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História Break The Glass - A Saga - Capítulo 1


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Notas do Autor


A história da saga Break The Glass será dividida em quatro one-shot's que estarão disponíveis uma por uma em breve na minha conta no spirit.

Capítulo 1 - Break The Glass


Era uma noite fria, comum em Greenwood. Bom, seria, se nada disso tivesse acontecido...

B r e a k t h e g l a s s: História Um.


Choi Jin-ri ( mais conhecida como Sulli, a melhor detetive em Greenwood ) estava tomando uma xícara de café puro, seu favorito. Tudo estava calmo na delegacia, afinal, não haviam crimes na cidade desde 2013. Além disso, provavelmente agora alguns têm medo de tentar cometer algum, já que Park Chanyeol ( conhecido por ser um ótimo detetive ) havia sido transferido para a pequena cidade de Greenwood.

- Detetives Choi e Park, na minha sala agora. - Disse o capitão Kim, logo sendo seguido até sua sala pelos dois detetives. - Detetive Choi, feche a porta. - Disse ele. Sulli logo fechou a porta atrás dela.

- É um novo caso, capitão? - Disse Chanyeol

- Sim, e você e a detetive Choi trabalharão nele juntos. É uma suspeita de suicídio, mas com sinais de possível homicídio.

- Onde, capitão? - Perguntou Sulli.

- Weick, leste de Greenwood. Já temos policiais verificando, preciso de vocês lá imediatamente.

- Entendido, capitão. Estamos saindo. - Disse Chanyeol, saindo da sala seguido por Sulli.

- Então, você é Chanyeol. - Diz Sulli.

- Sim. Prazer em te conhecer, detetive Choi. - Ele estende sua mão para Sulli, que o cumprimenta.

- Igualmente. - Sulli fala e eles entram no carro.

°°°

- Detetive Choi e detetive Park, somos responsáveis pelo caso de suicídio. - disse Chanyeol, mostrando o distintivo aos policiais que estavam averiguando a área.

- Olá, detetives. Sou a policial Jung Whee-in - A policial disse. - O corpo foi achado ao lado da árvore de folhas amarelas.

- Obrigada, policial. Cuidamos daqui a partir de agora. - Sulli diz à policial.

Enquanto Sulli procura pistas no local, Chanyeol vai até o corpo.

- Han...detetive Choi? Tem algo estranho aqui. - Chanyeol diz tenso.

- O que? - Diz Choi se aproximando, logo tomando uma expressão surpresa.- Como alguém pode ter feito isso nos últimos cinco minutos!? - Diz Sulli, vendo um novo ferimento na vítima.

- O que disseram que foi a causa da morte? - Perguntou Chanyeol, tenso.

- Afogamento.

- Tem alguma chance de não terem visto isso? - Chanyeol pergunta e engole em seco.

- Acho que não. - Sulli diz e logo sinaliza para a policial Wheein.

- O que? - A policial Jung pergunta.

- Isso estava assim quando chegamos? - Jung vê e imediatamente fica com expressão surpresa.

- Eu tenho certeza que não. Se alguém fez isso, só pode ter vindo do além. Nós fechamos todas as entradas possíveis.

- Talvez seja alguém do esquadrão...- Diz Sulli, quase que num sussurro.

- A senhora está desconfiando da minha equipe? Devo lhe informar que confio muito em todos eles, como minha família. - Diz Wheein, visivelmente irritada.

- Policial Jung, é só uma suspeita. Não iremos acusar ninguém, por enquanto. Detetive Park, continue olhando aos arredores, mas ande com dois policiais, por precaução. - Diz Sulli, parecendo saber exatamente o que fazer.

- Preciso de dois policiais averiguando os arredores. - Diz Park perto do esquadrão.

- Detetive, sou a detetive Moon Byul-yi. A delegacia também me enviou para ajudar no caso. - Moonbyul se apresenta, mostrando o distintivo.

- Detetive, preciso de pessoas averiguando os arredores do local, você pode fazer isso?

- Claro, agora mesmo. - Ela parece dizer de forma "sedutora" ao detetive. Chanyeol parece corresponder.

Sulli tenta ver se há algum jeito de entrar no local, até que vê um corpo se movendo.

- Ei, você! O que está fazendo aqui? Hey! Estou falando com você! - Sulli grita para a sombra. Ela escuta o barulho de algo caindo e vai até o local. - Hey...- A sombra some, deixando o livro nas mãos de Sulli, junto a uma adaga com as iniciais B.T.G.

- Detetive Choi, você achou algo? - Sulli vê Wheein se aproximando e deixa o livro com a adaga atrás da árvore. Algo não parecia normal.

- Nada, por enquanto. - Diz Sulli disfarçando bem o que encontrara há alguns segundos.

- Me avise se vir algo - Wheein soa desconfiada.

Vendo Wheein em uma distância segura, Sulli abre o livro.

"Para minha amada noiva, a quem eu sempre amarei:

Espero que um dia possamos nos casar, a luz do pôr do sol. Talvez em um lugar alto, onde ninguém nos incomodará. Talvez esse seja o início do nosso fim, afinal, você sempre disse que sua história nunca poderia estar completa sem um final trágico. Lhe parece uma boa ideia?"

- Como isso pode ter algo a ver? - Sulli murmura, irritada com a falta de detalhes que talvez possam vir a ajudar.

- Choi, você achou algo? - Chanyeol chega perto.

- Park, envie o corpo para uma autópsia. Preciso saber de algumas coisas sobre isso...- Sulli diz e vai embora do local.

- Ela parece indignada com algo - Diz Park.

- Detetive Park, a detetive Choi te deixou aqui? - Moonbyul diz, chegando perto. - Você precisa de uma carona?

- Sim, claro - Park diz tenso. - Policial Wheein, mande o corpo para a autópsia. Quero todos os detalhes logo. - Grita Park, recebendo sinal positivo de Wheein.

- Podemos ir agora? - Pergunta Moonbyul.

- Sim, vamos. - Chanyeol anda apressado até o carro de Moonbyul.

°°°

- Então, Park, de onde você é? - Moonbyul tenta puxar uma conversa.

- Nova Iorque. - Park diz, curto e tenso. Sim, ele havia gostado de Moonbyul, mas talvez tivesse medo de ser algo muito repentino.

- Olha, eu tenho que confessar...- Moonbyul diz nervosa. -...eu já te conhecia.

- De onde? Me desculpe, mas eu realmente não lembro.

- Ah, claro que não. Eu estava falando que sou "fã" do seu trabalho. Por isso virei detetive.

- Uma admiradora...

- Sim, com certeza. Você resolve casos tão rápido. - Moonbyul diz, provavelmente tentando chamar a atenção de Chanyeol.

- É tudo questão de prática...- Park é interrompido por um beijo de Moonbyul, que havia parado o carro sem ele perceber.

- Me desculpe, eu só...- Park a beija de volta.

- Eu não sabia se só eu queria isso.

- Com certeza não era só você. - Ela o beija de volta.


Eles parecem não querer parar tão cedo...

°°°

Sulli chega em casa, trancando o apartamento e colocando as chaves do balcão da cozinha de seu pequeno apartamento.

- Talvez seja um código? - Sulli diz para si mesma, ainda pensando no livro.

Ela senta em frente a sua escrivaninha, abre o livro e folheia cada página, procurando algo escrito, além da primeira. Seus olhos vêem, de repente, uma página com algo escrito.

"Se eu pudesse, eu não voltaria de nossa viagem. Você amava sair dessa cidade congelante para ir até onde o calor é maior. Quem poderia te julgar? Eu também queria isso, e você cumpriu nossos dois desejos: sair daqui e viver o melhor dia de nossas vidas.

Talvez voltemos até lá na mesma data em que nos conhecemos. Você se lembra? Você era garçonete no Spark's Coffee Shop. Bons tempos, não é?"

- Spark's Coffee Shop? - Sulli pesquisa imediatamente em seu computador. - Achei! E ainda está aberto! - Sulli liga para Chanyeol. - Chanyeol? Chanyeol!? - Sulli chama. - Por que ele não atende!?

Irritada, Sulli sai do apartamento e vai até o seu carro. Ela sabe que isso vai demorar.

°°°

- Moonbyul, você tem certeza de que isso é uma boa escolha? - Park pergunta para Moonbyul.

- Claro, por que não?

- É que nós só iremos trabalhar nisso durante um tempo, e...

- Eu sei que é uma boa escolha. Não se preocupe, ok? - Moonbyul olha para o celular.

- O que foi? Algo aconteceu?

- Nada, eu só preciso retornar uma ligação. Por que você não vai até a cafeteria pra pegar uns dois cafés? Vai ser rápido. - Moonbyul fala, e então Chanyeol sai do carro e entra na cafeteria.

- Detetive Choi? - Park avista Sulli e a chama.

- Ah, oi. Eu te liguei, falei para você vir aqui.

- Às 16:00?

- É. Eu achei uma pista e queria vir o mais rápido possível.

- Claro. - Park vê Moonbyul entrando no carro. - Me desculpe, eu não vou poder fazer nada agora.

- Como?

- Eu tenho um compromisso. - Park pede dois cafés, que são entregues a ele quase que imediatamente.

- Ok, divirta-se. - Sulli diz impaciente.

- Tchau, bom te ver. - Chanyeol diz e logo sai da cafeteria.

- Han, moça? - Sulli chama a garçonete do estabelecimento.

- Em que posso ajudar?

- Eu quero saber se um homem de 1.80, moreno, magro, com cavanhaque veio aqui nos últimos meses. - Sulli diz e a garçonete parece saber de quem ela está falando.

- Eu acho que sim, na sexta-feira passada.

- Hum, a senhora pode me dizer se tinha alguma mulher com ele?

- Sim, tinha. Uma mulher com traços asiáticos, loira, cabelo curto. Acho que estava usando um sobretudo por cima de um vestido azul. - Dizia a garçonete.

- Obrigada pelos detalhes. Aliás, em que horário eles estavam aqui?

- Talvez lá pelas 17:00. Eles gostavam de ver o pôr do sol daqui.

- Obrigada pelas informações. Se a mulher aparecer, não hesite em me ligar - Sulli entrega seu número para a garçonete.

- Claro. - A garçonete pega o papel e se despede de Sulli.

- Finalmente consegui algo - Murmura Sulli.

Sulli entra em seu carro, agora sabendo que pode estar perto de desvendar o caso.

°°°

- Voltei - Chanyeol avisa Moonbyul.

- Então, agora vamos para o meu apartamento? - Moonbyul diz, talvez o provocando.

- Se depender de mim...- Ele a beija, até que seu celular toca. - Talvez seja urgente...

- Deixe tocar. - Moonbyul diz, quase que numa ordem.

O celular toca novamente.

- Moonbyul, só cinco minutos. Só isso. - Ele pede a Moonbyul, que revira os olhos e diz que tudo bem.

Assim que Chanyeol sai do carro, o celular toca novamente.

- Alô? - Diz Chanyeol ao atender o celular.

- Chanyeol, socorro!

- Quem está falando? Isso é um trote? - Chanyeol pergunta, desacreditando.

- É Choi Jin-ri, me ajuda...eu estou começando a ficar tonta...- Sulli diz de um jeito preguiçoso.

- Choi, onde você está!? - Park pergunta preocupado.

- Vá até meu apartamento, rápido. Vá antes que ela...- A ligação é parada pelo celular de Sulli.

- Sulli? Sulli!? - A tenção toma conta do corpo de Chanyeol. - Moonbyul, aconteceu algo urgente. Eu vou pegar um táxi.

- Mas...- Moonbyul o vê andando até a rua, procurando um táxi.

°°°

- Ora, ora, ora. Você conseguiu.

- Quem é você? - Sulli diz, quase desmaiando, porém resistindo.

- Você chegou tão perto de resolver em apenas uma noite...- A pessoa bate palmas. - Parabéns, detetive Choi. É o seu recorde. Uma pena que não vai ser resolvido.

- Onde eu estou? - Sulli diz.

- Por que não vê por si mesma? - O sujeito mostra o lago.

- Onde estamos?

- Chega de perguntas. Você me irrita.- O sujeito crava uma adaga na perna de Sulli. Choi presta atenção nas iniciais, B.T.G.

- Ah - Sulli geme de dor, vendo o sangue escorrer por sua perna.

- Esse é apenas o aviso. Tente me incomodar novamente e você vai desejar que fosse apenas uma facada na perna. - O sujeito a joga no lago. - Enfim, o problema agora é seu. - O sujeito entra em um carro, que agora se torna embaçado aos olhos de Choi Jin-ri.

- Alguém...por favor...- Sulli diz afundando nas profundidades do lago.

°°°

Chanyeol chega na delegacia, após dez longos minutos em um táxi.

- Capitão Kim, preciso do endereço da detetive Choi! - Chanyeol diz enquanto entra na delegacia.

- Olá, Chanyeol. - Moonbyul diz, virando lentamente a cadeira em sua direção.

Chanyeol olha para o lado. Capitão Kim está deitado, desacordado, com sangue escorrendo de sua boca.

- O que está acontecendo, Moonbyul? - Chanyeol pergunta. - O que está acontecendo!?

- Respire, se acalme. Ele é só um efeito colateral, você sabe disso.

- Você está brincando comigo!? Eu faço parte de algum jogo!? Você esta testando minha saninade mental!? - Park bate na mesa. - Me responda!

- Não é um jogo, embora seja uma boa ideia. Talvez você a use logo, certo?

- Por que? Por que você está fazendo esse joguinho!?

- Quebre o vidro, Chanyeol.

- O que está falando!?

- O vidro é uma metáfora. Se você não o quebrar, como espera que ele se estilhasse? - Chanyeol a olha com expressão irritada e impaciente. - Vamos, você já ouviu isso. Fale, você sabe o final.

- Eu não faço ideia.

Moonbyul aponta uma arma para a cabeça de Chanyeol.

- Fale.

- No momento em que o vidro se estilhassar, seremos livres como aqueles que nos deram esse direito.

- Isso, aí está. É disso que eu lembro, pequeno Chanyeol.

- Pra que tudo isso?

- Completar o estilhasso. Você esqueceu? Não faz sentido você ter esquecido, já que você sabe o que você fez.

- Saber o que? Sobre o que você está falando!? - A voz de Chanyeol falha.

- Você sabe sobre o que estou falando. Você sabe o tamanho da culpa que está em você.

- Como você pode ter alguma ideia sobre algum tipo de "culpa" sobre mim - Os olhos de Chanyeol ficam embaçados.

- Pense, você colaborou. Vamos, você sabe quem sou eu. Lá no fundo. Não lembra da adaga em sua perna?

- Você não pode...- Chanyeol cai de joelhos, enquanto sua visão fica turva. - O que você colocou no café!?

- Você fez um bom trabalho, Park. Parabéns, seu irmão está morto. - Moonbyul dá um sorriso. Park cai deitado no chão, e então seus olhos se fecham completamente. - Bons sonhos.



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