História Bride of the Devil - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Demonios, Naruhina
Visualizações 34
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, essa é minha primeira fanfic, eu me inspirei nas autoras: @Pretty-Nane (Rainhas das fanfics NaruHina sobrenaturais) e por fim a ilustríssima e não menos importante @Dodo_Hyuuga_S2 (Rainha das fanfics Sasuhina).
Eu não revisei o capítulo, me perdoem se houver erros, eu ainda não tenho alguém para betar e me falta tempo :c
Essa é minha primeira fanfic, espero (se houver) comentários positivos e negativos (Construtivos), por isso estou pedindo por empatia nesse momento, como diria o Finn “Empatia, empatia, como você se sentiria?” <3
Antes de lerem, eu gostaria de avisar que eu não estou fazendo apologia a relacionamentos abusivos, incitando à violência ou a qualquer tipo de coisas abomináveis e inaceitáveis em um relacionamento, nesta fanfic Naruto e outros personagens são seres sobrenaturais, mesmo tendo romance nesta fanfic, haverá também terror e suspense, quem não se sentir à vontade com temas “pesados”, peço que não leia, para evitar desconforto.
Para quem continuar, boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Poktur


Poktur, Rua Menguelesh, Casa 616.

 

A última caixa da mudança havia sido aberta, mãos pálidas e finas pegavam os retratos do que um dia foi a família Hyuuga, a moça de olhos cor-de-Lua analisava a parede acinzentada, procurando o melhor ângulo para colocar os porta-retratos, enquanto segurava estes.Um homem de longos cabelos castanhos adentrou naquela grande sala monocromática, silenciosamente observou a prima decorar a parede, começou a ter um pequeno pressentimento de que seria a última vez que veria tal cena, talvez fim do ciclo das incontáveis mudanças residenciais, neste momento se sentiu o ser mais egoísta e hipócrita por força-la a ficar naquele lugar. 

 

-Hinata, não acha melhor deixar o retratos na caixa? Isso é um recomeço. -Perguntou Neji, ele era filho de falecido Hizashi Hyuuga, irmão do pai de Hinata, mas agia como se fosse um irmão mais velho.A mulher mostrou-se indiferente, o moreno suspirou mostrando o quão estava incomodado, e voltou a falar. -Eu sinto muito por ter que fazer isso com você.-Apesar da sinceridade contida em sua fala, a mente de Neji o condenava gritando “covarde!”.

 

Hinata voltou os orbes para a última moldura que segurava, observou a foto que ilustrava os pais sorrindo no dia do casamento, sentiu uma pontada no peito, mas apenas virou-se para o primo, com as poucas forças psicológicas que tinha, olhou para Neji com pesar, e por fim colocou a última foto perto do grande espaço vazio que jazia na parte central da parede.

 

-Sim, eu imagino que esteja fazendo isso para o meu bem, e sobre as fotos.... -Dizia Hinata de forma mecânica, no fundo ela sofria por ser obrigada a ficar sozinha e ao seu ver, desamparada pelo primo. -Elas são a minha história, desde que eu estava no ventre da minha mãe ela me amou.Quero lembrar que nasci do amor e fui amada em certa parte da minha vida pelo papai.. -Disse a mulher de forma mais dócil e terna possível, após terminar a frase ela vai em direção a caixa e pede. -Poderia colocar o crucifixo na parede? Ele é um pouco pesado.

 

Neji sabia que aquele era o sinal que sugeria a troca de assunto, ele prontamente pegou o objeto da caixa e colocou no espaço vazio da parede, ao encaixar o crucifixo, sentiu a atmosfera ficar mais fria e úmida, olhou de soslaio para Hinata, ele sabia o significado das mudanças súbitas de temperatura, mas ela nem imaginava a causa sombria daqueles fenômenos.

 

*******

 

-"Queria poder contar tudo a ela, mas ele provavelmente nos mataria." -Pensava o homem de longos cabelos castanhos, temia por sua vida, e principalmente por Tenten. Ele estava no pátio do belo jardim que havia nos fundos da casa, sentado em uma cadeira de balanço enquanto fumava um cigarro, apreciava as pequenas gotículas da leve chuva que caiam sobre as plantas, ainda não sabia ao certo como aqueles monstros invadiram seu escritório e um deles lhe mostrou o inferno com um simples olhar, mas o pior foi quando a figura loira disse que Hinata deveria ser dada a ele, caso contrário ele levaria o filho que a esposa carregava.Neji observou a escuridão tomar conta do céu e por fim concluiu. -"Espero que um dia ela me perdoe, mas tenho plena consciência de que ela faria o mesmo se descobrisse que Tenten está grávida."

 

Enquanto o homem retirava o excesso de cinzas do cigarro, Hinata ia diretamente para a cozinha, começou a pegar os ingredientes que havia dentro da sacola marrom das compras, após lavar alguns legumes e vegetais, começou a cortá-los com a faca pouco amolada, a velha tábua de madeira lembrava a cozinha da granja que costuma ir quando Hiashi era vivo, logo a mente da Hyuuga inundou de pensamentos negativos e deprimidos, lembrou de como foi reagir a suicídio do próprio pai.Infelizmente por descuido da própria, a faca que segurava cortou o dedo indicador que firmava a cebola, Hinata levou o dedo aos lábios na tentativa de sugar o sangue e não derramar as gotículas nas hortaliças,quando olhou para frente, assustou-se deixando a faca cair ao chão, havia um reflexo na janela acima da pia, podia ver um homem atrás de si,mas quando olhou para trás… não havia ninguém, escutou passos vindo até a cozinha.

 

-Aconteceu algo? -Perguntou Neji que ao observar a faca no piso, aproximou-se da prima com certa preocupação, ao constatar que estavam sozinhos, pegou o objeto recém caído e o depositou em cima da pia.

 

-Não, apenas me cortei com a faca e por puro reflexo a deixei cair. -Respondeu Hinata após tirar o dedo cortado dos lábios, a morena não sabia o motivo de mentir para o primo, mas achou melhor prosseguir. -Me espere na sala de jantar, já vou terminar de cozinhar. -Disse por fim, não querendo mais prolongar a conversa, voltou sua atenção para o dedo em que fazia pressão e resolveu ir atrás do kit médico no armário.

 

Neji sabia muito bem o que havia acontecido, ela tivera o primeiro contato com o monstro loiro. Resolveu escutar a mulher e saiu do compartimento, voltou para o pátio, observou as gotículas da chuva que evoluíram para pancadas e trovões estrondosos, veria esta casa e a prima pela última vez assim que partisse, que Hinata o perdoa-se, pois Deus provavelmente não o perdoaria por tamanha covardia.

 

**********

 

Os olhos perolados observavam o Opala com certo vazio, sentia angústia por saber que no fim, ela ficaria sozinha por puro capricho de Neji, era o que acreditava, quando finalmente estava organizando a vida problemática que tinha, ele tirou toda sua estabilidade e a afastou de todos, inclusive dele mesmo, seus olhos ardiam só de saber que não veria as poucas amizades que tinha feito em Vernblom, doía pensar em não ter a companhia de mais ninguém de sua família, porém a maior dor que sentia era a de ser considerada instável para terminar de estudar e até mesmo trabalhar em qualquer empresa, era considerada uma pessoa mentalmente incapaz de lidar com outros indivíduos, o suicídio de Hiashi lhe tirou todos os direitos de um dia ser independente. Odiou quando as universidades e as empresas a rejeitaram, estava cansada de escutar "você não precisa se preocupar com isso, tem uma fortuna gigantesca, não tem que conquistar o mundo", por mais que fosse verdade, ela queria ocupar-se de todas as lembranças que a atormentavam, afinal "Mente vazia, oficina do Diabo".

 

-Sabe que não gosto de te ver assim. -Neji falou da forma mais calma que podia, apesar de que o próprio âmago permanecia um caos. -Está tudo bem Hinata, tenho certeza que irá gostar daqui e quem sabe fazer novas amizades, pode até reformar esta casa se não estiver do seu agrado. -Tentou mais uma vez argumentar o lado positivo do novo lar, mesmo sabendo que mentia descaradamente para a mulher a sua frente.

 

Hinata não quis mais escutar a voz de quem tanto tinha apreço lhe falando mentiras, não acreditava que mesmo após chorar e implorar para que ele desistisse dessa ideia maluca, Neji a deixasse. A menor tomou coragem e passou reto pelo moreno e entrou na casa fechando a porta com todas as forças, se encostou nela e segurou os lábios para que pudesse reprimir o choro, mas foi tarde demais, quando ouviu o carro sair da frente daquela casa as lágrimas escaparam juntamente com os soluços. Não queria aceitar, mas agora estava sozinha e vulnerável, sentia o desespero apertar o coração, não tardou a se levantar e subir as escadas até o quarto escolhido por si, foi até o criado mudo e puxou a gaveta de forma bruta, olhou os remédios que tomava para depressão e logo engoliu os comprimidos que havia retirado dos frascos, deitou-se na cama e permitiu deixar as lágrimas  escaparem nos lençóis.

 

******************

 

A figura loira observava a humana deitada na cama que um dia pertenceu ao patriarca e a matriarca Uzumaki, Naruto sabia que Hinata sofria com as escolhas que ele mesmo fez para ela, mas não se arrependia de ter a exilado consigo, muito pelo contrário, estar tão perto dela o deixava extasiado, finalmente a doce Hinata ficaria presa a si. O  maior desejo que tinha era deitar ao lado da morena, mas por enquanto se contentaria em apenas resguardar o sono dela, sentou-se na poltrona a frente da cama, e lembrou-se da noite em que matou Hiashi, se o "sogro" não houvesse chegado bêbado e agredido a pobre menina, teria poupado aquela miserável vida. Os gritos do homem ainda estavam presos em sua memória, apesar de fazer 3 anos após o ocorrido, eles viviam lhe importunado todas as vezes que olhava para Hinata, talvez sentisse remorso por fazer a pequena sofrer, mas um dia ele teria que fazer isso de qualquer forma, agora ele finalmente tirou todos aqueles que fizeram parte da vida dela, para tomar o corpo e alma de Hinata.

 

-És tão pura… é uma pena que te prendi a mim e te transformei na minha obsessão. -Sussurrou Naruto as quatro paredes do quarto, os olhos originalmente cristalinos brilhavam num tom escarlate, a boca do mesmo salivava de excitação. -”Espero que me ame o tanto quanto eu te amo, pois irei te devorar.”-Pensou o loiro que logo se pôs a fazer o costumeiro mantra negro que todas as noites, como um devoto, fazia sobre o leito onde a Hyuuga adormecia.

 



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