História Branca de Neve - Capítulo 5


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Boyxboy, Got7, Jackson, Jaebum, Jinyoung, Mark, Markjin, Markson, Snow White, Yaoi
Visualizações 116
Palavras 2.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - A verdade sobre Bambam


Os braços de Mark ainda estava doloridos e já fazia duas semanas que ele estava fazendo trabalhos domésticos, alguns deles até pesados, como cortar madeira para fazer lenha.

Demorou alguns dias, mas Mark conseguiu se acostumar a trabalhos manuais e domésticos, seus braços não doíam mais tanto como no começo e ele já conseguia fazer tudo sozinho.

Apesar de todo esforço, era ótimo se sentir como um plebeu, como uma pessoa qualquer. Sem se preocupar com o peso da coroa em suas costas e em como a cada está mais perto de Mark virar rei e governar a vastidão que era o reino do Sul. Mark sentia arrepios só de pensar nisso.

Bambam e os sete anões já pareciam ter se acostumado com a presença do jovem príncipe em sua casa, eles os tratavam como uma pessoa qualquer, ao invés de alguém que vinha da realeza e Mark não poderia agradecer mais aos céus por isso.

— Mark, — Bambam, que estava na cozinha, o chamou.

— Oi, Bammie? — Mark disse indo até onde ele estava.

— Eu esqueci um dos ingredientes na feira, você pode olhar aqui enquanto eu vou? Prometo que não vou demorar.

— Deixa que eu vou, sei onde fica a feira. — Mark disse olhando para a panela que estava no fogão.

— Tem certeza? — Bambam perguntou com um o outro atrás.

—Tenho! Só escreva num papel o nome do ingrediente, que eu vou. — Mark disse e Bambam assentiu, enquanto procurava um papel na cozinha.

Encontrou um papel e escreveu o nome do ingrediente, entregou para Mark junto com duas moedas de bronze e uma de prata.

— Acho que é mais barato, mas é melhor prevenir.

Mark murmurou algo em concordância e saiu da cozinha, no corredor da casa, olhou-se num pequeno espelho. Suas bochechas estavam chamuscadas do carvão que ele estava trocando da lareira, seu cabelo estava maior que o normal e seus músculos pareciam mais rígidos. Suspirou rapidamente e saiu da casa, rumo à feira que ficava a alguns quarteirões dali.

Andou até a barraca dos temperos e comprou o que Mark havia pedido e quando virou-se para ir embora, avistou uma multidão próxima de uma pequena árvore.

— Não acredito logo o príncipe? — disse um dos homens da multidão.

— Ele deve ter feito algo de muito ruim para isso ter acontecido. — uma outra mulher murmurou para o homem.

— Não confio nessa rainha. — uma jovem falou.

— Não é assunto nosso, Rose. — um homem mais velho disse, pegando no braço da mulher e a tirando dali.

Mark ficou curioso. De quem será que são falando? Ele pensava. Abriu caminho na multidão, ficando de frente para a árvore e Mark não pode acreditar quando viu uma foto sua pendurada ali.

PROCURADO / WANTED: Mark Tuan

Procurado por:

– Assassinato de plebeus, roubo, ameaças à rainha e seus enteados. 
– É considerado altamente perigoso.

Aceito vivo ou morto.

A foto que tinham usado era do ano passado, Mark estava sorrindo, com vestes reais e seus cabelos perfeitamente arrumados. Deveriam ter cortados seus irmãos, pois ele era o único que aparecia.

Mark piscou várias vezes. Pensando que as pessoas iriam reconhecê-lo, mas lembrou de seu reflexo no espelho. Havia se passado apenas um ano, mas ele estava diferente, não se sentia a mesma pessoa daquela foto, talvez ter uma ameaça em suas costas e viver com sete anões (e um garoto de quinze anos) mudava a pessoa. Porém, não deixava de ser ele naquela foto.

Mark revirou os olhos e arrancou o papel da árvore, fazendo com que todos naquela multidão olhassem para ele assustados.

— Vocês ainda perdem tempo lendo essas porcarias? É óbvio que essa rainha é louca. Ela não seria chamada de Rainha Má à toa ! — Mark esbravejou, aquele cartaz havia realmente o deixado bravo. Como Eleanor conseguia ser tão baixa?

Mark bufou e seguiu o caminho da Floresta Encantada, para ir até a casa dos anões.

Ainda tinha a folha com seu nome e foto escritas em mãos quando chegou na pequena casa, Mark percebeu na hora que alguma coisa tinha acontecido.

Mark entregou o tempero para Bambam na mesma hora que o garoto tinha perguntado o que estava acontecendo.

— Isso aconteceu. — Mark disse mostrando o papel para Bambam. — Agora ela me quer morto.

— Bem, está escrito aceito vivo ou morto. — Bamnam disse meio pensativo, enquanto terminava seu cozimento.

— Não está exatamente ajudando saber disso, Bammie.

Bambam soltou uma risada nervosa e deu ombros para o príncipe, como se não soubesse como ajudá-lo.

— Eu... Eu tenho que falar com Rumplestiltiskin, ele talvez possa me ajudar a acabar com Eleanor. — Mark disse jogando o papel na lareira e vendo-o queimar.

— Não! — Bambam gritou abruptamente, fazendo Mark piscar os olhos rapidamente de susto. — Você não pode fazer acordo nenhum com aquela... Coisa.

— Por que não? — Mark perguntou meio confuso.

— Porque ele matou meus pais. — Bambam disse sem olhar para Mark.

O príncipe arregalou os olhos.

— Você realmente achou que eu tinha passado a minha vida toda morando com sete anões? — Bambam disse depois de alguns minutos de silêncio. — Eu tinha um pai, uma mãe e uma irmã.

— O que... O que aconteceu? — Mark perguntou baixinho, gaguejando.

Bambam suspirou, desligando o fogo. Sentou-se numa cadeira e Mark sentou em outra, de frente para o garoto, era até estranho chamar Bambam de garoto, sendo que ele era apenas alguns anos mais novo que Mark.

— Minha mãe estava tendo problemas para engravidar. — Ele disse rapidamente, olhando nos olhos de Mark. — Todos achavam que ela era estéril, até mesmo a mãe dela, minha avó. Uma de suas vizinhas disse para ela e meu pai sobre um bruxo diferente de qualquer outro, que fazia tudo que você queria acontecer, por um pequeno preço.

Bambam bateu os dedos na mesa levemente, fazendo uma pausa, era óbvio que aquele era um assunto delicado para ele.

— Meu pai e ela foram até esse... Bruxo e contaram a história deles. Ele disse que iria fazer minha mãe ficar fértil com uma condição, — Bambam umedeceu os lábios. — quando eles tivessem um filho homem, esse filho seria dele. Os dois aceitaram, até porque na família da minha mãe, as mulheres só tinham filhas, mas foi diferente. Minha irmã nasceu e cinco anos depois, quando eu nasci, eles se desesperadam.

— Eu... — Mark começou, mas Bambam o interrompeu.

— Deixe-me terminar, ok? — Mark assentiu e Bambam continuou. — Rumplestiltiskin foi até minha casa, um dia depois que nasci. Disse que assim que eu completasse cinco anos, ele viria me buscar. Esse dia chegou e meus pais se recusaram a me entregar, eu lembro da minha irmã gritando desesperada e da minha mãe chorando. Meu pai foi o primeiro, depois minha mãe e por último minha irmã. Ele tentou me matar também, mas não sei o que aconteceu. Só lembro de ter acordado aqui rodeado por oito anões e desde então, eu moro aqui.

— Oito? — Mark perguntou confuso, ele tinha certeza de que era apenas sete.

— O oitavo deles morreu pelas mãos do Rumplestiltiskin também, quando soube que eles tinham me salvado. — Bambam disse com a voz engasgada. — A questão é... Se você ama seus irmãos, Jaebum, Youngjae e a filha dos dois, não faça um acordo com Rumplestiltiskin, ele irá acabar com eles.

Depois de duas semanas ali, Mark tinha contado para Bambam sobre Grace, Yugyeom, Jaebum, Youngjae, Jimin e até mesmo sobre o seu pai e como era a vida no castelo. Bambam havia se mostrado uma pessoa de confiança, e até tinha virado um amigo Mark.

— Eu não tinha a menor ideia, me desculpe, Bambam. — Mark murmurou depois de alguns segundos de silêncio constrangedor.

— Não, está bem. Não tem porque se desculpar e não tinha como você saber. — Bambam suspirou. — Não é como se eu saísse por aí falando sobre isso.

Mark sorriu fraco e apertou a mão de Bambam, como se aquilo fosse consolá-lo, mesmo sabendo que não iria. Mas, Mark sabia como era ter os pais arrancados de si enquanto criança, não tão novo quanto Bambam, mas ainda assim sabia.

No outro dia, Mark estava com um machado tentando fazer lenha para por na lareira, alguma coisa dizia que o tempo iria fechar e esfriar por alguns dias.

Aquele era um dos trabalhos mais simples, mas também mais complicados para Mark. Apesar de um dos anões ter-lhe ensinado, ele ainda conseguia demorar um tempo para fazer aquilo. Falta de costume talvez.

Mark ouviu o barulho de um cavalo, olhou para os lados deixando o machado em cima do tronco da árvore que ele estava usando como apoio. Seu arco e flecha estavam no chão, Marm pegou rapidamente e olhou para o lugar onde onde estava vindo o som.

Folhas caíram no chão e Mark finalmente viu um cavalo marrom, com um cavaleiro em cima dele. Mark bufou quando reconheceu o olhar do homem.

— Ah, eu não acredito. — Mark jogou o arco e flecha no chão novamente, e virou-se para pegar o machado e continuar a quebrar a madeira. — Você de novo não.

— É... É você mesmo... — Jackson murmurou descendo do cavalo e indo até onde Mark estava.

— O que é que você quer comigo? — Mark disse sem olhá-lo. — Parece que está me perseguindo!

— Desde... Desde aquela noite, eu não consigo tirar você da cabeça, Marm. — Jackson disse e agora Mark estava com seus olhos fixos em Jackson. — Não sei muito do que aconteceu, mas eu lembro de seus olhos e de sua voz.

— Você não lembra o que aconteceu? — Mark apontou o machado para Jackson, que levantou os braços e andou um pouco para trás. — Você me beijou na frente de dezenas de pessoas do meu Reino, Jackson, na frente do meu amigo! Como você acha que isso vai sair pra mim?

— Não acredito que as pessoas achem que homossexualidade seja um problema, Mark. — Mark disse franzino a testa.

De algum jeito, a forma com que Jackson pronunciava o nome de Mark, fazia com que ele tivesse arrepios.

— Só se for no beco onde você mora. — Mark disse e Jackson revirou os olhos, afastando o machado que estava nas mãos de Mark.

— Eu não acredito que você não sentiu a nossa conexão. — Jackson disse muito próximo de Mark, que agora tinha a respiração mais pesada.

— Eu não sou uma donzela em perigo que sente uma conexão com seu salvador. — Mark murmurou e Jackson soltou um sorriso no canto dos lábios.

Mark m piscou várias vezes e se afastou, deixando o machado de lado, poderia-se até dizer que ficou um pouco desnorteado com o sorriso sacana do rei do Norte. Cruzou os braços em frente ao peito e virou-se para Jackson novamente.

— Como você me encontrou? — Mark perguntou gaguejando, maldito sorriso.

Era óbvio que Mark se sentia atraído por Jackson, ele era extremamente lindo e isso não o ajudava na hora de fazer com que ele fosse embora. Mark tinha um namorado (ou o que quer que fosse Jinyoung) em casa, não iria traí-lo desse jeito.

— Encontrei um bruxo, acho que o nome dele era Rumplestiltiskin — Jackson m arregalou os olhos nesse momento e seus braços descruzaram na hora —, ele disse que sentia que eu estava procurando por alguma coisa e que eu poderia ajudar.

— Me diga que você não fez um acordo com ele. — Mark m disse preocupado.

— Eu fiz. Ele acessou minhas memórias e usou isso aqui — Jackson tirou um anel do bolso, ele tinha a letra T e o símbolo da casa Tuan, era de Mark  — para te rastrear. Acho que ficou comigo ou algo parecido quando nos encontramos naquela Taverna.

Jackson estendeu a mão, devolvendo para Mark o anel. Mark pegou e o apertou em sua mão.

— Não percebi que tinha perdido isso... — Mark murmurou colocando o anel no bolso, ele não iria usá-lo, não estava na menor das simpatias com seu nome. — O que ele pediu em troca?

— Nada! Ele só disse que eu ficaria devendo um favor a ele. — Jackson  disse aéreo e Mark soltou um palavrão. — O que foi? Não sabia que é feio para príncipes ficarem usando esse tipo de vocabulário?

— Eu realmente não me importo e você não sabe? — Mark disse fechando os olhos, incrédulo. — Agora um dos piores bruxos dessa dimensão sabe onde eu estou. Por que você acha que eu fugi, Jackson?

— Por causa disso? — Jackson tirou um papel do bolso, o mesmo que Mark tinha arrancado de uma árvore no dia anterior. — Eu posso te ajudar a derrotar aquela rainha, é óbvio que você é inocente. Posso colocar o meu exército atrás dela.

— Eleanor iria apenas matar todos eles, Jackson, você não sabe do que ela é capaz. — Mark disse num suspiro.

— Mas eu quero te ajudar.

— Não preciso de sua ajuda. — Mark disse andando de volta até a casa. — Obrigado pelo meu anel. Agora você precisa ir embora. — ele disse olhando rapidamente para Jackson, que não tinha movido nem um centímetro.



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