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História Breathe Me - Johnny (NCT) - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


nesses tempos de pandemia mundial, o melhor a se fazer é ficar em casa, e se cuidarem, lavem suas mãos, álcool gel, e se alimentem.
fiquem em casa por favor.

boa leitura. 💖

Capítulo 9 - 09


Ao acordar aquela manhã, Johnny sentiu a preguiça matinal lhe acompanhar. Sorriu irônico com isso, não importava quantos anos tinha... Certas ações sempre seriam de um garoto. Remexeu-se um pouco mais na cama e esticou o braço para pegar seu celular, eram dez da manhã, mas não foi o horário que lhe chamou atenção, e sim a quantidade de ligações perdidas: Oito. Seu desespero ficou eminente! Sua mente começou a trabalhar rapidamente e tudo que ele podia pensar era que Taeyong havia ligado e alguma coisa havia acontecido com S/n. Desbloqueou a tela do celular rapidamente e seu desespero se tornou raiva ao ver quem havia ligado. Era Yeri.

Sua insistente namorada, Yeri. Tudo bem que ele tinha mandado ir embora daquele jeito, mas ligar oito vezes era um sinal de desespero e Johnny odiava isso. Talvez fosse por esse motivo que ele simplesmente ignorou aquilo, bloqueando a tela do celular e em seguida levantando para tomar café. Ao passar pela grande sala, ligou a televisão e deixou num canal onde passavam as notíciais matinais, pegou uma garrafa de uísque, gelo e um copo. Minutos depois, lá estava um Johnny preguiçoso tomando uma forte dose de álcool enquanto assistia um jornal qualquer.

 Seo Youngho era um homem jovem, entrara na faculdade cedo e se formado ao auge de seus vinte e dois anos, agora com quase vinte e cinco ele realmente se orgulhava do que fazia. Mas nunca poderia esquecer o que lhe ocorrera dois anos atrás, quando ainda estagiava para um amigo de seu pai. Johnny havia se apaixonado pela filha de seu chefe, Chung-ha. Ela tinha vinte anos na época, e era uma moça linda, simpática, extrovertida e caridosa. Ela era tudo o que ele desejara. Começaram então um relacionamento, mas com o passar do tempo, Seo percebeu que Chung-ha sofria um grave problema: depressão e distúrbio alimentar.

Sim, a jovem e adorável Kim Chung-ha  sofria como Johnny jamais havia visto alguém sofrer. E ela fingia tão bem na frente dos outros, na frente do próprio pai que era um psiquiatra que ele não entendia. Johnny tentou ajudá-la de todos os jeitos possíveis, mas Chuang-ha não queria ser ajudada. Ele chegou a perguntar se o amor que sentia por ela não era o suficiente para que ela quisesse viver, a resposta vinda da garota, no entanto fora simples: “Eu abracei a escuridão, Johnny. E em troca ganhei a morte. Não há nada que você possa fazer, a não ser assistir a minha destruição.”

Dois dias depois daquilo, Kim Chuang-ha  fora encontrada morta em sua cama, ela teve uma overdose seguida de convulsão. Johnny estava sozinho a partir dali. Sozinho e sem nenhuma esperança na vida. Talvez fosse por isso que ele se dedicava tanto. Porque além de ser bom no que fazia, ele se empenhava ao máximo para salvar seus pacientes. A ideia de que alguém que você ama possa se suicidar e o motivo eminente é que você não foi o suficiente, não é uma dor que se possa superar. Depois de dois anos, Johnny ainda não tinha superado.

                               ***


Havia uma aura estranha e vazia na casa quando Taeyong acordara. Ele viu que tudo estava calmo demais, S/n não poderia estar dormindo ainda. Era impossível ela ainda estar dormindo, por isso ele caminhou calmamente até o quarto da garota. E lá estava S/n, de olhos fechados, abraçando os joelhos e chorando baixinho, no fundo do quarto. Taeyong quase podia sentir a dor que aquele local emanava, a dor que sua irmã emanava. S/n estava tão absorta em seus pensamentos suicidas, que ao menos percebeu a presença do irmão, que caminhou até a estante de livros da menina e lá pegou um de seus livros favoritos. Calmamente Taeyong foi até o encontro daquele corpo pequeno e frágil e sentou-se do seu lado, pôs sua mão no ombro da irmã para chamar sua atenção, essa por sua vez deu um pequeno pulo assustada com a presença do irmão.

— Sou apenas eu, raio de sol. -murmurou baixinho. S/n olhou para o irmão e sorriu fraco, seus olhos estavam cheios de lágrimas e seu rosto lavado por elas. — Há quanto tempo está acordada? -perguntou em tom carinhoso, afagando os cabelos da menor.

 — Tempo o bastante. -sua voz rouca e esguichada pelo choro soou baixo.

— Você poderia ter me acordado, ficaríamos juntos. -Taeyong repreendeu a menina.

— Você estava dormindo tão bem que não queria atrapalhar. Não mais do que eu já te atrapalho. -e então ela abraçou novamente os joelhos e voltou a chorar.

— S/n! S/n olhe para mim. -Taeyong pediu, depois de um tempo a garota o obedeceu. — Você nunca vai me atrapalhar ou sequer atrapalha, está me entendendo? -sua voz estava grave. Taeyong sentia o peito queimar, queria chorar tanto quanto a irmã. O medo de perdê-la lhe perseguia, mas ele tinha que ser forte por ela. — Você é minha irmãzinha e é meu dever cuidar de você.

— Se... – Tossiu. As palavras engasgando em seu choro. — Se eu morresse, tudo seria mais fácil para você. Se eu morresse você não teria que me aturar, eu sou um problema pra você.

— S/n, você não acha que eu já perdi gente de mais para acabar perdendo a única família que eu tenho? -perguntou. Sua garganta fechara, ele iria chorar a qualquer momento.

— Se não fosse por mim, mamãe e papai ainda estariam aqui, Joy estaria com você e Mark ainda estaria comigo, tudo isso é minha culpa, você não vê?

— Sabe, eu lembro quando você nasceu... Eu não tinha gostado muito da ideia de ter uma irmã, mas ai o papai me levou pra te ver no berçário, e no momento em que eu te vi, eu sabia que você seria uma pessoa maravilhosa. Você ainda não estava dormindo, então eu coloquei meu dedo em suas mãozinhas e você o apertou. Papai olhou pra mim e disse que você era o nosso tesouro, e que deveríamos te proteger. Então eu pedi para escolher seu nome.  -Taeyong lembrava-se muito bem daquele dia. Lembrava-se de como os pais brigavam antes da chegada da irmã, que eles aparentavam não se amar, então quando souberam que a gravidez de Tina era de risco, e que apenas uma iria sobreviver as coisas mudaram repentinamente.

— Por que escolheu esse nome pra mim, Taeyong? -a menina não sabia mais o que sentia, era uma mistura de saudades, remorso, culpa... Tudo misturado em seu pequeno coração.

— Porque meu amor, a gravidez da mamãe não foi comum... -virou-se de frente para a menina e alisou seu rosto. — O médico disse que na gravidez da mamãe, só uma iria sobreviver, raio de sol. Mamãe escolheu você, ela queria que você vivesse. Mas então aconteceu um milagre, meu amor. Mamãe não morreu no parto, S/n. Você trouxe luz para essa casa, meu amor. E eu ainda vejo essa luz em você, ela pode estar fraca agora, mas eu não vou deixá-la apagar, está me entendendo? -ela negou com a cabeça, era informação demais. — Você pode ter desistido de tudo, S/n, mas eu ainda não desisti de você. Eu não vou desisti de você.

E com isso se abraçaram, compartilhando uma dor que pertenciam apenas aos dois. S/N e Taeyong unidos por uma perda, por um acidente, mas acima de tudo, unidos por sangue. Afinal de contas, qualquer coisa poderia acontecer, mas no fim, a única coisa que prevalecia era a família. Taeyong dissera palavras verdadeiras, ele não iria desistir da irmã, porém o que o pobre homem não sabia era que a garota já havia desistido de si.

E essa seria uma batalha maior do que ele imaginava.

Como salvar alguém que não queria ser salvo?



Notas Finais


ficou curto, mas eu espero que mesmo assim gostem! 🥰

me digam qual o significado do nome de vocês, sou curiosa.

me: significa "olho do dia"

meu perfil: @hyonniT__T


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