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História BreakAway - Capítulo 33


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Capítulo 33 - Aposte


Narrador Onisciente.

Quase um mês havia se passado desde todos os acontecimentos envolvendo Lauren Jauregui.

Selena estava triste, é claro. Nenhuma das moças haviam trocado sequer uma palavra desde o desentendimento dentro do banheiro, e enquanto Lauren se sentia traída pela melhor amiga, Selena estava machucada.

Talvez, de fato, Jauregui soubesse que no fundo não havia razão para ter reagido de tal forma. Mas ela era uma mulher teimosa, e nunca admitiria que sua reação havia sido exagerada.

De qualquer forma, a briga com a melhor amiga foi o pontapé que Gomez precisava pra correr atrás do que realmente queria.

Não havia mais razão para continuar na Breakaway.

Nada a prendia.

Se antes as pilhas de contas de acumulavam na mesinha lateral da sala, agora, a única coisa que conseguia ver eram os livros de fotografia que folheava quando estava entediada e a velha camera fotográfica, que carregava para cima e para baixo nos finais de semana.

No último em especial, Selena decidiu  que seria uma boa ideia sair para tirar fotos. Caminhou sem rumo pelo centro, o olhar astuto e apurado procurando por qualquer momento válido de registro.

Nada em especial.

No fim do dia, sobre um por do sol gelado no inverno da metrópole, Gomez recebeu uma ligação da chefe da revista. Lovato pedia para que ela a encontrasse em alguns minutos numa cafeteria próxima à quinta avenida.

Ela chegou rápido. Esperou pela mulher enquanto tomava um sorvete.

"Os sorvetes aquecem os dias frios" era o que eu mãe sempre dizia quando ela era criança.

Foi inevitável não sorrir com a lembrança. Dakota era uma mulher calma, doce. Se recordava das fotos que a mais velha tirava, sempre tão... Conceituais. Era por isso que Gomez gostava de fotografias, um amor passado de mãe pra filha, que agora, só lhe servia como lembrança de um passado à ser esquecido.

Pelo pequeno visor de sua câmera, Marie passou a observar as fotos que havia tirado aquela tarde. Tão concentrada em suas próprias características, que sequer notou quando a moça bem vestida se aproximou.

Beijou-lhe a cabeça antes de se sentar à mesa. Pediu por um café e as duas começaram a conversar.

Naquela noite de sábado, ocorreria a grande final da NBA. E como torcedora assumida dos Bulls, Selena se recusava a perder "o jogo do século". Gomez imaginou que talvez não fosse uma má ideia convidar Lovato para assitir a partida junto à ela.

A final, basquete era o clássico dos nova yorkinos. Provavelmente Lovato não se interessasse muito pelo esporte, mas já se imaginava sentada no sofá da sala com a morena, lhe explicando como o jogo funcionava.

— Você vai ver o jogo hoje? — Gomez questionou de súbito, fazendo os olhos de Devonne se ergueram lentamente em sua direção.

— Dos Knicks e Bulls? Com certeza.

— Você quer assistir comigo? Podemos pedir comida...

— Bom, eu não sei se iremos realmente assitir... — O tom cheio de segundas intenções fez Selena lhe dar um pequeno tapa na mão.

— Nós iremos assistir! Eu estou esperando há meses por isso Demi! Comprei tintas, camisas e até bonés pra torcer em grande estilo.

Lovato riu com o tom da outra. Insinuações sempre geravam respostas interessantes quando elas vinham de Selena.

— Bom, nesse caso, devo te dizer que por mais que eu ame os Knicks, não vou vestir nenhuma das suas camisas cafonas. Nem morta.

A careta no semblante da outra foi quase imediata. A expressão era de nojo.

— Blusa dos Knicks? Eu torço para os Bulls, Demi.

A editora-chefe ergueu as sobrancelhas antes me murmurar:

— Oh...

— Calma, você torce para os Knicks?!

— Por que está surpresa? Eles nasceram em Nova York.

— Isso não quer dizer nada. Eles são horríveis!

— E ainda assim conseguem ser melhores que os Bulls — Retrucou. — Selena, esse jogo é só formalidade, nós duas sabemos que vai ganhar no final.

— Já que está tão confiante, porque não apostamos?

Demetria estreitou os olhos, de uma hora pra outra, achando a conversa mais interessante do que deveria.

— Apostar?

— Tá com medo? — Gomez provocou com um sorriso ladino.

— O que tem em mente?

— Me diga você...

Lovato sorriu de canto. Tinha muitas ideias para apostas, algumas provavelmente ilegais, outras, inapropriadas para serem ditas em voz alta.

Ela poderia tirar proveito da situação. Sabia disso. Os anos ao lado de Elisabeth lhe ensinaram muito mais do que trapacear no poker.

Gomez seria uma presa fácil, já teria apertado sua mão antes mesmo de se dar conta que tinha fechado uma aposta com o próprio diabo.

Mesmo que Demi perdesse, ela poderia sair ganhando.

Mas apesar de tudo, ela renunciou o seu poder.

Não queria trapacear.

Até porque devido as condições em que se encontrava, não teria como influenciar um jogo de basquete aí seu próprio favor.

Então tomou breves segundos para pensar a respeito, pensar em uma aposta inofensiva.

— Um jantar — Respondeu com um suspiro. — Quem perder oferece um jantar na casa do ganhador, com direito a sobremesa e louça lavada.

— Você sabe que a água da minha torneira não é aquecida, não sabe?

— Ah, eu não estou preocupada, Gomez. Eu não vou perder.

Mas perdeu.

Logo após firmarem a aposta com um aperto de mãos, Demi sugeriu que elas fossem para o apartamento de Selena. Estava começando a escurecer, e os pés de Marie doíam após o dia caminhando, então não foi dificil convencê-la.

Lovato chamou por um carro particular. E como a garagem ficava no centro de Manhattan, não demorou dez minutos para que houvesse um motorista à sua espera. Selena se recordava de ter pego o carro com ele algumas vezes.

Um homem alto, branco, sempre com um terno preto bem alinhado e os olhos escuros atentos na rua.

Sabia que ele já havia ouvido uns bons desaforos de Lovato. Mas Marie não estava disposta a deixar que aquilo continuasse daquela forma.

Qual é, ele só estava trabalhando, huh? Não custava nada ser gentil.

— Qual seu nome? — Gomez quebrou o silêncio confortável do carro com um sorriso mínimo.

Lovato se assustou um pouco com a voz subita, sendo tirada de seus pensamentos, e a obrigando a ajeitar a postura no banco.

O motorista olhou pelo retrovisor, se certificando de que a pergunta havia sido dirigida à ele.

— Sean.

— Já te vi algumas vezes, faz tempo que trabalha na Drive & co.?

O homem crispou os lábios, estranhando o interesse repentino da morena em seu trabalho. Não se recordava de ter feito nada errado, será que abririam uma reclamação?

— Alguns anos, senhorita.

— Selena. — Pediu. — Você faz muitas viagens por dia?

— Hãm, depende do dia. — Afirmou um pouco mais calmo — De onde a senhorita Lovato quer ir.

Selena franziu seu semblante, confusa.

— Você dirige só pra ela?

— Sim, Selly. São motoristas particulares — Demi explicou pacientemente — Você sabe disso!

Sim, ela sabia. Mas exceto pela carona que recebeu no dia do coquetel de Elisabeth, nunca havia compartilhado o veículo particular com Lovato.

Elas normalmente marcavam um lugar e iam separadas para não levantar boatos.

— Bom, eu pensei que eram motoristas diferentes. — Observou.

— Se fossem, qual seria a diferença entre eles e um taxi?

Demetria estava certa, fazia sentido, mas Gomez nunca realmente havia parado pra pensar naquilo.

Se realmente fosse daquela forma qual o sentido de contratar uma empresa? Por que não ter um motorista particular ao invés de terceirizado?

— Não sei. Eu nem entendo porque você anda de carro particular ao invés de pegar um taxi!

— A empresa disponibiliza o carro que eu quiser, por isso o serviço terceirizado é melhor — Explicou como se lesse a mente da outra — E Sean é sempre meu motorista.

— Coitado.

— Selena! — Demi retrucou indignada empurrando seu ombro levemente.

Gomez riu consigo mesma enquanto na parte da frente Sean mantinha seu autocontrole pra não acompanhá-la. Sabia como a senhorita Lovato podia ser grossa, e ele prefearia evitar aquele tipo de situação.

O caminho para o apartamento em Sugar Hill foi relativamente tranquilo. Antes de descerem do veículo, Demi assegurou que não precisaria mais do carro, e liberou Sean.

As duas subiram animadas para o apartamento de Selena, sendo cumprimentadas pela vizinha fofoqueira do 408 antes de entrarem no apartamento.

No mesmo instante em que os loboutins ecoaram pelo piso laminado do apartamento, o gato que estava no sofá levantou a cabeça, encarando sua maior inimiga.

Ele rosnou alto em direção a Demetria que riu consigo mesma.

— Uma fera selvagem. — Zombou.

— Não fale assim do Apollo, ele tem ciúmes de mim! Talvez ele te odeie um pouco, mas...

— Ah, eu não me incomodo. — Afirmou, fechando a porta principal — Já estou acostumada.

— Fique feliz por ele não te atacar. Você tinha que ver como Lauren... — A frase morreu — Bem não importa.

Demi observou a mulher desviar o olhar tentando pensar em outra coisa. Sabia que ela apenas fingia que não se importava mais.

Queria falar sobre, mas Selena não estava pronta para aquilo. Precisava de espaço, e Lovato a respeitava.

— Vou tomar um banho — Marie informou, retirando o casaco pesado que a aqueceu durante todo o dia, expondo a segunda pele.

Demetria sorriu de lado, observando a mulher.

— Posso ir junto?

Ah, Selena iria adorar se aquilo acontecesse. Porém, sabia que se permitisse perderiam o jogo.

Ela esperou aquilo por meses.

— Não! Eu quero ser rápida.

— Vamos ser rápidas — Assegurou, aproximando-se da secretaria de forma pretensiosa. Enlaçou a cintura com seus braços, deixando a mão apertar a bunda enquanto iniciava um beijo.

Selena se deixou apreciar. Apesar do frio que fazia lá fora, o corpo de Lovato estava quente, e ela acabou não resistindo.

Permitiu que a mulher lhe mordiscasse os lábios sem pressa. Uma das mãos chegou a nuca, se infiltando pelo couro cabeludo até ter as madeixas entre os dedos.

Foi quando sentiu um arrepio, que Selena soube que era a hora de parar.

Então simplesmente empurrou a mulher sobre o sofá, até ela cair sentada. Em um primeiro momento, Lovato não se importou, achou que continuariam por ali.

Entretanto, quando Gomez lhe deu as costas ela indagou:

— Isso é sério?

— É o meu jogo, Demi. Mantenha sua bunda nesse sofá!

A mulher suspirou pesado observando a outra desaparecer dentro do apartamento.

— Trocada por um jogo de basquete — Observou irritada.

Sabia que podia ter qualquer um aos seus pés. Sabia que se quisesse transar, poderia ser bem convincente com Selena. Meia dúzia de palavras e alguns toques nos lugares certos à colocariam de joelhos...

Mas não era assim que ela queria.

Não queria usar dos seus "poderes do mal" — Segundo Elisabeth Cahill — para ter Selena em seus braços.

Além do mais, era só um jogo, e era importante pra ela. Lovato não morreria por esperar mais duas horas.

Resolveu ligar a televisão para não se sentir solitária. Colocou na ESPN enquanto um homem aleatório fazia a retrospectiva daquela temporada.

A verdade é que nunca teve a oportunidade de jogar qualquer tipo de esporte senão os oferecidos pela a escola particular na qual estudou durante a adolescência.

Nunca sequer teve interesse.

É claro que ainda tinha que fazer o básico como correr no campo de atletismo e participar das aulas em que era obrigada a escalar uma corda.

Mas quando a mulher podia evitar o esforço físico durante a adolescência, ela o fazia.

Apesar disso sempre gostou de assistir.

Elisabeth era a pivô do time feminino na época em que namoravam, Lovato gostava de acompanhar os jogos e torcer por ela.

Quem diria que anos depois continuarião o fazendo, porém de forma muda? Torciam uma pela outra. Não se tratavam mais de quadras de esportes, mas cada pequena vitória em seus dia-a-dia.

Lovato pegou o próprio celular.

Sabia que Selena adorava comida italiana, e já que ela iria passar aquela noite lá, nada mais justo do que cuidar do jantar.

Ligou para um dos seus restaurantes favoritos fazendo um pedido maior do que necessário. Estava com fome, e tinha certeza que Gomez também. Acabou perdendo a mão na hora de escolher. Não sabia o que ela queria, então pediu tudo que conseguiu se lembrar de tê-la visto degustar.

Após a chamada se encerrar, notou a mensagem que havia recebido.

Lis | 19:48

Demi, sei que combinamos de sair amanhã
Mas não vai dar.
Tive alguns problemas na galeria
Estou viajando para L.A. essa noite

Demi | 20:01

Tudo bem Lis, eu ia acabar cancelando de qualquer forma

Estou no apartamentos da Selena

Não chegaria a tempo, e você sabe que eu não sou gente antes das sete da manhã


Lis | 20:06
Seu mau humor não depende de horário, Demi
Está na casa da namoradinha, Huh? 🌚

Demi | 20:07 

Não somos namoradas Lis

Eu já te falei isso um milhão de vezes.


Lis | 20:07
Ai, que seja
Vocês não se chamam de namoradas
Mas faz meses que dormem uma na casa da outra
Jantam juntas quase todas as noites
Sempre estão lá quando precisam
E não me surpreenderia se você dissesse que já transaram em todas as salas daquela empresa
Parecem namoradas pra mim

Demi |20:08

Não transamos na empresa

Ela não aceitaria

Não depois de brigar com a melhor amiga, quando ela nos pegou no escritório


Lis |20:08
Pois eu gosto de vocês duas juntas
Eu sabia que você estava apaixonadinha por ela desde o início
Mas você sabe que tenho minhas ressalvas...
Ela sabe?

Demi |20:08

Não vamos falar sobre isso


Lis | 20:08
Por que você sempre foge quando esse é o assunto?

Demi | 20:08

Se você já notou isso por que insiste em tocar nele?


Lis |20:08
Fico me perguntando como se livrou dele

Demi |20:09

Desculpa Lis, mas isso não é da sua conta.

O que importa é que eu resolvi


Lis |20:10
Só espero que não tenha vendido sua alma
Enfim, vou terminar de arrumar minhas malas

Demi |20:10

Nossa festa beneficente é na proxima semana

Você vêm?


Lis | 20:11
Vou estar lá

Após visualizar a mensagem, Demi se permitiu erguer o olhar para a entrada do corredor ao ouvir passos. Selena adentrou a sala vestindo uma camisa dos Bulls e um shorts de algodão.

Seus cabelos molhados ainda pingavam sobre sua própria blusa, mas ela não parecia se importar. A morena apenas fez questão de se aproximar do painel de controle do aquecedor, aumentando a temperatura da casa.

Logo foi justificado o motivo d'ela estar usando shorts.

— Pedi comida para nós — Lovato observou retirando o casaco que até então lhe era útil.

— Ótimo, não estou nem um pouco afim de cozinhar — Assumiu, se sentando ao lado de Demetria.

Os olhos de Selena caíram pelo colo agora desnudos da mulher. Ela estava vestindo uma camisa preta de alças. Deixando o decote aparente.

Era surreal o fato dela sempre ficar bem com tudo o que vestia. Não era idiota, sabia que Lovato vivia disso, e sendo sincera, Selena não entendia nem um pouco do tema.

Tudo que conseguia fazer era observar a mulher, e aprecia-la. Tentando não escancarar o fato de ficar boba com cada mínimo detalhe de sua beleza.

— Não vai atender? — A voz de Devonne se fez presente.

— O que?

Lovato soltou um riso mudo, alcançando o telefone de Marie para entregá-lo.

Gomez se ajeitou melhor no sofá, aceitando a chamada, sem se importar em verificar quem era.

Na verdade, não importava, queria dispensar logo a pessoa para poder aproveitar o jogo, que segundo o relógio da ESPN, começaria em menos de quinze minutos.

— Alô?

— Selly? Onde você tá? — A voz conhecida surrgiu meio abafada pelo barulho em volta.

Estranhou.

— Cece?

— Estou te esperando no portão B, como combinamos — Explicou, dessa vez um pouco mais alto. Selena podia imagina-la em uma careta enquanto tapava o ouvido livre do celular para ouvi-la melhor. — Onde está?

Puta merda.

Gomez bateu com a palma da mão em sua própria testa, e se ergueu do sofá aflita, chamando atenção da companheira.

Havia se esquecido completamente que Cecile havia a convidado para assistir a final com ela. Na verdade, sequer pensou que o convite ainda estaria de pé, a final, havia muito tempo que haviam conversado sobre aquilo em uma troca de mensagens bobas.

— Me desculpa... — Iniciou, realmente sentida

— Oh merda, você não vem, não é?

— Eu me esqueci completamente, sei que combinamos, mas como você não disse nada... — A voz em um um tom de desespero, tentando se explicar.

Viu quando Lovato ergueu o olhar curiosa com a situação

— Pensei que não precisaria.

— Eu... estou em casa, se você quiser...

— Esquece Selena... — O tom de decepção — Vou ver se alguém pode me encontrar.

— Não foi por querer...

— Selly, o que houve? — Perguntou Demetria. Como resposta apenas um olhar rápido como quem dizia "espere" para se virar de costas logo em seguida.

— Tenho certeza que não — Cecile murmurou, deixando quase impossível de se ouvir — Aproveite a noite com ela, Selly.

Desligou.

Gomez fechou os olhos rapidamente e suspirou. Estava realmente sentida pelo ocorrido. Queria ter se lembrado para poder ter confirmado.

Nos últimos tempos vinha sentindo como se só decepcionasse as pessoas que ela amava. Como se ser só ela, já não fosse o suficiente.

— Algum problema? — Demi questionou,  preocupada.

— Não, é só... — Suspirou, voltando a se sentar no sofá — Acho que magoei alguém.

— Quem?

— Cece...

— Oh... A garota que é apaixonada por você.

Demetria não fazia questão de esconder o ciúmes que sentia da mulher. Na maioria das vezes, Selena ria daquilo, porque achava idiota, e gostava de ve-la emburrada. Mas naquele caso em especial, o comentário só fez com que se sentisse pior.

— Somos amigas...

— Sei disso. O que exatamente aconteceu?

— Ela tinha ingressos pra primeira fila do jogo de hoje e eu me esqueci. Ela estava me esperando, Demi.

— Deveriam conversar. — Murmurou ligeiramente contrariada — Talvez chamar ela pra sair...

— Acha que eu posso compensar?

— Nem tudo é sobre compensar, Selly. As vezes, você só precisa mostrar que se importa. — Afirmou, se aproximando dela — Você não necessariamente precisa a levar em algum lugar, uma conversa sincera as vezes é muito melhor...

— Sinto como se eu sempre estivesse a deixando de lado. Como se ela estivesse ali por mim o tempo todo e eu....

— Não fizesse o suciciente. Como se não fizesse o mesmo por ela. — Completou.

Selena piscou lentamente analisando as palavras ditas. Era como se sentia em relação a Cecile. Como se nada fosse o suficiente para demonstrar o quanto a outra era importante pra ela.

O que Gomez não fazia ideia é que Lovato se sentia da mesma forma quando se tratava da mulher loira que havia a salvado mais vezes do que conseguia se lembrar.

— Sim, acho que é isso.

— É por isso que devem conversar. As vezes Selly, o óbvio também precisa ser dito.

Gomez acenou com a cabeça e se aproximou para se aconchegar junto a morena. Mas aquilo não durou muito, quando o jogo de basquete começou, elas se afastaram e viraram rivais.

Cada uma vibrando de sua forma a cada cesta marcada pelo time pelos quais torciam. Os intervalos eram tensos, nenhuma das duas realmente trocou uma palavra além de provocações bobas quando um ou outro time disparava na frente por dois ou três pontos.

A comida chegou convenientemente no primeiro intervalo, então enquanto assistiam o jogo, beliscam uma ou outra coisa. A caixas estava todas dispostas sobre o tapete da sala, no mesmo lugar em que as duas mulheres se sentaram para comer.

No último intervalo — O mais longo de todos — voltaram ao sofá.

O jogo estava empatado faltando três minutos para o juiz apitar. Infelizmente para os Knicks, o time adversário abriu uma vantagem de seis pontos depois de duas bolas bem lançadas.

E foi o fim.

Quando o juiz apitou anunciando o final da temporada, Selena se ergueu do sofá em um pulo, enquanto comemorava alto a vitória do seu time.

— Ganhei! — Ela esclamou alto, pulando em frente a tv. — Ganhamos Demi, os Bulls são os campeões!

— Percebi — Respondeu em um riso, vendo a felicidade da outra.

— Eu disse pra você que iríamos ganhar, você deveria me ouvir mais! — Observou se virando para a mulher — Vocês comeram poeira.

— A vantagem nem foi tão grande, Selly. — Observou.

— Mas eu ganhei — Pontuou, se aproximando de Lovato e montando em seu colo sobre o sofá — Isso quer dizer que você estava errada.

Demetria segurou um riso e alcançou o controle da televisão, desligando a mesma para dar fim ao barulho da comemoração

Não estava brava por perder aquela aposta. Era bobo, e ela nem se importava tanto assim com basquete.

— Bom, acho que você me deve um jantar, senhorita Lovato — O sorriso maldoso nós lábios da mulher.

— Não sou uma má perdedora, Gomez — Assegurou, correndo as mãos pela pele exposta de suas coxas. As unhas acompanhavam o caminho, deixando rastros vermelhos. — Marque um dia e estarei aqui.

— Pensei que houvesse dito que nunca perdia. — Provocou, seus lábios próximos ao dela, mas não o suficiente para encostar.

Lovato sorriu de lado, levantando uma sobrancelha antes de responder.

— E não perco.

— E do que você chama isso, então?

— Você pode até pensar que quem saiu ganhando foi você, Selena, mas não foi... Tudo depende do seu ponto de vista.

Marie estreitou os olhos se acomodando melhor no colo da outra.

— Ponto de vista? — Um pedido para que explicasse.

— Você vê isso como uma vitória. Um jantar em sua própria casa, sem ter que lavar os pratos depois. — Começou — Eu vejo como uma oportunidade de vir até seu apartamento, passar um tempo com você, e cozinhar algo que eu gosto; o que eu provavelmente faria de qualquer jeito, só que em casa e sozinha. Além do fato, é claro, de receber elogios pelo meu talento.

Selena fechou os olhos enquanto se deliciava em sua própria risada.

— Meu Deus, você é tão convencida!

— Ah, e a melhor parte! — Se recordou, ignorando a observação da outra.

— Qual?

Demetria conteve o sorriso que quis exibir, e da maneira mais despretensiosa que conseguiu, aproximou seus lábios da orelha de Selena, sussurando:

— O prazer de te ouvir gemendo gostoso quando eu te foder no tapete da sua sala.


Notas Finais


Roi, Sou eu de novo

Vamos pular o papo furado gente, sei que demorei. Reescrevi essa capítulo umas 5 vezes (sem zoeira) pq nada me agradava.

Mas até que eu gostei do resultado final. Será que temos um progresso aqui senhores?

Esse capítulo parece bobo, mas era necessário pra expor pontos de vistas e vai ter implicações futuras.

É isso amores, eu tava com saudades de vcs.

Preparando algumas coisinhas especiais também. Pq o sumiço tem que servir pra algo, Huh?

Espero que vcs estejam bem

Luv U ❤️


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