História Boys Boys Boys - Reddie - Capítulo 2


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Categorias It: A Coisa
Personagens Benjamin "Ben" Hanscom, Beverly "Bev" Marsh, Edward "Eddie" Kaspbrak, Henry Bowers, Michael "Mike" Hanlon, Richard "Richie" Tozier, Stanley "Stan" Uris, William "Bill" Denbrough
Tags Eddie, Eddie Kaspbrak, Gay, It: A Coisa, Reddie, Richie, Richie Tozier, Trans*, Transgender
Visualizações 39
Palavras 1.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Slash
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Panicked gay attacks


Henry vinha, eles já tinham se levantado e se preparado para sair correndo, com ou sem as bicicletas, iriam para o meio no mato como sempre. Nada de novo, exceto os sentimentos de Richie à flor da pele. Enquanto fugiam ao som das provocações do mais velho, conseguiu ele jogando provocações direcionadas a Eddie.

Richie parou de correr e virou para Henry, e, no auge da sua sensatez, gritou:

— Vai se foder, babaca!

— Richie! — Beverly gritou, em choque.

— O que você disse?

— Disse que você é um pau no cu! — Já sentia suas mãos suando de novo. — Babaca!

— Richie, vamos embora, pelo amor de Deus! — Stan gritou, segurando firme no guidão da bicicleta, se controlando para não sair correndo.

— Nããão, ele quer brigar, então a gente vai brigar. — Henry disse, chegando cada vez mais perto de Richie.

— Então pode vir. — Fez uma posição que acreditava ser de briga e engoliu o medo.

•••

Richie só acordou quarenta minutos depois, por sorte, os óculos saíram quase ilesos, no máximo uma rachadura.

— Richie? — Ouviu uma voz, pensou ser a de Ben. — Richie, graças a Deus.

Os zunidos ainda eram muito desconexos e não faziam sentido, estava sem ar, tentou levantar e sentiu uma mão o segurar e o empurrar de volta ao chão. Quando olhou para baixo, viu que era Bev, e que sua mão estava com menos camadas de tecido de distância de sua pele. Logo reparou que estava só com o binder.

— Me deixa levantar. — Afastou a mão da garota de seu peito, desnorteado, queria ir para longe e fingir que nada havia acontecido. — Eu estou bem.

— Richie, deita. — Eddie se mostrou sentado ao seu lado. — Todo mundo já viu o binder e absolutamente ninguém se importa com isso.

— Eds? — Richie segurou o choro diante do sorriso acolhedor do garoto, o mesmo sorriso que estampava a face dos amigos.

— Desculpa, Richie, não consegui impedir que tirassem a sua camisa. — Bev riu contida. — Você não estava conseguindo respirar direito, eles tiraram para ver se você estava com algum ferimento, fiquei segurando o binder para você se recuperar.

— É o mesmo beco de quando o Henry machucou o Ben. — Ele constatou, se deitando no chão, suspirou aliviado. — Virou nosso pronto-socorro?

— Mais um pouco e vai virar. — Mike riu e se sentou do outro lado de Richie. — A gente te ama, Richie, não importa o que.

— Então... — Ele segurou o choro, queria manter a imagem de insensível. — Posso contar mais uma coisa?

— Mais quantas você quiser. — Eddie sorriu, na intenção de passar confiança ao amigo, Richie quase derreteu.

— Eu sou gay. — Sorriu torto, vendo o sorrisinho gay de Beverly o confortar.

— Eu acho que sou bi. — Eddie disse em seguida, chacoalhando as mãos, querendo afastar a vergonha. -E é isso, alguém tem mais alguma coisa para falar?

— Eu sou ace. — Mike levantou a mão, com um sorriso de ponta a ponta. — Nunca contei porque não achava que era uma informação relevante, mas é bom compartilhar essas coisas.

— Eu sou hétero mesmo. — Stan deu de ombros, com um sorriso de lado.

Todos se perguntaram se Stanley realmente acreditava que era hétero. Bill tinha certeza que não, mas sabia que era questão de tempo. A única pessoa que se dizia hétero e tinha credibilidade para tal, era Ben; hétero e surpreendentemente decente, foi o primeiro a apoiar Beverly quando contou que era lésbica, mesmo sendo apaixonado por ela desde que se conheceram. Ben, o único hétero possível, até porque, Stan não era hétero, ele sabia disso, só não estava pronto para falar.

Resolveram ir ambora, após passarem a tarde toda no beco esperando Richie se recuperar, em um certo momento, tirou o binder e ficou só com a camisa florida larga, os pequenos montinhos de carne eram imperceptíveis. Era uma das metas de Beverly, fazer o menino parar de usar o binder, com ou sem, não parecia ter peito, o colete mais o machucava do que o dava passabilidade. Agora que todos os outros sabiam, seriam mais do lado dela para que Richie parasse de usar o colete.

Subiram em suas bicicletas, Stan, Mike e Beverly iriam para a casa de Bill, iriam terminar juntos de ler um livro da escola, já que os três não puderam ir quando os outros se reuniram para fazer isso.  Ben se despediu dos amigos e seguiu para sua casa, Eddie se ofereceu para jantar com Richie, sugeriu uma pizza, Richie sorriu e aceitou sem pensar duas vezes.

Assim que pisaram na sua casa, perceberam que os pais de Richie não estavam lá, para variar. Pediram uma pizza de quatro queijos e uma coca-cola de 600 ml, subiram para o quarto, ligaram o video-game, pegaram os controles, se arrumaram, abriram um pacote de doritos, colocaram o jogo e Eddie começou a chorar.

Sem nenhuma explicação, ele só começou a chorar.

— Ei, ei, Eds. — Richie segurou os pulsos de Eddie, tentando fazê-lo tirar as mãos do rosto. — O que houve? 

Nenhuma resposta.

— Eddie, fala comigo, por favor, eu quero te ajudar. — Richie o chacoalhou levemente, tentando disfarçar o desespero que o assolava. — Por favor.

— Desculpa, Richie. — Ele secou os olhos com as costas das mãos e deu um sorrisinho de quem pede desculpas. — Foi um descontrole, já passou. Vamos jogar enquanto esperamos a pizza.

— Eds...

— Está tudo bem, Richie, eu juro. — Deu outro sorrisinho, não foi tão óbvio como o primeiro, não soube dizer se era um sorriso de desculpas, para passar confiança, de tristeza. — Senta logo para a gente jogar.

Óbvio, Richie não se convenceu, mas resolveu que força-lo a falar não daria certo e só o machucaria, deixou de lado, quando Eddie estivesse mais calmo, ele tentaria de novo. 

O silêncio que se instaurou sob eles, não era agradável, mas podia ser suportado, especialmente porque eles não queriam estragar o momento, era confortável estar com seu melhor amigo, mesmo que ele tivesse chorado sem nenhum contexto há alguns minutos. Em questão de minutos todo o clima tenso que podia ter pairado o ambiente foi embora, com os gritos animados dos dois, que mais xingavam do que qualquer outra coisa. 

O entregador da pizza estava quase estragando a campainha de tanto toca-la, os dois estavam distraídos demais, só conseguiram ouvir porque o alarme dos remédios de Eddie tocou e eles pausaram o jogo. Richie desceu correndo as escadas, com a nota de cinquenta em mãos para pagar, ouvindo o rapaz o chamar de irresponsável.

Colocou uma toalha sobre a mesa, dois pratos e dois copos, Eddie veio rápido, alegando que iria ficar lá de noite, disse que nem avisaria sua mãe, só quando fosse quase hora de dormir, assim talvez a bronca fosse menor. Mesmo eles já tendo dezesseis anos, a mãe dele continuava paranoica, pelo menos já era um pouco mais tranquila com Richie, mas quando Eddie ia ver o amigo, precisava dizer que iria ver Bill, ela até podia estar um pouco mais tranquila, mas nem de longe estava o suficiente. Richie ligou a TV e deixaram no filme que passava, algum dos Veloses e Furiosos, não era relevante, era só para ter algum som no fundo, algo que não tornasse a janta silenciosa demais. 

-Sabe de uma coisa, Richie? -Eddie começou, após tomar o último gole do refrigerante. -Vamos brincar de verdade ou verdade.

-Eds, o q-

-Shiu, e não me chame de Eds. -Ele girou a garrafa, e antes mesmo que ela pudesse parar em alguma posição que não para Richie responder uma pergunta sua, colocou-a nessa posição. -Olha só, verdade, de quem você gosta?

Richie congelou. Eddie estava roubando, não teria problema em mentir em um jogo que foi roubado, certo? Tinha que estar certo, ele não podia falar a verdade, já contou coisas demais por um dia. Eddie o olhava desafiador e intrigado, não tirou os olhos de Richie por um único segundo. Começou a sentir as mãos suarem e as pernas balançarem como se tivesse tomado energético direto na veia. Se sentia preso contra a parede, encurralado em sua própria superstição, Beverly sempre o protegeu no verdade ou desafio, das poucas vezes que o pediam verdade, Beverly fingia um desmaio. Agora ela não estava lá, e se Richie fingisse um desmaio, ia ser ridículo demais. Encarou Eddie, estava decidido, se ele havia trapaceado, Richie também podia, iria mentir, estava decidido!

-De você.

Mas ele não queria mais mentir.


Notas Finais


Eu amo meus filhos eh nois


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