História Break Time - Capítulo 2


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Categorias EXO, F(x)
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Sehun
Tags Baekhyun!top, Exo, Futebol Americano, Gay As Fuck, Kaistal, Lemon, Love Me Right, Nct Mention, Pwp, Sebaek, Sehun!bottom
Visualizações 177
Palavras 5.974
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


dedo no cu e gritaria

Capítulo 2 - Touchdown


— Você fica um tesão com essa selvageria importada.

Soojung grunhia penosamente enquanto a fumaça esvaia espessa e fugaz dos lábios carmins e sempre retesados em um meio-sorriso sofisticado a ponto de lhe deixar agradável.

― Soojung, você deveria reservar esse tipo de depravação para o seu namorado, não para mim, um mero mortal pudico.

A garota de cabelos avermelhados e nariz arrebitado apenas se pôs a rir em uma malícia deleitável – tal como se a situação fosse tão aprazível quanto o cigarro que demarcava insistente os contornos lábios desfocados.

― O Jongin anda tão estressado nos últimos tempos que nem os orais matinais andam lhe atenuando ultimamente. Isso é tudo culpa de sua maldita bestialidade, Baekhyun. Sempre tentando provar-se como o líder da matilha...

Baekhyun sentiu a cigarra torcear nas vielas de sua garganta; se não fosse um fumante extensivo, definitivamente seria cabível o enlaçar fatal da fumaça que culminaria em algumas tosses determinantes.

― Bem, não é lá muito agradável saber de suas práticas sexuais aterradoras quando estou sugando meus últimos minutos de intervalo. Ugh, Jongin anda pegando pesado nos treinos sinto meus músculos liquidados a cada nova prática. 

Era um fato irredutível que as investidas cada vez mais concentradas em atos mordazes mescladas ao sadismo de Jongin era o estopim necessário para que o moreno canalizasse sua raiva catártica nos pobres rapazes dos Red Foxes. O Byun não via a hora de todo aquele inferno detonante acabasse com o tão esperado último jogo da temporada – que seria exatamente dali a algumas horas.

― Sabe, não é lá uma prática recomendável liquidar meu maço no último treino. O treino que deixará os garotos de ouro preparados para o aguerrir do século. Deveria parar de fumar, é péssimo para seus pulmões juvenis e perfeitamente funcionais.

Soojung, mesmo sendo a incauta pareada por sentimentos autodestrutivos, ainda detinha um esmero pegajoso por Baekhyun. A ponto de raramente ceder de seus Lucky Strikes com o intuito de envolver os sentimentos atiçados do Byun – que sempre se encontrava disposto a surrupiar da bolsa de couro mal-pradronizada os maços muito bem guardados.

― Pare de ser hipócrita, Soojung. É de conhecimento geral que você é a semeadora de speed naqueles gramados. Agradeça por eu apenas utilizar de cigarros pífios em efeitos colaterais.

Um sorriso dissimulado e enviesado cobriu de sordidez os lábios decalcados em malicia de Baekhyun; Soojung nada pôde fazer, a não ser cruzar os braços rente ao peito e xingá-lo de “bastardo mimado”.

Era um anoitecer trépido. O lado externo do campo da Universe University encontrava-se no ermo parco – provindo do estado exaurido dos jogadores remanescentes para os treinos noturnos do Red Foxes -, e Baekhyun e Soojung eram as únicas almas com brio preenchidas a ponto de acharem adequado entupir seus pulmões de substâncias nocivas no voejar aberrante dos bancos espremidos e compressos em pichações malfeitas.

― Como andam as coisas com o senhor malditozinho da vez? – a leve menção do epíteto particular meticulosamente articulado por Soojung bastou para que Baekhyun vastasse o olhar cansado até o semblante febril da Jung. – Já se atracaram novamente, ou algo tão trivial quanto?

Baekhyun suspirou lamurioso – resvalando cadenciado os dígitos frenéticos até o moletom flamejante do time —, equilibrando linearmente o cigarro no vão dos dígitos afiliados.

― A mesma porcaria degradante de sempre; contudo, mantenho distância. Oh Sehun é apenas mais um babaca ignorante da nova era. Uma partícula de desprezo em um mundo de desgosto.

Soojung riu anasalada diante da imponência lamentável de Baekhyun. O rapaz de cabelos acastanhados podia-se demonstrar um sórdido incontrolável na maior parte do tempo, mas sempre havia um pouco de humanidade naqueles olhos doces e amáveis.

― Adoro quanto tu poetizas institivamente. Agora vá para o treino, pequeno broto. Não quero levar bronca do Jongin por te levar para o mau cominho. E, por tudo que é mais sagrado, não desate em desavenças com o Sehun, ele é tão exacerbado quanto uma bomba-relógio.

Baekhyun apenas riu casto, “matou” o cigarro que lhe restava, as cinzas decaíam como flocos de neves acinzentados no concreto espesso e mal colocado. Era melodramaticamente agridoce observar algo a se desfazer lentamente – sentia-se assim intermitente consumido por estilhaços quando se via naquelas situações deprimentes.

...

A fúria que lhe ardia fremente nas veias a cada investida selvagem no campo amparado e límpido era o combustível de potencia vital que enchia de vigor o olhar febril e ardiloso de Oh Sehun que lhe acuava como se fosse o excludente fraquejado da ninhada.

Ter Oh Sehun como companheiro de jardas era a mais aterradora das situações se vista por uma visão descentrada – ou meramente pautada nos olhares e gestos de repúdio que a ambivalência mútua acarretava na maior parte do tempo. Contudo, a sincronia avassaladora que Oh Sehun e Byun Baekhyun detinham no âmbito do companheirismo forçado era algo digno do palanque do futebol universitário.

Oh Sehun, por outrora, encarava aturdido pelo corpo baqueado pelas corridas incessantes o arco quadrado que representava o júbilo orgulhoso de uma vitória. Sentia-se cortejado pela determinante de ir embora e ornamentar depreciações ao Byun, que desde o infortúnio no vestiário, agia constantemente como se o segredo que os aglutinava pudesse declinar para o ultimato da reputação tão arduamente conquistada do Oh – fruto das mais variadas representações de bom-moço em eventos sociais. O ato mais congruente naquele momento era deixar-se balancear nos olhos miúdos e estilhaçados em descontentamento de Baekhyun.

― Não acredito que perdemos essa maldita jogada. Se liga, Baekhyun! Até parece que tá viajando na maionese!

Oh Sehun encontrava-se no epicentro de seu mau humor naquela penumbra sufocante; sentia-se estranhamente esporeado por toda a atmosfera subversiva que adornava o Byun – o sempre tão pérfido e doce Byun Baekhyun, que havia deixado uma bela duma ereção e falsas noções em sua cabecinha fértil.

― Me erra, Sehun. Faltam cinco minutos para o treino acabar. Você perde jogadas o tempo todo, é o cara menos ofensivo que conheço, até o Yixing consegue passar mais virilidade do que esse sua pose fajuta de falsa persuasão. – sendo Yixing nada além de um recebedor pifiamente ágil, tal comparação soou como o mais peçonhento dos insetos – Faço questão de ressaltar que vou acabar com sua cara assim que essa patifaria de ação conjunta se destronar.

Sehun sentia uma vertiginosa comoção de desconforto mal empilhado entulhar o sopé do pomo-de-adão proeminente. Dane-se, o rapaz de olhar ébrio e sorriso vacilante denotou no instante em que viu lucilar nas íris do Byun a adrenalina de mais uma das costumeiras discussões.

― Se vocês perderem novamente o foco, eu não vou hesitar em deferir mais uma maldita advertência. Querem ser suspensos do jogo mais importante da temporada por infantilidade de quarta série? Isso é burrice demais até mesmo para vocês dois.

Kim Junmyeon, vice-capitão do time e tão austero quando Jongin gralhou de supetão no espectro da quase discussão dos membros mais acalorados da linha ofensiva; Baekhyun e Sehun nada puderam fazer além de deixar com que lamuriosos suspeitos tomassem-lhe enquanto concentravam maldosamente na selvageria do campo.

O campo que se assemelhava a mais sanguinolenta das batalhas quando os hormônios fatais das doze raposas mais disputadas disputavam numa batalha de hormônios irrefreáveis e incansáveis pareceu tomado pela extenuação que pairava incessante nas jardas de potencialidade.

2nd e 2

O clima do vestiário sempre oscilava entre a rudeza fugaz e a animosidade mordaz de caras que definitivamente não sabiam como atenuar a infantilidade cravejada que representava incitar toalhas encharcadas em peles ainda dormentes de cansaço – algo que normalmente provocava uma atmosfera salubre e dançante de frivolidade cravejada no recinto tingido por brancura aidética.

Byun Baekhyun encontrava-se vidrado na vertiginosa desenvoltura no reflexo distorcido em ilusão perene – o olhar ladeado em rebordos dolosos indicava fartamente o declinante decair apartado pelos pontilhados indolentes de um parco contentamento com o próprio desempenho. Os lábios borboleteavam em aluições de sua própria erudição; havia sido mais uma tentativa bem sucedida de abarcar com a homogeneidade do campo e suas ervas-daninhas cortantes.

Os fios acastanhados ainda estavam no aguaceiro do açude do chuveiro defeituoso do último compartimento do vestuário – no qual Baekhyun sempre fazia questão de ocupar, a sensação pútrida do baque das baforadas do vapor sempre lhe deixavam no pique para espezinhar os companheiros de time com sua provocação oscilante.

Enquanto debandava chamejante o limite da própria mente, Baekhyun mal podia atentar-se no olhar abrasivo de Sehun na tez vasta, fustigando os espasmos dos músculos; deleitando-se no magnetismo letal da tatuagem sintética no trapézio forjado nos sinais esporádicos da pele alva. Sehun não conseguia pensar que o declinar de sua própria moral era pertencente aos delírios afogados em maldade dos universos que lubrificavam a derme do Byun.

- Eu sei que sou uma visão esplendida, mas não é para tanto. Já me viu em posição vulnerável e ainda assim não se cansa de mastigar indômito meu desejo materializado.

Já havia virado lei: o fato de Byun Baekhyun impor-se no palanque das próprias vertentes hostis da própria mente; sempre fazendo pouco-caso dos trejeitos decalcados e personificados nas manifestações de estupidez de quaisquer um ali presentes.

― Nada te garante que estou te olhando. Não é o único despido por aqui, e, muito menos, o mais digno de uma olhada ou duas.

 Como de praxe, sempre que o clima de hostilidade mútua instaurava-se trepidante, os outros jogadores permutavam em olhar semicerrados e curiosidade mútua acerca das desferidas tijoladas em mutualismo opressivo daqueles dois – quase como se estivessem presenciando um assassinato.  

― Essa tensão sexual é absolutamente hilária. – Park Chanyeol, o líbero que falho tentava acrescentar algum tipo de filtro à mente congenitamente entusiasta de atos duvidosos, deu-se a desatar em piadinhas frívolas até a última instância – É mais do que óbvio que essas provocações não são tão rasas quanto parecem ser.

Baekhyun e Sehun poderiam esbravejar em consternação sobre que espécie de baboseira irrealista era aquela; podiam ignorar indiferentes as pilhérias vertiginosas de Chanyeol; podiam até mesmo encher a cara em socos expansivos para que o rapaz se endireitasse da maneira mais errônea possível; contudo, tudo pareceu ínfimo – em partes, porque tal afirmação jocosa ainda detinha seu fundo de verdade.

― Eu poderia te mandar à merda e te mandar calar esse vão lixoso que chama de boca, mas você nem ao menos é digno da mais impura saliva. Deveria poupar esse palavreado para algo que valha a pena nessa sua vidinha medíocre, como agradar professores para não se ver no limbo eterno da reprovação, mais uma vez.

Tackle*, Park Chanyeol viu-se amargamente reduzido à posição de esbórnia em decorrência dos algozes incidências que o apunhado letal de Baekhyun poderia acarretar – sempre reduzindo as cinzas de um moinho quem quer eu ousasse cruzar seu caminho de quaisquer maneira insidiosamente provocativa. E enquanto via-se avacalhado pelas gozações ruidosas dos outros do time, Chanyeol decidiu-se emudecer-se ― ao menos por aquela vez. 

O Byun apenas encurtou os lábios num meio sorriso mal intencionado ao Oh – tal procedência duvidosa daquele ato, fez com que o rapaz de cabelos avergados pelo ébano fosse duramente incitado a arrancar aquele contornar labial à força, o ódio que lhe corria nas veias era apenas efeito colateral de uma série de provações ardilosas que Byun Baekhyun lhe fazia passar sempre que lhe fosse cabível, o que significava prontamente todas as ocasiões que se viam atados um ao outro.

Antes que o Oh tivesse a terna oportunidade de alavancar o comentário capcioso de Baekhyun, fora surpreendido pela espessa sensação de que na atual situação era melhor manter-se com o palavreado esmaecido nos lampejos da mente, do que ter a possiblidade de ser envolvido pela iminente revelação dos lados encaixotados da mente que pertenciam ao erário enriquecido de Baekhyun – estava sordidamente à mercê do que o baixinho envilecido tinha a lhe ordenar. E, no final das contas, o ex-atacante já havia evaporado do mapa há tempos. Era dotado de uma celeridade sem igual.

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Novamente, Byun Baekhyun viu-se na incipiente situação de ver-se aglutinado aos devaneios irregulares que o maço amaldiçoado que Krystal Jung tinha a lhe oferecer. Desta vez, encontravam-se embaraçados na viela soturna do polo oposto do prédio de artes cênicas – mais conhecido como o fumodromo mais popularmente frequentado do campus.

― Soojung... – Baekhyun pronunciou repentino, o linearizado minguado da fumaça esticava-se penoso da boca semiaberta. – Você já sentiu como estivesse se metido em uma situação tão pavorosa que se sentiu oco com tantos pensamentos indevidos?

A Jung apenas lhe encarou com a constelação pacifica de seu olhar vastado de más-interpretações. Era sempre uma eterna constipação decifrar o que caralhos Baekhyun queria transpor com toda aquela metaforizada paradoxalmente adversa.

― Baekkie, você sabe que eu não dou a mínima para devaneios mentais fora de hora. Docinho, a última coisa que eu quero nesse momento é ser forçada a interpretar um pseudopoeta que externa os seus próprios pensamentos com estupidez metafórica. Fale com um ser-humano normal, sabe que meus conselhos são valiosos!

Baekhyun riu soprado, tomado pela excentricidade vulgar de Soojung. O sorriso ladino encorpado no batom escarlate indicava veemente que sua frase possuía seu fundo de verdade inegável.

― Certo, perdoa então minha tentativa de parecer minimamente profundo ao falar da minha vontade de foder com a vida daquele carinha inadequado até que não reste nada além do pó melado daquele sorriso torto. Céus, aquele maldito tem algum tipo de cavidade perfurante que me faz perder as estribeiras. Eu quero que o pau dele afunde na minha garganta, que eu lhe faça sentir trôpego enquanto lhe mostro o inferno na sua forma mais pura e leve-o ao irreal mundo fantasioso dos atos carnais sujos e rogados em má-fé.

Mesmo que sem querer, Soojung acabou por deixar que a fumaça remanescente atrofiasse e transparecesse em uma tosse pachorrenta e nem um pouco condizente com a situação que se encontrava.

― Mas que porra...? De quem diabos está falando? Você nunca teve problemas para ter quem quisesse a sete palmos ou na palma de sua mão! Vai dizer que nessa altura do campeonato anda tendo desavenças amorosas? Quer dizer, sexuais. Quem é o felizardo da vez? Algum calouro semi-hétero que achou perdido nas calouradas da vida?

Os dedos do rapaz embrenharam-se no pandemônio externado de seus próprios cabelos maldosamente retorcidos em nós d’alma. Sentia como se nos dígitos mal apertados no couro cabeludo pudesse segurar aquele desejo confluente que se apossava de sua parca polidez; contudo, nem as mais fortes das mordaças podiam conter a mordacidade que escondia na língua tremulante que desatava em falsas pretensões.

― O malditozinho do Sehun. Eis o nível da minha decadência, quero ferrar com a vida desse petulante de tal maneira que me parece até mesmo viável trepar com ele em troca de meu orgulho eternamente pincelado pelo desertor da luxúria.  Eu quero fazer com que meu nome rasgue sua boca e com que meu gosto deprave aquele rosto sereno. Eu quero descascar toda àquela maldita crosta irritante de apatia! Eu o desprezo, mas ainda assim o quero como louco.

― Sinto em te dizer, mas você está absolutamente ferrado. – a penúria de sua voz resvalou perdurante no acalentar suave que o dedilhar dos dedos alheios que se concentravam pertinentemente ao desembaraçar o nó da angústia do pobre Byun. – Entenda, eu até mesmo tive minhas discrepâncias internas antes de mandar minha moral à merda e aceitar que estava irremediavelmente apaixonada por Jongin. Mas, cada caso é um caso. E o meu conselho é simples: transe com ele antes que esse desejo destrua você por inteiro. Talvez você se sinta malditamente incompleto quando tudo isso acabar, mas ao menos vai sanar esse desejo tão, digamos assim, agressivo.

Baekhyun em um muxoxo repuxou os lábios em insatisfação com a situação que sua própria mente lhe inseriu. Sentiu uma verdade cortante de espernear aos sete ventos ser tomado por toda aquela bagunça voluptuosa em uma situação tão complicada da sua vida; contudo, apenas deixou com que o abrandar ritmado da amiga esquisitona fizesse seu trabalho em por tudo no lugar.

― Talvez isso passe até o último jogo da temporada, não é tão difícil, certo? – Baekhyun ditou em um filete de esperança estouvado; almejava profundamente que esse maldito borbulhar que jamais cessava paz rompesse e lhe trouxesse de volta a racionalidade – E, sei lá, talvez no fim das contas seja só nervosismo convertido pelo lugar errado... Tá certo que eu não posso negar que ele é famigeradamente sexy, mas há caras melhores por aí. O Yuto, por exemplo, anda deixando múltiplas mensagens na caixa-postal, talvez eu deva transar com ele e esquecer toda essa baboseira melodramática. Talvez todo esse fogo não seja estritamente por ele.

A penumbra que derramava na parcialidade estrelar era um tanto deprimente para todo aquele conflito interno de primeira. Byun Baekhyun desejava nunca ter cedido as suas vontades primordiais e ter adentrado o time com mil honras a lhe envolver; deveria apenas ter se consolido como o estudante boa-pinta de arquitetura, e não se inebriado permanentemente com os atrativos incessantes dos times universitários. Agora tinha que conviver com o mesclar de beleza nociva e petulância excitante que aquele malditozinho jogador tinha a escorrer dos olhos embebidos em amarras de incerteza.

― Faça como quiser, eu só não posso te garantir que esse desejo vai se extinguir como deseja. Olha, não há nada mais revigorante do que sexo selvagem conduzido por ódio que goteja dos poros. Minha melhores transas definitivamente são frutos de brigas estúpidas, e, vai por mim, a convivência dos dois pode até melhorar depois que transarem. No mínimo, vai ter um contatinho a mais na sua lista extensa e todo mundo fica feliz no final.

Baekhyun ponderou com preocupação demarcada no vinco da pele leitosa; Soojung possuía na manga os melhores conselhos – e maços amassados -, mas nem todos os alvitres bem-pensados no mundo seriam o suficiente para que o Byun pudesse diluir aquelas mil e uma dúvidas em soluções cabíveis. Ele teria que tirar a prova dos nove, e isso por conta própria. E, infelizmente, teria que incluir Sehun naquele teorema complexo se quisesse voltar à sanidade côngrua de sua mente.

― Estou tão preenchido por dúvidas que não tenho mais nem aberturas para pensar propriamente! É como se eu houvesse voltado à maldita estaca de virgem descentralizado que não tem nada além de anedotas pornográficas.

Soojung deixou com um riso jocoso travejasse os lábios. Não podia deixar de achar que aquela situação era digna de aversão – aversão intuída em risos serenos era permanentemente cômica todo o desespero cerrado nos olhinhos miúdos borrados em aflição.

― Coitadinho, está tão estressado que nem ao menos consegue ceder à sistematização sádica do seu interior? Eu sempre soube que possuía um lado afoito e ainda mais perverso no intuito escapar dessa gaiola de rejeição. Não quer dar uma parada lá no loft? Fumar maconha e se engordurar com salgadinhos cheios de colesterol como nos velhos tempos? Ver porcarias do adult-swin como se fossemos calouros arredios demais para socializar-se forçado nas festas detonadas?

Baekhyun infligiu-se em lamúria, aninhou-se manso nos ombros magrelos da amiga como se ali na camiseta do New Kids On The Block houvesse a mínima redenção que fosse – O Byun sentia-se um tanto ressentido por ter tantos conflitos aguerrindo em sua cabecinha afogueada.

― Talvez?! – pronunciou em um tom estagnado em questionamentos aturdidos - Será que é uma ideia prudente aparecer de ressaca no jogo mais importante dessa maldita temporada que mais parece não ter fim? Com os infelizes olheiros centralizados em encaradas errantes apalpando cada um dos meus passos? Quer dizer, eu sou um malditozinho de marca-maior, mas mesmo assim tenho um pouco de decência egoísta esmagada no peito.

Soojung escorregou o maço estrelar no bolso da jaqueta de couro que ainda cheirava ao perfume amadeirado de Jongin – perfuminho infame que a deixava na corda sorrateira do desejo.

― É maldade sua me deixar sozinha, sabia? – Soojung sempre fora centralizada em seus objetivos, o que acarretava no seu dom desordeiro de quem sabia como conseguir o que almeja sem esforços herculanos – Podemos tirar a maconha da equação e todo mundo fica feliz. Podemos apenas assistir Ricky e Morthy e ser felizes em nossas filosofias internas.

Baekhyun sorriu como se estivesse em uma manhã orvalhada em serenidade em qualquer pé-de-chão interiorano; a verdade é que seu coração se apertava de leve com a possiblidade de imergir-se na bagunça hermética e gloriosa do apartamento de Soojung.

― Tive uma ideia. Imprudente e fatídica. Mas ainda assim uma ideia. Enfim, o que acha de pintar o meu cabelo em brasas? Aposto que ainda há lojas de conveniência abertas no badalar da meia-noite.

― Sabe de uma coisa? Eu não sou de falar tais elogios, mas você é foda Baekkie! Adoro essas ideias sem fundamento algum. Você é um maldito aplicado em mandar à merda qualquer coisa? Vamos lá então, “desvirnjar” a única coisa em ti que não é mais virgem.

Baekhyun poderia se amuar facilmente com todas as erratas da fala da amiga, mas decidiu-se por guarnecer do seu silêncio maldoso embalado em mágoas efêmeras.  Deixou com que os caninos viessem à tona em um sorriso enviesado; Baekhyun ainda possuía seu acanhamento fatal tratando-se de elogios desavisados.

Soojung não lhe deu brechas para objeções, decidindo-se derradeiramente em domar aquela incerteza vagarosa em volúveis decisões.

Como se a sorte estivesse espreitando em seu encalço, acabaram por achar uma lojinha de conveniência de luz débil e descasco refratário e propagandas avulsas de marcas de sorvete antiquadas.

4th & 1 

O cérebro de Byun Baekhyun circulava-se na retaliação de seu arrependimento em ter decido levar-se pela aura decaída e nefasta da Jung com a facilidade de um garoto remelento sem índole: não só havia passado boa parte da madrugada em claro com Soojung arrematando cada fio plácido de seu cabelo que ardia – nos dois sentidos – e a outra parte haviam acabado por dispender na mais plena irresponsabilidade juvenil metade de um fardo inteiro de soju enquanto encaravam lépidos o teto transtornado em declives desenhados em hidrocores – Soojung possuía tracejados exímios de formas surrealistas e nem um pouco conformistas.

O uniforme desgrenhado era o testemunho mais recorrente – além dos olhos ébrios e os cabelos despontados que brandiam toda a volúpia do avermelhado do cabelo recém-pintado ― de sua própria negligência. Lampejos dormentes domavam a mente enquanto sentia o concreto fervilhar nos tênis caros que destrinchavam as ervas-daninhas que deturpavam o aspecto embelezado da passarela que guiava até a entrada do estádio.

― Andou farreando à noite toda e agora não tem mais força para aguentar o batente? Eu tenho consciência dos seus atos moldados em desacato, mas jamais iria adivinhar que tem coragem deslavada a ponto de aparecer no apogeu da temporada grogue e indefeso desse jeito.

Os olhos amargos de Baekhyun volverem insípidos ao tracejado engomado de Oh Sehun – justamente o sujeito no qual desferiu superlativos esdrúxulos no sofá encapado de Soojung; justamente aquele que lhe trazia furacões voluptuosos no seu interior já flocado em desejo enjaulado. 

Preferiu destronar o aspecto intransigível com pingados de um sorriso galante do que decair-se na atmosfera minguada da sutileza ladina subentendida no olhar ornado em sinuosa provocação. 

― Será que não pode agir como uma pessoa agradável ao menos uma vez na vida? Será que não te calha abaixar a bola em um dia de importante? Sabe, só porque eu aparento estar caminhando na rua da amargura, isso não significa que eu estou provando dos efeitos transgressivos do arrependimento. E eu sei que eu sou uma visão agradável para uma manhã tão quente, mas deveria poupar tempo e ir para a concentração. Já que proclama tanto ser o senhorzinho exemplar.

Sehun encontrou-se embasbacado com a posição tão autoritária assumida naquele horário tão precoce; deixou com que uma carranca estancasse-lhe na faceta. Sehun caiu em desgraça ao pensar que era uma ideia aceitável incitar as faculdades mentais em desuso de Baekhyun justamente naquele dia ― logo se lembrou do detalhe irrefutável que deveriam dividir as mesmas jardas por mais tempo que o necessário.

Baekhyun deixou-se ser colido pelo prazer ambíguo de ver Sehun derrapado em consternação e inteiramente tomado pelo rebuliço insano de ver-se novamente desprevenido pelas respostas cortantes que lhe eram desferidas a cada nova asneira acrescentada em seu arsenal.

Estranhamente, acabaram por caminhar lado-a-lado até a atmosfera tensionada do vestiário – normalmente preenchido pelo orgulho jubiloso de cada vitória ornamentada em troféus ―, contudo, as circunstâncias diferenciadas mudavam o rumo previamente declarado.

Vozes onustas em hostilidade fritada em inquietação. Já era de praxe comunamente anunciada no palanque muitíssimo estruturado do Red Foxes que o envolvimento taxado prévio de um jogo atingia absolutista cada um dos jogadores – e tratando-se da importância e do senso de responsabilidade que Baekhyun e Sehun carregavam com as habilidades que se erguiam nas poses altivas, era mais do que óbvio que o bamboleamento conjunto adstringia-os por completo.

 Vozes brandiram discursos proeminentes em vitória declarada; excedendo o termômetro que demarcava turbulento o tempo que antecedia o que podia ser considerado o jogo mais importante do século. E mesmo com as dissensões que precediam em exacerbações em cada um dos treinos, reuniões e demais agrupações que envolviam o time mais nefasto da temporada.

E ao sentir a grama marulhosa nas chuteiras e as mentes concentradas na apreciação viril da torcida ao comemorar incessante a entrada dos jogadores mais ardilosos da temporada, os doze rapazes sabiam que história seria feita nas jardas imaculadas daquele campo.

 

 

O vestiário cravejava-se na demarcação insalubre da derrota. Haviam perdido por pífios erros, mas mesmo assim, o melancólico gosto da derrota queimava ríspido nas faringes.

Olhares aglutinados em desgosto; conspurcados em infortúnio. Baekhyun e Sehun trocavam olhares tropejados nos sentimentos embelezados no tempestuoso clima que se entranhava defeituoso. Eram os únicos que haviam restado no vestuário após todo o banho de sangue discreto que havia ocorrido metaforicamente.

― É uma pena, não é? Que todo esse esforço tenha ido em vão. Tantos conflitos para nada... E, bem, eu gostaria de me importar. Mas Jongin deveria saber que intrometer-se na harmonia das coisas nunca dá certo no final...

Baekhyun gralhou, seus fios escorriam ardentes na testa lisa que lucidava no sorriso perverso dominado pelo olhar brando de Sehun – estranhamente envergado em uma posição que se assemelhava a situação dos dias borrados.

― Eu não podia esperar muito. Estávamos competindo com um dos times mais gloriosos da temporada, no fim das contas, não passamos de mais um timezinho escandalizado.

Sehun pronunciou com a língua impondo-se no antelábio – havia algo em seu olhar; algo que tirava Baekhyun de si.

E não seria com frivolidades que Baekhyun consumaria seu desejo – ele já havia se cansando de envernizar todos os atos carnais que clamavam para serem devidamente realizados com uma indiferença que parecia não lhe pertencer.

Com o corpo febril e os olhos injetados nos ares combalidos da repressão, Baekhyun levantou-se e encaminhou-se até Sehun, o acossando nos armários amassados sem dó nem piedade.

E assim como um tubarão conseguia sentir o mais distinto almíscar de sangue a milhões de metros de profundidade, Baekhyun sabia exatamente como desvendar todo aquele desejo amalgamado no olhar vacilante de Oh Sehun.

Sehun era exatamente assim: obstinado e procedente até certo ponto; sempre reiterado a manter sua pose de bom-rapaz, mas não poderia resistir aos ímpetos violentos do desejo.

― Diga o que quer de mim, Oh Sehun. Diga todas as palavras desordeiras que clamam para serem proclamadas. Você pode até não saber, mas a sua voz rouca entonando sacanagem sempre foi algo recorrente nos meus momentos desolados.

Os dígitos delegavam-se de castigar a supressão de Sehun em caminhos prementes pelos vãos dos fios escorridos em tensão. Baekhyun queria domar sua natureza bestial; queria fazer prová-lo do próprio veneno, enquanto declamava sua insanidade o fodendo sem cordialidade.

― De onde tirou coragem para me confrontar dessa maneira? O que quer tirar de mim? – a voz do Oh vacilava e oscilava em medidas perpendiculares à sua incerteza; sentia o gosto ferrenho trançar arduamente seus sentidos conturbados.  ― Sinceramente, eu não te entendo Baekhyun. Não entendo como pode ser tão malditamente largado no seu sadismo e ainda assim fazer com que eu padeça facilmente em meus sentidos. A única coisa que se importa é você mesmo, prova disso é que continua com esse maldito sorriso ardente mesmo com nossa derrota vergonhosa no campo de batalha.

― Ainda não aprendeu que eu sou um desordeiro? Que apaziguar o caos nunca foi o meu forte? – Baekhyun arqueou as sobrancelhas, aturdido com o ímpeto cético do Oh de deslizar acanhado o enlaço maldoso do Byun para fora dos anseios embrenhados nos seus fios de cabelo – E o pior de tudo é que ainda não aprendeu que deve manter-se concentrado quando eu falo? Eu consigo desvendar esses olhos perplexos e eternizados nas próprias convicções com tanta facilidade... Eu te tenho na palma da mão e a sete palmos da minha imponência.

O ambiente adornado pela linearidade dos armários avermelhados em brasas entornadas tornou-se um verdadeiro pandemônio com o pêndulo que centrava os dois corpos tão cedentes em seus próprios anseios impetuosos. Baekhyun domou a irresponsabilidade de Sehun em um selar derrotado; marcou ou lábios alheios com a discrepância interna que se desenrola em um carretel de luxúria fatal.

Sehun possuía nádegas certeiras de agarrar, de apalpar e aglutinar na pertinência volumosa na derme ambientada por trejeitos do desejo incoercível que guiava o ato traiçoeiro envolto em uma névoa de erros conjuntos que se estruturavam na decorrência preenchida pela mutualidade carnal ― e como um acréscimo enfático, a voz guturalmente manhosa deleitava-se rala nos ouvidos sedentos em cada aspecto ardente de Oh Sehun.

Sim, Sehun é o submisso perfeito, pois no instante em que Sehun engoliu a alma sorrateira para si, Sehun deixou-se ceder à selvageria corriqueira e adornar o ensejo que lhe detinha por inteiro – e o crepitar das chamas conjuntas do Baekhyun tornava-se arte estável na atual circunstância.

Baekhyun alavancou a cintura alheia com os dedos rijos, laçando a pele tremulante em devoção; rastreava a tensão corriqueira com as unhas, derramando o escarlate impiedoso na extensão – agora devidamente despida – das costas do rapaz. Sehun comportava-se como diligência, friccionando e impulsionado a si mesmo na impetuosidade agressivamente envolvente de Baekhyun.

Sehun encontrava-se despreparado para o que havia de vir a seguir, mas jamais hesitaria no moldado resplandecente que o olhar equipado e afoito de Baekhyun havia de oferecer. Os corpos em combustão completavam-se em um só; harmonicamente solidificados em desejos peçonhentos em epicentros mortais.

― Porra Sehun. Por que é tão diabolicamente gostoso? Eu quero açoitar tua pele e arrastar minha malicia nessa tua boca que só escancara estupidez.

Sehun nada fez, decidido em manter-se emudecido como representação gritante do prazer insano que lhe irrompia ao enraivecer Baekhyun, tomou a liberdade de agir pacifico diante de toda a situação que se arrastava suntuosa no ambiente gritante em coletiva.

E como se o calabouço putrefato que internava todas as sacanagens libidinosas fosse destrancado voraz, roupas foram dispensadas; polidezes foram arregaçadas em questão de segundos e o desejo eloquente que os consumia carnicento não pestanejou a agarrá-los em um só.

Em um ato distinto, Sehun espalmou no tracejado despido e inteirado na mais pérfida das intenções ― Baekhyun possuía um corpo firme de curvas acanhadas que impulsionavam Sehun ao delírio; portanto, banhado em delírio deslizou achatado e seguro de si na curvatura do quadril. Sehun podia ser facilmente datado como inexperiente devido as suas experiências quase nulas no esoterismo da provocação, mas, quando brumado pela confluência mordaz dos seus próprios instintos, jamais deixava a oferecer.

Baekhyun possuía uma eufonia sinfônica ao gemer trôpego, o que culminava na inquietação no meio das pernas do Oh – a cueca já estava encharcada com os pontilhados translúcidos da pré-ejaculação. Os olhos felinos do Byun o enfeitiçavam no universo de perversões incalculados com uma facilidade tenaz.

― Não deveria me tocar desta maneira. Eu não gosto de ser levado na posição servil nestas situações tão malditamente preenchidas por erros; sabe que eu posso ir embora quando eu bem entender e te deixar padecendo no próprio descontrole novamente, não é? Sabe que nesse tabuleiro eu sou o rei e você é o meu peão. Deveria se salientar em todas as vezes que eu declinei na posição de te fazer inteiramente meu enquanto me tocava no banheiro pelas manhãs...

Sehun sabia que àquela altura do campeonato, Baekhyun já havia sucumbido incontestavelmente aos anseios pitorescos de Sehun – que havia deixado mais que claro que o que lhe guiava naquele momento era o misto irrefreável de desejo e nas rufadas cálidas de sua própria ira.

Em um gracejo ameaçador, Baekhyun envolveu solene o lábio na curvatura do pescoço do Oh; maldosamente pincelando-o em mordiscares atordoados na curva sublime e alva do pescoço alheio, inteiramente maquinado em seu amuamento por ter sido submetido à posição indesejada de vassalo. Rastejando na incumbência dupla de maltratar a derme amena de Oh e livrar-se da última peça de roupa incômoda, Byun Baekhyun encontrava-se na mais plena combustão.

Estocou-o sem cerimônia. Instruído por seus instintos, o rapaz de cabelos rasantes jamais se deixava levar por leviandades quando se tratava de seguir com rigor os atos de procedência duvidosa que poderiam escandalizar toda uma plateia desavisada – afinal de contas, foder um desconsolado e irritante rapaz em um espaço de comunhão esportiva jamais seria visto com bons-olhos.

Sehun declinava-se na posição submissa com maestria; cedia aos encalços da mente enquanto arqueava o corpo esguio e derramava obscenidades no sopé do ouvido do Byun. Pingando resquícios de seu ultimato e orvalhado pela sua perversão não poderia deixar de achar que o declínio de suas próprias virtudes fora a melhor das escolhas mais impensadamente cautelosa que havia feito.

Em um vai-e-vem aprazivelmente gostoso, os dois corpos envolviam-se em uma atmosfera corriqueira – Baekhyun detinha Sehun em movimentos animalescos bordados na mais impura das inquietações. Oh Sehun possuía o interior de prontidão para afagar o membro na libertação violenta das próprias opressões; não havia sensação mais extasiante e excitante do que deter cada fibra de Oh Sehun tomada totalmente para si. Os olhos suplicantes e a boca escancarada em uma enxurrada de obscenidades tornavam-se subitamente admiráveis.  Baekhyun jamais havia se sentido tão agraciado quanto naquele momento.

Contudo, ele estava errado, pois nada soou tão satisfatório quando o ultimato extenuado de Sehun ao macular o piso de linóleo do vestiário com o seu deleite; em um ato impensado e tomado pela própria instabilidade da mente, Oh Sehun fez morada no ombro de Byun, arrebatado pelo eflúvio desabrochado de Byun.

Como se tomado por benevolência mortuária, Baekhyun deslizou afetuosamente a canhota pelos fios refeitos em volúpia, decalcando sorrateiro os fios marcados pelos atos de procedência duvidosa, tal ato constituía-se de uma porção acanhada de gentileza cativada pela posição manhosa do Oh  ― tal como se não ardesse em ódio por ter-se submetido as graças de Oh Sehun.

Corpos fraquejados; olhares impedidos no ar febril da junção corpórea calejada; Sehun sentia-se parcamente sóbrio com a paranoia sorridente de Baekhyun injetando-lhe as veias – jamais pensou que se sentiria tão distintamente embebido em desejo naqueles atos de procedência tão vaga. Baekhyun o havia feito provar da plenitude acre e viscosa de sua sordidez límpida.

―Seria estupidez aguda te convidar para dar uma passada mais tarde no meu dormitório?

Baekhyun sorriu lépido, com toda a timidez arreganhada nos olhos miúdos e mergulhados em incerteza pueril. Carecido de sabedoria – algo que decerto nunca obteve completamente – Baekhyun sorriu ladino com o pedido impensado; às vezes Sehun conseguia ser uma gracinha afável.

― Seria, mas deveria ser de conhecimento geral que seria uma honra imensurável te foder na sua própria cama.

Em um ímpeto, Baekhyun afastou-se marinado nos lumes do arrependimento e da emoção; contudo, jamais deixaria de achar que Sehun é uma ótima foda; o tipo de cara que valia a pena aguentar toda a aporrinhação estouvada. E ao vê-lo sorrir plácido com a confirmação de seu padecer, Baekhyun sabia que o tinha na palma de suas mãos. 


Notas Finais




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