História Boys (Jungkook and Namjoon) - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 54
Palavras 1.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olás, como estão?
Demorei um pouquinho, mas voltei rapidinho. Espero que gostem desse capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 7 - O irmão gato


Jungkook continuou me olhando por um tempo, a feição um pouco confusa como se tentasse entender a mudança que notava mas que não sabia identificar. Eu só tinha levantado um pouco os seios no sutiã (sem utilizar nenhum enchimento falso com papel higiênico, devo acrescentar!) e isso parecia ser suficiente para despertar o senso de algo diferente em mim. Homens eram repugnantes e, por alguns segundos, repensei toda a minha heterossexualidade.

– Eu não fiz nada. – Respondi emburrada e Jungkook deu de ombros, aceitando minha resposta, mas me lançando um olhar enviesado, como se ainda tentasse entender o que tinha mudado.

– Já podemos ir embora? – Ele perguntou em uma voz arrastada. Estávamos perto da mesa de comida e ele tinha começado a enfiar vários petiscos na boca, sem se preocupar muito se a combinação que formavam era palatável. Parecia que mais algumas pessoas tinham chegado, mas o clima seguia calmo e agradável em volta.

– Nem pensar! – A resposta veio de Jin que tinha acabado de se aproximar de nós. Eu me afastei instintivamente, andando um pouco mais na direção de Jungkook que, sem entender meu comportamento, lançou um olhar confuso para Jin. – Gata, não fique desconfortável comigo. Somos amigos, ok? E me desculpe de novo, não era a intensão.

– O que aconteceu? – Jungkook perguntou para nós dois, completamente confuso, mas em uma pose um pouco mais ereta.

– Jin é um tarado. – Respondi emburrada e Jin se inclinou levemente em um pedido de desculpas.

– Juro que não fiz por mal e não estava tentando me aproveitar de você.

– Você encostou nos meus peitos.

Jungkook se engasgou, lançando um olhar assustado em minha direção e, quando sua expressão se nublou e sua mandíbula se apertou, ele voltou a olhar para Jin.

– Você só pode estar ficando louco. – Jungkook falou pausadamente na direção de Jin.

– Não foi desse jeito... – Jin se justificou.

– Você encostou as mãos nos seios dela? – Jungkook perguntou em uma voz séria. Jin confirmou levemente e meu amigo voltou a falar com uma voz ameaçadora. – Então não precisa ter contexto.

– Bae, fala para o seu amigo que não foi desse jeito esquisito. – Jin pediu em um tom de voz baixo, os olhos levemente arregalados em direção à Jungkook. – Ele está me dando medo.

– Talvez eu devesse deixar que ele te dê um soco por isso. – Murmurei. – Você merece.

– Como as crianças estão? – Um cara alto e que eu nunca tinha visto se aproximou, quebrando a discussão entrecortada e aleatória ao restante da festa que estávamos tendo. E eu parei de respirar por alguns segundos porque nunca tinha visto alguém mais bonito. Ele lançou um sorriso para nós três e depois envolveu o ombro de Jin em seu braço. – Está tratando direito os seus convidados, irmãozinho?

Ah! Mas é claro... Só podia ser o famoso Seokjung, irmão gato de Seokjin e aluno memorável na nossa escola (segundo todos os professores que comparavam os irmãos sempre que Jin fazia algo decepcionante). Como ele era alguns anos mais velho que a gente, nunca tínhamos estudado juntos na mesma escola, fazendo com que apenas a sua fama fosse conhecida.

– Seu irmão é um tarado. – Jungkook resmungou entre os dentes, voltando a se virar para a mesa de comida e enchendo a boca com mais alguns salgadinhos. Seokjung ficou alguns segundos olhando para Jungkook e depois voltou o olhar para mim, me analisando, para, em seguida, se virar para Jin.

– O que você fez com a namorada do cara? – Ele perguntou, por fim, apertando o braço em volta do pescoço de Jin. Os irmãos cambalearam minimamente e Jin deu uma breve cotovelada no irmão.

– Só estou tentando ajudar a garota... Talvez eu tenha passado dos limites, mas eu já me desculpei. – Jin se justificou na medida em que o aperto permitiu. – E ela entendeu, não entendeu? – Lançou a pergunta para mim em um tom desesperado enquanto o irmão começava a bagunçar os seus cabelos.

– Olá. – Somin apareceu sorridente, interrompendo a discussão. Ela tinha acabado de chegar e pelas bochechas vermelhas e os cabelos bagunçados era fácil perceber que tinha empreendido uma corrida para chegar ali. – Pensei que ia chegar mais cedo, mas acabei me enrolando inteira, quase não...

E ela parou de súbito, exatamente no momento em que seus olhos, passeando pela nossa pequena roda, parou em Jin e Seokjung, que tinha soltado o irmão e agora se endireitavam, o primeiro com um cara emburrada e o segundo com um sorriso aberto. Todos olhavam para ela, mas Somin simplesmente parou de falar.

– Quase não... – Jungkook retomou a fala de Somin, me lançando um olhar sugestivo, como se me dissesse que também tinha reparado no motivo da pausa súbita. Nossa amiga voltou a nos olhar, como se acordasse de um transe, e apenas balançou a cabeça em uma negativa, informando que não concluiria as explicações.

– Certo. – Seokjung retomou a fala, soltando um sorriso educado para Somin, como se pedisse permissão para intervir, e depois voltou a olhar para Jin. – Eu vou nessa, mas os velhos pediram para vocês maneirarem e eu espero que você obedeça! Amanhã é a minha vez de usar a casa da piscina e sabemos que se você fizer alguma merda que atrapalhe a minha festa, eu acabo com a sua vida. – Ele voltou a bagunçar os cabelos de Jin, que resmungou algo enquanto se afastava do irmão. – E para de importunar as garotas. Se ele fizer alguma coisa com vocês, não se sintam ameaçadas. Qualquer soco é capaz de desmontar o nosso pequeno Seokjin.

Incrível! O irmão dele era tão inconveniente como ele.

Após se despedir de nós, Seokjung saiu, levando parte da atenção de algumas garotas, bem como a de Somin, que continuou olhando para a porta em que ele havia saído mesmo depois dele ter desaparecido.

– Você quer beber alguma coisa? – Jungkook perguntou para Somin, um sorriso travesso brincando em seus lábios enquanto nossa amiga voltava a nos olhar aturdida.

– Por que não nos contou que o seu irmão era um deus antigo reencarnado? – Somin lançou a pergunta para Jin, a feição contorcida em birra e os lábios se projetando em um bico emburrado.

– Jung é o próprio demônio reencarnado. – Jin resmungou novamente, completamente nervoso, enquanto tentava arrumar os cabelos. – Agora vem comigo, Bae.

– Nem pensar. – Jungkook se adiantou, afastando a mão que Jin tinha levado em minha direção e lhe lançando um olhar nervoso. – Eu ainda estou de olho em você, Jin. Em você e em suas mãos.

Pensei que Jin iria retrucar, ainda mais quando o vi encarando Jungkook longamente, em um olhar analisador como se tivesse pensando profundamente em algo. Quando pensei que ele finalmente ia falar, seus lábios se pressionaram, desviando os olhos de Jungkook para mim e novamente para Jungkook. Em seguida, em um breve aceno de cabeça, Jin deu de ombros.

– Confia em mim, gata. Vai dar tudo certo.

Depois disso Jin se afastou, indo em direção a um grupo que estava no outro canto do cômodo. Somin recobrou os sentidos e voltou a explicar o motivo de seu atraso enquanto Jungkook avançava em direção à mesa das bebidas e retornava de lá com três latas de refrigerantes.

Minutos inquietantes (ao menos para mim) depois, Namjoon entrava na casa da piscina segurando a mão de Choo.

Ambos absurdamente lindos.

Jin também percebeu, do outro lado do cômodo, vindo em minha direção em passos largos e me envolvendo pelos ombros, ignorando Jungkook enquanto me puxava para o meio da sala, como se me levasse para um outro grupo.

– O que é isso? – Perguntei nervosa, me desvencilhando dos braços de Jin.

– Jungkook está me empatando. – Jin observou enquanto me lançava um olhar enviesado. – E isso consequentemente te empata. – Eu iria protestar, mas Jin continuou falando, agora em uma meia voz, para que os componentes do novo grupo em que tínhamos nos inserido não ouvissem nossa conversa. – É o seguinte. Eu sei que você está com todas essas questões sobre Namjoon estar namorando e, no fim, não quero te jogar para cima do cara.

– Não? – O interrompi, perguntando em um tom debochado, Jin apenas afastou minha interrupção com um agitar de ombros.

– Não, mas isso não quer dizer que desisti de fazer com que ele te note. E ele vai te notar. – Jin pontuou a última frase como forma de me fazer calar. – Não precisa ser a outra da história, mas precisa ser uma pessoa mais pra frente, Bae. Precisa fazer com que Namjoon ao menos tome consciência da sua presença e de que ela é muito mais interessante do que só a menina inteligente da sala com quem ele compete.

– Nós não competimos. – Falei emburrada e ele me encarou por alguns segundos antes de suspirar impaciente.

– Por isso precisamos tomar um plano de ação. Você quer como? A parte do ciúme? Podemos falar que estamos saindo. Os caras prestam atenção nas meninas que começam a namorar do nada, como se tentassem descobrir o que esse outro cara viu nela. – Jin gesticulava enquanto continuava o tom sussurrado.

– Não vou fingir que te namoro. – Disse categórica e ele assentiu.

– Uma pena. Saindo comigo você teria atenção de muitos outros caras também. Homens gostam de disputa.

– Você se tem em um conceito muito alto, sabia? – Perguntei enquanto cruzava os braços e Jin apenas me lançou um sorriso ladino enquanto erguia o rosto e empinava o nariz.

– Qual é, gata! Sabemos que eu sou o melhor partido naquela escola. – Eu podia facilmente discordar, mas ele não me deu tempo. – Mas se você não quer, tudo bem. Então temos a parte da garota que surpreende com sua personalidade e, minha cara, minha missão hoje é fazer você ser a garota mais incrível dessa festa.

– Jin... Estou realmente preocupada com a sua saúde mental. – Falei em uma voz cansada, lançando um olhar por cima do ombro apenas para ver onde Namjoon e Choo estavam. Eles tinham acabado de se aproximar de um grupo de amigos de Choo.

– Gata, eu estou preocupada com essa sua boca. – Jin falou, chamando minha atenção. Eu ergui uma sobrancelha e ele deixou os ombros relaxarem. – Qual foi a última vez que sua língua encontrou a de outra pessoa?

E eu gaguejei, porque me lembrava que já havia muito tempo. Talvez um ano?

– Pois é... Isso não é saudável. Namjoon é um cara legal, então apenas vamos brincar esse jogo, ok? De qualquer forma tenho certeza que você vai sair ganhando, com ou sem Namjoon te dando atenção. Agora se prepare, Bae. Vamos fazer de você uma garota que os caras notam. – Jin terminou o seu sussurro com um endireitar de corpo e se voltou para o rumo em que as pessoas estavam espalhadas pela casa da piscina, elevando a voz em um tom animado e erguendo as mãos acima da cabeça. – É isso aí, pessoal. Como essa é a noite de estreitar os laços, vamos começar com a fantástica combinação dos jogos verdade ou desafio e sete minutos no paraíso!

Naquele ponto Jin só podia estar brincando comigo. 



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