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História Breakaway - Um novo caminho - Capítulo 33


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Notas do Autor


O capítulo de hoje está mais focado no Cebola. A fic está quase acabando e está chegando na parte que eu queria.

Capítulo 33 - Capítulo 33


Aninha encarava a mãe com lágrimas nos olhos. Não podia acreditar no que havia lido. O laudo médico em suas mãos era bem claro. As imagens do exame também não deixavam dúvidas.

Com muita dificuldade, Dona Ana secou as lágrimas e segurou as mãos da filha. Aninha segurou de volta com tata força que seus dedos ficaram brancos.

- Ana. – A mãe começou. – A uns meses atrás, notei um certo incomodo na região dos seios. – Ela parou um pouco para tomar um ar. Aninha apertou as mãos da mãe mais forte, como se dissesse: “Vai em frente, continue”.

- No início a região estava vermelha, e eu achei que poderia ser apenas uma simples irritação causada pelo sutiã, por isso eu resolvi trocar o modelo. – Dona Ana pausou novamente par puxar ar.

- A irritação não parou. Pelo contrário, ela continuava mais forte.

Aninha sentia a tensão no ambiente, mas como se já soubesse de algo ela encarou a mãe.

- O que diz nesse exame é o que eu acho que é? – Aninha perguntou, já com a voz embargada.

- Eu estou com câncer de mama. – A mãe finalmente disse.

Ao ouvir essas palavras, Aninha se sentiu completamente anestesiada. Sentia uma confusão de sentimentos. Demorou alguns segundos para processar a informação então disparou a perguntar.

- O que? Como assim mãe? – Aninha perguntou com a voz um pouco fraca.

- Foi o que você ouviu filha. – A mãe disse já soluçando. – Eu senti alguns incômodos na região e fiz alguns exames. O resultado saiu hoje.

Aninha não sabia o que fazer. Começou a chorar feito criança. A jovem teve medo de perder a mãe. Já Dona Ana, vendo a situação da filha, tirando forças sabe-se lá de onde, secou suas lágrimas, se levantou e segurou a filha pelos braços.

- Ana. – A mãe começou chamando-lhe a atenção. – Presta atenção. Eu entendo que seja uma notícia ruim, mas... – Dona Ana foi interrompida...

- Você vai morrer? – Aninha perguntou aos prantos.

A mãe parou por um momento e ficou em silencio encarando a filha. Sabia exatamente o que estava passando pela cabeça da moça. Apesar do medo que sentia de morrer, a dor de ver a filha triste e chorando, ainda mais por sua causa, era maior que isso. Por isso resolveu contar a verdade.

- Eu não sei Ana. – A mãe disse finalmente. – Eu não sei o que pode acontecer. Eu tenho uma consulta amanhã com o Oncologista. Vou levar os exames, e ele vai decidir o melhor caminho.

Ao olhar os olhos da mãe, Aninha viu pela primeira vez algo que lhe assustou. O medo.

 

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                Quando Cebola chegou em casa, estava tão distraído que não ouviu seu pai lhe chamar.

                - Hei, Junior, não ouviu o que eu lhe disse? – O pai perguntou com a cara fechada.

                Cebola foi retirado de seus devaneios quando ouviu a voz do pai. Fazia tempo que ele não o chamava assim.

                - Desculpe pai, estava pensando numa coisa. – O rapaz respondeu.

                O pai não notou a cara de preocupação do filho, então o questionou:

                - Onde você estava? Eu te liguei várias vezes. – Disse o pai retirando os óculos e fechando o jornal já impaciente. – De que adianta você ter um celular se não usa essa porcaria.

                - Estava na Igreja. – O jovem respondeu. – Fui ajudar o reverendo Maurício a distribuir o café da manhã para os moradores de rua, e toquei um pouco com o pessoal da banda.

                O pai ficou sem resposta diante do que ouviu. Sem jeito, ele colocou os óculos e retornou a leitura do jornal.

                - Da próxima vez avise. – O pai disse por fim. – Sua mãe ficou louca de preocupação.

                - Claro pai. – Cebola disse triste. – Me desculpe o transtorno. –  Disse o jovem se dirigindo ao quarto.

                De noite, depois de passar a tarde inteira estudando para o concurso, Cebola resolveu ligar para Aninha. Ele ficou preocupado com a cara que ela fez de preocupação com a mãe. Queria saber se estava tudo bem. O telefone chamava e chamava, mas ela não atendia. Mandava mensagem, mas ela não respondia. Ele estava realmente preocupado.

                - Com certeza aconteceu alguma coisa. – Cebola pensou alto. Colocou a guitarra no canto do quarto e alcançou o violão. O rapaz se jogou na cama e começou a dedilhar uma melodia. Em sua cabeça passavam mil coisas. Não podia acreditar no quanto havia acontecido este ano. Quem diria que ele iria se apaixonar por alguém. Ainda mais quando esse alguém se tratasse de Aninha, uma moça que até então achava que estava fora de seu alcance.  

                - Deu mole Titi. – Cebola pensou alto.

                Apesar de se sentir cansado, o rapaz se levantou, foi até sua estante e alcançou o vinil dos Beatles, que havia ganhado do avô quando era criança e o ele ainda estava vivo. A musica começou, e a introdução lhe era saudosa. O rapaz fechou os olhos e foi transportado ao passado e reviveu uma cena.

                Ele tinha sete anos de idade, e a mãe o havia colocado de castigo por ter aprontado alguma coisa na rua. O Avô estava com câncer de próstata, e estava vivendo com eles durante o tratamento. No andar de cima ouviu a melodia que vinha do quarto do avô do garoto. “Let it be”. Cebola foi atraído até o quarto, e espiou o avô dedilhando um velho violão ao ritmo da música. Quando Paul começou o refrão Cebola ficou maravilhado pela maneira que o avô seguia perfeitamente o tempo da música. Estava ali escondido ouvindo o pequeno show, quando do espelho o avô o notou espiando pela fresta da porta.

                Sorrindo o avô abriu a porta.

                - O que está fazendo agachado aí meu jovem? – O avô perguntou achando graça na cena.

                - A mamãe me colocou de castigo. – O garotinho disse com medo por ter sido descoberto.

                O avô soltou um riso baixo, e a voz saiu rouca, como consequência da quimioterapia.

                - Vem cá. – O avô disse pegando o neto no colo. Cebola não notou na época, mas agora se lembrava do esforço hercúleo que ele fez para levantar o garotinho que não devia ter mais que 15 quilos. Colocando na perna do garoto o avô fez uma nota com uma mão e com a outra pegou a mãozinha do neto, para vibrar as cordas.

                - Meu Deus! – O avô disse espantado. – Você toca violão! – Ele disse sorrindo ao neto.

                - Melhor que você vovô. – Cebola disse sorrindo.

                O avô riu achando graça na fala do netinho.

                - Muito melhor Cebolinha. – O avô disse abraçando o neto por trás. – Muito melhor.

                De volta ao quarto, Cebola continuava a se lembrar do avô, apesar de ser muito pequeno, Cebola se lembrava perfeitamente do tempo em que ele viveu com a família. Se lembrava principalmente da vez em que seu pai saiu com o avô para uma consulta médica.

                - Hei Cebolinha. – O avô disse vestindo um casaco de lã cinza. – Continue praticando. Quando eu voltar quero ouvir você tocar os Beatles. – O velhinho disse sorrindo com a voz rouca.

                - Pode deixar vovô. – O garotinho disse sorrindo.

                - Até logo. – O avo disse balançando a mão em um sinal de despedida.

                - Até vovô. – Cebolinha disse com o violão grande no colo.

                Foi a última vez que viu o avô com vida. Sentindo os olhos pesados, Cebola adormeceu do jeito que caiu na cama.

 

               

 

               

               

 

 

 

               

 

               

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


O próximo capítulo será muito importante, então continuem acompanhando. COMENTEM.

ESTOU PROCURANDO UMA GAROTA PARA ESCREVER ESSA FIC COMIGO COMO CO-AUTORA, QUEM TIVER INTERESSE ME MANDE UMA MENSAGEM NO PRIVADO.


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