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História Boyfriend Material! - NoRenMin - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Mais uma fic pra vocês uwu espero muito que gostem!

Vi que muita gente gosta de NoRenMin, como eu hehe então resolvi escrever ^^

Boa leitura! ^^💙

Capítulo 1 - Precisamos de um namorado!


Fanfic / Fanfiction Boyfriend Material! - NoRenMin - Capítulo 1 - Precisamos de um namorado!

— Jeno quantas vezes eu já não te disse pra não deixar a porra da cueca suja encima da cama? — Renjun gritava, vindo até ele segurando duas roupas íntimas em mãos. 

— Ah, Renjun, me erra, eu vou colocar pra lavar depois. — ele bufou. 

Jeno estava jogado no sofá, com uma perna por cima do encosto dele e os olhos fixos em um programa de variedades que passava. 

— Depois o caralho. Vocês vai lavar essas merdas agora. — disse já impaciente. 

— Quem é você pra me obrigar? — ele resmungou. 

— Seu namorado, imbecíl. — bufou, jogando as cuecas na cara dele. 

— Ei! Ah, credo, Renjun! — Jeno fez careta, tirando as peças de sua face. Com toda certeza elas precisavam ser lavadas. 

— Não vai assistir TV até lavar esse troço. — pegou o controle e desligou a TV. — Anda, vai logo. 

— Puta que pariu! — berrou, frustrado, sentando corretamente no sofá. — Eu saí de casa pra parar de ser mandado pela minha mãe e vem você e simplesmente começa a agir como ela? 

— Só assim pra você se tocar que é um adulto, não é? — ele revirou os olhos. 

— Que saco! — ficou de pé, bufou e olhou o outro com ódio. — Eu tô' cansado de você! Mas que merda, é pedir muito um namorado menos rabugento? 

— É sim, você escolheu namorar comigo, idiota. — mostrou seu dedo do meio. 

— Só queria que você fosse menos chato! 

— E eu queria que você fosse menos infantil! 

Os dois se olharam com raiva, depois bufaram em sintonia e cada um saiu andando para lados contrários. Renjun foi pro quarto, a cabeça quase explodindo de ódio, enquanto Jeno o obedeceu, indo lavar as cuecas. 

Aquilo era rotina, mas claramente desgastava os dois. 

Todos os dias brigavam por coisas bobas, por serem tão diferentes, e quem conhecesse os dois se perguntaria como pessoas tão diferentes dariam certo. 

Bem, a relação deles estava mais para o ditado popular de que os opostos se atraem. E põe opostos nisso. 

Jeno era despreocupado, relaxado com a vida e tudo ao seu redor. Gostava de viver pacificamente, sem preocupações, por isso trabalhava em um boliche, onde só tinha que atender jovens e afins, nada de tão grandioso. Fazia faculdade de medicina veterinária, e faltava apenas dois anos para terminar. 

Tinha um estilo skatista bem irritante certas vezes; possuía cabelos castanhos, com um tom cinzento; uma tatuagem no braço esquerdo, uma pequena órbita com alguns planetas; e gostava de rock antigo e indie. 

Jeno é uma caixinha de surpresas, imprevisível, e quando você pensar que está finalmente conhecendo tudo sobre ele, na verdade você não sabe nem metade do que aquele homem bonito tem pra mostrar. 

Já Renjun é a definição da palavra calculista.

Um nerd de exatas, que tem uma resposta pra tudo sempre. Atualmente tem vinte e quatro anos, acabou de se formar em direito, e conseguiu um emprego em um escritório de advocacia. 

Cabelos castanhos, claros; corpo livre de qualquer tatuagem ou piercing; usa roupas bem sociais, gosta de sempre estar bem vestido; a pele pálida e sedosa. 

Ele odeia qualquer tipo de atraso, gosta de ter tudo em ordem, planeja tudo em mínimos detalhes antes de fazer qualquer coisa. Pode ser rude e insensível muitas vezes, até agressivo e frio, mas essa é sua forma de demonstrar afeto. 

Opostos. Que de alguma forma, se conectaram e se apaixonaram. 

Mas a vida dos dois eram sempre conturbada, com brigas e mini discussões, nada tão sério, mas que com o tempo ficava bem chato e cansativo de suportar. 

Eles amavam um ao outro, mas os dois eram complicados para ceder a qualquer coisa. Não queriam terminar, eles gostavam de namorar um ao outro, mas a convivência todos os dias os deixavam exaustos até. 

Jeno era sempre emotivo, espontâneo e carinhoso, gostava de abraços e beijos. Enquanto Renjun era mais culto, frio e não gostava muito de toque físico, bem, apenas os de Jeno, esses ele adorava e permitia. 

Começaram a morar juntos por escolha própria, e no início foi um mar de rosas, porém, depois eles começaram a perceber o qual difícil era dividir um apartamento com alguém tão diferente. 

E bem, estavam cansados disso, mas não queriam abrir mão um do outro. 

Pra falar a verdade, os dois esperavam um namorado perfeito, o que nenhum deles era. 

Após lavar suas roupas, Jeno foi fazer algo pra comer. Escutou a TV da sala ser ligada, e imaginou que o namorado estivesse assistindo. 

Colocou dois ramen's para cozinhar, e ficou os olhando na panela, enquanto sua cabeça esfriava mais. 

Não gostava de brigar com Renjun, por mais que sempre acontecesse. 

Ao terminar de preparar, colocou em uma grande tigela, pegous os hashis e caminhou até a sala, vendo o namorado sentado no sofá abraçando uma almofada. 

Ele não disse nada, apenas sentou ao seu lado, estendeu os hashis para ele, que rapidamente o segurou, e em poucos segundos, os dois já estavam colados dividindo a comida. 

Pois sempre era assim, brigavam, nenhum deles pedia desculpa ou algo assim, apenas voltavam a se falar e interagir normalmente. 

Era bom isso, pois a briga nunca era séria demais para os deixar sem se falarem por tanto tempo. 

— O que está vendo? — Jeno perguntou, comendo um pouco. 

— Estava procurando algum drama pra ver, bem, agora está passando de novo Queijo na Ratoeira. — ele respondeu, arrumando os óculos no rosto. 

— De novo? — o outro fez careta. 

— É. — suspirou. — O pior é que esse dorama é tão chato que você fica com vontade de continuar. Mesmo que o final tenha sido uma merda. 

— Concordo. — Jeno voltou a comer, e os comerciais começaram. 

Eles ficaram ali sem falar nada, enquanto as propagandas passavam. 

Até que em um momento, uma propaganda nova apareceu. 

"Se sente solitário? Pra baixo? Sentindo falta de namorar alguém?"

A voz falava, enquanto cenas de uma garota com a feição triste estava na tela. 

"Sim? Então fique atento no que vou lhe dizer agora! Eu trouxe a solução para o seu problema, e garanto que você vai adorar!"

Renjun bocejou, achava tão irritante certas propagandas. 

— Será que ele vai mostrar pra ela o que é um vibrador? — Jeno sugeriu. 

— Amor! — Renjun riu e o deu um tapa no braço. — Não seja tão malicioso. 

"Te apresento o Boyfriend Material!"

Logo, na tela, imagens de caras bonitos começaram a passar, sorridentes, pareciam na realidade bonecos. 

"Vindos direto do Japão, para toda a Ásia, o Boyfriend Material é um robô com inteligência artificial que serve como um namorado perfeito. Ele será a companhia para todos os seus dias, vai te dar todo carinho do mundo, obedecer aos seus comandos e te fazer experimentar da sensação de ter o parceiro dos sonhos!"

— Que bobagem. — Renjun revirou os olhos. 

"Não perca a oportunidade e adquira já o seu! Acesse o nosso site e largue sua vida de solteiro! Aproveite e tenha o namorado que sempre quis!"

Mas Jeno tinha seus olhos interessados na TV. 

"Boyfriend Material, o seu namorado dos sonhos!"

Disse por fim, um dos robôs, aparecendo na tela, soltando uma piscadela e depois sorrindo lindamente. 

E assim o site apareceu na TV, e por fim, a propaganda acabou. 

Jeno quase deu um pulo, tirou seu celular do bolso e começou a procurar pelo site. 

— Hey, o que você está fazendo? — Renjun perguntou. 

— Preciso de um desses. Eu preciso. Quanto deve ser? Uns milhões de wones? 

O mais velho o olhou com reprovação. 

— Ei! Que porra é essa? — tirou o celular de suas mãos. — Eu sou seu namorado! 

Jeno pareceu cair na real, então se sentiu envergonhado. 

— Desculpa, amor, não era isso que eu queria dizer... — sorriu nervoso. — É que, sabe, seria bom pra nós. 

— Como assim? — arqueou uma sobrancelha. 

— Veja. — colocou a tigela de ramen sobre a mesinha de centro e olhou o namorado. — Nós brigamos por tudo, somos tão diferentes que não paramos de discutir. E... Sabe... A gente bem que poderia adicionar um robô no nosso relacionamento. 

Ele puxou Renjun para sentar em seu colo. 

— Imagina, ter um namorado perfeito, que vai agir da forma que você quiser, que vai ser tudo o que você sempre sonhou. Seria incrível! Pensa, eu, você, o robô, seria maravilhoso! 

— Jeno... Você enlouqueceu? Já somos um casal, bobão! Seria estranho ter mais alguém entrando, não tem lógica. — ele fez uma careta. 

— Pensa bem, amor, isso poderia até melhorar nossa relação. Poderíamos nos entender melhor, esse robô poderia nos ajudar. De qualquer forma, podemos o pegar por um tempo, se ficarmos melhor depois, podemos o devolver, e essas máquinas também tem prazo de validade. 

Renjun pensou um pouco, e a lábia do mais novo estava o persuadindo. 

— Vamos, querido, isso pode dar certo. — sorriu, tocando o rosto do namorado. — Vai ser melhor pra gente... 

— Isso não é uma forma de terminar, não é? — estreitou os olhos. 

— Não! Eu amo você, ursinho. Pelo contrário, só quero que nossa relação melhore, quero poder te amar mais e aprender a te aceitar melhor. — beijou seus lábios delicadamente. 

— Hum, vou acreditar, hein... — sorriu e abraçou seu pescoço. — Mas não seria estranho? Sabe... O que as pessoas falariam se vissem três caras namorando, e um deles sendo um robô? 

— Você tem que parar de pensar tanto no que as pessoas pensam ou falam. — acariciou sua bochecha. — Se você está feliz com algo, nada mais deve importar. Então? O que acha? 

Renjun ficou o encarando, e Jeno parecia tão animado que aquilo o fez amolecer um pouco, e finalmente ceder. 

— Tudo bem. Vamos comprar um desses... Hum... Bonecos. 

— Isso! Sabia que entenderia, amor. — Jeno sorriu, e o abraçou. 

Trocaram carícias e beijos pelo resto da noite, e não discutiram sobre mais nada naquele dia. 




Compraram o robô, pelo site, e a entrega levaria dois dias para chegar. 

Jeno estava ansioso, Renjun continuava a viver normalmente, não era como se estivesse tão empolgado com aquilo. 

E na tarde de uma quinta-feira, ele chegou. 

Os correios entregaram uma grande caixa na porta do apartamento dos dois, deveria ter um metro e uns cinquenta centímetros de altura. Jeno que a recebeu, e trouxe pra dentro de casa com dificuldade. 

— Renjun! Amor! Chegou! — gritou pro namorado, que estava no quarto. 

O namorado correu até a sala, não que estivesse ansioso com aquilo, a palavra certa seria curiosidade. 

Jeno deixou a caixa no centro da sala, Renjun apareceu ao seu lado, e os dois ficaram encarando aquilo. 

— E agora? — o mais velho perguntou. 

— Vamos abrir. — sorriu. — Traz uma faca, querido, por favor. 

Renjun foi pra cozinha, pegou uma faca e entregou ao namorado. Ele se aproximou da caixa, começou a passar o objeto pela fita que lacrava a caixa, e assim a abriu. 

Tinha muito plástico bolha, protegendo o que havia lá dentro. E ao retirar os que haviam encima, ele viu o corpo do robô lá dentro. 

Renjun se aproximou um pouco. 

Parecia uma pessoa sentada lá dentro, com a cabeça inclinada para frente, revelando a nuca, onde havia um botão preto. Abaixo dele, as palavras "On/Off".

Jeno olhou o namorado, que assentiu. Então empurrou o botão para o "On", e assim, o robô começou a se mover. 

Aquele "boneco" levantou a cabeça, e os dois se afastaram da caixa. Depois, o robô ficou de pé na caixa, se esticou, e barulhos de engrenagens se movendo invadiu o ambiente. 

Ele piscou seus olhos algumas vezes, e logo ficou de pé na caixa, olhou os dois, e começou a sorrir. 

— Olá, eu sou Na Jaemin, a edição 0003 de Boyfriend Material. 

Os namorados se entreolharam, um pouco duvidosos e surpresos. 

O robô começou a sair da caixa. 

— Ufa, finalmente me ligaram, já não aguentava mais ficar naquela posição. Não tenho noção de tempo, mas tenho certeza que estou lá dentro tem meses. — ele riu baixinho, ficando de pé ao lado da caixa e arrumando suas roupas. — Minhas engrenagens queriam tanto se mover, vocês nem acreditam. 

Ele vestia uma jardineira branca, uma regata preta e tinha cabelos castanhos bem claros, quase loiros. Tinha tênis e meias nos pés, e o grande sorriso no rosto. 

— Eu pensei que iria mofar! Vivi com esse medo por tanto tempo. Agora finalmente posso ver o mundo de verdade! — sorriu ainda mais grandioso, rolando os olhos pela sala. — Uau! O mundo é grandão! Bem, é maior que a minha caixa. — riu consigo mesmo. 

E mesmo tendo estado ligado por apenas dois minutos, Jeno e Renjun perceberam que ele era do tipo tagarela. 

Eles permaneciam calados, pois aquilo era algo tão novo e esplêndido. 

Jaemin os olhou novamente, sorrindo lindamente. 

— Então, oi, eu sou Na Jaemin. — repetiu. — Eu sou seu namorado. 

Então sua feição virou uma mistura de confusão com espanto, depois apontou para os dois, intercalando seu olhar entre eles. 

— Espera... De qual dos dois eu sou namorado? 


Notas Finais


E aí? O que acha?

Se gostou, não esqueça de adicionar aos seus favoritos, comentar e me seguir para mais ^^

Obs: vou continuar sim ks

Obrigado por ler, e até o próximo! =^._.^= ∫💙🌕


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