História Breathing For The First Time - Capítulo 11


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 117
Palavras 3.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha só quem não demorou... Espero que gostem do capítulo e tenham uma ótima leitura.

Capítulo 11 - Pain and bottles...


Narradora P.O.V

O Clube de Teatro não possuía tantos membros como a maioria dos outros clubes, não era um dos mais disputados e tampouco tinha os alunos mais populares nele, mas algo o tornava definitivamente o mais especial de todos: Era onde haviam as pessoas mais apaixonadas. Pelo menos, na visão de Shawn. Um dos motivos da inquietação do rapaz para voltar as aulas era justamente aquele, o clube e tudo o que lhe proporcionava. Colocar os pés novamente no palco do auditório o fazia sentir como se de alguma forma a vida encontrasse o caminho de volta para dentro do seu ser, fazendo seu coração pulsar e correndo em suas veias. Nunca iria ser capaz de esquecer a primeira vez em que pisara no lugar.

Flashback – 3 anos atrás

- Você é com certeza um dos melhores daquele colégio, se não o melhor, não tem motivo pra não participar. – Sua irmã diz jogada na cama do rapaz enquanto o mesmo está sentado em uma cadeira com seu violão no colo.

- Você acha? – Pergunta timidamente.

- É claro que eu acho, tenho certeza, na verdade. – Ela responde enquanto se senta. – Olha, você faz isso desde que éramos crianças e ta na cara de que é realmente sua praia e o que sabe fazer. Acho que tem que aproveitar essa oportunidade, eu vou estar lá pra te apoiar, o pai e mãe também.

- Mas o colégio inteiro vai ver, e se eu travar? Onde eu vou enfiar a cara se eu errar alguma coisa? – Seu nervosismo era tanto, que estava atrás de qualquer desculpa que pudesse o livrar da enrascada em que se metera. – Vai todo mundo rir de mim.

- Quem liga pros outros? Metade ali já teve um momento desses. Lembra do meu primeiro jogo no time? – A garota pergunta numa tentativa de ajudar o irmão.

- Lembro, aquilo foi realmente terrível. – Responde risonho e ela o acompanha.

- Então, eu perdi um gol feito na minha estreia e acredite, aquilo ficou na minha cabeça por muito tempo, mas foi só na minha, porque no fim nós ganhamos o jogo e aquilo nem havia sido tão importante assim. – Ela então se senta na ponta da cama e se aproxima do irmão colocando o mão em seu joelho. – E isso é a mesma coisa, não tem que se importar com a opinião dos outros, apenas fazer sua parte e bom do jeito que você é, mesmo se errar uma nota ou desafinar em algum momento, ninguém vai perceber.

Estavam há mais de uma hora discutindo sobre o Show de Calouros do colégio, o rapaz queria participar mas estava morrendo de medo, não era como se soubessem que ele cantava ou tocava, e mesmo que não houvesse motivo algum para ficar daquele jeito, não conseguia se desfazer do nervosismo que tomava conta de todos os seus pensamentos. E como sempre, sua irmã estava ali para incentivá-lo, sabia que seus pais também estavam torcendo por ele e com aquilo em sua mente, resolveu arriscar:

- Tudo bem, eu vou.

- Isso aí, garoto. Honra o nome dessa família, mostra que a gente não é só um rostinho bonito. – Ela diz convencida e o garoto se rende a uma risada. Sua irmã era definitivamente sua pessoa preferida no mundo.

[...]

Duas semanas depois...

E o grande dia havia chegado, boa parte dos alunos já havia se apresentado e era preciso admitir que muitos deles eram simplesmente sensacionais, o que realmente surpreendeu à todos ali. Agora era a vez de Shawn e era possível ver que ele estava suando frio, no entanto, Hailee surgiu do nada, quando deveria estar na plateia e o garoto quase morreu de susto.

- Meu Deus, Haiz! Você tem que parar com isso. – Diz colocando a mão no peito.

- Eu sabia que você ia trava e vim aqui te dar aquela força. Vai dar tudo certo, ok? Pode confiar em mim. – A garota diz ignorando as palavras do irmão e o abraçando com força, gesto que o rapaz não demorou nada em retribuir.

- E agora, recebam no palco, Shawn Mendes! – A professora de teatro, Srta. Joanne, disse e logo os aplausos foram ouvidos. Timidamente o garoto caminhou até o centro do palco com seu violão.

- Boa noite, meu nome é Shawn Mendes e eu vou cantar uma música que eu escrevi. - Sua voz estava um pouco trêmula mas torcia para que ninguém tivesse notado esse pequeno detalhe.

[Play: Shawn Mendes – There’s Nothing Holdin’ Me Back (Acoustic MTV Unplugged)]

E logo os primeiro acordes da canção começam até que o garoto comece finalmente a cantar: - I wanna follow where she goes, I think about her and she knows it... – Hailee observava tudo do canto do palco e cantava junto, seu irmão havia ensaiado tanto pela casa que a garota facilmente decorou a letra daquela musica que ela particularmente amava. Quando o refrão finalmente chegou, a garota juntou as mãos ansiosas na frente do rosto e cruzou os dedos, era agora ou nunca.

- Oh, I’ve been shaking, I love it when you go crazy, you take all my inhibitions. Baby, there’s nothing holdin’ me back. You take me places that tear up my reputation, manipulate my decisions. Baby there’s nothing holdin’ me back… -  E então todos explodiram em palmas, gritos e assobios, era algo simplesmente lindo de se ver e que fazia Hailee se encher de orgulhos. Do palco, Shawn podia ver seus pais e teve e sensação de ver sua mãe chorando, a mulher era uma mãe coruja assumida e não se envergonhava nem um pouco disso. Depois de algum tempo, o garoto finalmente se permitiu relaxar e era como se estivesse naquele palco desde sempre, cada vez mais a vontade, se sentia poderoso e assim permaneceu até o fim da musica. Quando saiu do palco sob uma plateia inteira de pé, sentiu o corpo da irmã se chocar contra o seu num abraço que o deixou até um pouco sem ar. 

- Eu te avisei que você ia ser incrível! – E não é que o rapaz acabou ganhando o Show? E como se não bastasse, a professora de teatro o intimou a fazer parte do grupo, o que o deixou ainda mais radiante e certo de que era aquilo que queria para o resto de sua vida.

Fim do Flashback

 

E justamente por amar tanto o Clube, o rapaz caminhava tranquilamente pelo corredor do colégio e ia em direção ao quadro de avisos, onde colocaria a lista para que novas pessoas interessadas pudessem fazer parte do grupo de aspirantes à cantores, atores e afins. Nos últimos tempos as coisas estavam sendo melhores e isso o deixava realmente animado, era sempre bom estar junto de pessoas que compartilhavam da mesma paixão que ele. Estava tão concentrado no que fazia, que acabou não percebendo a jovem que o olhava curiosamente pregar o aviso no mural, por um momento a menina chegou a cogitar a possibilidade mas logos desistiu e continuou seu caminho, ainda era uma completa bobagem pensar naquilo.

Assim que o aviso estava devidamente pregado, Shawn continuou seu caminho e viu quando alguns rapazes do time de futebol e basquete caminhavam na direção contrária à sua. Trey, Troy, Matthew, Chord e por último, Nick. Os garotos riam de alguma coisa enquanto andavam e ao escutar aquela risada, o garoto sentiu seu coração acelerar no peito, aquele era o efeito que Nick Jonas causava nele. Num gesto automático o mais alto abaixou a cabeça e começou a caminhar olhando para o chão, não queria que vissem suas bochechas vermelhas sem nenhum motivo aparente. Mas é claro que a vida não estava disposta a colaborar com aquilo.

- Hey, Shawn. – O rapaz escuta lhe chamarem e sem alternativa, respira fundo e olha para trás, indo na direção do grupo de rapazes. - Caramba, cara, eu realmente queria falar com você. – Chord enquanto o cumprimenta.

- Fala, galera. – Diz dando um soquinho na mão de cada um dos garotos que retribuíram o gesto gentilmente, com exceção de Nick que lhe deu um tapinha no ombro, algo tão inocente, mas que causou um tremendo rebuliço dentro do jovem cantor. – Diz aí, cara.

- Sabe se meu violão já chegou? Fiquei de passar lá na loja esse fim de semana mas acabei esquecendo. – O loiro diz.

- Sim, sim. Chegou sábado, na verdade. Quando quiser, é só ir lá buscar. – Diz atenciosamente. – Agora eu tenho que ir, mas qualquer coisa, só falar comigo.

- Pode deixar, valeu, Mendes. – Logos os rapazes retomam seus devidos caminhos e Shawn solta a respiração que nem percebia estar prendendo por tanto tempo. Não sabia por mais quanto tempo teria que lidar com aquilo, mas apenas desejava que não fosse muito.

[...]

O sinal indicando o intervalo entre as aulas finalmente havia tocado para o alívio de Lauren, que já não aguentava mais a aula de sua mãe. Muitos achavam que por ser filha da professora ela tinha alguma vantagem, mas estavam completamente enganados, justamente por esse motivo a mãe da garota a cobrava duas vezes mais do que aos outros, porque de acordo com ela, sua filha tinha que ‘dar o devido exemplo’. A morena juntava suas coisas enquanto os alunos saíam de sala e assim que terminou, ficou observando Camila que parecia muito concentrada em algumas anotações.

- Vejam só... A Srta. Cabello é uma aluna exemplar. – Disse chamando atenção da garota que agora lhe encarava com uma sobrancelha arqueada.

- Me analisando mais uma vez, Jauregui?

- Touché. – A morena diz divertida enquanto se apoia em sua mesa e cruza os braços.

- Devo me preocupar com isso? Talvez eu esteja com medo que você seja uma psicopata ou coisa parecida. – Responde divertida para a morena que não faz questão alguma de esconder o sorriso quase rasgando seu rosto.

- Estou apenas fazendo minha parte como cidadã que se preocupa com sua cidade. Você é muito misteriosa, Cabello. E sabe como é, né... É dever de um homem proteger sua família e sua nação. – Seu tom teatral arranca uma risada da menor que não se choca nem um pouco com a cara de pau da garota.

- Não sabia que os psicopatas gostavam de filmes como 300. – Camila começa a juntar suas coisas sobre sua carteira e logo começa a caminhar para fora da sala com Lauren em seu encalço. As duas estavam alheias demais em sua conversa estranha para notar que Clara as observava atentamente com um sorriso no canto da boca, a mulher gostara de Camila desde a primeira vez em que a havia conhecido e fazia muito gosto da amizade de sua filha com a garota, achava que poderia fazer bem para as duas, para Lauren, principalmente...

- Não são todos, só os que tem bom gosto, como eu. – Diz com um ar convencido fazendo a latina rir.

- Se tivesse um gosto tão bom, teria citado o primeiro filme e não Ascensão do Império. – Deu uma piscadela para a morena que logo colocou a mão no peito como se estivesse extremamente ofendida, e ela realmente estava.

- Retire o que disse agora mesmo, Cabello. A atuação da Eva Green foi digna.

- Disso eu realmente não posso discordar, mas o primeiro continua sendo melhor. Lide com isso, Jauregui.

- E então, acho que agora vai ser bem mais difícil lidar com a fama depois da cena na quadra, huh? – Lauren pergunta com as mãos no bolso enquanto caminham em direção ao refeitório.

- Nem me lembre disso, nunca quis tanto evaporar como naquele momento. Ele sempre faz isso?

- Não esse show todo, então acho que ele realmente gostou de você. Digamos que ele tem um certo cuidado com os novatos.

E logo as garotas engataram em uma conversa sobre coisas aleatórias enquanto caminhavam. Lauren se sentia diferente perto de Camila e se questionava como isso era possível já que aquela era literalmente a segunda vez que conversavam decentemente ou chegavam perto disso. Assim que entraram na enorme cantina, logo avistaram a mesa onde seus amigos estavam e enquanto andavam até lá, passaram pela mesa onde Hailee estava sentada com algumas garotas do time, Lauren como sempre apenas deu um leve aceno de cabeça para seu time, mas Camila e a atacante trocaram sorrisos íntimos demais para pessoas que se conheciam há tão pouco tempo e Lauren acabou se sentindo desconfortável com aquilo por alguma razão, mas resolveu ignorar a sensação.

[...]

Camila P.O.V

- E aí, Mila. Como tá sendo o primeiro dia? – Keana pergunta assim que eu e Lauren nos sentamos na mesa junto com o resto do pessoal.

- Tirando aquele momento constrangedor na quadra, tudo ótimo. – Respondo sinceramente e logo vejo todos olhando para mim pra explodirem em risadas no segundo seguinte, menos Lauren que apenas observava tudo com a sombra de um sorriso no rosto. – Não to vendo a graça, palhaços. E você ainda ajuda, não é Nicholas? Pode pedir ajuda pra outra pessoa pra conseguir algum contratinho pra você. – E o garoto parou de rir no mesmo instante. –

- Nossa, não se pode mais nem brincar nesse lugar. – Resmunga como uma criança e é a minha vez de rir.

- Esquenta não, Nick, é só chamar e Steinfeld que ela volta a sorrir que nem uma idiota. Vocês tinham que ver como ela ficou vermelha, uma gracinha. – Dinah diz de forma risonha e reviro os olhos soltando uma risada fraca.

- Não foi bem assim que aconteceu, mas tudo bem. Você não é nada discreta, Jane, saiba disso. – Digo para ela.

- Dinah sendo discreta?! Nunca vai acontecer, acredite. – Lauren se pronuncia finalmente ao meu lado. – Não dá pra brincar com essa aí.

- Ih, vai começar... – Troy diz olhando para as duas que logo estão trocando farpas. – Alguém viu o Trey por aí? Ele sumiu do nada.

- Ele está no campo, disse que ia treinar. – Normani diz prontamente. Antes da cerimônia começar, Keana, Dinah, Normani e eu estávamos conversando sobre coisas aleatórias e Mani estava simplesmente radiante nos contando sobre o momento que teve com Trey quando ele a levou em casa depois de deixar Dinah. Disse que ficaram conversando por um bom tempo e que infelizmente aquele deixou seu coração ainda mais apaixonado por ele, eu achava tudo isso muito fofo e adorável, mas estava começando a achar que as garotas dessa cidade tinham algum problema em falar para os rapazes suas reais intenções. Primeiro Keana e agora Normani, assim não dá. Se bem que eles também não colaboram, assim fica realmente difícil.

Logo o sinal tocou novamente e tivemos que voltar para a aula e qual não foi minha surpresa ao ver que Lauren e eu teríamos mais uma aula juntas, dessa vez Dinah também estava na turma. Era engraçado, quando todos estamos todos juntos ela é quieta e fala somente o necessário, mas em todas as vezes que ficamos sozinhas desde aquele fim de semana, ela parece ser alguém totalmente diferente e isso é bem curioso. Por alguma razão, eu gosto de estar perto dela, não sei explicar, tem algo diferente que me intriga. E eu até gosto da forma como isso tem acontecido, eu imaginava algo completamente quando a vi pela primeira vez e acho que quero descobrir mais. 

 

 

Narradora P.O.V

O homem saía do local mais uma vez com suas inseparáveis garrafas de cerveja, aquilo já havia se tornado um maldito vício do qual ele não tinha certeza se queria se livrar, no fundo sabia que não tinha ideia de como sair daquele buraco, mas gostava de pensar que tinha o controle da situação, mesmo que a verdade não fosse mais essa, não depois de tudo. Não lembrava da última vez que fora visto como um homem decente ou apresentável ou até mesmo se sentira como um. As pessoas já o olhavam torto quando passava na rua, era possível ouvir os sussurros, seus amigos mais próximos já haviam tentado diversas vezes o ajudar, mas todas as tentativas foram em vão, só geravam brigas e mais problemas, mas ele não se importava, não mais. Sua própria filha não o reconhecia mais, os olhos gritavam de medo toda vez que via a presença do pai à sua frente, nem mesmo sua mulher era capaz de mudar a situação deplorável do homem. Seu foco agora estava todo concentrado em colocar o engradado no banco do carona e acabou não percebendo a aproximação do outro homem.

- John? – O homem baixo e como sempre em sua camisa social e cabelos impecáveis o chamou, ganhando sua atenção. – Quanto tempo, como está? Faz tempo que não aparece aos domingos.

- Olá, pastor. É... Eu tenho andado ocupado. Sinto muito. – Diz num tom polido sem querer estender muito o assunto.

- Eu imagino.., Como está sua filha? Faz tempo que não a vejo.

- Seu filho deve saber, já que fez questão de deixá-la em casa no domingo. – Algo em sem tom de voz não agradou nem um pouco o líder religioso, mas o mesmo resolveu ignorar este pequeno detalhe.

- Sim, ele gosta muito dela, são ótimos amigos. – O líder respondeu contente e aquilo simplesmente irritou o outro.

- Não acho que o que ele quer seja apenas amizade. Na verdade, eu agradeceria se pedisse para o seu filho se manter longe dela.

- Me desculpe, John. Mas eu devo dizer que não entendi o que quis dizer com isso. Algum problema com meu filho? Por que eu diria isso a ele? São amigos desde sempre.

- Olha, pastor, não me leve a mal. O senhor é um homem de Deus, mas ainda é homem, e está completamente longe de ser santo ou ingênuo. Eu já tive a idade do seu filho assim como você também teve, sabemos bem o que ele quer com a minha filha e deixo claro desde já, que não irei permitir.

- Meu filho não é criança, e eu não vou tratá-lo como tal. Não direi nada à ele porque não tenho intenção alguma de impedi-lo de ficar perto das pessoas que gosta ou se interessa, e você também não devia fazer isso com sua filha. E sinceramente, John, levando em consideração tudo o que aconteceu, acredito que ele seja exatamente o que ela precisa. – A voz do pastor é calma como sempre, mas também é firme, mostrando que apesar de tudo, ele não vai tolerar qualquer tipo de ameaça para com seu filho ou qualquer outra pessoa de sua família. – Espero que as coisas tenham ficado claras, e saiba que ainda será muito bem vindo no domingo se quiser aparecer. – E sem dizer mais, o homem se retirou, enquanto John apenas bufava de raiva no mesmo lugar. No entanto, se surpreendeu quando viu o pastor dar meia volta, encará-lo no fundo dos olhos e o ouviu dizer: - Eu tenho certeza de que sua mulher concorda comigo. – E então se foi. Logo John entrava no carro para voltar pra casa, quando olhou para o relógio em seu braço e constatou que sua filha já estaria em casa àquela hora, eles precisavam ter uma conversa.    

[...]

Assim que chegou em casa, julgou pelo silêncio que seu pai não estaria em casa ou então viria almoçar um pouco mais tarde, e agradeceu mentalmente. Mas assim que colocou os pés na sala, a figura do homem corpulento sentado em sua velha poltrona com uma garrafa de cerveja em uma mão e um cinto na outra, fez com que suas pernas tremessem e toda a força se esvaísse de seu corpo, ela sabia o que viria a seguir e sabia também que não havia escapatória. As marcas da última surra ainda nem haviam desaparecido totalmente e agora teria que dar conta de mais algumas.

- Eu encontrei o pai do seu amiguinho hoje. Sabe, eu não gostei nada de umas coisas que ele me disse e agora acho que temos que resolver isso. -  O homem então se levantou, cada passo que ele dava se aproximando da garota, faziam o coração da menina se apertar no peito. – Eu não sei por que diabos você está chorando, eu ainda nem fiz nada.

- E-eu.. – E logo o som de um tapa se fez presente no ambiente.

- Cala a boca! Eu não disse que você podia falar. – A mão do homem agarrou com força os cabelos da jovem que chorava e tentava inutilmente se livrar das mãos do pai. – Parece que você não aprende de jeito nenhum, não é? - Ele a arrastou para o banheiro e assim que acendeu a luz, a colocou na frente do espelho, por alguma razão a menina fechou os olhos, não queria ver aquela cena, mas foi um grande erro, uma vez que o aperto se tornou mais firme e doloroso. – Abre os olhos, eu quero que você veja a puta que você é e o que merece.

E por longos minutos ou horas, a casa fora preenchida por gritos, tapas, o som do cinto se chocando com a pele da garota. Apesar de toda bebida, ele sabia bem onde podia ou não deixar marcas, seu lado cruel falava mais alto e ele se aproveitava daquilo. Ela achava que depois de tanto tempo já teria se acostumado, mas não era assim que funcionava, parecia ser pior a cada vez e ela já estava chegando em seu limite. O pior e mais confuso de tudo isso, era o fato dela não se capaz de odiar seu pai, nem mesmo por um minuto, nem mesmo depois de tudo. Acreditava que em algum momento ele voltaria a ser quem fora e pedia aos céus que fosse logo, aquele monstro não era ele, não podia ser. Em sua mente, existiam coisas piores, como quando ele chegava bêbado e mal conseguia se manter de pé por conta própria, ainda assim ela cuidava dele e com muito esforço o colocava na cama. Num momento ou outro de lucidez, ele pedia desculpas e dizia que aquilo não voltaria a acontecer, mas sempre acontecia.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, vejo vocês no próximo... Beijos.


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