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História Branw x Namjin - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo 10


O celular de Yoongi vibrou no bolso e ele o atendeu. — Relatório. — Ouviu e sorriu quando encontrou o olhar curioso de Trey. — Um dos meus homens acharam o cheiro deles dentro de um depósito. Vamos mover nossas equipes para o local. Recuaram para esperar por todas as nossas equipes para invadirem.

Jinwoo ficou de pé em um instante.

— Vamos.

Yoongi franziu o cenho.

— Você fica aqui no centro de comando. Nós vamos.

Jinwoo quis discutir, mas Trey falou primeiro.

— É o melhor a fazer.Vou entrar lá e encontrar Jin, Tim. Vamos trazê-lo para você.

Jinwoo assentiu com a cabeça, sentou-se rigidamente na cadeira e as mãos fechadas em punho em seu colo.

— Posso lidar com qualquer coisa que fizerem com ele, mas apenas o tragam de volta para mim vivo.

— Vou fazer o meu melhor. — Trey jurou suavemente. Olhou para Yoongi. — Vamos.

Yoongi desceu da van de grande porte que usavam como seu centro de comando móvel. Começou a correr com Trey, o humano o acompanhou com facilidade e lembrou-se que a força-tarefa era consti-tuída por homens bons. Eles chegaram ao edifício em poucos quarteirões de distância rapidamente para cumprimentar a equipe de ataque à espera. Vinte homens Espécies e quinze humanos membros da força-tarefa estavam se preparando para o pior. Yoongi assumiu a liderança e comandou as equipes.

— Nós o seguiremos. — Reconheceu Trey. — Seu povo é melhor em rastreamento que o meu. — Olhou para seus homens severamente. — Lembrem-se, ninguém machuca o Nova Espécie, não importa o que vocês encontrem. Estamos entendidos? Podem estar pesadamente drogados. Apenas contenham-se e o segurem até que a equipe ONE chegue se você encontrar um deles.

Yoongi olhou para seus homens.

— Lembrem-se que pode haver drogas de procriação envolvido. Dopem Namjoon se não estiver com a cabeça no lugar. Falem com ele primeiro para se certificar que está racional antes de soltá-lo.

As duas equipes se estudaram e a tensão era palpável. Normalmente, nenhuma delas se importavam de trabalhar juntos, mas esta era uma circunstância especial. Todos os humanos da força-tarefa conheciam o filho de Jinwoo e Yoongi se preocupava com suas reações se o encontrassem machucado ou pior. Um momento de raiva ou tristeza podia fazer um humano agir e matar Namjoon ou outro Espécie.

Yoongi estava tentado a mandá-los recuar e enviar somente a equipe Espécie, mas sabia que iria causar grandes problemas. A equipe de força-tarefa precisava de sua confiança, lhe deram sua palavra que iriam manter a calma e teve de aceitá-la. É claro que não tinha que confiar cegamente em qualquer um. Uma ideia lhe ocorreu.

— Vamos misturar nossas equipes. — Yoongi olhou para Trey.

Trey assentiu.

— Claro. — Abordou seus homens. — ONE dita às ordens. Ouçam bem, rapazes. Se misturem entre as equipes e um deles está no comando.

Os machos humanos se separaram em pequenos grupos. Yoongi rapidamente atribuiu alguns deles para levar, dividindo o restante para que fossem distribuídos para cada equipe.

— Vamos cercar e entrar.— Propositalmente localizou e olhou para Jungkook. — Tem certeza que sentiu seus aromas?

Jungkook verificou sua arma.

— Positivo. Não segui a trilha no interior, no caso, de haver alarmes ou câmeras, mas Namjoon esteve lá. Recuei rápido e tomei cuidado para não chamar a atenção deles. Também não senti o cheiro de explosivos.

— Vamos. — Yoongi ordenou, apontando para a equipe de Trey tomar a iniciativa para invadir a entrada com sua própria equipe, enquanto os outros times cercavam o prédio. No momento em que Yoongi pisou na porta do depósito, inalou e acenou para Trey. — Estiveram aqui, mas é muito fraco. Se tivessem deixado a porta aberta ou não houvesse nenhuma janela quebrada seu perfume não teria demorado, mas estou captando Namjoon e seu pequeno macho. — Inalou alguns vezes. — Muitos homens humanos. Acho que menos de dez, mas posso estar errado se não estiveram aqui recentemente. Cheiro... — Inalou. — Uma fêmea humana. Mal sinto lá, mas é isso que estou pegando. O cheiro está muito estagnado aqui.

— Merda. — Um dos humanos suspirou, apontando para a porta da van aberta. — Veja aquela gaiola grande, alguém deixou isso para trás. — Apontou para um rifle. — Artefato militar, das antigas, então estamos lidando com alguém que foi, provavelmente, do Exército ou da Marinha.

— Esta pode ser uma instalação de procriação. — Lembrou Yoongi severamente. — Espere o pior. Estou preocupado, pois estou pegando duas fragrâncias, uma fêmea e um pequeno macho, ambos humanos.

— Maldição.— Trey parecia chocado. — Estão realmente colocando muita pressão sobre seu homem para executar essa tarefa.

Yoongi lançou-lhe um olhar seve-ro, não se divertiu com o humor sombrio.

— Não seria agradável para qualquer uma das partes envolvidas.

Trey assentiu bruscamente.

— Você tem razão.

Yoongi assumiu a liderança. Inalou os fracos aromas e seguiu para uma passagem que levava a uma escadaria. Olhou para baixo e segurou um xingamento. Odiava ir para o subsolo e pegou uma lanterna em seu cinto. Seu olhar procurou por câmeras ou sensores, mas não viu nenhum.

— Foi por isso que perdemos o sinal. Estão no subsolo. Há bastante edifício para mascará-lo. — Seus olhos percorreram os homens reunidos. — Preste atenção nas câmeras de vigilância, sensores e não se esqueçam de inalar a procura de explosivos. Se um dos meus machos levantar a mão, pare! Vamos em silêncio agora para evitar sermos ouvidos. Ande bem divagar. Melhor rastejar do que deixá-los saber que estamos aqui antes de sabermos o que vamos enfrentar.

Trey se virou e fez movimentos com a mão a seus homens para se certificarem de que entenderam as suas ordens. Yoongi não fez sinal para sua equipe. O ouvido dos Espécie era extremamente sensível e teriam ouvido cada palavra falada.

Yoongi puxou sua arma. As odiava, mas ser baleado sem uma seria pior. Esperou por Trey se virar depois de silenciosamente falar com seus homens antes de dar o primeiro passo para baixo. Seu corpo estava tenso, seu olhar constantemente movido e esperava que não estivessem indo para algo horrível. Recuperar cadáveres seria o pior cenário que poderia imaginar, além de estar indo em direção ao inferno.

*************

Namjoon sabia que Jin caiu no sono enquanto a segurava. Estava cansado, mas não estava pronto para dormir depois de vê-los trazer o 919 de volta para a cela. O macho não dormiu desta vez, ao invés disso passeava pela sua cela e agia insano. O drogaram mais, pois o cheiro vindo dele era muito forte.

Outras preocupações encheram sua mente, o mantendo acordado enquanto observava Jin cochilar. Poderia tê-lo engravidado quando o montou. Não se atreveu perguntar se estava tomando algum tipo de anticoncepcional, porque era super secreto que os machos dos Espécies podiam engravidar fêmeas e pequenos machos humanos saudável que não estava tomando nenhuma medida preventiva. Estava certo de que tudo sairia bem. Os espermatozoides dos Espécies não sobreviviam tanto tempo quanto os dos homens humanos. Seu olhar desceu para sua barriga, onde sua mão descansava.

Ele o odiaria. Pior, Jin estava ovulando ao longo das últimas horas. Podia sentir o cheiro fraco, mas tinha acabado de começar. Não estava assim quando o conheceu, ou mesmo quando compartilharam sexo. Jurou não tocá-lo de novo, não podia arriscar.

Era um pequeno macho humano, solteiro e estaria tomando anticoncepcional. Sabia disso em relação à humanos uma vez que gostava de ler. Eram inteligentes e cuidavam de seus corpos, mas não se arriscaria. Não importava o quanto quisesse pegá-lo novamente, invadir seu corpo quente e acolhedor, resistiu.

Só os pensamentos de como era tocar Jin o fez ficar ereto. Cerrou os dentes e forçou o ar através de sua boca para evitar seu cheiro tentador. Uma fêmea ou um pequeno macho ovulando afetava fortemente um macho dos Espécies, os faziam fazer coisas selvagens, coisas malucas. Estar ciente do problema era a metade da batalha, pelo menos foi o que ouviu. Tinha certeza que este ditado estava correto.

O 919 resmungou e gemeu, chamando a atenção para sua situação. Nam7 virou a cabeça para o outro lado da sala, viu o macho agachar-se e escavar o chão com as mãos, prova de que não estava são. Provavelmente na tentativa de acalmá-lo, mas não iria funcionar. Tristeza apoderou-se dele enquanto assistia um de sua espécie sofrer.

Um uivo atravessou a sala e Jin pulou acordado em seus braços. O abraçou, encontrou seu olhar assustado e esfregou suas costas. — O trouxeram de volta e está drogado .

Jin levantou a cabeça o suficiente para olhar por cima de seu corpo, que bloqueava sua visão. Odiava ver a expressão de dor e lágrimas encheram seus belos olhos quando os levantou para encontrar o olhar dele.

— Ele vai rasgar as mãos.

— Eu sei, mas ele não vai me ouvir. Está irracional até que a droga deixe o seu sistema.

— Odeio esses bastardos.

Ele concordou silenciosamente.

— Durma.

— Não consigo.

Jin pôs a mão no seu peito enquanto se virava na cama estreita, esbarrou nele e esfregou a pele perto de seu mamilo. Endureceu instantaneamente e seu pau também. Estava em um mundo de dor, quando se enrolou nele mais apertado, o encarou e a coxa esfregou entre as pernas dele para dar mais espaço.

— Quero tanto sair daqui, Namjoon.

— Também quero. — Ele concordou.

— O que você faria primeiro?

Namjoon hesitou.

Levá-lo para casa com ele, para sua cama e montá-lo até que ambos não pudessem andar foi a primeira coisa que veio em sua lista. Embora não fosse mencionar isso.

— Faria uma grande refeição.

Jin sorriu.

— Quero um banho.

A imagem de Jin nu e submersa em água só fez com que o quisesse mais, a vontade se tornou tão forte que rapidamente o largou, saiu da cama e se levantou. Não deixou de notar sua expressão atordoada quando colocou espaço entre eles.

— Banhos são bons. — Olhou para qualquer lugar menos para Jin, em vez disso focou no macho.

A cama rangeu quando Jin se ajustou e respirou seu perfume. Seu pau pulsava por Jin estar no cio (ovulando) e segurou as barras para agarrar algo em vez do humano lindo. Piorou quando Jin veio por trás dele, estava perto e olhou para o 919 também.

— Por quanto tempo você acha que ele vai estar drogado, Nam? Da ultima vez ele dormiu por muito tempo.

— Deram-lhe muito. Está provavelmente ganhando uma resistência a ela.

— Poderiam tê-lo matado. — Permaneceu em silêncio concordando.

Jin esfregou o seu braço, os dedos traçaram seu bíceps e se afastou. Um rosnado rompeu de sua garganta antes que pudesse prendê-lo e Jin recuou.

— Não me toque agora. Estou agitado.

Dor brilhou nos olhos de Jin e se sentia um bastardo. Abriu a boca para explicar que não queria rejeitá-lo dessa maneira, mas não tinha certeza como dizer-lhe como mal conseguia se aguentar e lutou contra o impulso de prendê-lo sobre a cama e montá-lo novamente. As razões para isso se repetiam. Ele está no cio (ovulando) e os humanos podem aparecer novamente para assistir. Jin o distraía demais para ele ficar em guarda.

— Jin, eu...

Um ligeiro ruído o distraiu e virou-se, ouvindo atentamente. O som era fraco, um guincho do outro lado da sala onde as portas estavam e não era algo que tinha ouvido antes. Levantou seu olhar para as aberturas ao longo das paredes. Viu as teias de aranha e percebeu que era apenas o sistema de ar até que inalou profundamente pelo nariz.

— Temos companhia. — Namjoon sussurrou.

Jin ficou tenso, esperando que os capangas saíssem da porta dupla para arrastarem ele e Namjoon de volta para o quarto onde teria que tirar mais amostras de esperma. Se perguntou por que toca-lo o deixou com raiva. Sempre lhe enviava sinais contraditórios e esperava que seu humor não piorasse uma vez que estivesse preso à cama. Excitá-lo seria difícil se não queria que o tocas-se.

Tristeza invadiu Jin com a possibilidade de começar a odiá-lo por ser human Namjoon. Os guardas e a médica louca não eram exatamente os melhores exemplos de humanidade. É claro que se ele estiver começando a culpá-lo, poderia repensar seu plano para pelo menos tentar escapar. Talvez sobrevivesse. Claro, levaria um tiro, mas isso não significa necessariamente a morte.

Namjoon olhou em sua direção com um sorriso no rosto, de repente, surpreendendo-o, mais uma vez com a sua mudança de humor repentina enquanto cheirava o ar. — Você pode receber outra oferta de sexo casual do seu amigo a qualquer momento.

Levou um segundo para suas palavras terem significado e os joelhos enfraqueceram. Namjoon sentia o cheiro de Trey Roberts, conhecia seu perfume de sua visita à sua casa e confiava em seu nariz. Lágrimas de alívio e felicidade o cegaram. A equipe de seu pai estava chegando para eles.

Namjoon moveu-se rápido, agarrou-o pela cintura e a puxou arrastando seus pés. Foi até a cama, utilizou um pé para levantar a cama e a arrancou fortemente. A coisa caiu, e disparou ao redor dele e os levou ao chão. Seu corpo o esmagou contra o concreto frio quando achatou em cima dele.

— Não se mova. — Ordenou. — Pode haver um tiroteio.

Namjoon estava protegendo Jin das balas perdidas com seu corpo e a cama. As mãos abriram em seu peito e seu coração disparava com excitação.

— Não posso acreditar que nos encontraram.

—É, nos encontraram. — Respondeu asperamente em seu ouvido. — Os ventiladores estão empurrando o ar e seus aromas estão enchendo a sala. Deve vim da outra sala. Basta ficar abaixa-do e seguro. Sinto o cheiro de seu amigo e de outros humanos, juntamente com a minha própria espécie. Muitos deles.

Aliviou um pouco o peso de cima dele. Jin o observou virar a cabeça para espiar ao redor da cama caída e olhar para as portas. Desejava que pudesse ver o que estava acontecendo, mas o grande corpo de Namjoon o manteve parado.

— Alguma coisa? — Sussurrou.

— Ainda não, mas o cheiro está mais forte.

Segundos se passaram em pelo menos um minuto e de repente ouviu um barulho como um metal atingindo uma parede. Namjoon ficou tenso acima de Jin, sugando o ar e gritou um aviso.

— Eles estão dentro da porta dupla à sua esquerda. Há uma médica e vários machos humanos armados com pistolas de dardos de choque, e têm armas com drogas.

Moveu-se, rolou de cima de Jin e levantou-se tão rápido que Jin teve de se esforçar para segui-lo. Sentou-se para assistir por cima da cama quando os homens encheram o quarto. Um homem Novas Espécies sorriu, parecia o líder e correu para o outro conjunto de portas duplas com os homens em seu encalço. Trey era uma visão para os olhos quando ele apareceu por entre outros, correndo na direção da gaiola e sorriu quando seus olhares se encontraram.

— Abra a porta. — Namjoon exigiu.

Trey estudou as correntes e o cadeado. — Para trás.

Namjoon moveu-se para o lado, quando Trey apontou a arma para as fechaduras, disparou duas vezes e jogou as correntes para longe. Namjoon empurrou a porta rapidamente, saiu da jaula e correu em direção de onde os homens haviam desaparecido.

— É com eles. — Trey gritou quando entrou na jaula.

Jin se levantou e caminhou até ele. No segundo em que ele estava ao alcance, o agarrou com um braço, o puxou contra seu corpo e guardou sua arma no coldre. Beijou o topo da cabeça, abraçou-o apertado com ambos os braços e riu.

— Você estava em apuros. Seu velho esta subindo pelas paredes de preocupação. Você está bem, garoto? — Diminuiu seu poder o suficiente para olhar para baixo para estudar seu rosto de perto. Um de seus braços largou Jin e seus dedos traçaram seu rosto. Jin se encolheu, tinha esquecido do tapa e viu a raiva no olhar de Trey. — Acho que há uma contusão aqui? Quem foi o filho da puta que bateu em você? — Sacudiu a cabeça para olhar alguma coisa.

Jin se inclinou o suficiente para ver que Namjoon estava do lado de fora da gaiola os observando. Olhou para cima, seguiu o caminho da raiva de Trey e agarrou sua camisa para ganhar sua atenção. Encontrou o seu olhar.

— Um dos guardas fez isso. Namjoon nunca iria me machucar.

Trey passou os braços em volta dele mais uma vez, puxou-o tirando seus pés do chão e o abraçou com força suficiente para ser considerado um abraço de urso.

— Você está bem, garoto? Me diga a verdade.

— Ponha-me no chão. — Se contorceu para se libertar, mais do que ciente que sua camisa subiu perigosamente e não usava mais cueca. — Estou ótimo além de você tentar quebrar minhas costelas.

Riu quando Trey o colocou de volta ao chão.

— Estou tão feliz por você estar vivo. Estávamos tão preocupados.

— Pare de apertá-lo. — Uma voz profunda e severa rosnou. — Temos machos dos Espécies que necessitam de cuidados médicos, enquanto você está flertando com o pequeno macho.

Jin estava atordoado com a raiva de Namjoon. Trey o soltou totalmente e se virou para ele.

— Você é Namjoon?

— Sou. — Seu peito se estufou quando encheu seus pulmões com ar. — Quero uma arma. — Ergueu sua mão.

Trey marchou até ele, parou alguns centímetros perto dele e levantou o queixo. — Sem querer ofender, senhor, mas não. Como você está? Você está drogado?

— Não.

Tiros soaram e Trey girou, se apressou para Jin e o levou ao chão. Jin ofegou quando dor explodiu em suas costas ao bater no assoalho e seu peso a esmagou. Um rugido soou e sabia sem ser capaz de ver que veio de Namjoon.

O peso se afastou e olhou para Namjoon, agachando ao lado de si. Arreganhou os dentes, rosnou para Trey que estava esparramado a metros de distância, e percebeu o que tinha acontecido. Namjoon jogou homem para longe de Jin e agora parecia prestes a atacá-lo. Sentou-se rapidamente, ignorando sua cabeça latejante, que bateu no concreto quando foi abordado, e colocou seu corpo entre eles. Seu olhar encontrou Namjoon.

— O que há de errado com você?

Raiva brilhou nos olhos de Namjoon quando olhou de volta, rosnou para Jin e se levantou.

— Não toque em Jin. — Alertou, virou-se de costas e ficou ali.

Trey lançou um olhar de “que-merda-foi-isso” e Jin encolheu os ombros, não tinha certeza do por que Namjoon atacou Trey, mas não foram ouvidos mais tiros. Outra equipe correu para a sala de cima e alguns correram através das portas duplas, a primeira equipe desapareceu por enquanto e o resto se aproximou das gaiolas.

Namjoon falou baixinho com alguns dos machos dos Espécie. Jin deixou a gaiola e Trey o seguia de perto, quase como se não quisesse deixá-lo mais do que alguns metros de distância. Olhou para o 919 e o encontrou encolhido em um canto da gaiola, observando os estranhos com pavor. Pena brotou. Foi drogado e estava sem o juízo perfeito,e provavelmente, pensava que mais pessoas vieram prejudicá-lo.

A curiosidade fez Jin virar em direção ao fundo da sala onde colocaram outro Nova Espécie. Queria ver como ele estava, já que ninguém parecia consciente de sua existência. Passou do muro que dividia o quarto e encontrou outra gaiola. Aquela visão trouxe lágrimas a seus olhos.

O homem estava amarrado a uma maca, seus cabelos negros tão emaranhados que era chocante e estava ligado a tubos e máquinas. Caminhou até as barras e as agarrou. O macho não se mexia de jeito nenhum. Podia ver um monitor cardíaco e ler os números de onde estava. ( É o Obsidian, galera. Pra quem já leu a adaptação sabe o que aconteceu ele).

Trey parou ao lado de Jin.

— Puta merda. — Trey sussurrou.

— Abra a porta.

Ele hesitou.

— Não. Vamos chamar uma equipe médica aqui.

— Abra a porta. — Exigiu novamente. — Ele não está se movendo e sua frequência cardíaca está muito baixa. Está inconsciente.

— Provavelmente vai ser perigoso se acordá-lo. Sinto muito, mas a porta não vai ser aberta, até termos a certeza que é seguro.

Jin virou-se para encontrar o seu olhar.

— Chame ajuda.

Balançou a cabeça, pegou o rádio, mas percebeu rapidamente que não poderia ter sinal para a área de cima.

— Vamos. Vou mandar um dos homens retransmitir que precisamos de médicos rapidamen-te.

Jin odiava deixar o macho sozinho, então se ofereceu para ficar. Trey empacou de primeira, mas ressaltou que ninguém estava lá para machucá-lo e o Espécie estava preso e amarrado. Se afastou e Jin voltou sua atenção completa para a pobre vítima.

Os humanos eram terríveis ás vezes, vendo no que ele foi reduzido quase partiu seu coração. Seu coração batia, mas se perguntou se sobreviveria. Era grande, mas a cor da sua pele estava muito pálida, parecia faminto, a julgar pela maneira como suas costelas apareciam.

Não demorou muito para Trey retornar com os médicos e a porta da gaiola se abriu. Ficou tempo suficiente para ouvi-los dizer que ele estava em estado crítico. Planejaram chamar ajuda aérea. Depressão bateu e só queria encontrar Namjoon. Trey agarrou a sua mão enquanto tentava facilmente passar por ele.

— Pegamos todos os bastardos e a área está segura. Estão indo transportar os Novas Espécies para Homeland. Você quer que um paramédico te examine, Jin?

— Estou bem.

— Seu pai está sendo mantido lá fora. Você realmente deveria ir vê-lo. Está bastante frenético e acho que sua paciência está se esgotando.

— Só quero conversar com Namjoon e então vou encontrá-lo.

— Seja rápido. Ele está nervoso.

Jin foi até onde estava enjaulado para ver dois homens Novas Espécies destrancarem o 919 da gaiola. Ainda estava encolhido no canto, rosnando para as equipes de resgate e os membros humanos da equipe no fundo. Namjoon ficou assistindo e moveu-se para ficar a seu lado.

— Acha que ele vai ficar bem, Namjoon?— Não o tocou desta vez, no caso de estar distraído e não tê-lo ouvido se aproximar.

— Espero que sim. É o seu estado mental que me preocupa. — Virou-se para encontrar o olhar dele. — Jin, Eu...

Um uivo soou e alguém gritou. Jin virou a cabeça a tempo de ver o 919 enfrentar um dos Novas Espécies, jogá-lo para fora do caminho e dar um murro no segundo. Correu para fora da gaiola, uma expressão selvagem em seu rosto e seu olhar localizou Jin. Pura raiva torceu suas feições e correu para a frente.

— Não! — Namjoon gritou e jogou seu corpo entre eles, quase como um chumbo quando 919 atacou.

Jin se esforçou para sair do caminho, mas foi tarde demais. Um enfurecido, drogado Nova Espécie atingiu Namjoon.

Namjoon cambaleou e o 919 uivou novamente quando veio em seu caminho. Nem sequer conseguiu gritar antes de mãos brutais a agarrarem. Uma mão envolveu sua garganta, cortou-lhe o ar e a outra segurava seu braço com tanta força que tinha certeza que iria quebrá-lo.

Um rugido foi o único aviso antes de Namjoon atacar. Todos os três caíram em um emaranhado de corpos, a mão foi arrancada de sua garganta e 919 gritou de dor. Jin tentou rolar, mas suas pernas estavam presas sob os seus pesos combinados enquanto trocavam golpes.

Alguém agarrou seu braço, olhou para cima para ver o rosto pálido de Trey e o puxou com força suficiente para fazê-lo gritar quando o arrastou. Continuou arrastando-o pelo chão até que ficou uns bons três metros afastados de Namjoon. O olhou para vê-lo lutando com 919. Era brutal e os sons que faziam eram completamente terríveis.

— Tirem Jin daqui — Rosnou Namjoon. — Ele está fora de controle.

Trey xingou, se curvou e escoltou Jin em seus braços. Jin se torcia quando Trey o levantou e correu para a porta. Assistia com horror Namjoon e o macho continuarem a lutar enquanto ninguém parecia ajudá-lo. Sua boca se abriu para gritar que alguém precisava separá-los, mas então Trey o tirou da sala e subiu as escadas.

— Ponha-me no chão.

Trey ofegava, se manteve em movimento e ignorou a ordem. Diminuiu à medida que se aproximava do topo e estava grato por isso, porque todos aqueles empurrões não foram fáceis para seu estômago ou seus ossos.

— Seokjin!

Conhecia aquele grito em qualquer lugar, virou a cabeça, procurou pelo depósito lotado cheio de membros de equipes, Novas Espécies e alguns dos médicos das equipes. Trey parou e o colocou no chão suavemente.

Jinwoo quase se chocou contra ele, mas derrapou até parar antes de colidirem, passou os braços em volta dele e o cobriu com um abraço.

— Jinnie. — Sua voz quebrou. — Graças a Deus você está vivo. — Balançou em seus braços. — Você está bem?

Lágrimas encheram seus olhos e não tentou detê-las quando seu rosto estava esmagado contra a camisa de seu pai.

— Vou ficar bem.

— Arranje um médico. — Gritou, fazendo-o estremecer.

— Estou bem.

— Senhor — Um homem falou. — Solte-o e deixe-me checar seus ferimentos.

Seu pai enfraqueceu seu abraço e Jin olhou para Bucky, um dos médicos da equipe, feliz por ver um outro rosto familiar. O ruivo se aproximou, pegou em sua mandíbula e olhou para seu rosto.

— Vamos levá-lo para o caminhão.

— Estou bem. — Se afastou do seu toque.

Seu olhar baixou para baixo seu corpo, parecendo tomar nota de tudo. — Você tem certeza?

Se afastou de seu pai, olhou para ele e sorriu. — Estou muito bem, pai. Alguns empurrões e contusões, mas vou sobreviver. — Seu ombro doía e sua cabeça latejava um pouco por causa da queda, mas não iria reclamar disso.

— Merda! — Bucky agarrou a parte de trás da cabeça. — Você está sangrando.— Congelou quando as mãos enluvadas do homem roçou em algo que fez a dor atravessar seu couro cabeludo.

— Ai!

— Temos helicópteros prestes a pousar. — Um homem do Novas Espécies se aproximou de seu pai.

— Vamos levar a seu filho para Homeland. Nossos médicos estão de prontidão por lá para tratar dos feridos.

— Jinwoo balançou a cabeça.

— Vou levá-lo a um hospital, Jungkook. — O macho alto franziu a testa, olhou para Jin e se dirigiu para seu pai. — Isso vai envolver as suas leis. Preferimos manter este problema entre os Espécies.

— Não dou a mínima ao que você quer. — O temperamento de seu pai apareceu.

Jungkook se encolheu.

— Vão querer que a gente entregue esses que prendemos aqui hoje. Você realmente deseja que enfrentem as acusações nos seus tribunais? Não serão tão duros com os infratores, seu filho poderá ir ao tribunal para testemunhar e vamos ter de explicar por que invadimos este edifício sem consultá-los primeiro.

A ideia de qualquer um desses monstros responsáveis por tudo o que passou receberem uma sentença mais leve ou ser retirados de julgamento fez o temperamento de Jin aflorar. Olhou para o homem alto dos Espécies até que encontrou o seu olhar.

— Seus advogados são mais duros?

— Esses sequestradores trabalharam para Mercile pelo que entendemos e torturaram Novas Espécies. Não vão se safar dessa.

Isso já era bom o suficiente para Jin.

— Vou com você.

— Não. — Jinwoo agarrou o braço dele. — Vou levá-lo a um hospital.

Jin estendeu a mão e agarrou os dedos do pai.

— Não quero que se safem do que fizeram. Vou com eles para ver médicos dele. Os deixem lidar com isso, pai. Por favor?

O som alto de um helicóptero veio de fora e pareceu pousar na rua ou em algum lugar próximo. Puxou os dedos de seu pai o fazendo soltá-lo.

— Vai dar tudo certo. — Abriu a boca mas, Jungkook estendeu a mão.

— Eu mesmo irei acompanhá-lo e protegê-lo. Você estará perfeitamente seguro, Sr. Kim.

— Vou também. — Jinwoo exigiu.

Jungkook pegou a mão de Jin.

— Você não prefere transferir os prisioneiros para Homeland? Seu filho vai estar lá quando você chegar.

A indecisão no seu rosto assegurou Jin que ele estava confuso.

— Faça isso, pai. Certifique-se que cheguem lá e fiquem presos.

— Vou estar lá dentro de quatro horas.

— Estarei esperando.

Jungkook o segurava levemente enquanto o levava para fora do deposito. Estava ensolarado lá fora, o cegou um pouco depois de ter sido mantida lá dentro. O vento cortava seu cabelo ao se aproximarem do helicóptero.

— Você vai ficar bem!

Jungkook gritou para ser ouvido por causa dos motores do helicóptero. O colocou para dentro eo ajudou a se enfivelar em uma cadeira e sentou-se ao seu lado. Observou colocarem o Nova Espécie ferido que estava ligado a máquinas. Ainda estava inconsciente. Não sabia o nome do médico, era um dos novos membros da equipe de força-tarefa que ainda não havia conhecido. Seu olhar procurou por Namjoon, mas não se juntou a eles quando a porta fechou e o helicóptero decolou.

Onde está ele? Esperava que estivesse bem, ele seria levado para Homeland se precisasse de atendimento médico. O som dentro do helicóptero estava muito alto para tentar interrogar Jungkook. Teria que esperar até que pousassem.O grande Nova Espécie ao seu lado abriu um cobertor e se virou em seu assento, lhe oferecendo. Deu-lhe um sorriso agradecido, envolveu o material macio em seu corpo e recostou-se contra o assento. Foram salvos. Escondeu o rosto nele e deixou as lágrimas caírem. Foi uma experiência infernal.


Notas Finais


Até o próximo capítulo 💙


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