História Breath Again - Capítulo 8


Escrita por:

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Lauren Jauregui
Visualizações 38
Palavras 3.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amorecos! Tudo bem com vocês. Dessa vez demorei um pouquinho, mas os próximos capítulos demorarão mais um pouco. Desculpe!

Enfim estou passando por final de ano em faculdade, muita coisa para fazer e tals, mas não deixarei de escrever. Os capítulos agora serão maiores e com muito mais detalhes que antes, tentarei passar um pouco mais de emoção também, pois está chegando a alguns momentos mais emotivos mesmo, também serão revisados pela minha namorada as pérolas escritas, porém aceito sugestões de correções e músicas. Estou a disposição de vocês.

Se quiserem conversar comigo, pode ser aqui como também no meu Twitter: 3NikitaGhost

Músicas para a fic serão duas dessa vez:

Música 1: Light a Fire - Rachel Taylor

Música 2: On Your Tipe - Day Wave

Ps: Aconselho a lerem o final do capítulo anterior.

Boa leitura!

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Capítulo 8 - Ecos


Fanfic / Fanfiction Breath Again - Capítulo 8 - Ecos

Não toca em mim! – Camila empurrava fortemente Lauren com as palmas de suas mãos sob o peito da morena fazendo-a dar alguns passos para trás.

- APENAS ME DIZ, PORQUE ESSE... lugar? – Lauren diminuía seu tom de voz, inspirando na tentativa de manter a calma que não existia. – É porque existem tantos outros restaurantes, só não quero...

Lauren se arrependeu de ter dito aquilo, na verdade ela não queria dizer aquilo, ela estava feliz em ver Camila, que estava radiante, com um vestido que aperfeiçoava bem sua silhueta, uma boca que parecia lhe fazer um convite a apreciar seus lábios, seus cabelos que caiam simetricamente em seu rosto fino e belo, e o castanho misterioso e brilhante que aparentavam querer penetrar em sua alma querendo descobrir seus medos e segredos.

- Você não quer que atrapalhem seu encontro. – Camila a interrompeu, encostando sua lombar na porcelana da pia do banheiro com os braços cruzados sob o peito. - Lauren eu vim com meu marido, nós adoramos esse restaurante, e sobre aquilo que aconteceu no corredor... – A morena engoliu seco, Camila desviou-se dos olhos de Lauren que estavam fixados a ela. – Foi um impulso involuntário e errado de ambas. Não foi? - Camila parecia estar fazendo essa pergunta para si mesma.

Lauren colocou suas mãos na cintura, com um pensamento distante fazendo algumas caretas com a boca, não queria demonstrar à confusão que se formava em seu interior. Estava ficando cada vez mais difícil estar no mesmo lugar que a mulher, imagina em um local supostamente pequeno, estava ficando perigoso demais se manter tão calma e segura de si com ela ali, na sua frente, mas estava passando por tantos problemas recentemente que se manteve forte. Como Dinah havia dito, se afastar de Camila seria a melhor solução.

- Sim... foi. – Mentiu, não a olhando nos olhos, tentando não demonstrar nenhuma emoção com as palavras.

A bela latina soltou o ar que estava preso em seus pulmões com a demora da resposta. Com certa dificuldade balançou a cabeça em negação e começou a dar alguns passos aproximando-se de Lauren que ainda permanecia abstraída. A jovem tocou receosa, mas serenamente com a ponta de seus dedos no rosto confuso quase que fazendo um carinho discreto com seu polegar. Lauren parecia despertar instantaneamente com o contato delicado que a mulher proporcionava, seus olhos entraram em choque com os castanhos afáveis de Camila.

- Sua boca pode me falar mil mentiras, mas seus olhos me demonstram a verdade. – Camila a mirava com olhos indulgentes, e retirou-se do local. Decepcionada.

As palavras da mulher lhe atingiram fortemente, formando gritos e ecos em sua mente, fraquejando suas pernas. Lauren queria sair correndo daquele lugar, queria vociferar, é como se sua consciência estivesse entrando em colapso, seu coração queria lhe deixar nua e exposta sem medos, mas havia medo ali, havia cautela, havia hesitação.

Camila sentiu seus olhos vacilarem, seu peito arder, e uma grande vontade de chorar estava se formando, mas não podia, não com Thomas a alguns centímetros à frente. A latina ainda não entendia que tipo de sensações Lauren estava lhe proporcionando, era algo novo e único, disso ela tinha certeza. Caminhou apressadamente em direção à mesa de seu marido que encontrava-se bebericando um bom vinho tranquilamente. Camila tentou disfarçar seu nervosismo à mesa, mas logo começou a pensar nas palavras ditas por ela e em como Lauren as recebeu. Preferiu por alguns instantes esquecer e tentar focar em seu marido, no jantar e em apreciar o vinho regado de sorrisos galantes e boa conversa.

Ao fundo Lauren não conseguia tirar os olhos do casal que estava afastado, porém não saiam do seu campo de visão. Os ecos das palavras de Camila rondavam sua cabeça incontinenti deixando-a desnorteada.

- Não é a Camila ali?! – Lucy disse entusiasmada olhando agora na mesma direção de Lauren, que notou e desviou rapidamente o olhar para seu prato, fingindo estar cortando um pedaço de carne.

O coração de Lauren sentiu uma batida errada, suas mãos suarem e o alimento estagnar em sua garganta com a ação de Lucy ao levantar-se e ir em direção à mesa do casal. A moça abraçou Camila que ao longe depositava novamente suas esferas castanhas desalentas na direção de Lauren. No mesmo instante a morena sentiu o impacto do olhar tristonho de Camila sobre si, e um pesar cair sobre seu corpo já cansado. O casal começava a deslocar-se em direção a morena que ficou estática.

- Olha só quem vemos por aqui! Lauren, ainda sente dores na cabeça? Pelo jeito já está ótima! – Thomas sorria enlaçando sua mão ao de Camila que olhava para o chão na tentativa de fugir daquela situação. A ação do homem não saiu despercebida por Lauren que olhava para as mãos enlaçadas.

- Que cara chato! – Disse internamente. - Não me lembrava de você ser tão engraçado assim Thomas. Mas recordo bem do seu rosto em lágrimas de joelhos me pedindo para ficar, aquilo sim foi engraçado. Você lembra? – Sorriu sarcástica pra Thomas, bebericando uma taça de champanhe.

O homem sentiu o seu coração pulsar o sangue mais rápido por entre as veias, o sorriso sumir instantaneamente, o olhar que era se soberba agora era de dor e raiva pelas lembranças avassaladoras que lhe importunavam. Lauren sentiu rapidamente a gola de sua blusa ser puxada juntamente com seu corpo pela força adquirida por Thomas ficando agora cara a cara com seu algoz. O homem tinha punhos cerrados e rosto avermelhado, uma expressão carregada de fúria e mágoa. Lucy olhava a aquilo apavorada, as pessoas ao redor murmuravam apreciando a cena do homem quase em descontrole, Lauren não se retraiu em nenhum momento, encarou com a mesma intensidade sem desviar seus olhos verdes furiosos do homem.

- Thomas... – Camila sussurrava no ouvido de seu marido, tocando levemente em seu braço, ele bufava. – Largue-a, vamos embora, estão todos olhando. Você não quer passar por essa vergonha! – O homem logo soltou Lauren quando notou olhares curiosos em cima de si. Lauren ainda o encarava.

O casal saiu apressado do lugar, mas Camila ainda aproveitou um pequeno segundo, um último instante onde olhou por baixo de sua máscara de cílios longos para fixar-se em Lauren que ajeitava sua blusa amarrotada sendo ajudada por uma Lucy assustada. Lauren sentiu-se observada e foi ao encontro de duas orbitas flamejantes, apenas um curto espaço de tempo foi necessário para que a morena sentisse perdida naqueles chocolates misteriosos e acanhados lhe deixando sem chão.

Lauren olhou até o último instante o casal sumir de sua vista. Estava cada vez mais difícil esconder seus sentimentos pela bela latina. As palavras da mulher invadiam sua mente como um prego sendo martelado em uma parede constantemente.

- Me desculpe Lucy, mas quero ir para casa, você não merece esse constrangimento, sei que não tem nada a ver com isso. Novamente peço desculpas! – Lauren disse encabulada enquanto Lucy sorriu sincera.

No caminho, Lucy mirava uma Lauren diferente, uma mulher perdida em seu próprio conflito interno. Ela não sabia oque se passava na cabeça da morena que dirigia aparentemente tranquila, as luzes da cidade invadiam o carro iluminando o rosto de Lauren às vezes claro, às vezes escuro como ela realmente ela estava se sentindo naquele momento. Com ar de mistério que deixava Lucy com mais vontade de desvendar os segredos mais obscuros que a mulher escondia.

- Pronto. Entregue! – Lauren esbouçou um sorriso fraco, estacionando em frente ao apartamento esverdeado de Lucy.

- Você não quer entrar, não falou nada desde o encontro com Thomas e Camila. – Lucy estava virada na direção de Lauren que não se moveu, passou a ponta de seus dedos sobre o rosto da morena fazendo-a relembrar de um outro toque. Os contatos eram diferentes, o tecido da pele, até a forma que entrou em choque com sua era diferente. Apenas uma pessoa vinha em sua mente fazendo-a fechar os olhos por alguns instantes.

- Obrigada... mas gostaria de ficar sozinha. Desculpe-me novamente. – Pegou na mão da mulher depositando um singelo beijo ali. Lucy realmente viu que não deveria insistir e observou uma Lauren totalmente diferente da que havia ligado mais cedo partindo em sua bolha de emoções.

- Amor dormiu? – Thomas tocava no braço de Camila que permanecia deitada de costas para ele.

Caiam algumas teimosas lágrimas do rosto da latina que preferiu fingir que estava dormindo, o homem depois de insistir algumas vezes resolveu por fim não incomoda-la mais, e acabou adormecendo. Camila por outro lado, não conseguia tal feito, levantou-se e foi andando em direção a cozinha para beber um copo d'agua, sentia sua garganta seca e olhos um pouco inchados, acabou vendo uma torta de banana que Carmen havia feito e deixado na geladeira, sorriu, pois ainda estava com fome, olhou para todos os lados com a torta em mãos vendo se tinha alguém a observando, como uma criança levada que estava para ser pega pela mãe quando come escondido na madrugada. Caminhou com a ponta dos pés sentando-se no balcão e começando a apreciar a deliciosa torta que por sinal era sua favorita, Carmen sabia como agrada-la. Acreditava que aquilo a fizesse melhorar um pouco, mas foi em vão.

(Música 1: Light a Fire - Rachel Taylor)

Enquanto Lauren estacionava o seu carro em frente à praia de Laguna Beach, encostou sua testa no vidro do carro gélido pelo ar condicionado.

Sua boca pode me falar mil mentiras, mas seus olhos me demonstram a verdade.

As palavras da mulher novamente ecoavam em sua mente, martelando sem parar fazendo se lamentar constantemente por não saber mentir, nem esconder direito seus sentimentos.

- Malditos olhos sinceros! – Falou para si.

A morena saiu de seu carro com uma vontade grande de gritar, começou a creditar que a dor era sólita em sua vida. O lamento vinha em um choro pungente que tentava sair de sua garganta, mas ficava entalado em seus pulmões, ardia e como ardia em seu peito, buscava apertar com uma de suas mãos o centro de seu peito para tentar aliviar a dor. Caminhou pela praia deserta afundando seus pés descalços na areia macia, a tranquilidade havia se esvaído, agora se apresentava uma Lauren remoída de sentimentos ocultos e coléricos por uma mulher que não podia ter, uma mulher que mexia em cada célula de seu corpo com apenas um toque e um simples olhar.

Ela realmente não sabia em que momento foi pegue por Camila, talvez desde a primeira vez que viu em seu apartamento, ou quando sentiu algum ódio da mulher, ou com a forma que Camila cuidava de seu filho, ou quando pode ter a mulher em seus braços tão perto e sua boca carnuda tão a sua disposição e não conseguir desfruta-la.

Depois de explodir-se silenciosamente por completo, caiu cansada encostada em um toco de árvore que encontrava-se sozinho na areia, o local parecia ter tido alguma reunião de amigos, perto havia algumas latas e copos de bebidas espalhadas pelo chão, uma fogueira agora em cinzas, podia até acreditar que aquela fogueira representava o estado de sua alma agora, se pulverizando aos poucos. Com os olhos em prantos abraçando suas pernas contra seu corpo o mais forte que pode, olhava para a escuridão do mar sendo uma parte dela banhada pela lua prateada. Entre soluços e respirações fatigantes, seus pulmões estavam sacrificados pela dor sentida, Lauren foi tentando se acalmar com a cena que via, o mar parecia cantar serenamente para ela, o vento parecia fazer carinho em seus cabelos, e a lua brilhava complementando a sua consolação. Era apenas ela, o mar e a lua seus confidentes mais íntimos. Colocou a mão em seu bolso sentindo um objeto retangular em suas mãos, olhou para a tela do display com vários pensamentos lhe invadindo a mente traiçoeiramente, desbloqueou o telefone e começou a procurar um número que talvez pudesse lhe trazer paz ou agonia, mas necessitava disso. O número chamou, chamou e nada de atenderem, ela já sentia suas esperanças desaparecendo.

- Alô? – Dizia a pessoa do outro lado da linha. A morena sentiu um aperto no peito.

Nada, Lauren não conseguia dizer uma só palavra. Apenas o silêncio agora preenchia ambos os lados, ouvia-se a respiração ofegante da outra pessoa do outro lado da linha.

- Alô?... – Novamente a pessoa dizia.

O mar cantava e o vento soprava...

Lauren soltou um ar por sua boca, um ar que estava lhe sufocando durante todo esse tempo, seus olhos novamente vacilaram chorosos e rapidamente colocou a mão em sua boca abafando o som que começava a vir com soluços teimosos.

- Lauren?... - Disse a pessoa quase em um sussurro.

A ligação foi terminada por Lauren deixando-a novamente em prantos, sua covardia era maior. Mas ela não podia chamar de covardia por querer esconder um sentimento que achava errado, na hora errada, queria Enzo de volta, apenas nisso ela queria pensar. Ela preferia tê-lo novamente em seus braços, do que encarar um sentimento que ela sabia que nunca daria certo.

O telefone dava sinal audível de finalizada, Camila olhava a tela do celular que demonstrava um número oculto. Tinha certeza que se tratava de Lauren, mas achou melhor não retornar, preferiu guardar sua vontade para si. Ficou mirando a tela do celular descrente no que acabara de acontecer, sua boca estava em um perfeito O.

Camila queria ir até lá, falar tudo de uma vez todos os sentimentos que estavam nascendo clandestinamente e joga-los no rosto de Lauren, mas não sabia se era o certo a fazer. Pensou uma, duas, três vezes, olhava o relógio que fazia o barulho de tic tac na sala, um terço da torta já devorado e uma colher adocicada em sua mão, a geladeira com a luz acessa agora era única luz a preencher o ambiente dilúculo. Pensou em como Lauren podia estar, estavam criando um laço muito forte entre elas, mas sabia do temor que a morena tinha e entendia perfeitamente o lado da mulher confusa.

Subiu silenciosamente as escadas parou em frente a porta amadeirada e girou a maçaneta indo de encontro com Enzo que dormia tranquilamente, suas mãozinhas estavam abraçadas a um bonequinho do "Jake o cachorro" que complementavam a visão amorosa que Camila tinha do garoto. A latina deitou- se ao lado do garotinho que tinha as feições muito parecidas com a sua mãe. A jovem tocou levemente o rosto do menino e o abraçou com calma, lhe aninhando como um bebê para não desperta-lo. Enzo retribuiu sonolento abraçando a cintura da mulher e encostando sua cabeça no peito da jovem que começava a chorar silenciosamente. Camila fechou os olhos e imaginava a mãe do garoto agora em seus braços, era uma forma de estar perto de Lauren mesmo sabendo da distancia e acabou adormecendo perdida em um mundo longínquo de sonhos em um universo esverdeado.

A luz do sol refletia em seu rosto adormecido pelo cansaço, começando a fazer algumas caretas pelo forte brilho e incomodo em seus olhos, levantou seu rosto desorientado que vinha juntamente com a areia aglutinada em sua face lastimada e confusa pelo ambiente em que acordara. Lauren havia despertado no mesmo lugar onde seu desespero fatigado havia deixado. Seu corpo doía, mas a dor de sua alma gritava mais, essa seria uma dor que não passaria tão cedo.

Thomas notou a falta de sua esposa na cama, levantou-se e começou a chamar a morena pela casa, nada.

- Carmen, você viu Camila hoje mais cedo? – Disse o homem com o cenho franzido, vestia seu roupão cor de vinho, deixando a mostra seu belo porte físico.

- Ela saiu bem cedo senhor. Avisou que teria alguns afazeres urgentes na escola para a reunião de pais e mestres que aconteceria essa semana.

Thomas estranhou o descaso da esposa, que sempre tomava café da manhã acompanhado. Camila estava ficando estranha ultimamente, mas ele não sabia o motivo. Iria começar a prestar mais atenção em suas atitudes. Seu telefone tocou estridente fazendo o homem se afastar abruptamente e tendo uma conversa entre sussurros e irritações.

- Ok garoto, peça a Carmen para te levar a escola. – Disse com descaso.

- Senhor, eu não posso. Não terei tempo de deixar a criança e cuidar desta imensa casa. – Carmen explicou enquanto cortava algumas batatas na mesa.

- Merda! – Berrou com as mãos na cabeça, assustando Enzo que se encolhia no sofá da sala. – Está bem, vou ligar para sua mãe ir te deixar. Mas é só hoje! – O garotinho logo explanou um sorriso gigante em sua face.

Camila já estava a mais de uma hora tentando fazer planilhas e construir pautas para a reunião de logo mais com a diretora geral. Tentava de todas as maneiras não focar sua mente na morena de olhos atrativos e errantes. Já estava começando a perder a cabeça, colocando coisas sem nexo e se culpando por ser tão estúpida. Levantava, bebia água, voltava a escrever, pensava, batia os pés no chão em ansiedade, andava de um lado para o outro, escrevia mais um pouco, estava literalmente enlouquecendo. Ouviu alguém bater na porta da sala e sua atenção agora fora para as batidas constantes.

- Pode entrar! – Falou emburrada.

- Professora Camila, está na hora de sua reunião. – Disse uma senhora de grandes óculos em seu rosto aparentemente contente com o emprego que possuía.

(Música 2: On Your Tipe - Day Wave – Até o final.)

- Mamãe! – Gritava o garotinho pulando agora nos braços de Lauren.

- Meu Garotão! Cuidado, mamãe está com um pouco de dor. – O garotinho fez um bico. - Posso te contar um segredo... – Aproximou-se do ouvido do garotinho – Estava morrendo de saudades de você! – Enzo riu e abraçou o pescoço da mulher com toda a força que possuía.

- Eu também mamãe, muita, muita, muita. – Depositava vários beijinhos no rosto de Lauren quase chorando com o ato. Sentia-se feliz e acolhida, o oposto que sentiu na madrugada.

Lauren cantava com Enzo no carro enquanto ela imitava alguns sons estranho pela boca, fazendo o menino soltar gargalhadas. O garotinho tinha certeza que sua mãe era a sua maior heroína, pelo menos era assim que ele via. Não precisava ser um Jedi para isso, ou ter super poderes, ele observava como os olhos de Lauren brilhavam ao vê-lo, era o mesmo brilho e sensação que ele também sentia. Não que ele não gostasse de seu pai, mas ele tinha receio, sentia medo de Thomas sem sua mãe por perto. Se não fosse por sua professora onde estava começando a trata-la como uma "segunda mãe", não saberia oque fazer. Camila o alegrava na maior parte do dia, se sentia seguro com ela por perto, sabia que nada de mal aconteceria a ele.

- Mãe, você namora? – A mulher freou o carro de supetão, fazendo seus corpos serem jogados para frente, se não fosse o cinto teriam sidos expulsos do veículo.

- Mas que conversa é essa garoto? – Lauren estava tentando processar ainda a pergunta feita.

- Ah! Você é tão bonita, jovem, aposto que tem uma fila enorme de pretendentes. – Realmente Enzo era bem a frente de seu tempo.

A morena respirou com um pouco mais de calma, tirou seu cinto para se aproximar do menino curioso.

- Filho, eu não estou namorando, não tenho tempo! – Falou sincera.

- Mas gostaria? – Aproximou seu rosto de Lauren analisando-a.

- Sim! Na verdade... gostaria muito! – Ficaram bem próximos e a mulher já queria rir daquela situação.

- Acho que alguém perfeito para você seria a Tia Camila, mas ela é casada com o papai. – Disse tristonho.

A mulher ficou com a boca aberta, não sabia o que dizer. Afastou-se rapidamente, colocando seu cinto e voltando a dirigir.

Silêncio...

- Você gostaria de me ver com a Tia Camila? – Disse curiosa

- Sim, sim, sim! Minhas duas mamães juntas! Seria um sonho! – O garotinho levantava as mãozinhas em comemoração.

- Mamães? – Lauren sorriu contente e imaginando toda a cena.

Notou que seu filho não possuía preconceito, e que ele nutria sentimentos maternos por Camila. A latina estava ganhando seu coraçãozinho, não só o dele. Ficou pensando nas palavras do filho durante todo o percurso.

- Vamos chegamos! Se segura! – Colocou o garotinho no tumtum, mesmo com dores, queria ver o sorriso no rosto de Enzo e foram andando para a entrada da escola.

Passearam pelos corredores da escola, que parecia estar um pouco vazio.

- Chegamos cedo demais jovem padawan! – Segurava as mãozinhas do garotinho.

- Corre mamãe, corre! – Lauren assim fez, correu com o garoto por cima de seus ombros, fazendo um som de avião e abrindo os braços do menino que gritava feliz.

Correram até chegarem a um parquinho localizado dentro da escola, o garotinho quis descer para brincar. Lauren ficou um tempo observando seu filho interagir com alguns amiguinhos, mas volta e meia voltava para ficar perto de sua mãe, olhou as horas, queria ficar mais, porém não podia, beijou todo o rosto de Enzo que já estava ficando tristonho, e partiu em retirada.

A cada passada que dava lentamente, sua esperança de ver Camila ia se esvaindo, mas seu coração ainda batia acelerado. Olhava em cada parte do corredor, inventou de olhar alguns murais e até ler o que tinha neles para ver se esbarrava com alguma latina sem querer. Uma moça apareceu de repente no local assustando-a, mas não era quem esperava encontrar. A jovem colocou uma folha em um dos murais com uma tachinha onde estava escrito:

Reunião de pais e mestres

dia 03 às 14 horas.

Com a presença dos professores:

Naill Horan, Hailee Steinfeld e Camila Turner.

A morena sorriu quando passou seus olhos pelo nome de Camila, a latina estaria presente na reunião, seria um bom motivo para ver a mulher. Ela também não estava preparada para conversar com Camila, na verdade ela não queria falar nada, apenas queria ficar lá, olhando. Como se fosse uma Deusa que não necessitava ser tocada, apenas apreciada. Lauren guardou a data e a hora em sua agenda no telefone, e foi embora mais que contente. Foi levando consigo a pouca esperança que ainda possuía, uma atraente, encantadora e elegante esperança. 


Notas Finais


No próximo capítulo, conheceremos um pouco mais dos outros personagens.

Me sigam no twitter! Terei maior prazer em conversar com vocês.

Ps: Se alguém souber mexer em edição vídeos ou conhecer alguém, gostaria de ajuda na criação do trailer da fic. Grata desde já!

Beijos e até a próxima!


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