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História Brawl Stars - Entre tiros e balas - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oiee, galeris, tô de volta com mais um capítulo!!
Antes de começar, queria só explicar que na parte III vocês vão encontrar a palavrinha "quimera"
Quimera é tipo uma fusão entre um animal e outro (EX.: Sereia é a quimera de um peixe com um humano)
Era só isso mesmo :3
Boa leitura ▪3▪♡

Capítulo 7 - Carisma cáustico


Fanfic / Fanfiction Brawl Stars - Entre tiros e balas - Capítulo 7 - Carisma cáustico

I

Acordou, se espriguiçou, coçou os olhos e se levantou da cama. Foi direto para o banheiro passar uma águinha no rosto. Encontrou Colt escovando os dentes:

- Bom dia - disse com a boca cheia

- Caralho, que susto! - deu um pulo. O ruivo riu

- Como dormiu?

- Bem. Agora pode me dar licença? Preciso pegar o banheiro emprestado

- Só espera eu terminar de fazer minha higiene matinal - cuspiu a mistura de cuspe com pasta de dente na pia - Mas tem outro banheiro do lado da cozinha

A mexicana saiu e fechou a porta. Foi direto para o outro banheiro. Tirou seu tapa olho e suas roupas e foi tomar seu banho. Fazia semanas que não tomava um banho decente, por isso essa ducha foi tão revigorante para ela.

Percebeu que a tinta de seu cabelo foi descolorindo. Voltou a cor original: roxo. Shelly nunca entendeu o motivo de ter nascido com o cabelo roxo, então pintava de cores mais escuras. Pegou um shampoo que encontrou no chão e usou para lavar seu cabelo. O shampoo era masculino, mas nem se importou. Só queria se livrar daquela caspa infernal. Após a ducha, se enxugou com uma toalha azul que encontrou. Se encarou um pouco no espelho. Não se reconheceu. Fazia tanto tempo que não se via daquela forma, sem tapa olho e com o cabelo natural. Teve uma ideia: se nem ela estava se reconhecendo, os cidadãos também não iriam reconhecer! "Boa ideia, Shelly!", se auto elogiou. Não iriam desconfiar tão cedo que ela era aquela assassina louca da televisão. Decidiu mudar por completo.

Saiu do banheiro e foi falar com Colt, só pra ver a reação dele

- Minha nossa? É você mesmo? - Colt se assustou um pouco. Shelly riu

- Sim. O quê achou?

- Diferente. Muito diferente

- Bom saber. Você tem alguma roupa que pode me emprestar?

- Vou ver - deu uma última olhada na mexicana - Cara, você tá muito diferente, sério

- Valeu

O ruivo foi buscar uma roupa que coubesse em sua hóspede. Shelly ficou feliz de ele ter achado ela diferente. "Mas será que Poco vai me reconhecer?"

- Aqui. Acho que esas cabem em você. Até combina com a cor do seu cabelo - entregou uma blusa roxa e uma calça legging - Você pintou?

- Acredite em mim, é a cor natural

- Sério? - arqueou as sobrancelhas

- Sim. E acho que essas roupas são do meu tamanho, valeu - fechou a porta do banheiro para se trocar

- De nada

- Onde conseguiu? Não parece ser o tipo de roupa que você usaria

- Era de uma parente minha. Ela acabou deixando aqui

- Espero que ela não se importe - abriu a porta - E aí?

- Ficou ótimo

- Valeu

- Agora, se não se importar, vou para meu escritório. Sabe como é que é, né? Vida de xerife

- E eu vou dar uma passeada por aí. Pode ser?

- Claro, só não se mete em confusão

- Não vou me meter

- Beleza. Tchau, até mais tarde!

- Até

"Filho da puta, adora ficar se gabando... Bem, hora de dar uma voltinha"



II

- Tudo pronto? Cama arrumada, cozinha limpa, banheiro em ordem, tudo mesmo? - ajeitou sua cartola

- "Tudo" - murmurou

- Ótimo, porque ela vai chegar em instantes. Quando ouvir o barulho de uma buzina, me avise

Logo em seguida, um carro estacionou e buzinou

- Meu Deus, elas chegaram - pegou umas chaves - Se prepare, Frank

- "Pode deixar" - fez uma pose de soldado

Mortis abriu a porta, passou pelo jardim e foi em direção à grande grande que protegia seu mortuário. Já conseguia ver sua irmã e sua sobrinha. Destrancou a porta e foi cumprimentá-las:

- Oi, irmã, à quanto tempo! - forçou simpatia e deu um abraço - E você deve ser Emz

- Acho que faz uns dois anos que não nos vemos! Senti saudades! - sua irmã pareceu forçar simpatia também

- Pois é! Entrem, sejam muito bem-vindas! - guiou as duas para dentro

Frank murmurou algo que as visitas não entenderam e ofereceu biscoitos. Mortis as chamou para se sentarem à mesa:

- Podem se sentar - puxou duas cadeiras - Preparei um almoço para vocês

- Obrigada, irmão, mas estou atrasada. Sabe que tenho compromisso

- Puxa vida, nem mesmo comer a entrada? - Estava louco para que sua irmã fosse embora

- Nem a entrada, Mortis. Pode me levar até a saída?

- Claro. Vou pegar a chave

- Tchau, Eliza, se comporte! E não se esqueça de me ligar! Mamãe vai sentir sua falta - deu um abraço na filha - Vai aguentar ficar um mês com seu tio?

- Tanto faz - Emz não tirou os olhos do celular

- Ok, agora preciso ir. Tchau, amorzinho

- Bye bye, mamis

Mortis levou sua irmã para fora. Pararam de atuar e jogaram logo a real:

- Caralho, parece que a cada ano você fica mais velha, Buffy

- Olha quem fala, cara de cu. E vê se cuida bem da minha filha, tá? Não quero ser obrigada a levar ela pra Noruega comigo

- Pode deixar. Sou um ótimo domador de pirralhos - fez uma entonação engraçada na voz. Buffy riu

- Mas ela mudou muito. Não é a mesma menininha inocente que era quando tinha 8 anos. Agora ela já tem 17 - apoiou os braços no quadril

- Melhor pra mim que não vou precisar ter o trabalho de ficar brincando de casinha com ela

- Olha lá,hein? Tô confiando em você

- Ok,ok, mas você pode ir embora logo? Estou morrendo de fome

- Tá, já tô indo. Tchau, cara de cu

- Tchau - Acenou dando o dedo. Buffy fez o mesmo

"Finalmente um pouco de paz.."

Voltou para a cozinha e tentou interagir com sua sobrinha:

- E aí? - Emz não respondeu - Vai sentir saudade da sua mãe?

- Acho que não. Ela é chata às vezes - continuou no seu celular

- Verdade, tá aí uma coisa que nós dois concordamos - Emz não respondeu - Vai comer?

- Vou, só espera eu responder à esse comentário... - digitou algum a coisa - Pronto

Frank pôs a comida na mesa. Mortis fez questão de apresentar o prato:

- Espaguete ao molho branco, seu favorito

- #OMG! Como você adivinhou? - pegou seu celular para tirar uma foto do prato

- Sua mãe me disse

- Meus fãs vão adorar ver isso!!

Mortis não entendeu nada, mas se alegrou em saber que sua sobrinha tinha gostado. "Este será um longo mês..."



III

Ajeitou seu jaleco e chamou um táxi. Seu destino era bem longe dali, mas valeria a pena. Recebeu uma ligação de seu chefe:

- Bom dia, Rosa. Como está indo aí?

- Está tudo indo muito bem, obrigada por perguntar. Por sinal, estou no táxi indo agora para Brawl Stars

- Muito bem. Me ligue no fim do dia para dizer se encontrou o cacto

- Com certeza. Bom dia

- Bom dia - seu chefe desligou

Ajeitou seus óculos e dormiu. Quando acordou, já estava em Brawl Stars. Agradeceu ao motorista e saltou do carro. Pegou uma prancheta, um papel e uma caneta e adentrou na pequena cidade. Estava à procura de um certo quimera de cacto, talvez o último da espécie. Decidiu pedir informações em um bar próximo dali:

- Bom dia - Rosa cumprimentou o barman

- Bom dia! Em que posso ajudar?

- Sabe dizer se um cacto peculiar se encontra nessas bandas?

- Cacto peculiar... Spike?

- Isso, exatamente

- Ah,sim! De vez em quando aparece por aqui! Mas ele fica mais para as bandas de lá, no leste

- Muito obrigada - apertou a mão metálica do garçom

- De nada! Não gostaria de beber ou comer algo? Parece que está com fome

- Para falar a verdade, sim. O quê tem no cardápio?

- Só um segundo! - foi buscar o cardápio - Aqui. Sente-se, minha querida!

Rosa sentou no banquinho alto. Estava sentada no meio de dois sujeitos engraçados, um mariachi e um homem sem camisa mascarado. Tropeçou no banco e acabou se esbarrando com o homem:

- Mil perdões! - se desculpou

- Olha por onde anda, roxinha - empurrou a botânica

Rosa se sentiu ofendida com o empurrão, então fez o mesmo de volta

- Ei! - olhou para Rosa irritado

- Não precisava ser rude - cruzou os braços

- Não mexe comigo, mocinha - pegou o cardápio das mãos dela

A botânica, novamente, se sentiu ofendida. "Será que ele não tem modos?" Pegou o cardápio de volta na mesma moeda

- Quer dizer que você quer arrumar confusão? - se levantou da cadeira

- Não, não é isso que... - tentou se justificar

- Você e eu naquele ring agora

- Não, moço, não quero arrumar confusão!

- Mas já arrumou.

Ficaram em silêncio por um tempo. Rosa odiava se meter em briga, mas sentia saudade de quando fazia judô. Sempre gostou de lutas e artes marciais, mas seu coração foi feito para as plantas, por isso abandonou sua paixão pela luta. Aproveitou-se do momento para relembrar dos velhos tempos.

- Tudo bem - estendeu sua mão - Vamos lutar

O homem apertou a mão da botânica.

- Pode ir se preparando, por que eu não vou facilitar para o seu lado - Rosa se gabou

- Assim que eu gosto, hehe - estalou seu pescoço - Vai ver que sou o melhor

- Será mesmo? - arqueou as sobrancelhas

- Sim! Ou não me chamo El Primo!



IV

- Você teve mais uma briga com a sua mãe? - tomou um gole de chá

- Sim... - se abraçou à almofada

- Sandy, talvez ela só esteja querendo o melhor pra você. Você só não entende

- Piper, eu preciso de conselhos - enxugou uma lágrima que deixou escapar

- É normal que na sua idade você não concorde com o quê sua mãe diz, mas um dia vai entender. Vem aqui - abriu os braços como se quisesse dar um abraço. Sandy se aconchegou no colo de Piper

- Às vezes eu penso que você é a minha mãe de verdade...

Piper ficou em silêncio processando a informação. Ela realmente era como uma mãe para Sandy. Não soube o quê dizer, então mudou de assunto:

- Que tal assistirmos à um filme? Você pode escolher - afagou o cabelo do menino

- Não,não... - bocejou - Posso dormir aqui?

- Seus pais não vão gostar nada disso

- Por favor! - fez uma cara de choro

- Tudo bem... mas volte para sua casa amanhã de manhã bem cedo

- Obrigado, Piper. Você é a melhor - se aconchegou no colo da cama

Piper levou o menino até seu quarto e pôs ele na cama. A dama dormiu no sofá.

Desde o nascimento de Sandy, Piper sempre fez questão de visitá-lo. Era uma antiga amiga de Tara que se separaram com o tempo,mas quando soube que sua amiga estava à espera de um filho...

Sempre gostou muito de crianças, sempre quis ter uma, mas não pode. Quando mais jovem, desenvolveu um câncer no útero que a impossibilitou de ter filhos. Seus pretendentes foram a deixando pouco a pouco até não sobrar mais nenhum. Suas chances de ter uma família feliz tinham se esgotado.

A família De La Prim (sua família) era riquíssima. Uma família composta por reis e rainhas, barões e baronesas. Uma linhagem de sucesso. Viviam em Paris próximo ao Palácio de Versalhes. Todos os herdeiros da riqueza deveriam ter, no mínimo, um marido e um filho homem. Sua avó teve um marido e um filho homem, sua mãe teve um marido e um filho homem. Agora a herança deveria ir para Piper. Mas, devido a seu probleminha técnico, foi privada de assumir o papel de baronesa e de receber sua herança. Foi considerada a ovelha negra da família desde então. Veio para Brawl Stars por acaso e acabou ficando. Se tornou amiga de Tara e deu no que deu.

Acabou acordando no meio da noite. Ouviu barulhos vindo da porta, parecia que alguém estava batendo. Colocou o olho na fechadura para ver quem era. Era Tara.



V

Uma mulher de jaleco de sentou ao seu lado. Não se importou muito. Barley parou sua conversa com Poco para atender a cliente. Pouco tempo depois, viu que a cientista arrumou confusão com outra pessoa. Decidiu sair, não queria presenciar a briga.

- Vou pegar um arzinho lá fora, com licença - desceu do banquinho alto

- Sinta-se a vontade - Barley disse enquanto limpava um copo

- Me conte como foi a briga quando eu voltar - sussurrou. Barley deu sinal de ok e Poco saiu

A cidade estava relativamente movimentada. Aproveitou-se da situação para por um plano em ação: pegou seu violão, colocou seu sombreiro no chão e começou a tocar. Pretendia ganhar algum dinheiro ali, o mínimo que fosse, para tentar ficar em alguma casa de aluguel. É claro que alguns trocados não seriam suficientes nem para pagar uma semana de aluguel, mas queria tentar mesmo assim. Quem sabe,né?

Tocou a música favorita de Shelly. Acabou faturando uma graninha: R$5,00, não é muito, mas já dava pra comprar um pastel (mesmo que não precisasse comer). Como estava entardecendo, decidiu voltar para o bar. Pegou seu sobreiro cheio de moedas e foi.

- E aí? Como foi? - Barley perguntou

- Foi bem! Advinha quanto eu consegui? - deu uma pausa - Cinco reais!

- Olha só, é bastante coisa! - brincou

- Pois é, hahaha! - brincou junto. Acabou se lembrando de algo - Ah, esqueci meu violão lá fora! Vou buscar

Poco saiu do bar e foi para o local onde havia tocado. Procurou com os olhos onde estava seu querido violão. Uma mulher estava com ele nas mãos. Ela parecia um tanto que familiar:

- Ei, señorita! Cuidado, esse é meu violão! - correu em direção dela

A mulher que parecia estar confusa se virou. Os dois se entreolharam profundamente.

  - Shelly?


Notas Finais


Então foi isso! Espero que tenham gostado!
Ah, e pra quem não sacou, "carisma cáustico" é o nome do super da Emz no jogo :D
Até ▪3▪♡


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