História Break Time - Capítulo 1


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Categorias EXO, F(x)
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Sehun
Tags Baekhyun!top, Exo, Futebol Americano, Gay As Fuck, Kaistal, Lemon, Love Me Right, Nct Mention, Pwp, Sebaek, Sehun!bottom
Visualizações 282
Palavras 3.974
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi galerinha do mal. to aqui repostando break time - que btw foi minha primeira 2shot a chegar a 50 favoritos na conta antiga - não liguem pro fato de que na capa não está o nome do meu atual usuário. okay? okay

típica lovexhate com um baekhyun!top muito que saliente e um sehun metido a besta que não engana nem o papa. e um kaistal de bonus pq ninguém é de ferro

bad habit do the kooks é muito o baekhyun recomendo

amanhã posto o próximo capítulo

paz filhos da puta

Capítulo 1 - Mid-terms


Raposas são conhecidas por sua natureza astuciosa, ardil e, acima de tudo, capciosa. O vermelho é uma cor normalmente associada ao teor libidinoso e voluptuoso de sentimentos ardentes e prementes. A junção desses dois elementos aparentemente tão distintos é absolutamente avassaladora.

E eis que a representação mais ampla destes dois elementos paralelos é o time universitário de alto-esquadrão Red Foxes. Sendo conhecido como um dos melhores times universitário da extensa cadeia tempestuosa de times, os doze rapazes que o compunham têm motivos de sobra para evidenciar a honra que é estar inserido naquele meio distinto.

Futebol americano é popularmente conhecido como um esporte de procedência mordaz e selvageria bestial, mas, tratando-se de um esporte de complexidade e intelecto vastos, esses preceitos retrógados foram facilmente destronados quando o apogeu do esporte veio à tona. A prática desse esporte pela Unity University tornou-se motivo de orgulho a cada troféu polido e ornado em prateleiras. E o time de rapazes resplandecentes e altivos era motivo de admiração e boatos efervescentes. The Red Foxes, aquele nome de impacto tão veemente é o aparato ideal para um time moldado para a eminente perfeição. 

Os Red Foxes eram movidos substancialmente por três elementos: brios honráveis, habilidades admiráveis a aparências adequadas para estrelas joviais com o mundo na ponta dos dedos.

...

O rapaz esquadrinhava o campo açoitado por uma tempestade indevida com um ar taciturno irreversível. Os cabelos acastanhados e aguados voejavam em contato com aquela ventania indevida, e suas vestes grudavam na pele devido ao clima voraz de tempos atrás; um suspiro penoso escapou dos lábios arrojados devido àquele desastre que destruiu o seu ânimo para o treino extra da semana.

A adrenalina constante era sua sina; o que lhe movia contra o mundo imerso em iniquidade corrosiva. O Byun, mais do que nunca, deseja por expelir os estilhaços penetrantes de seu tédio fustigante diante do dia chuvoso e extremamente acinzentado.

— Baekhyun! O que pensa que está fazendo nessa friagem? Quer pegar um resfriado e destronar nossas chances de conquistar o ornamento perfeito para à glória do time?

O Byun forçou-se a adequar o espiral vertiginoso que tomava seu racional. Só faltava essa, Oh Sehun lhe empezinhando como os conformes. Mais parecia que o Oh possuía um prazer sadista em incomodá-lo quando bem entendesse. 

― Por que não volta para o seu maldito mundinho e me deixa em paz? Não é como se eu já não estivesse puto o suficiente por ter meu dia arruinado por esse clima infernal!

Baekhyun esbravejou para o rapaz de feições zombeteiras e compleição atlética e escultural. Para o Byun, Oh Sehun representava tudo que mais desprezava no mundo; toda aquela petulância concentrada nos olhos miúdos era devastadoramente irritante e o incomodava no âmago de seu ser; era absolutamente maçante o sorriso ladino que sempre moldava os lábios maldosamente quando dirigia sua voz morosa para si com as mais indevidas das intenções.

― O seu mau-humor é tão inofensivo que me cativa. É um bônus para todos os motivos que me fazem te importunar diariamente, estrela celeste. – assim que o rapaz pronunciou o apelido que apenas os fãs mais fervorosos do Byun direcionavam para si, o rapaz de fios acastanhados pôs-se a torcer o nariz afilado com as palavras de malgrado – Acho bom você tirar essa expressão de descontentamento e seguir o caminho para o vestiário, não me faça te arrastar.

O Oh pronunciou no seu costumeiro tom vagaroso e pretensioso. O Byun apenas o enxotou dali, enquanto continuava no seu lamurioso encargo de praguejar contra a mãe natureza e sua tendência jubilosa de arruinar os seus planos. No final das contas, acabou por seguir o seu caminho até o vestíbulo. Detestava aquelas malditas reuniões apaziguadoras sobre quaisquer conflitos que envolviam o campo e as doze personalidades incessantes.

                                                 {...}

Como esperado, o vestiário de dimensões admiráveis fervilhava com as vozes guturais e efusivas dos rapazes. Era um motivo de conflito misto o fato de o treino ter sido vetado justamente tão proximamente do jogo mais importante da temporada.

O olhar de Byun vasculhou o vestiário enfadado; sentia seu estômago revirar e seus olhos pesarem, fazia um tempo que não tinha uma noite de sono revigorante e plácida – tudo culpa daqueles malditos que não lhe deixavam em paz um segundo sequer. Mesmo em um clima tão friento e mórbido a habitual efervescência continuava proeminente.

― O que está fazendo aqui? Sabe que a entrada de garotas no vestiário é estritamente proibida, certo? Pensei que soubesse das acusações evidentes de atentado ao pudor que ressonam pelo campus...  

O Byun pronunciou enquanto olhava de soslaio para a garota de cabelos avermelhados e alma deturpada. Jamais conseguiria entender o motivo que, de tantas garotas perfeitamente aceitáveis, Jongin escolheu justamente a delinquente juvenil mais afetada.

― Estou esperando o Jongin. E você acha que eu dou a mínima para as acusações frívolas que rondam de boca em boca? Também falam muita coisa sobre sua índole sexual duvidosa, Byun. Deveria escolher melhor os lugares que trepa.

Krystal Jung pronunciou com a apatia penetrante que lhe era congênita; um cigarro adornava os dígitos delgados enquanto observava a balbúrdia do vestiário. Krystal detestava toda a piada que envolvia o ambiente futebolístico, mas absolutamente amava prostrar-se para observar a natureza humana ― e garotos sem camisa definitivamente representavam a melhor representação da natureza humana.

― Acho que esqueci que afirmar qualquer coisa a ti é a decisão mais desgostosa do meu dia. – O Byun comentou mordazmente enquanto observava mais abertamente a garota. Desde que havia pintado os fios de vermelho, Krystal havia se metaformeseado na meretriz megera que resguardava naqueles olhos frios.  ― Sabe do que se trata essa porcaria de reunião? Estou com tanto sono...

― Não faço a mínima ideia.  Só estou aqui pela experiência.

Antes que o Byun pronunciasse qualquer pergunta de cunho duvidável, decidiu por resguardar sua curiosidade carregada sobre o que se tratava aquela experiência; ás vezes era melhor guardar sua curiosidade pueril apenas para si.

― Então, acho que já devem saber o porquê da convocação dessa reunião de última hora. – Jongin pronunciou com o costumeiro sorriso de soslaio, o sorriso que curvejava a faceta em um frescor revigorante. Baekhyun sentiu-se quase disposto a suportar tal reunião ao presenciar aquele sorriso tão descomunal – O último jogo do campeonato está prestes a acontecer, e a reputação tão vigorosa do nosso time anda terrivelmente afetada desde os recentes boatos que envolvem o comportamento de alguns dos aqui presentes. Ou seja, vocês devem aquietar o pau dentro das calças e não transar como malditos animais em espaços públicos.

O Byun apenas encarou a cena que prosseguia com sua mente vertendo em universos tangentes e em fantasias irrealistas, que de nada compactuavam com a situação que se encontrava – era de praxe a atenção de Baekhyun ser facilmente tomada por quaisquer eventos superiores à situação que se encontra; sempre achou as reuniões do time incrivelmente tediosas, e a situação não era diferente com aquela suposta “emergência”.

― Bem, eu não acho que o que ronda nossa vida pessoal afeta o desempenho em campo, capitão. O time inteiro não deve levar a culpa de um fruto podre na colheita, certo, Byun?

Como esperado, o infame Sehun não perdia a oportunidade de desferir qualquer comentário de cunho pretencioso envolvendo Baekhyun. O Byun apenas em um estampido ínfimo estalou a língua no céu da boca, que descarrilhava em uma sensação meramente atenuante.

― Não me meta em suas suposições, Sehun – Baekhyun comentou em um tom incisivo enquanto decidia-se por permutar sua atenção às vórtices de sua própria mente para aquela reunião, que mais parecia um derradeiro palanque de asneiras. - Eu não duvido nada que você seja o maldito depravado que não consegue manter o pau dentro das calças. Sua natureza é repulsiva e duvidosa.

Baekhyun honrava sua posição no ataque. Sendo detendo de repostas pungentes na língua, que cortavam como uma navalha extremamente amolada nos egos extensivos daquele vestiário. Imediatamente, o Oh decidiu por resvalar-se no assento que ocupava, praguejando suas confusões internas para si mesmo. Por aquela vez, o arruivado decidiu por ausentar-se do bate-boca costumeiro com Sehun.

― Por Deus, será que por um obséquio não podem calar essa matraca ambulante que chamam de boca? O Jongin está falando, tenham um pouco de empatia uma vez na vida. – Krystal jamais relutava em defender a honra do namorado, mesmo que tal ato fosse absolutamente descartável, levando em conta a imponência que exalava do Kim em sua aura resplandecente e atitudes vorazes em demasia.

Por alguma razão fora da compreensão congênita da natureza, o silencio primou no ambiente; resultando em um sorrisinho cravejado em satisfação da garota de cabelos avermelhados e extremamente vívidos.

 – Muito obrigada pelo mínimo de educação esperada por vocês.

― Obrigado, amor. – Jongin pronunciou em um tom inusitadamente acanhado ― Enfim, como eu estava tentando comunicar abertamente, eu sei que a vida pessoal dos jogadores não é da conta de ninguém; mas, somos os melhores dos melhores, e isso incluí na permanência de um time sem escandalosos, escândalos que podem manchar a reputação do time justamente nas vésperas do campeonato. Não queremos isso, certo?

O tom austero de Jongin sempre acarretava em uma concomitância mútua dos doze jogadores; até mesmo das almas mais ardilosas: Byun Baekhyun e Oh Sehun. Que acabaram por resvalarem acanhadamente em seus assentos.

― Portanto, decidi por fazer uma pequena alteraçãozinha no jogo de domingo. E, bem, minhas decisões sempre envolvem uma ponderação meticulosa de antemão. Tenho certeza que a vitória será eminente, estes malditos da Quarker irão se arrepender de mexerem com a gente.

O ódio que um time de futebol – principalmente americano – poderia deixar supersaturar por um time adversário é extremamente extensivo; podendo levar a medidas drásticas, como trotes intuitos em rolos de papel higiênico em repúblicas estudantis inteiras ou simplesmente humilhação eterna via snaps. Tal ódio culmina em tentativas exacerbadas de conquistar o sentimento agridoce da vitória em longo prazo.

― Então, porventura das recentes discrepâncias envolvendo dois jogadores específicos do “Red Foxes”. – fora mais óbvio que esses dois jogadores eram ninguém mais, ninguém menos, que Byun Baekhyun e Oh Sehun. Que se asseguravam de trocar olhares estilhaçados em repúdio mútuo e recepção nula – Decidi por implantar novas posições, temporárias é claro, para o último jogo. Nada mais apropriado do que canalizar esse ódio todo para a linha ofensiva. Simplificando: vocês dois estão devidamente convocados para ocuparem a linha ofensiva.

A atmosfera de hostilidade rodeava de maneira despreocupada em meios aos olhares entrecortados dos presentes no vestiário – exceto Krystal Jung, que se divertia profundamente com toda aquela comoção frívola ―, não era costumeiro de Jongin afetar com a ordem parcial do time. Então, decisões de cunho tão extremados, eram algo a se prestar atenção; principalmente as que envolviam os dois jogadores mais populares do time.

― Jongin, você sabe que eu te acho um capitão extremamente excepcional. E, realmente precisa ser para conseguir lidar com esses gênios tão irrefreáveis que rodeiam o time, mas é extremamente equivocado me submeter como parte da linha ofensiva. Juntamente com esse estúpido que nem ao menos sabe o que significa “trabalho em conjunto”. Então, se você não quer que o time padeça em desgraça, é o melhor para a harmonia desse lugar deixar passar batido todos os boatos que rodeiam esse lugar.

Byun Baekhyun pronunciou em um tom um tanto transtornado. O rapaz tinha pavor em lidar com Sehun em qualquer situação; achava uma disfunção do universo o fato de Oh Sehun estar inserido no mesmo time que si – mesmo que, supostamente, fosse um dos melhores corredores que a nação coreana já teve o prazer deleitoso de presenciar ―, mas, a última coisa que o rapaz de cabelos acastanhados gostaria de lidar, era a arrogância desenfreada de Sehun no mesmo perímetro que o seu.

― Minha decisão já está feita, Byun. Tenho certeza que não vai ser o maior dos empecilhos lidar com essa situação. O seu desempenho é um dos melhores do time, e os olheiros da grande liga estão sempre de olho, não é como se mostrar uma dualidade guiara à detonação regular de sua excepcionalidade. Acredite, sei o que estou fazendo.

Jongin pronunciou numa apatia singular. De fato, Byun e Sehun estavam exagerando em suas farpas intermitentes nos últimos tempos; mas, ao ver de Baekhyun, tal coisa era unicamente culpa da personalidade hiperbólica do Oh, e sua megalomania de achar que o mundo orbitava ao seu redor. Era realmente desregular ao fluxo do universo caótico que circulava ao redor de Sehun o fato do rapaz, sempre tão consternado em relação às decisões do mundo, encontrar-se emudecido encarando de maneira entorpecida a situação que se seguia.

O Byun apenas desatou em praguejar para si mesmo. Deveria levar como manta encravado na mente que o que está feito, está definitivamente feito. E tratando-se de Kim Jongin, sua única gentileza como capitão eram os jantares expansivos no Big Mama’s após os jogos de vitória unânime e engrandecedora para os egos tão inflados e orgulhosos.

Baekhyun deu-se por vencido, discutir com Jongin era o ato de frivolidade mais estúpido que poderia fazer em função da sua própria honra – agora reduzida às cinzas com sua nova condição involuntária ―, acabou por recostar-se novamente no assento duro e inconfortável; olhando de soslaio para Sehun, com a apatia gritante e suplicante demarcada na face de traços suaves.

O emudecimento coletivo do vestiário deu-se por fim no instante em que Jongin retirou-se do vestíbulo. Pelo visto, lidar com os nervos de Baekhyun já fora o suficiente para que o Kim pedisse as contas naquela tarde de acontecimentos imprecisos e extremamente enervantes. Pouco a pouco, a balbúrdia do vestiário dissipou-se, fazendo com que as duas almas restantes fossem Baekhyun e Sehun ― olho no olho, falsa condescendência enviesada demarcada no meio-sorriso de Byun e no olhar decaído em desilusões do Oh.

― Por que se decidiu por manter-se pela primeira vez na vida quieto diante das afirmações do Jongin? Eu sei que há toda essa história de respeito mútuo e tudo mais. Mas, mesmo assim, você não faz o tipo que deixa qualquer situação que lhe envolva diretamente sair barata.

Em circunstâncias normais, Baekhyun simplesmente optaria por resguardar seus questionamentos mais trovejantes e simplesmente seguir com inquietações na mente – tal coisa apenas tornava-se mais concreta quando envolvia toda a atmosfera nauseante que decaía inteiramente em Oh Sehun.

 ― É simples, Baekhyun, eu apenas acho desnecessário se opor à Jongin quando ele está absolutamente certo. Vai me dizer que não achava completamente insuportável nosso climinha pautado em discussões? E, além do mais, eu conheço seu potencial como jogador, apesar dos pesares.

Byun Baekhyun levantou o olhar moroso – um moinho retumbante parecia estar em pleno vapor no cintilar resplandecente do seu olhar, apenas com aquela faceta inesperada de Sehun. Contudo, continuou absolutamente impassível na baqueta; um tanto dessolado, por assim dizer.

― Quem diria, Oh Sehun sendo gentil e reconhecendo a veracidade dos fatos. – um sorriso zombeteiro tomou, em plena dianteira da altivez impregnada do Byun, a face por completo ― Que se foda a sua pose de estabilidade apoiada em falsa moralidade, eu sei que tem cartas na manga. Não tem o menor motivo para agir como o bom samaritano tão repentino. O Jongin vai te pagar pelo seu bom-comportamento ou coisa assim? Não é segredo para ninguém que ele é endinheirado...

Byun Baekhyun não media o nível de suas provocações. Sabia o quão Sehun mantinha uma posição de renome na universidade e na sua vida privada como possível herdeiro de uma empresa multimilionária de empréstimos bancários; então, era o esperado que as provocações envolvendo-o diretamente e abertamente lhe deixava com os nervos soltados.

― Baekhyun, você quer o holofote todo para si, eu já entendi isso. É tão malditamente egoísta que não consegue aceitar que eu posso tirar o seu postinho de jogador estrela? Os seus fãs não serão mais tão serventes quando perceberem o quão insuficiente é quando se vê na posição de dividir o holofote com alguém. Principalmente quando esse alguém é o melhor jogador do time...

Poder, no fim tudo levava a aquele simplório preceito. Sehun é um maldito obstinado pela adulação constante de quem quer que lhe ache uma espécie de deus das Jardas. E Baekhyun é um maldito movido à adrenalina perfurante que ter elogios silabados ao pé de seu ouvido poderia significar para a personalidade vibrante e enfraquecida quando pouco notada. Não era como se fosse algo fácil refrear aquela batalha etnocêntrica.

― É sério? É sério que realmente acha que sou insano o suficiente para achar que sua calma em relação a tudo isso é apenas gentileza retida? Você acha mesmo que eu me importo com suas habilidades nada fenomenais? Você não é uma ameaça, Sehun. Se fosse, certamente teria desembuchado toda a história e feito com que eu fosse banido justamente em meu esplendor...

Baekhyun, impelido pela sua própria vontade de bagunças a ordem da situação, levantou-se do assento em que se encontrava naquela posição de igual para igual com o Oh. Caminhava cadenciadamente e calmamente pelo vestíbulo; virando-se repentinamente para Sehun e tomando aquela face banhada em curiosidade em um ato rasante com o indicador. Agora aqueles olhos acossados jamais deixariam-lhe de olhar quando fosse estritamente necessário.

― Você é medroso, Sehun. E, bem, é justificável o fato de que não gostaria de ter seus segredinhos sujos destituídos do banho de mentiras deslavadas que conta para demarcar sua superioridade, então você me culpa pela sua própria degeneração. É patético e bonitinho. É bonitinho ver sua degradação.

A risada pueril de Baekhyun ressonou como jazz de uma vitrola esganiçada pelo ambiente. Sehun engoliu em seco, as memórias daquele dia ainda lhe eram inutilmente letais. Detestava-se por ser tão malditamente conivente...

---

Oh Sehun é um pervertido. E tal coisa tornava-se factual com sua prática vertiginosa de voyeurismo matinal.  Seu plano era apenas dar uma corrida reanimadora a fim de despertar seus ânimos adormecidos, mas acabou por presenciar uma cena estranhamente peculiar para uma parte tão inabitável do campus.

Enquanto agraciava seu corpo cansado pelas voltas sucessivas com goles da água gélida de sua garrafa presenciou um desenrolar no mínimo peculiar de cenas em sua frente.

Sentia o suor exsudar das têmporas com tal cenário; um embolar de figuras transcendentais formavam-se na mente alucinada. A imagem que desenrolava em sua frente era estranhamente aprazível, detestava sentimentos descabidos e indevidos.

Dois corpos em atos pecaminosos em um Mustang afastado do local normalmente utilizado para corridas. O plano inicial do Oh era desviar o olhar e fingir que aquele era mais um momento corriqueiro que assolava o campus. Que atos pornográficos eram apenas mais um conjunto de coisas ocorridas em uma quarta-feira trivial.

Poderia desviar o caminho; poderia achar um desacato estúpido e zombar daqueles jovens descontrolados e promíscuos; poderia até mesmo sacar o celular e levar sua moral a relento ao tirar uma foto e espalhar para o campus inteiro toda aquela obscenidade; mas, ao notar que ali recebendo um oral do capitão do time de beisebol era Byun Baekhyun toda e qualquer moral esperada entrou em conflito, e agora tudo que lhe restava era observar solenemente o que não deveria ser observado.

As mãos do Byun encaixavam-se afoitamente no vidro difuso do carro de janela entreaberta ao ser devidamente incitado pelos movimentos cálidos de Adachi Yuto, o tal capitão – agora, não mais ― certinho do time de beisebol – detalhe que provavelmente passou despercebido no calor do momento. E Oh Sehun sentiu-se devidamente esporeado com o contorno dos lábios que serpenteavam obscenidades fatais em sua imersão extasiante e a expressão dominada e subversiva pelos atos lascivos; até mesmo a curva do pescoço de Baekhyun era dotada de um espiral absurdamente labiríntico e sensual.

Sentiu os sentimentos embolarem-se; as pernas fraquejarem e a mente anuviar-se sorrateiramente.  Sabia da natureza malina do Byun; sempre carregado de maldade intrínseca na aparência bonitinha, de olhares oblíquos e de atos de procedência única – e, claro, que os boatos ao seu respeito eram um grande engrandecimento para a imagem de luxúria fatal que lhe banhava incessantemente. E, naquela posição extremamente comprometedora, o Oh viu uma inclinação da própria moral, perdurando os seus próprios preceitos; se tinha uma antipatia pífia com o Byun, tal coisa apenas agravou-se com a provocação evidente, que o deixava rijo e inebriado. Sentia como se o seu próprio olhar pudesse perfurar cada aspecto vulnerável do Byun. Gostava daquilo. Gostava de ser o espectador de um espetáculo privado e imensuravelmente excitante.

Oh Sehun encontrava-se tão atônito em sua posição de vulnerabilidade, que mal percebeu quando o olhar martelado em desejo do Byun focou-se institivamente no enrijecimento delineado na calça de moletom folgada nas pernas – e, como o maldito pérfido tomado pelos ensejos carnais, o Byun apenas continuou com a batalha naval de olhares.

Era apenas mais um segredinho para o seu catálogo recheado.

...

― Você perdeu o próprio juízo?! – Sehun bramiu extremamente ressentido com o olhar calejado em sentimentos indecifráveis do Byun; contudo, a exasperação de seus sentimentos não fora o necessário para que Baekhyun desse um ultimato ao seu balaio de gato pérfido ― É claro que eu não dou a mínima para isso! Foi só um acaso do destino. E se quer culpar alguém culpe a si mesmo, você que andou deixando com que jogadorezinhos de quinta corromperem sua pouca moral. Você é apenas mais um depravado que se deixa corromper facilmente.

Os dígitos ágeis e um tanto mecanizados de Baekhyun apenas trataram-se de fustigar a pele alheia em uma trilha torta e mal desenhada pelo maxilar rígido pela tensão que ladeava os centímetros pálidos do lugar.

― Não finja que não sentiu aquela sensação irrefreável e deliciosa de quem gosta. Não seja um maldito conivente, o caos lhe apetece, principalmente o caos alheio de quem você jura odiar. E, já que me odeia tanto, por que ficou duro apenas com a minha visão se entregando para um alheio qualquer? Supostamente, quando se odeia alguém, não é a coisa mais adequada prestar homenagens largadas no assoalho do banheiro do time. Bem, eu lhe perdoo, sua voz fica maravilhosa gemendo meu nome bem baixinho...

Sehun engoliu em seco; os dígitos de Baekhyun portando-se indevidamente em sua face eram demais para que qualquer racionalidade tomasse-lhe a mente. Sentiu como se um pouco do ar lhe fosse retirado quando seus fios capilares foram tomados por um embolar tão voluptuoso quando os neurônios fritados de sua mente. Baekhyun cheirava a sabonete liquido de alecrim e campos verdejantes ― e nenhuma mistura inconfundível de eflúvios tornou-se tão letal aos seus sentidos fraquejados.

― É realmente uma pena, Sehun; é uma pena que tenha essa falsa moralidade banhada em repressão, essa repressão que resguarda intensamente. É realmente uma pena, poderíamos termos nos divertido muito com esse ódio impregnado em nossas veias.   

Baekhyun decidiu-se por prolongar um tanto mais sua diversão externada nos olhares ladrilhados em perversão. Acabou por adentrar a destra até a pele fervilhada num torpor febril, sentindo a pele cortejar seus dedos como quem pedisse para ser tocado por mais intensidade; contudo, Baekhyun não era um fã de jogos rápidos.

Ele não gosta de atos embelezados na facilidade; gostava do difícil para caralho, que resultava em respirações entrecortadas e corpos preenchidos pelo próprio deleite.

― Te vejo no treino, Sehun ― Baekhyun comentou, com um sorriso um tanto alargado, retirando assim a mão de dentro da camiseta de Sehun  ― Espero que consiga canalizar toda essa raiva. Não fica tão bonito com esse vinco encravado na testa, deveria saber que fica mais bonito quando está tomado por desejo indevido.

Em um ímpeto, Baekhyun largou do pecado materializado no torso de Sehun. Sorriu de uma maneira estranhamente inocente e se pôs a partir do vestiário que assemblava tensão sexual pré-concebida.

Baekhyun se fora; deixando apenas a silhueta disforme à vista e Oh Sehun vulneravelmente padecendo na ereção dolorida no meio de suas pernas.

 

 

 

 


Notas Finais


oi dá uma moral nos comentários vlwwwww


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