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História Brawl Stars - Entre tiros e balas - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oiee, galeris, tô de volta! Pra compensar o fato que fiquei dois dias sem postar, mandei dois capítulos hoje. Espero que não seja demais pra vocês(;^ω^)
Enfim, boa leitura! ▪3▪♡

Capítulo 5 - Invasão pirata


Fanfic / Fanfiction Brawl Stars - Entre tiros e balas - Capítulo 5 - Invasão pirata

I

Levantou a cabeça após muito choro. Aquele mesmo cara ruivo mandou os políciais abrirem a jaula de Shelly. A mesma se levantou na hora e enxugou suas lágrimas. O ruivo a chamou para uma sala, provavelmente a sala de interrogatório. Ela o acompanhou:

- Boa tarde. Sou Colt, xerife de Brawl Stars - Colt parecia gostar de apresentar seu título de xerife

Shelly não respondeu.

- Eu vi que fez uma baguncinha na minha cidade. Pode me explicar o quê aconteceu? - apoiou seus cotovelos na mesa querendo se aproximar de Shelly

- Aqueles caras estavam me perseguindo, e eu só estava me defendendo - seus olhos ainda estavam vermelhos de tanto chorar

- Estavam te perseguindo por quê?

- Também não sei - Mentiu. Shelly mentia tanto que começou a ser algo natural para ela, como se fosse automático. Mentia para os outros, mentia para a família, mentia para si mesma...

- Não sabe? - Colt arqueou as sobrancelhas como se quisesse extrair a verdade dela

- Sim! Eu estava caminhando e eles começaram a atirar sem motivo nenhum! Eu comecei a correr e me escondi aqui, mas eles me seguiram. Tive que me defender - Mentiu mais uma vez

- Quando foi isso?

- Começou ontem

- Entendo. Obrigado - abriu a porta da sala e pediu que a mexicana se retirasse junto à ele

Foi levada para uma outra sala. Lá, tinha uma câmera apoiada sobre um tripé alto e duas sombrinhas para fotografia. O ruivo entregou um papel para Shelly e pediu que preenchesse. Nesse papel estava pedindo seu nome, número, CPF, RG. Enfim, tudo relacionado à sua identidade em si. Preencheu a filha e entregou para Colt. O fotógrafo puxou Shelly para tirar sua foto. Posicionou ela no local certo e tirou a foto. A mexicana nada entendia, só fez o quê lhe pediram. Após a foto, dois policiais a tomaram pelos braços e a levaram para fora da prisão junto com Colt. Estavam à levando para o escritório do xerife.

As pessoas que andavam na rua se assustaram com a cena. No meio de tanta gente, Shelly conseguiu ver uma figura familiar para ela. Seu coração começou a saltitar:

- POCO! - Gritou enquanto tentava se soltar dos policias

Poco não ouvia. Gritou mais uma vez e conseguiu se soltar. Correu em direção de Poco. A multidão se afastou de Shelly, como se estivesse com medo. Quando parecia que estava mais próxima de seu amigo, os policiais a seguraram com força:

- Vai para onde? - um deles perguntou sarcasticamente

- Me soltem! Eu preciso ver ele! - tentou se soltar,mas sem sucesso

- Não vai para lugar nenhum, mocinha - levaram ela de volta para a direção que estavam tomando

O coração de Shelly começou a palpitar. Uma mistura de alegria com ódio. Queria abraçar seu amigo, queria pelo menos vê-lo. A garganta apertou e a respiração ficou ofegante. Começou a ficar com febre e tonta. Desmaiou.



II

- Ah, não, Jessie. Nada disso. - Pam cruzou os braços

- Por favor, mamãe! Por favor! - implorou

- Não é não! Não vou criar esse cachorro de forma alguma! Eu já limpei bosta demais na minha vida!

- Mas eu que vou cuidar dele, mamãe!

- Não vai. Você é irresponsável

- Vou sim! Eu prometo!

- Não vai. Eu te conheço

- Por favor, mãe! Eu posso provar que sou responsável!

- Será mesmo? - apoiou as mãos no quadril

- Vou! Eu prometo pelo meu cabelo que eu vou cuidar dele!

- Significa que se você não cuidar, eu posso cortar seu cabelo?

- Pode!

- Então tá. Aposta feita

- Ah! Significa que eu posso focar com o filhotinho?!

- Pode

- AAAH!!! Obrigada, mamãe! Você é a melhor! - deu um abraço apertado em Pam

Pam adorava fazer apostas, desde muito nova. Era sua única diversão. Tudo era por meio de competições e de desafios. Apostava em tudo, mas parou com o tempo, pois foi perdendo a graça. Colt e Jessie foram, infelizmente, consequências de suas apostas.

Estava em um bar no meio de um grupo de apostadores, cada um fazendo um desafio diferente. Pam estava querendo uma casa, então apostou com um cara que estava oferecendo uma moradia em troca de... diversão, podemos dizer... Pam não pensou duas vezes, aceitou a proposta. Jogaram três partidas de poker, mas perdeu em todas. Teve de pagar com as consequências, e você sabe de que consequências estou falando... Por fim, o apostador pediu a virgindade de Pam em troca da casa. Ela ficou completamente puta com a proposta do apostador, mas não tinha outra opção além dessa. Teve de aceitar. E a consequência foi Colt, o produto daquela aposta. Pam se sentiu muito culpada e logo exigiu que o apostador assumisse a criança:

- Eu não sou pai de ninguém. Você que perdeu a aposta - Não queria assumir a criança

- Porra, Bull. Foi você que não usou a porra da camisinha direito!

- Foda-se. Se vira aí

- Caralho, seu filho da puta. Você só sabe se importar consigo mesmo é?

- Como adivinhou? - ironizou

- Vai tomar no meio do cu, seu arrombadinho. Eu vou criar essa desgraça dessa criança sozinha,então, seu covarde do caralho - pegou sua moto e foi embora

Bull se sentiu ofendido. Não gostava de ser chamado de "covarde". Mas sentiu uma ponta de culpa no que tinha feito. Por isso, enviou todo mês um envelope contendo mil reais para ajudar Pam na criação do filho. Começou a se redimir pouco a pouco com ela:

- O quê são todas essas cartas? - Pam estava curiosa. Pensava que Bull era um canalha por completo - Por que enviou esse dinheiro todo?

- Você não queria que eu assumisse a desgraça da criança?

- Sim

- Então pronto. Se divertia com esses 9 mil reais

- Eu pensava que você fosse um canalha

- E eu acho que ainda sou - baixou a cabeça - Mas eu tenho um coração, sabia?

- Percebi - deu uma breve pausa - Ei, por que você não vai na minha casa?

- Você quis dizer na minha antiga casa que eu te dei na aposta?

- Isso - deu uma risadinha

- Tá, mais tarde eu passo lá

- Até, seu arrombadinho

- Até, sua putinha

Acabou que Bull realmente assumiu Colt, mas não foi um pai presente. Ele não seria o melhor exemplo de pai, se envergonhava disso. Acabou que seus laços com Pam duraram mais que o esperada. Teve mais um filho com ela, dessa vez intencional. Queriam começar uma família do zero. Pena que não deu certo. Pam ainda se pergunta se Bull ainda quer continuar de onde pararam, mas nunca teve coragem para perguntar. Acabou que essa história toda de apostas se tornou seu segredo. Seu mais profundo segredo




III

Seu galão de água já tinha acabado. Teria que pedir mais para Bo, que não vinha visitá-la à dois dias. "Droga...". Não gostava de pisar na aldeia, mas teria de fazê-lo. Estava morrendo de sede. Tentou procurar Bo com os olhos, mas não achou, então entrou na aldeia.

Todos a observavam com olhar de nojo e de espanto, nada fora do comum. Já havia se acostumado com aquilo. Perguntou à uma indígena se sabia onde estava Bo. A mesma se assustou e correu para dentro de casa. "Parece que eu terei que encontrá-lo por mim mesma", admitiu encolhendo os ombros. Acabou encontrando com ele:

- Oi, eu...

- Nita! - Se espantou com a vinda da menina. Um espanto de felicidade - Que surpresa te encontrar aqui!

- Minha água acabou - foi direto ao ponto

- Ah, ok. Vou buscar mais. Não saia daí - o índio foi para sua oca pegar

Ele morava sozinho, afastado de todos os outros. A oca mais próxima era do líder xamã, o mais sábio da aldeia. Queria conversar com ele, pedir um conselho. Desobedece Bo e foi direto para a oca do líder xamã:

- Bom dia, minha jovem. O quê deseja? - ele já era um velhinho. Seus olhos quase não abriam, mas era muito simpático

- Bom dia, líder xamã. Queria perdir um conselho

- Diga, Nita

A menor ficou surpresa. "Como ele ainda lembra do meu nome?" Continuou:

- Irei fazer onze anos semana que vem

- Abençoada seja! - deu dois tapinhas na cabeça da menina

- Mas não tenho ninguém para abençoar minha cerimônia de aniversário. - continou- Pode fazer isso para mim?

- Sou apenas um velho líder xamã, minha menina. Nem sei se estarei vivo na semana vindoura... - pôs seu cachimbo na boca e depois o tirou, soprando toda a fumaça- Mas eu sei quem pode abençoar essa data tão querida. - apontou seu dedo para fora da oca. Nita acompanhou o dedo e viu Bo na entrada

- Mas, senhor, foi tu que fizestes as cerimônias todos os anos!

- Não se preocupe, minha menina. Confie em mim e confie nele - se levantou com a ajuda de uma bengala e foi em direção à Bo

No, sem entender nada, permaneceu parado. O sábio pôs a mão no ombro do jovem e forte índio:

- Meu jovem, esta menina depende de ti agora, sabe disso

- Farei meu melhor, senhor

- Você já está dando seu melhor, Bo. Eu vi como cuida dela e se importa com ela. Continue do jeito que está, confio muito em você.

- Obrigado, senhor. Não vou te decepcionar

O sábio se afastou e voltou para sua oca. Bo chamou Nita de volta para sua própria oca:

- Aqui, o galão que você queria - entregou, mas a menor não conseguiu pegar. Estava muito pesado - Não se preocupe, vou te ajudar a levar até sua caverna



IV

Penny estava se divertindo muito. Havia acabado de assaltar mais um navio. Jogou todas as moedas que conseguiu para cima e comemorou com Darryl e Tick. Abriu uma garrafa de champanhe e ligou a caixa de som que Brock te deu de presente no ano passado.

- Hehehe, estamos ricos! - Penny jogou mais moedas para o alto. Tick comemorou com sons que ninguém conseguia decifrar

- "Pois é! Vamos gastar esse dinheiro todo com que?" - Darryl perguntou em libras

- Vamos ir para a casa da mãe e do pai. Lá na cidade deles tem feira enorme!

- "Vamos amanhã mesmo" - Concluiu. Perceberam que estava escurecendo

Depois de muita festa, foram dormir. Ainda estava de noite quando ouviu um barulho estranho. Acordaram. Era o navio que haviam assaltado na noite passada pedindo revanche. "Já?", disse Penny de pijama. Se arrumou rapidamente e foi contra atacar.

- Darryl, dirija o navio. Tick, você vai me ajudar aqui com os canhões, pegue o máximo de balas que conseguir! - ordenou

Todos fizeram o quê a pirata pediu. Tick foi entregando as balas enquanto Penny atirava os canhões. O navio rival também atirava. Foi amanhecendo e continuaram a se atacar.

Alguns piratas do navio rival foram em direção ao navio de Penny lutar mano a mano. Estavam em número muito maior do que Penny. Eram 21 contra 3.

- Tick, vai atirando aí que eu dou conta desses invasores! - ordenou

Tirou sua espada e começou a lutar contra os piratas invasores. Era muito habilidosa com sua espada, pois já teve contato com a esgrima. Conseguiu tomar conta dos 21 piratas com um pouco de dificuldade, derrubando 12 eles no mar. Só sobraram 9. Se deu conta de 21, por que não 9? Olhou para trás no meio de sua luta para conferir se estava tudo bem com Tick. Ele estava parado:

- Tick! O quê caralhos você tá fazendo parado aí?! - perguntou furiosa. Percebeu que alguém tinha desligado o robô - Darryl, toma conta deles para mim!

Abandonou a luta e foi dar atenção para os canhões. Ligou Tick:

- Tick, rápido! Me passa as balas! - atirou com o canhão

Tarde demais. Seu navio fora atingido. Começou a afundar. "Merda!" Pegou Tick e Darryl pelos "braços" e pulou para cima de um bote. Pegou dois remos e foi remando o mais rápido que conseguia.

- "Para onde vamos?" - Darryl perguntou em libras

- De volta para Brawl Stars



V

Chegando no escritório do xerife, Colt foi legp se acomodando em sua cadeira e pediu que Shelly se sentasse. Abriu uma gaveta de sua escrivaninha e de lá tirou um cartucho. Pediu que a mexicana preenchesse, oferecendo uma caneta

- Pra que quer que eu preenche esse tanto de documento? - pegou a caneta com agressividade

- Se você for inocente, não vai servir de nada. Agora, se for a culpada... isso vai servir e muito

- O quê quer dizer com isso?

- E se foi você que começou aquele tiroteio todo?

- Eu já disse! Eu estava me defendendo!

- Como ainda não temos um juiz, não podemos tirar conclusões precipitadas.

Shelly rosnou. Estava furiosa. Só queria se encontrar com Poco de uma vez

- Por que decidiu vir aqui? - Colt voltou a perguntar

- Eu só... Queria visitar um amigo - mentiu

- Que amigo?

A mexicana parou para pensar um pouco. Por sorte, lembrou que Mortis morava ali perto

- Mortis, um coveiro

- Ah, sei. Conheço ele

- Senhor xerife ou seja lá o quê caralhos você é, pode por favor me tirar daqui agora?

- Por quê? Está com tanto pressa assim para ver o coveiro?

- Estou. Preciso vê-lo agora

- Ok. Mas vou te acompanhar

Colt prendeu uma alguma em sua mão e a outra na mão de Shelly

- Que espécie de xerife você é? - estava se referindo à burrice do ruivo

Caminharam pacificamente nas ruas da cidade, algemados

- Para onde você quer ir? - Colt perguntou. A mexicana demorou um tempo para responder. Estava caçando o lugar com os olhos

- Ali - apontou para o bar que Corvo havia falado

Colt a levou para lá. Shelly saiu procurando em disparado por Poco. Perguntou para cada pessoa que encontrava pelo frente, mas ninguém sabia dizer onde o mariachi estava. Se desesperou. Começou a ficar tonta. Será que os rivais levaram Poco?

Pediu para Colt que saíssem do bar, que atendeu prontamente. A rua estava vazia quando saíram. Se sentaram num banco ao lado do bar. Shelly apoiou a cabeça em suas mãos, que estavam apoiadas sobre seus joelhos

- Tem algo de errado? - colt perguntou, colocando sua mão sobre o ombro da menina

- Claro que tem! Se não fosse pelos seus policias, eu já estaria abraçada à ele! - empurrou Colt com todas as forças

- Não precisa descontar em mim! - Fez o mesmo com Shelly - Como assim "ele"? Está falando de Mortis?

- Não! Agora me deixa em paz! - voltou à mesma posição que estava antes

O ruivo parou. Deram uma longa pausa. Colt percebeu que algo muito ruim tinha acontecido com a mexicana, só não sabia o quê era. Começou a chover

- Era só o quê me faltava... - Shelly começou a ter mais um acesso de raiva. Não tinha sua tenda e não sabia onde iria passar a noite

- Vamos para meu escritório

- Eu não quero ir para a merda do seu escritório! Eu quero ir pra casa! Eu quero Poco de volta! - bradou como uma criança mimada

Colt parou um pouco. Ela realmente precisava de ajuda. Hesitante, ofereceu sua casa:

- Ei... você pode ficar na minha casa hoje

- Sério?! - perguntou com enorme surpresa

- Sim, mas só até você conseguir um lugar pra morar - o ruivo ainda estava hesitante

- Meu Deus, eu nem sei como agradecer! - A figura da mexicana mudou completamente. Antes estava triste e com raiva, mas agora estava hiper feliz

- Talvez, só dizer seu nome basta

- Shelly, prazer - estendeu a mão

- Colt, xerife de Brawl Stars. Prazer - apertou a mão da outra

- Eu acho que você já disse isso

- É, acho que disse mesmo. É que eu gosto de dizer que sou o xerife

- Percebi

Os dois riram um pouco e começaram a caminhar, na chuva, para a casa de Colt. Shelly se tranquilizou mais. Pelo menos tinha onde dormir aquela noite 


Notas Finais


Então foi isso! Espero que tenham gostado
Acho que vou demorar um tempinho pra postar o próximo capítulo, mas não vai ser muito tempo, prometo
Até ▪3▪♡


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