol.

- Precisa de ajuda com a sua mãe? – Limpei a garganta.

- Não esta tudo bem, consigo resolver com ela. – Sorri. – Obrigada pela a carona salvou minha vida. – Min Ah sorriu.

Sai do carro quase correndo logo subindo as escadas da casa de Chanyeol, ouvi algumas vozes e pude sentir minhas pernas falharem. Força May, seu amigo precisa da sua ajuda. Desfiz qualquer cara de pânico pondo um sorriso no lugar, eu precisava parecer bem, eu necessitava parecer bem.

Dei dois passos chegando até a porta de Chanyeol. Bati duas vezes seguidas percebendo que o barulho dentro da casa cessou. Logo a maçaneta da porta mexeu surgindo um Chanyeol nervoso.

- Obrigada por vir. – Sussurrou e eu apenas concordei.

Chanyeol deu espaço mostrando um grupo de seis amigos sentados em sua sala conversando, respirei fundo, você mentiu por anos May Lee, você pode mentir mais uma vez.

Percebi que Chanyeol estava pálido, claramente nervoso e ansioso. Queria alguma forma de acalmar ele de mostrar que as coisas vão dar certo. Suspirei puxando o mesmo pela a mão logo depois segurando firmemente a mesma. A mão de Chanyeol era extremamente grande que cobria facilmente a minha, poderia sentir a mistura de áspero com macio da mesma, era reconfortante segurá-la, poderia sentir que agora tinha coragem o suficiente para encarar todas aquelas pessoas desconhecidas.

- Vamos conseguir. – Sorri e o mesmo concordou encarando nossas mãos unidas.

Caminhamos juntos até a sala onde todos estavam e nossa presença quase sentida de longe fez com que todos parassem seus assuntos e nos encarassem. Algumas pessoas sorriam largamente demonstrando sua animação, outras apenas nos encaravam demonstrando absolutamente nada. Chanyeol estava com a cabeça levantada sorrindo de uma forma em que seus dentes não apareciam, mas sua covinha na bochecha dava o ar da graça o deixando absurdamente fofo. Sorri entorpecida por sua fofura extrema naquele momento e pelo os seus olhos que brilhavam em calmaria por realmente esta dando certo o seu plano. Suspirei.

- Boa tarde pessoal. – Sorri recebendo sorrisos de quase todos dali. – Prazer conhecer vocês, Chanyeol fala muito e vocês. – Agarrei seu braço esquerdo com as duas mãos automaticamente me trazendo mais para ele. Chanyeol até o momento não demonstrava qualquer nervosismo aparente.

É, até que sabíamos atuar bem. 



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