História Break of Dawn - Capítulo 4


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Palavras 850
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Um Conto Mal Contado


- Você já ouviu falar do conto... Chapeuzinho Vermelho?

A conhecida estória da Chapeuzinho Vermelho era a mais contada em todo o vale, toda a floresta. Anna ainda se lembrara de sua mãe contando-a e em seguida presenteando-a com um lindo capuz vermelho. Era um bonito conto e ensinava uma lição de moral. Mas o que tem ele e o conflito ente lobos e humanos? Realmente existirá um Lobo Mau?

Anna: Sim... Eu conheço.

- Certeza? – O rapaz fitava-a, com um sorriso curioso. –

Anna: Como assim? Duvidas? É a menina do capuz que vai até a casa de sua avó entregar doces e acaba por encontrar um Lobo perverso.

- Continue...

Anna: Bem... – Anna olhou para o rapaz, desconfiada. – Ele a engana, vai até a casa da avó, devora-a e disfarça-se. A menina chega, quase é enganada, mas salva pelo caçador local, junto com sua avó.

- É isso...

Anna: Bem... É. Pelo menos o que eu soube da estória.

- Está errado...

Anna: Não está errado! O que tem de errado?

- O lobo. Você é uma fêmea bem estranha...

Anna: Não sou... – A garota suspira e tenta se recompuser. – O que está errado?

- A fêmea não escapou do lobo por ajuda de um caçador... Ela foi molestada por ele. E a avó não está viva, ela morreu. O tal caçador nunca existiu...

Anna: É...? Mas e se for, e daí? É uma estória...

- É real. Essa floresta era uma floresta comum. Os humanos vieram aqui e fizeram o que é da natureza deles. Você não entende, fêmea, que você não pode juntar os dois. Porque homem só vê a si próprio!

Anna: Espera... O que houve após a chegada das pessoas?

- Um lobo. Ele quis fazer vingança, ele quis espantar os humanos. Ele aproveitou que encontrou uma fêmea de humano jovem caminhando até a casa de sua avó e a enganou para matar a avó. Esse lobo foi cruel e cortou a avó em partes para servir de alimento para a fêmea.

Anna: Isso é horrível!

- Calma, ainda não contei. A fêmea que devorou a avó, não o lobo. Mas em seguida ele a molestou, e dizem que a matou. Outros dizem que ela conseguiu fugir, o que fez os humanos retornar para vingar a família da fêmea.

Anna: Quem são esses uns e outros?

- Os lobos. Refiro-me aos lobos. Os humanos pouco se importam com essa história, eles esqueceram com o tempo, o que acabou virando um conto.

Anna: Conte-me mais, por favor... Isso não está claro!

- Após o que houve, os lobos lutam com os humanos até hoje. Os humanos queriam vingança sobre a família daquela fêmea. Com o tempo, isso foi esquecido, eles começaram a pensar nos ataques dos lobos e se uniram para dominar a floresta. Eles deixaram de vingar a tal fêmea apenas para dominar a floresta! Eles só pensam em si... Por isso nunca conseguirá uni-los.

Anna: Mas como um lobo pode molestar uma garota?

- Eu não sei. É muito antigo...

Anna: Você acha que há possibilidades de outro como você ter existido antes?

O rapaz fitava a garota, confuso. Ele não fazia ideia do que significava “possibilidade”, e não sabia pronunciar. Ele teria aprendido um pouco apenas da língua local. Pensou em uma resposta e imaginava outro como ele, em seu lugar.

- Talvez...

Anna: É um sim?

- Não sei... É?

Anna: Bom... M-mas e a família da garota? Por que eles eram tão importantes assim a ponto das pessoas quererem vingar?

- Eu não sei, não conheço muito bem os humanos... Responda por mim.

Anna: Mas e...

A garota foi interrompida por um tiro dado ao alto, em uma tentativa de Hans para chamá-la.

- Fêmea... Seu Macho Alfa a chama... Não o desobedeça. – O rapaz vira-se e caminha em passos curvados para longe.

Anna: E-espera! Poderei te ver de novo?

- Tenha certeza que vai. – A garota nota um sorriso no rapaz, em seguida ele corre por entre os arbustos. –

Anna suspira, recuando lentamente, ainda obsevando o arbusto ao qual ela desaparecerá por entre, quando ouve mais um tiro ao céu, e assim desperta, indo em direção a sua casa. Hans a aguardava próximo a meras árvores perto da humilde casa de ambos.

Hans: Por onde esteve, sua teimosa? – Ele falava em um tom autoritário e severo. –

Anna: Lugar nenhum... – Ela responde calma e cautelosa, beijando-lhe na bochecha e caminhando para dentro de casa, fazendo o rapaz olhar confuso.

Anna ao entrar em casa, remove a capa vermelha e deita-se na cama. Ela pega um bloco de anotações e escreve com uma pena tudo o que sabe até agora sobre a antiga história da floresta, a curiosa guerra entre lobos e humanos. A menina via que tudo encaixará perfeitamente, exceto por algumas “cascas de banana”, como o fato do lobo ter molestado a menina, ou quem seria essa garota e o que tem de tão importante à família dela. E o mais importante, quem é o misterioso Homem Lobo? Perguntas ao qual ela descobriria a resposta mais cedo ou mais tarde.



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