História Bridges and Colors - Capítulo 5


Escrita por: e gabsregui

Visualizações 17
Palavras 3.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal! Mais um capítulo bem gostosinho e leve pra vocês. Esperamos que estejam gostando :) Não esqueçam de seguir o twitter @bridgesndcolors pra ficar por dentro quando postarmos capítulo novo. Podem falar com a gente por lá tambem. Boa leitura! ❤

Capítulo 5 - Knowing You Better


Fanfic / Fanfiction Bridges and Colors - Capítulo 5 - Knowing You Better

- Você já tá pronta?

- Sim... Onde é que vocês ensaiam mesmo?

- Na casa do Matthew, amigo dos garotos.

- Certo... E como é que nós vamos pra lá?

- Gata, relaxa. Você vai ver a Violet, ok?

- Melissa, para. – Ri com a insistência de minha irmã.

- Ah, vai dizer que você tá indo pra ver a banda ensaiar?! Você quer mesmo é ver a garota das tatuagens.

- Não! Ridícula. – Neguei

Mas eu não conseguia negar para mim mesma. Violet parecia ser legal demais e merecer um lado meu bem melhor do que o lado que lhe foi apresentado anteriormente; melhor do que uma garota bêbada que não lembrava nada sobre a noite passada.

Minutos depois descemos até o térreo do prédio e entramos no carro dos garotos. Adam dirigia enquanto Jason estava ao seu lado no banco do carona.

- E aí, Katherine, melhorou do porre de ontem? – Adam riu enquanto me olhava pelo espelho retrovisor.

- Meu Deus, nem me fala! Não quero ver tequila por um bom tempo.

- O que ela quer mesmo ver é a Violet. – Melissa gritou, cutucando meu braço com o cotovelo.

- Você não se controla na frente dos outros, não? – Retribuí com um soquinho em seu braço.

[...]

Pouco mais de 20 minutos de carro, chegamos ao nosso destino: uma modesta casa de tijolos à vista em uma avenida. O pessoal da banda desceu com seus instrumentos em direção a lateral da casa, que deduzi ser a garagem. Um cara de estatura alta e cabelos loiros até a altura do ombro estava nos esperando no batente da porta.

- Não acredito que você não foi nos ver ontem, cuzão. – Melissa exclamou enquanto ficava na ponta dos pés para dar um breve abraço no homem que nos recebeu. – Essa aqui é a Katherine. Katherine, esse é o Matthew.

- Muito prazer. – Estendi-lhe a mão enquanto sorria, um pouco intimidada pela altura de Matthew que, parado a minha frente, parecia ser uns 30 centímetros mais alto.

- O prazer é meu... Ainda bem que você chegou, sua irmã não parava de falar de você.

- Ah, eu tô sabendo. – O respondi em tom brincalhão.

- Ei! Assim ela vai ficar mal acostumada. – Melissa se direcionou a Matthew.

Após alguns minutos de piadinhas e brincadeiras, mais três rostos já conhecidos adentraram a porta: Jonathan – o único da banda que ainda não havia chegado – juntamente com Shane e Violet.

Os três cumprimentaram o restante da banda e Violet voltou os olhos para o sofá em que eu estava sentada. Um sorriso tímido brotou em seus lábios assim que nossos olhos se encontraram e pude sentir os cantos de minha boca involuntariamente se curvando também. Porém ao ver Melissa me encarando com aquela cara de quem estava prestes a rir e largar alguma charada, desfiz meu sorriso, tentando me controlar para que ela não me fizesse morrer de vergonha ali mesmo.

Os integrantes da The Ocean Avenue estavam todos agitados e levando cabos e caixas de um lado para o outro arrumando as coisas para o ensaio, testando os instrumentos e o microfone. Violet e Shane sentaram ao meu lado no sofá, enquanto Matthew buscava suco e alguns lanches para comermos enquanto assistíamos o ensaio.

- Vocês vêm sempre aos ensaios? – Perguntei, tentando iniciar algum assunto.

- Eu venho quase sempre, até porque o Jonathan enche o saco pra gente vir. – Shane brincou. – Mas a verdade é que a gente já se sente quase da banda de tanto que estamos juntos.

- Venho em alguns, mas às vezes tenho que trabalhar aos domingos. – Violet falou. – Mas você vai adorar, eles são muito bons e geralmente é muito animado passar as tardes aqui.

- Alguém aí quer suco? Sanduíche? Bolo de cenoura com cobertura de chocolate? – O dono da casa chegou animado trazendo uma bandeja cheia para nós, colocando-a na mesinha de centro,  e sentando-se no outro sofá ao lado.

- Estou impressionada com a sua hospitalidade, acho que vou vir mais vezes. – Falei, olhando de canto para a ruiva sentada próxima a mim.

Ficamos ali por cerca de duas horas, conversando, comendo e cantarolando animadamente os covers conhecidos que o grupo tocava. Porém depois de um tempo começou a ficar cansativo, e a banda começou a ficar distraída com tanta gente em volta conversando.

- Sabe de uma coisa... Eu trouxe a minha câmera e pensei em dar uma volta por aí procurar algo interessante pra fotografar. Quer vir comigo, Katherine? – A garota me convidou, e eu prontamente assenti enquanto deixamos Matthew e Shane conversando.

- Hey, Violet. – Shane chamou quando já estávamos saindo. – Pode pegar o carro. – Ele falou piscando o olho e atirando as chaves para ela, que revirou os olhos antes de seguirmos para fora da casa.

Entramos no carro e ela colocou sua mochila com a câmera no banco de trás.

- Só para garantir, você sabe dirigir, né? – Falei enquanto colocava o cinto de segurança.

- Sim. – Ela deu uma risada. – Eu tenho a carteira e tudo, mas com meu trabalho na tatuaria e fazendo alguns trabalhos fotográficos não consigo bancar um carro ainda.

- Realmente, não é nada tão simples quando a gente tem que começar do zero sem nenhuma ajuda.

Ela assentiu após a minha frase, e então ligou o carro para irmos para um destino ainda desconhecido.

- Então... Onde vamos tirar as fotografias? – Perguntei curiosa.

- Tenho alguns lugares em mente. – Ela focava toda a sua atenção no trânsito. – Mas não se preocupe, não vamos muito longe nem nada. E eu prometo que não estou planejando te sequestrar. – A garota de cabelos ruivos brincou e nós rimos.

- Não que eu fosse me importar também. – Ruborizei ao parar pra pensar no que eu havia acabado de dizer.

“Ótimo, agora ela vai pensar que eu estou desesperada” pensei, enquanto virei para o meu lado da janela, observando os prédios e os carros e todo o movimento da cidade.

Passaram-se uns 5 minutos e Violet estava estacionando próximo a um parque que eu já havia visto no meu primeiro passeio com Melissa pelo Brooklyn quando vim para Nova York.

- Chegamos! – Ela disse animada, desligando o carro e pegando sua mochila.

Saímos do carro e fomos em direção ao parque. Tinha uma considerável movimentação, mas não estava lotado como nos dias de semana. Havia apenas algumas pessoas caminhando e levando seus cachorros para passear, e até mesmo fazendo pique-nique em família.

- Ok, agora me mostre seus dons fotográficos. – Brinquei.

- Eu irei. – Ela assentiu. – Mas primeiro você vai.

- O que? – Perguntei confusa.

Ela tirou a câmera profissional da mochila e a ligou, ajustando algumas configurações antes de passá-la para mim.

- Vai, tire algumas fotos. – Mandou.

- Mas porque eu? O Máximo do que eu tiro fotos são aquelas fotos de comida no instagram. – Falei e ela riu.

- Deixa de ser boba. – Ela riu. – Não é tão diferente de pintar, sabe? Só imagine qual cena desse lugar você gostaria de deixar em uma tela... E então aperte o botão.

- Tudo bem. – Me dei por vencida.

Levei a máquina à altura dos meus olhos, procurando por alguma imagem que eu achasse bonita. Olhei para as árvores ordenadas em duas fileiras entre a pequena estrada de pedras e as fotografei, imaginando o quão ficariam ainda mais lindas no outono, quando as folhas começassem a cair. Depois disso, andei para perto de um banco vazio que dava frente para os numerosos prédios do bairro e então tirei mais algumas fotos e devolvi o objeto para a garota que observava tudo atentamente ao meu lado.

- Satisfeita? – Perguntei.

- Sim, ficaram muito boas. – Ela disse ao passar as imagens na tela. – Minha vez agora.

Observei o modo com que ela analisava cada área do lugar e tentava enquadrar a imagem como se fosse uma ciência. Não é difícil perceber quando uma pessoa dá tudo de si e quando ama realmente algo, seja lá o que for, fica explícito. Assim era ela com a fotografia, e eu imaginava se eu agia da mesma forma quando pintava ou tocava violão.

- Terminei. – Falou com um sorriso – Quer sentar um pouco? – Apontou para o banco que estava na nossa frente, e eu assenti.

- São tantos prédios. – Comentei, olhando para as enormes construções de concreto com várias janelas quadriculares que pareciam tão pequenas de onde nós olhávamos.

- É doido pensar que em cada janela se passa algo completamente diferente da outra. Digo, estão todas tão próximas.

- Achei que era só eu que imaginava esse tipo de coisas. – Falei um tanto assustada com a conexão.

- Você provavelmente vai me achar uma completa louca ou sei lá agora. – Ela falou, me deixando curiosa. – Mas... olha só uma coisa. – Ela pegou a câmera de volta e a ligou, apontando para as janelas e colocando o zoom no máximo.

- Agora é a hora que eu devo ficar com medo de você por ser uma pervertida, uma stalker ou algo assim? – Brinquei.

- Qual é, você nunca ficou curiosa pra ver o que acontece dentro das janelas? Admita. – Ela falou e nós rimos.

- Tudo bem, você tem razão. Agora passa pra cá isso que eu vou procurar alguma. – Eu falei e ela assim o fez, e eu comecei a procurar alguma janela que estivesse aberta para que eu pudesse bisbilhotar.

A maioria não havia nada além de alguns móveis e ninguém ou nada de interessante quanto parecia ser no início. Até achar um homem aparentemente de estatura média e cabelos pretos andando de um lado para o outro em frente à janela enquanto falava nervoso no telefone.

- Olha esse. – Falei passando a máquina para ela.

- Cara, ele está mesmo revoltado com alguma coisa.

Ficamos ali por mais alguns minutos criando suposições aleatórias para as ações das pessoas que encontrávamos.

- Acho que devemos ir para outro lugar antes que alguém nos veja e sei lá, chame a polícia. – Violet falou e nós rimos.

- Pra onde vamos agora? – Perguntei enquanto voltávamos para o carro.

- Você adora estragar as surpresas. – Ela disse.

- Tendo em vista que nós praticamente infringimos a lei agora a pouco, eu estou meio que no direito de ficar um tanto receosa. – Brinquei.

- Como você é careta. – Falou ao entrarmos no carro.

- Hey, eu não sou nada careta. – Fingi estar indignada.

- Vou fingir que acredito. – Provocou.

Era estranho pensar que eu havia conhecido ela a menos de 24 horas em uma festa, porque já conversávamos como se nos conhecêssemos há tempos. A conversa fluía naturalmente e ao mesmo tempo eu sentia de uma forma estranha, com se fosse um frio na barriga. “Como você é idiota, Katherine” pensei, perdida nos meus pensamentos até Violet estacionar em algum lugar.

- Agora nós vamos ter que caminhar um pouco, porque onde quero te levar não dá pra parar com o carro. – Falou ao tirar a chave e abrir a porta.

- Você sempre gosta de deixar as pessoas morrendo de curiosidade? – Perguntei enquanto nós caminhávamos a um caminho desconhecido

- Você é sempre tão curiosa? – Retrucou. – Relaxa, nós só vamos na ponte.

A famosa ponte que separava Brooklyn de Manhattan estava bem à vista na nossa frente, embora ainda um pouco longe.

- Porque a ponte? – Perguntei. – Digo, ela é linda. Mas por que quis ir fotografar ela?

- Ah, não sei... – Ela falou pensativa. – Acho que daria uma foto boa pra vender para os negócios locais.

- Sério?

- Não, na verdade não é isso que eu penso na hora de fotografar. Eu só acho... Poético. – Falou enquanto nós estávamos cada vez mais perto dela.

- Poético? – Perguntei confusa.

- Sim, bem... Olha só. – Fez uma breve pausa. – O céu fica mais bonito essa hora do dia, com o sol bem forte, ao mesmo tempo deixando as nuvens levemente rosadas e o céu azul, fica uma mistura de cores interessante. E a ponte... Bem, ela não liga só um lugar ao outro, sabe? Não é só um monte de cimento e pilares, apenas uma construção que faz os carros poderem atravessar. - Fez mais uma pausa longa, como se organizasse seus pensamentos. - No meu ponto de vista as pontes são uma forma de conexão. Muita gente atravessa essas pontes todos os dias, elas ligam as pessoas umas às outras. Mais do que isso, ligam histórias. Sei lá, falando em voz alta agora isso soa meio estúpido. - A ruiva deu de ombros.

- Não é estúpido, eu gostei. – Assenti, olhando para o lugar que de fato ficava tão lindo quanto ela havia mencionado.

O silêncio que se instaurou entre nós fez com que a garota a minha frente abrisse um sorriso corado.

Belo sorriso, pensei.

Violet tirou algumas fotos de longe e depois fomos até a parte da ponte que era reservada para pedestres. Fiquei um tempo quieta pensando sobre a filosofia de Violet sobre as pontes e conclui que ela tinha razão.

Andamos até o meio da ponte e paramos perto da grade, nos virando para observar a paisagem do local. Lentamente nossas mãos foram de encontro uma da outra e entrelaçamos os dedos suavemente, fazendo um arrepio percorrer todo o meu corpo. Me virei de frente pra ela decidida a tomar iniciativa para beijá-la, mas ela o fez primeiro, aproximando o seu rosto do meu subitamente e fazendo nossos lábios se encostarem, iniciando um beijo suave. Assim que nos separamos nossos olhares se encontraram, me deixando um tanto quanto intimidada.

- A-acho que está escurecendo, e é melhor voltarmos para o ensaio da banda. – Falei e ela concordou, e assim começamos a fazer nosso caminho de volta para o carro.

- Não sei se você se importa em falar nisso mas... Você disse que tinha problemas na família quando tocou no assunto do seu pai te ensinar violão né? – Ela perguntou.

- Ah... Sim. Foi por isso que eu e a Melissa decidimos nos mudar pra tão longe. Óbvio que seria mais fácil fazer uma faculdade na Flórida para ficar mais perto da família, mas a realidade é que a gente prefere não ficar perto deles. – Violet me olhava  atentamente, ouvindo cada palavra que eu tinha a dizer. – Bem... O nosso pai tem problema com alcoolismo desde quando nós éramos bem novas. A gente vivia um verdadeiro inferno até a mudança pra cá. Quando a Melissa veio pra Nova York meu pai surtou. Quando ele soube que eu vinha pra cá depois da minha irmã ele a culpou tanto... Disse que ela tava tentando separar a família, que além dela ir embora ela tava me levando junto... O tempo que eu fiquei sem ela em Miami foi terrível. Ah, além disso a minha mãe não aceita o fato de eu ser lésbica. Ela descobriu quando eu era mais nova e se recusou a contar pro meu pai... Eu nem faço ideia do que ele faria se soubesse, então ao invés disso ela me fez namorar um garoto. A pior perda de tempo da minha vida.

- Eu nunca passei por problemas assim. Digo, alcoolismo com alguém próximo, mas eu imagino o quanto deve ser difícil. – Ela agora me abraçava. – Mas vocês fizeram a coisa certa, sabe? Vocês já sofreram bastante, tá na hora de viverem a vida de vocês.

- É isso mesmo, eu tento não pensar tanto. - Respirei fundo, tentando afastar os sentimentos que essas lembranças me traziam. - Enfim, e você? Ontem você disse que tem problemas com a sua família também, certo?

- Sim, eu tenho. - Engoliu em seco antes de continuar. - Por causa da minha sexualidade também. Meus pais são conservadores e gentilmente me convidaram a me retirar de casa o mais rápido possível porque eles não eram capazes de aguentar uma filha sapatão, como eles disseram. Pelo menos eu já tinha começado a trabalhar no estúdio e fiz algumas promoções de ensaios fotográficos para levantar um dinheiro rápido pra pagar o primeiro aluguel... Eu só contei pra eles porque eu namorava há 4 anos.

- Nossa, eles não desconfiaram de nada nesse tempo todo?

- Nunca. Achavam que éramos amigas.

- Ah... E agora vocês não estão mais juntas?

- Não... Me desculpa mas eu não quero tocar nesse assunto... – Ela desviou o olhar.

- Me desculpe, não foi minha intenção tocar em alguma ferida ou algo assim. – Falei totalmente envergonhada.

-  Eu não quero ser rude... – A garota de cabelos ruivos começou a falar. – Pelo pouco tempo que te conheci já pude ver que é uma garota legal, mas eu não estou procurando por nada sério no momento.

- Ok... – Respondi meio sem reação. Ela falava como se eu estivesse prestes a pedi-la em namoro, e isso estranhamente me deixou mais desconfortável do que deveria, mas procurei não deixar transparecer.

– Enfim... Sair da casa dos meus pais me trouxe coisas boas. Se eu não tivesse saído talvez nunca tivesse conhecido o Shane e o Jonathan. Nem o pessoal da banda.

- Sério? Como vocês se conhecerem?

- Quando eu fui expulsa de casa, uma das garotas do estúdio que eu trabalho disse que tinha um pessoal procurando alguém pra dividir apartamento. Eram o Shane e o Jonathan. A garota que morava com eles estava saindo da cidade. Quando eles se mudaram pra lá as pessoas que moravam antes tinham preferência em dividir apartamento com mulheres ou LGBTs. Eles seguiram com essa "tradição" e aí eu fui morar lá.

- Ah, que sorte.

- Sim... O nosso apartamento é o 701. – Ela mostrou uma pequena tatuagem perto do pulso com o mesmo número. – Nós três temos essa tatuagem. A gente chama o nosso apartamento de "Os renegados".

Não contive a risada e ela me acompanhou. – Sério? Por quê?

- Porque nós três fomos escorraçados de casa. Eu por ser lésbica, Shane por ser trans e Jonathan por ser gay. Na verdade os pais do Jonathan ainda não sabem, ele saiu por conta própria mesmo. Enfim, acabamos ficando muito próximos, eles são a família que eu nunca tive.

- Meu Deus, que coisa linda.

Violet riu com minha pequena comoção.

- Já o resto da banda, o Adam e o Jason, moram no mesmo prédio que a gente só que no apartamento ao lado, o 702. O Shane, como faz amizade com todo mundo, descobriu que os garotos queriam montar uma banda e ofereceu o Jonathan sem nem perguntar pra ele. – A ruiva olhava para o horizonte com um grande sorriso nos lábios, orgulhosa por contar essa história. – Nós acabamos ficando muito amigos e agora a nossa pequena família se chama 701,5. Tipo entre o 701 e 702.

- Entendi... Uma família muito linda e criativa. – Brinquei e a garota soltou uma risada.

Nos deixamos levar pela conversa e nem percebemos que já estávamos paradas em frente ao carro.

- Bom, acho que agora é hora de voltar pra lá. – Ela falou e eu assenti, entrando no carro.

- O Shane muito provavelmente vai querer te matar por toda essa demora com o carro dele, né? – Perguntei.

- Sim, muito provavelmente. – Ela riu.

O sol já estava se pondo e nós voltamos para a casa de Matthew, onde o pessoal já havia terminado o ensaio e agora estavam conversando animadamente na garagem, decidindo o que iriam fazer para jantar e de vez em quando soltando algumas piadinhas sobre o meu “desaparecimento” com Violet durante a tarde, que nós decidimos ignorar.

 


Notas Finais


Por hoje é isso, gente, e até semana que vem. Obs: saber o q vocês estão achando da história nos incentiva muito a postar mais.


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