História Brave Hearts - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Tinker Bell, Will Scarlet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Once Upon A Time, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 71
Palavras 4.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Poderia começar este capítulo de maneira alegre, mas não dá. Confesso que esse não foi um capítulo fácil de escrever e imagino que não será fácil pra vocês lerem. Eu chorei escrevendo isso, e na minha opinião é um dos melhores da fic, eu aprofundei bastante e imagino que vocês irão gostar (e se forem como eu, irão se emocionar)
Sem muitas delongas, vamos logo ao capítulo de hoje

Gostaria que vocês escutassem essas músicas enquanto lêem, me inspirei nelas:
The heart wants what it wants - Selena Gomez
Born to Die - Lana Dela Rey
Fix a Heart - Demi Lovato
Skyscraper - Demi Lovato

Boa leitura ❤


"Ela já está morta por dentro"

Capítulo 23 - She's alrealdy dead inside


Fanfic / Fanfiction Brave Hearts - Capítulo 23 - She's alrealdy dead inside

“ Tenha esperança. Acredite, é só uma fase. Esse tempo ruim vai passar e o sol vai nascer outra vez. Confie no seu potencial, na sua força interior e na capacidade que tens para sorrir mais um milhão de vezes. Tenha fé, esperança de um amanhã melhor.”

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Flashback On


Esperança? Acreditar num amanhã melhor? Não. Isso já não era mais o que aquela garota que possuía agora a alma destroçada acreditava. “As coisas vão melhorar!”, “Você vai superar”, “Acredite em si mesma”, isso era tudo que as pessoas sabiam falar para ela. Tudo que as pessoas hipócritas diziam. Falar que as coisas vão melhorar para alguém que acabou de perder tudo, é fácil, a questão que ninguém entende é, passar por aquilo que a pessoa está passando. Ninguém entende ao certo, o impacto que causamos na vida das pessoas. 
Não há palavras para descrever aquilo que a pobre jovem sente agora. Dor. Tristeza. Amargura. Vontade de morrer. Tudo isso é pouco para o que a aflige no fundo do âmago. A dor que sentia era imensurável, nada no mundo de ruim se comparava, era uma guerra, um conflito interno. Um conflito qual ela não podia vencer. Se sentia como se sua vida fosse um castelo de cartas, e que a carta de sustentação foi removida, desconcertando todo o resto.
Já se fazia um mês desde o ocorrido, e a pobre garota não aparecia na faculdade desde aquele dia. Naquela quarta feira de inverno, resolveu que daria as caras ao mundo e voltaria a viver. Ou ao menos tentaria. Abriu seu guarda roupa do seu mais novo apartamento temporário, ela e sua melhor amiga estavam morando juntas por esse tempo, até que ela conseguisse ter forças pra estar sozinha novamente. Sozinha, como sempre esteve naquele maldito relacionamento. “Como pôde ser tão estúpida ao não perceber que estava sozinha esse tempo todo?”, isso, era tudo que passava por sua mente. Abriu a grande porta de madeira, e, pegou uma calça preta justa, uma blusa rosa e um sobretudo preto. Colocou luvas, e uma touca na cabeça e saiu. No frio. 
Chegou a faculdade e encontrou sua amiga, se cumprimentam e entram na sala de aula. A morena percebe os olhares de pena que se viraram a ela. Não queria que ninguém sentisse isso por ela. Queria que a tratassem normalmente, não que a ficassem lembrando do verdadeiro infortúnio que era sua vida. Aborrecimento atrás de aborrecimento.
Ao horário do intervalo, já eram 9:30 da noite. Saíram da sala e foram para o pátio, a morena precisava de ar puro. Um jovem loiro de aproximadamente uns 22 anos se aproximava.
- Olá meninas!
- Oi lindo! – a loirinha mais nova lhe deu um selinho
- Oi – respondeu Regina sem muito ânimo
- Como você está Regina?
- Na mesma! E só piora vendo os olhares das pessoas. Olhares de pena, dó.
- Não ligue para eles amiga! Eles não sabem de nada da sua vida. Deixe que eles olhem, isso não importa. Nós estamos aqui com você, e isso é o que importa!
- Obrigada gente! É muito importante o apoio de vocês agora!
Os três andam um pouco, e logo encontram o problema da faculdade. Greg Harper, mais conhecido como “Caça-garotas”. Não podia ver uma solteira na universidade que já tentava a chance. 
- E aí gatinhas!
- O que você quer hein Harper? – Chris questiona
- O assunto é com elas aqui. E você Regina como está?
- Acredito que isso não seja da sua conta Harper!
- Ah qual é Regina! O que eu te fiz? 
- Nasceu! – Rose ironiza
- A fadinha tá estressada?
- Você fala direito com a minha namorada!
- Calminha Chris! Tô só brincando! Somos amigos não somos?
- Não! – os três respondem em uníssono
- Nossa magoei agora! E você Regina! O que acha de sairmos amanhã?
- Eu jamais sairia com você!
- Porque não!
- Eu respondo! Regina merece alguém que a ame de corpo e alma! Alguém que a mereça, não alguém como você e seus amiguinhos! Só se acham aqui pegando as, como posso dizer isso sem ofender ninguém? As popularzinhas! Só se garantem com dois copos de vodca, não mais que isso porque senão vocês já tem uma overdose por bebida, considerando que misturam drogas na bebida né? Imagino que não sabia que a faculdade inteira saiba disso, e me admira mais, você ainda não ter sido expulso daqui! Ah é verdade, você é bisneto do fundador do campus! E talvez também meia hora, depois de dois drinks, se chegar a isso, num quarto de motel! Vocês não sabem o que é amor! – Rose diz em tom autoritário e sai puxando Regina e Chris com ela.
Já afastados do “gostosão”, Rose olhava pra Regina que possuía os olhos marejados.
- Oh querida, não chore! 
- Como não chorar Rose? Minha vida tá um inferno! Num curto prazo de um mês, eu perdi meu namorado, meu filho, e então fiquei sem meu apartamento, sem a ajuda financeira do meu pai e o apoio moral de vocês e da Rebecca, eu já teria me matado!
- Não fale assim! Eu sei que isso não é a coisa mais apropriada pra se dizer, mas o futuro reserva coisas boas pra você Regina. Pode não ser amanhã ou mês que vem, mas você vai ser feliz?
- Tá falando de que?
- Amor, Regina!
- Amor? Essa palavra não existe no meu dicionário! Eu não acredito mais no amor! É ilusão! Com exceção de vocês dois!
- Não fale isso Regina! Daniel foi um erro amargo na sua vida, mas vai passar!
- Não Rose! Não vai! Eu nunca vou superar isso! 
A morena sai andando, mas escura uma voz a chamando.
- Hey, aonde você vai?
- Pra casa!
- Mas ainda não terminaram as aulas!
- Não me importo!
A morena pega um táxi e some no horizonte nevoado de Nova York.
- Tenho medo do que ela pode fazer Chris!
- Não tema! Regina apesar de tudo é forte! 
- Por isso mesmo eu tenho medo! Ela é tão forte que ainda não desabou por completo! Tenho medo de que o maior ainda está por vir!
- Quer ir pra casa ver o que ela vai fazer?
- Não! Se eu chegar lá, ela vai achar que eu não confiei no julgamento dela, e que acredito assim como todos que ela é fraca pra ficar sozinha por algumas horas!
- Ela não vai...
- Vai sim – o interrompe – Regina é sensível e precisa desse tempo! Ela passou por muita coisa a vida inteira, e isso mexeu com ela, ela sofre um conflito interno desde que perdeu a mãe! E agora que ela estava bem, estava amando, tinha um filho a caminho, e por causa daquele filho da puta, ela perdeu tudo isso em um curto espaço de tempo!
- Desde quando você fala palavrões Rose McIver?
- Quase nunca! Só quando estou muito estressada e não tem palavra maior pra xingar alguém!
°°°
No apartamento, na cama, debruçada, Regina chorava. Não tinha mais o que fazer. Sabia que tinha que seguir em frente e viver normalmente, ou o mais normal possível. Não sofria por ter perdido Daniel. Sofria por ter percebido o tipo de monstro que viveu com ela por quase 6 anos, desde que ela era adolescente. Ele sempre foi muito gentil, em tudo, até na primeira vez dela, sempre foi delicado e cuidava bem dela. Não sabe em que momento daquele maldito relacionamento, as coisas começaram a dar errado, foi de uma hora pra outra, num segundo ele era doce e romântico, e no outro a agrediu de inúmeras maneiras e a fez perder a única coisas que a traria alegria por todos os dias de sua vida. Seu filho. 
Estava tentando se manter forte, mas estava desabando. Queria ficar de pé, mas estava caindo ao chão. Queria ter forças para passar por tudo, mas estava fraca. Queria poder sorrir outra vez, mas tudo  que conseguia fazer era chorar. Queria seu filho, mas ele estava morto. Graças a ele. Desgraçado seja Daniel. 
Abriu uma das gavetas da escrivaninha ao lado de sua cama e pegou um caderno pequeno que ali tinha guardado, um caderno que tinha a muito anos e anotava de tudo ali, e agora, anotaria seu maior conflito. Queria colocar para fora todo o sofrimento que sentia, queria poder colocar tudo no papel e depois queimá-lo, na esperança de assim fazer tudo ali escrito, desaparecer. Demorou até conseguir encontrar as palavras certas, as mais intensas, pois tudo que sentia era intenso e imensurável. Abriu o caderno numa folha qualquer e começou a escrever o “drama” de sua vida.


 “O que é um vazio em uma vida que perdeu o sentido de para onde ir e onde chegar? Pensando hoje após alguns anos, me vejo transformada e mutilada. O que fazer quando perdemos quase tudo na vida e o que pouco resta é nossa própria vida? Por mais temerário que seja, temos que pular etapas, para camuflar o que ficou para trás e não damos conta de mudar jamais. Certo dia pensei no nunca e hoje percebo que este não existe, talvez num universo de coisas importantes que aprendi isto foi uma grande lição. Saber o que é certo e errado, para mim os dois tem o mesmo sentido, o de imposições de limites. Na vida pura não existem limites, estes que colocamos são reflexos do medo que interiorizamos, para não questionarmos nossas fraquezas e nos limitarmos neles. É absolutamente estranho eu sentir tanta confusão mental, e tanta clarividência junto, é uma mistura de vida e morte, medo e coragem, verdade e mentira, doce e amargo, força e fraqueza, sorriso e tristeza, esperança e desesperança... Mas é o que de mais sensato sobrou da minha vida, após ter sido esquartejada e separada da minha essência, e o que sobrou voou e tomou o rumo que tinha que ter tomado. Atribuído ao grande sofrimento da alma, o corpo alterado por tantas discrepâncias, caminha agora esquálido, buscando novo sentido à vida que dificilmente será algo normal. Não estou vivendo, estou apenas sobrevivendo e fazendo-me acreditar que tudo vai melhorar. Mas não vai. O que eu faço pra melhorar? Nada pode ser feito. 
Ninguém conhece realmente, inteiramente a causa da minha dor. Essa dor imensurável. Queria poder arrancar meu coração para não sentir mais nada. Mas não posso. O que todos fazem é dizer que sou dramática, que já estou sofrendo demais, já se passou tempo o suficiente para eu melhorar. Mas ninguém entende. Estou morrendo por dentro. Isso se já não estou morta. 
Me pego às vezes pensando em tudo que eu poderia ter hoje se nada tivesse acontecido. Poderia estar sorrindo por em breve ter meu bebê em meus braços. Mas não o terei. Todos, sem exceção dizem que eu vou melhorar e que vou voltar a sorrir. Mas nenhum deles cresceu sem a mãe. Nenhum deles passou por tudo que passei a minha vida inteira. Nenhum deles teve a alma destroçada por alguém que amava. Nenhum deles perdeu um filho. Às vezes em momentos de extrema dor pensar que onde quer que ele esteja, a paz e o amor estarão ao seu lado e a alegria que nele existia contaminará meu ser iluminando sempre os caminhos que posso um dia percorrer... Grande ser de luz, seu brilho transcende a beleza e pureza. 
Tudo que eu quero é que meu filho, onde quer que ele esteja, que olhe por mim, me dê forças pra superar o que não pode ser superado. Nunca te vi, mas já te amei. Nunca te toquei, mas sinto seu calor em mim. Nunca soube o que você era, menino ou menina, mas te amo com tudo que tenho em mim. Te amarei para sempre, sua mãe!”


Fechou o caderno e o guardou na gaveta. Pegou o celular e viu a hora. 10 da noite. Entrou no banheiro e resolveu tomar um banho quente e esquecer da vida. Precisava disso. Ao término do banho, resolveu comer algo, estava faminta. 
Comeu uma macarronada italiana que sobrou do almoço daquela tarde. Alimentou-se e resolver descansar. Deitou-se no sofá e ligou a televisão pra assistir qualquer programa que a tirasse daqueles pensamentos de abatimento e melancolia. Mesmo que soubesse que era impossível se livrar daquilo de uma vez por todas, não custava nada tentar. Acabou adormecendo por ali mesmo.
Por volta da meia noite, Rose chegou ao apartamento, e evitou fazer barulho ao entrar, não sabia como Regina estava, ou se estava acordada. Passou pela porta, e encontrou a morena dormindo no sofá. Resolveu não acordá-la por enquanto, e, seguiu para o quarto que dividiam. Procurou pelo carregador do celular e não o encontrava em lugar nenhum. Procurou no guarda roupa, na penteadeira, e nada. Abriu a última gaveta na escrivaninha ao lado da cômoda e encontrou o fio ali, junto a um caderno de capa preta e com uma caneta também preta com um detalhe, parecido com um pompom em cima. “O que é isso?” pensou a loira, afinal era a primeira vez que o via ali, e olha que ela já morava com Regina há cerca de um mês. Pensou em guardá-lo onde achou e assim, respeitar a privacidade de Regina. Mas algo dizia para ela ler e descobrir o que Regina sentia no fundo.
Abriu na terceira página e viu algo escrito, algo tipo um texto escrito em primeira pessoa e ela logo entendeu que eram os pensamentos da amiga.
Começou a ler e uma lágrima escorreu por seu rosto. Sabia que Regina sofria com tudo que aconteceu naquele curto espaço de tempo, mas não sabia que a amiga estava praticamente morta por dentro assim como descreveu em alguma das linhas. “Estou morrendo por dentro. Isso se já não estou morta”. Lia cada linha atentamente e se emocionava com as palavras. Se admirou com a intensidade que Regina colocava nas palavras. Sabia que ela não estava escrevendo aquilo para que alguém encontrasse, pelo contrário, escrevia na intenção de manter essas palavras só pra ela, uma maneira de expressar o que sentia para ela mesma.
Ao terminar de ler, já se encontrava em prantos e lágrimas e mais lágrimas escorriam por seu rosto. Agora entendia porque Regina estava tentando aparentar forte, porque queria mostrar ao mundo que estava bem, mesmo estando morta por dentro. Morta.
Ao ouvir passos no corredor, guardou rapidamente o caderno no lugar onde achou e colocou o celular para carregar disfarçando tudo.
- Rose? Não vi você chegando!
- Você estava dormindo tão profundamente que não quis te acordar!
- O Chris te trouxe ou você veio de ônibus?
- Ele me trouxe até aqui! Já estava tarde e ele não quis me deixar vir sozinha!
- Fez muito bem! Tem muitos perigos aí fora!
- Eu sei!
- Bom, eu vou me arrumar pra dormir! Não estou com sono, mas não tenho mais nada pra fazer!
- Quer conversar sobre o que aconteceu mais cedo?
- Sinceramente? Nunca estou bem pra conversar mas isso precisa ser feito!
- Deita aqui!
A morena deita ao lado da amiga e encara o teto, seguida pela loira que faz o mesmo. 
- Porque...porque você veio embora?
- Eu não estava aguentando mais! Estava bem, mas aí encontrei o Harper e tudo que passei naquele dia com Daniel, voltou a minha cabeça, por um instante aquela sensação de...de... repugnância e medo também, voltou!
- O Harper é um babaca! Ele só acha que é feliz transando com uma garota diferente a cada final de semana! Ele não sabe o que é dignidade! – a morena solta uma risada disfarçada
- Só você pra me fazer rir!
- Regina, eu...eu...nem sei como te contar isso mas...
- Fala logo Rose!
- Antes de tudo saiba que eu sinto muito...
- Desembucha!
- Eu achei o seu caderno!
- Eu sei!
- Eu li ele e... Você sabe?
- Sei! Você estava chorando quando entrei no quarto e nervosa, o que diz claramente que você estava aprontando algo, e eu sei você estava colocando seu celular pra carregar e seu carregador estava na mesma gaveta pois foi eu quem o guardou lá!
- Sinto...muito?
- Não precisa! São só algumas palavras!
- São mais do que meras palavras! Você colocou ali, o que você está sentindo. Mas você não precisa se abrir com um pedaço de papel! Pode se abrir comigo! Eu sou sua melhor amiga! Vou sempre estar te apoiando!
- Obrigada fadinha! Eu te amo!
- Eu amo você mas não me chame de fadinha nunca mais!
As duas riem
- Quero sempre ver esse sorriso no seu rosto! As coisas vão melhorar pra você, eu garanto!
- Obrigada Rose! É muito importante pra mim o apoio de vocês!
Ter o apoio dos amigos em momentos como este são de suma importância. Quando alguém passa por problemas, os amigos verdadeiros e leais, são os primeiros a estender a mão e te ajudar a levantar do fundo do poço. Tem uma história que diz que todos temos no fundo do poço alguém que odiamos mais que tudo e queremos nos livrar delas, mas no fim somos nós mesmos estamos no fundo de nossos poços e somente nós, podemos nos tirar de lá.  Temos que levantar e voltar a encarar o mundo, mesmo que doa, e é normal, nem todas as cicatrizes se curam. Você não pode ter controle sobre todas as coisas, e está tudo bem. 
Neste caso, para Regina, o apoio físico e moral de sua melhor amiga Rose, era de extrema importância, mesmo que tivesse seu pai, e até sua irmã, não se sentia tão a vontade, como se sentia com Rose. Ela e somente ela, conseguia arrancar as confissões mais profundas de Regina. E a morena amava a loirinha por isso.


Flashback Off 
Em seu apartamento, segurando uma das gêmeas no colo em um dos braços, enquanto brincava com a outra no berço, a morena sorria. 
Ouve um barulho vindo do corredor, e coloca Maddie no berço. E chama no corredor pensando ser Robin.
Anda alguns segundo e sente duas mãos cobrindo seus olhos. 
- Vou precisar de tempo pra adivinhar quem é!
- Não tenho pressa!
- Eu acho que é o dono da farmácia que colocou um pacote de camisinhas extra na minha sacola de compras semana passada!
- Não!
- Já sei, é o meu pai?
- Não! Só mais uma chance!
- Alguma dica?
- Ele é muito charmoso!
- Já sei! É um loiro alto, musculoso, muito lindo, que beija muito bem e é bom de cama!
Ele descobre os olhos dela, e o castanho do olhar dela encontra um ramalhete de lírios brancos.
- Esqueceu de dizer que ele é muito romântico!
- Boa noite amor!
- Boa noite querida!
Se beijam apaixonadamente
- Como foi seu dia na empresa?
- Bom até, não é o mesmo sem você lá!
- Eu sei! Essa casa não é a mesma sem você!
- Hmmm...toda romântica!
- Você me acostumou assim!
- E as nossas princesas?
- Agitadas! Com apenas 2 meses de vida, já estou muito danadinhas!
- Parecem você!
- Não mesmo! Parecem com você!
- Sei disso!
- Então porque disse que pareciam comigo?
- Queria ouviu você dizer o contrário!
Ele ri e ela bate nele
- Aí! É assim que você trata o seu marido?
- Marido? Nos casamos e ninguém me disse? – Questiona em tom de sarcasmo
- Moramos juntos, temos uma família, estamos praticamente casados!
Ela sorri para ele. Nunca pensou em casamento, mas se Robin a pedisse, não ousaria nem pensar em hesitar.
- Eu tive uma ideia! O que acha de sairmos hoje, só nós dois?
- Mas e as meninas! 
- Nós podemos pedir pra Rose ficar com elas! Vai ser só hoje! Eu preciso de você um pouco também! 
Ela liga pra amiga e pede o favor, a loira, extasiada que só, chega em menos de 20 minutos, e praticamente expulsa os dois do apartamento.
- Nós voltamos logo, cuide bem das minhas filhas!
- Suas! Elas são minhas agora!
°°°
- Aonde vamos?
- Você vai ver!
Eles entram no carro, e logo Robin começa a dirigir. A leva pra bem longe. Muito longe mesmo, e ela começa a estranhar, afinal pra que ir tão longe pra terem um momento sozinhos?
Logo que descem do carro, ela não acreditava no via. Robin a levou até uma baía distante do centro, nessa baía tinha um farol.
- Pronta pra ver o céu?
- Pronta pra tudo, desde que seja com você!
Eles atravessam a baía e chegam ao topo do farol, onde só se encontravam eles. A morena encosta na grade, e observa o céu de perto, ou pelo menos, de mais perto do que estava acostumada. Logo um vulto brilhante passa no céu.
- Uma estrela cadente! Faça um pedido minha linda!
Ela cruza os dedos e faz
- O que pediu?
- Que nosso amor seja eterno, pois enquanto eu tiver você, não preciso de mais nada! E você o que desejou?
- Tudo que eu mais desejo e preciso, está nos meus braços neste momento!
Ela o beija.
- Eu não sei como esse dia pode melhorar!
- Eu acho que posso tentar fazer melhorar!
Ele se ajoelha perante ela e a mesma logo sorri já percebendo o que ia acontecer
- Regina Mills, aceita se casar comigo?
- Sim. Sim, sim, sim, sim!
Ele a beija e ele coloca a aliança no dedo dela, que coube como uma luva.
Ela envolve os braços ao redor do pescoço dele e deita a cabeça no ombro dele
- Me leva pra casa Locksley!
- Com todo o prazer!
Ela a leva, e logo chegam em casa, e dispensam Rose, que reclamou por não ter ficado com as afilhadas nem por duas horas.
A pega no colo, e a deita na cama. Ela deita a cabeça no peito dele, e a mesma se movimenta com o sobe e desce do peito dele. Ele acaricia os cabelos dela e ela transpassa um dos braços pelo abdômen dele e o aperta. Pela primeira vez em tempos, se sentiu viva. Pela primeira vez, sabia que tinha um motivo pra viver. 
- Eu te amo morena!
- Eu te amo loiro!
Ele faz um cafuné nos cabelo negros como a noite mais escura do inverno, e puxa a coberta que cobre os dois. Ambos adormecem aproveitando o calor um do outro.
Algumas horas depois, ambos acordam, não pelo choro das filhas, que ainda dormiam profundamente, mas porque estavam simplesmente cansados de dormir. 
- Que horas são amor?
- São...- olha no relógio – 3:30 da manhã!
- É cedo demais! Mas eu não consigo mais dormir! E não podemos fazer barulho por causa delas!
- Tem razão querida! 
Ela se aconchega nele ainda mais, e com o dedo indicador, fica fazendo círculos no peito dele.
- Sabe linda, eu nunca perguntei, mas porque a Rose te chama de rainha má?
- Uma história engraçada, você vai adorar. Na festa de boas vindas das fraternidades, onde os calouros da faculdade, estão tentando encontrar o lugar onde pertencem dentro da universidade, teria uma festa na virada de sexta para sábado. Rose estava animada, eu nem tanto, mas acabei indo. Naquele dia aquele loira desnaturada bebeu de tudo, vodca, cerveja, e acredite, até ponche, com álcool. Pois é. Estava tão bêbada, que eu tive que segurar ela por um braço e pela cintura e arrastá-la de volta pra casa, mas ela começou a gritar, “Gina, Gina, eu quero voar, me deixe voar eu sou uma fada”. Na segunda feira seguinte, todos lembrando do vexame que ela passou, começaram a chamar ela de TinkerBell, a fada da terra do nunca. E eu fico provocando ela, e pra se vingar, ela me chama de Rainha Má porque diz que eu não tenho piedade das pessoas!
- Eu que o diga! – ela fuzila ele com o olhar – Estou brincando meu amor!
- Cuidado com as insinuações Locksley!
- Sabe, quando eu era pequeno, eu adorava acampar com os amigos no quintal, adorava dormir a luz das estrelas. Eles me chamavam, acredite se quiser, de Robin Hood!
- Robin Hood? Mas ele era o ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres!
- Então, sobre isso..
- Você era ladrão Locksley?
- Não! Mas, por exemplo, quando não jogávamos bola, e ela caia no quintal do vizinho encrenqueiro, o que nós fazíamos, meus amigos batiam na casa dele, o chamavam pra conversar, o distraíam, enquanto eu pulava o muro pegava a bola, bem sorrateiramente. Uma vez ou outra, eu entrava e pegava balas e doces que ele guardavam. Mas era só isso, juro!
- Que bonito hein Locksley! Roubando doces de um senhor de idade! Não tem vergonha? 
- Desculpa! Mas ele tinha balas demais, e nós de menos!
- A tática do ladrão da floresta né? Roubava de quem tinha muito, para os que tinham pouco? Você é muito idio... – ele a cala com um beijo, ela resiste um pouco mas se entrega
- O que acha, um ladrão com uma rainha?
- Combinação estranha! Ela é uma rainha que luta pra combater o crime no reino, e ele é o crime no reino!
- Não verdade, ela quer mesmo é destruir a Branca de Neve!
- Ela sempre será má, se você só escutar a versão da princesa!
- Boa resposta!
Se abraçam, e voltam a dormir, afinal ainda era  madrugada, e era sábado, e queriam dormir até tarde no domingo.

 


Notas Finais


Gostaram? Comentem, e sigam o Twitter da fic, postarei spoiler e fotos dos capítulos seguite lá:
https://twitter.com/GiiMillsLovato?s=17

Se vocês não conseguiram ouvir as músicas lendo o capítulo por "n" motivos deixarei o link no Spotify aqui:

The Heart Wants What It Wants:
https://open.spotify.com/track/7pJgjBf82BrUQ3z7HdQvW1?si=2Pr59PGPT7a8SIYRNEj2GQ

Born to Die:
https://open.spotify.com/track/5YsH2FTcm7qqfRw83PcLMd?si=jFfHL8WnRcykmhgH_OvccQ

Fix a Heart:
https://open.spotify.com/track/3o8z6bngcqnsYx8zx6YSbI?si=7LFli_eFQGSzM2QQJ3pARQ

Skyscraper:
https://open.spotify.com/track/2FhWY5qi1omQgkjuIlEiiU?si=gd0boGXWST-gw0c73oHpkg

Por hoje é isso, vejo vocês no próximo capítulo ❤


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