História Bring me to life - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Boyxboy, Depression, Friendship, Larry, Niall, Overcoming, Panicsíndrome, Truelove, Ziam
Visualizações 86
Palavras 3.574
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença...

Capítulo 8 - Special things in life


Fanfic / Fanfiction Bring me to life - Capítulo 8 - Special things in life

 

Os encontros no restaurante de Niall tornaram-se mais frequentes, depois daquele dia que, milagrosamente, conseguiram juntar todos ao mesmo tempo.

Louis e Harry organizavam seu tempo de maneira que pudessem almoçar ou jantar no restaurante.

Zayn sentia-se cada vez mais à vontade naquele ambiente. Amava a comida de Niall. Já havia se familiarizado com alguns dos clientes frequentes. Amava estar perto da Max. Até mesmo já tinha se aventurado pela cozinha, apenas para observar como Niall trabalhava.

Até mesmo Liam estava surpreendendo os amigos e aparecendo de vez em quando. Claro que ainda era de forma esporádica, porque velhos hábitos são difíceis de mudar. Mas ele estava tentando.

Harry achava que essa mudança se devia ao claro interesse do amigo em Zayn. Louis ainda ficava preocupado com essa aproximação, mas sabia que não tinha o direito de privar Zayn de nada. E sim, parecia haver mais afinidade entre os dois. Pelo menos conseguiam conversar sem grandes sustos. A verdade é que Zayn parecia ter se acostumado à presença de Liam e não o temia mais como antes.

 

 

Harry estava recostado na cabeceira da cama, observando Louis fazer as malas. O pequeno estava indo para algum lugar no Haiti. A ONG que ele gerenciava iria resgatar algumas crianças e mulheres que sofreram abusos naquela região.

__ Quanto tempo vai ficar fora, amor?

__ Alguns dias...uma semana, talvez. – Louis parecia contrariado – queria não precisar ir pessoalmente, mas as coisas lá estão delicadas. Meu pai teve que usar sua influência de diplomata para que eu pudesse entrar.

__ Vai resolver tudo, como sempre faz. – Harry disse confiante – mas por que tenho a impressão de que tem algo mais te incomodando?

__ Porque você me conhece bem demais. – Louis abandonou as malas e se alojou no peito do marido – estou preocupado com Zayn.

__ Zayn? Nosso garoto nunca esteve tão bem antes, Lou. – Harry não entendia aquilo – tem se socializado com mais facilidade, não tem mais os pesadelos frequentes. O que está te preocupando?

__ Pode ser bobagem minha. – Louis fazia desenhos imagináveis no peito de Harry – é a primeira vez que eu o deixo sozinho, depois que nos reencontramos. E se ele reagir mal a isso?

__ Lou, eu estarei aqui e acho que já conquistei a confiança de nosso “filho” também. – Harry disse divertido e Louis sorriu pequeno – são poucos dias e ficaremos bem.

__ Você tem seu trabalho e não poderá ficar de olho nele o tempo todo.

__ Zayn é adulto, Lou. Não precisa ser vigiado o tempo todo, sabia? – Harry disse sério – eu sei que quer apenas protegê-lo, mas tem que permitir que ele supere suas fobias, sozinho. Ele já tem nos surpreendido desde que veio para essa casa. É um homem inteligente. Talvez quieto demais, um pouco arredio, mas deve ter seus motivos para agir assim. Nunca saberemos o que ele passou nas ruas.

__ Acha que estou exagerando?

__ Um pouco, mas faz isso por amor. E isso é lindo. – Harry beijou aqueles doces lábios devagar – eu prometo mantê-lo seguro até que volte. E talvez deva conversar com ele sobre sua viagem.

__ E se eu o levasse comigo? – Louis animou-se.

__ Como psicólogo, eu não recomendo que faça isso. – Harry disse e Louis pareceu murchar – está indo para uma zona de conflito e não creio que seja o melhor ambiente para Zayn nesse momento. Ele pode regredir em todo o progresso que teve até aqui.

__ Você está certo, como sempre. – Louis beijou o marido e saiu de seu colo, voltando para as malas.

Horas depois...

Zayn estava sentado na beirada da piscina, com os pés dentro da água. Parecia pensativo. O clima estava ameno naquele dia e Louis se perguntou por que o amigo não havia entrado na piscina. Talvez não soubesse nadar.

__ Não quer entrar? – sentou-se ao lado dele.

__ Melhor não. – disse baixinho.

__ Sabe nadar?

__ Já faz muito tempo...

Aquilo não foi uma resposta.

Louis ficou em silencio, sem saber o que dizer por um tempo. Lembrou-se da conversa com Harry mais cedo, sobre a evolução comportamental de Zayn. Mas olhando-o ali, sentiu que o amigo estava triste de alguma forma. Havia uma nuvem de tristeza em seu olhar e a maneira como retorcia os dedos, denotava ansiedade.

__ Você está bem? – perguntou sem poder evitar.

A resposta demorou a vir e Louis não gostou disso.

__ Sabe que pode me falar qualquer coisa que esteja te incomodando, não sabe? – Louis tentou novamente – ou com Harry. Ele é psicólogo e talvez possa te ajudar, muito melhor do que eu.

__ É difícil... – começou devagar e Louis esperou que fizesse isso no seu tempo – tem coisas aqui na minha cabeça [ apertou a cabeça como se desejasse colocar tudo pra fora], tem coisas que não entendo. Eu sinto que...perdi parte da minha vida...são apenas fragmentos sem sentido...eu tenho medo o tempo todo!

__ Por isso os pesadelos?

__ Acho que sim. Eu fico tentando colar os pedaços e conseguir algo inteiro, uma lembrança inteira...mas não consigo. Isso me deixa frustrado. Eu não sei quem sou de verdade. Não sei onde vim ou o lugar ao qual pertenço.

Louis segurou a mão dele e assustou-se com o quanto estavam geladas, embora suassem. Ansiedade!

__ De onde você veio não é tão importante, Zayn. O importante é quem você é hoje. O futuro ainda não foi escrito e você pode mudar seu destino a partir daqui.

__ Eu ouvi sua conversa com Harry... – Zayn quebrou o silencio depois de algum tempo – eu não sei por que se importa tanto comigo, mas quero te agradecer por isso.

__ Pode não se lembrar, Zee, mas salvou minha vida um dia...muito tempo atrás. – Louis disse olhando os pés de Zayn se movendo dentro da piscina – eu nunca te agradeci por isso. Nada que eu fizer por você será o bastante.

__ É o bastante, Lou. – os olhos âmbar o encararam – eu não sentia esse tipo de amor, há muitos anos. Acho que nem lembro mais como era sentir-se importante assim, sem que precisasse dar algo em troca.

__ Eu estou vivo, amigão. O que mais eu poderia querer? – Louis sorriu grande. – e afeto deve ser gratuito e jamais exigir nada em troca.

Zayn sorriu timidamente e então ficou sério de repente. Louis estranhou aquilo.

__ O que foi?

__ Tenho medo que algo aconteça com você. – disse baixinho. – ou Harry. O que vai ser de mim, sem vocês?

Louis o abraçou sem qualquer aviso. Esquecendo seus problemas com toques demais. Mas o moreno não o repeliu, pelo contrário, envolveu seu corpo com braços hesitantes, até apertá-lo contra si.

__ Nada vai acontecer conosco. – Louis prometeu – e se acontecer, Niall não te deixará abandonado. E mesmo Liam daria um jeito de cuidar de você.

Zayn fechou os olhos e recostou a cabeça no ombro do amigo. O nome de Liam lhe causou certo tremor. E não sabia explicar por que!  Tinha muita coisa que não podia explicar, na verdade.

__ Se ouviu minha conversa com Harry, sabe que ficarei fora por alguns dias, certo? Tudo bem pra você?

__ Vou ficar bem e tentar não atrapalhar muito o Harry. – disse sem jeito – eu me sinto como um peso pra vocês dois.

__ Nunca mais diga isso. Você não é um peso, é família.  – Louis disse carinhoso – prometo voltar o mais breve possível.

__ Tenha cuidado, Louis. – disse preocupado.

__ Eu sempre tenho. – garantiu.

 

 

Naquela noite, Harry e Zayn levaram Louis ao aeroporto. O moreno abraçou Louis com tanta força que quase o sufocou e parecia relutar em soltá-lo. Estava ansioso mais do que o comum. Seu coração batia assustado no peito e até Louis sentiu isso, quando foi apertado em seus braços.

__ Ei amigão...está tudo bem. – Louis foi saindo do abraço devagar – fica calmo porque eu vou voltar.

Zayn ficou meio sem jeito e deu um passo atrás para Harry abraçar o marido. Os dois trocaram um beijo breve, mas cheio de carinho.

__ Cuida dele, por favor. – Louis sussurrou.

__ Vai tranquilo, Lou. – Harry murmurou contra seus lábios – os dois homens da sua vida estarão te esperando em casa. Volta pra mim, inteirinho.

__ Eu sempre volto pra casa, amor. E você é minha casa. – disse carinhoso, antes de beijá-lo novamente – eu te amo.

__ Também te amo. – Harry acenou quando ele já entrava no portão de embarque.

__ Ei, Zee? – Louis se voltou e o moreno o olhou, ansioso – la takhaf. Eu volto logo.

O moreno apenas acenou, sentindo o braço de Harry sobre seu ombro. Olhou o encaracolado e sorriu tímido.

__ Quer ir pra casa ou ver a Max enquanto jantamos?

__ Max e jantar. – disse animado.

__ Ótima escolha! – Harry sorriu, conduzindo-o para o carro.

 

Harry acordou meio atordoado com gritos ecoando pela casa. Saiu correndo em direção ao quarto de Zayn. O moreno gritava e se debatia na cama, falava coisas em seu idioma natal de maneira sofrida, como se estivesse com muito medo.

Sem medir as consequências, o envolveu em seus braços e ficou sussurrando que estava tudo e que ele estava seguro. Zayn se debateu um pouco antes de se encolher contra o peito de Harry e começar a chorar.

__ Está tudo bem, Zee. – continuou dizendo baixinho e de maneira calma – não precisa ter medo. Eu estou aqui. Vai ficar tudo bem. Está seguro agora.

Zayn continuou encolhido naqueles braços, chorando de maneira sofrida e aquilo partiu o coração de Harry. Havia tanta dor naqueles olhos marejados. Ele nunca falava sobre os pesadelos, mas seja lá o que fosse, era algo que o enchia de medo. A ponto de fazê-lo gritar daquela forma e se afogar em lágrimas.

Harry já tinha lido muitas matérias sobre trafico humano na região do Paquistão. Sabia que Zayn era natural daquela região e foi onde ele desapareceu na infância, a ponto de ser dado como morto. Mas o encaracolado suspeitava de que o menino havia sido vendido, depois de ter matado o homem que tentou abusar de Louis. As leis naquele país eram cruelmente rigorosas. E se Zayn foi vendido, provavelmente sofreu todo tipo de humilhação e maus tratos. Provavelmente sofreu todo tipo de abusos, inclusive sexuais. Isso explicaria a dificuldade que ele tinha de ser tocado e as cicatrizes em suas costas, que demonstravam ser de chicotes ou algo do gênero. A violência sofrida também poderia explicar sua perda de memoria. Era uma espécie de bloqueio para a dor que carregava em si. Como ele havia sobrevivido por tantos anos e acabado ali em Londres, era um completo mistério ainda.

Quando se acalmou, foi saindo dos braços de Harry, e se encolheu contra sua cama, envergonhado.

__ Te acordei novamente...desculpa.

__ Quer tomar um chocolate quente, enquanto conversamos? – Harry sugeriu com um sorriso – isso sempre funciona para me fazer ficar melhor. Que tal?

Não disse nada, mas seguiu Harry para a cozinha. Ambos de pijamas e usando meias coloridas nos pés. Zayn sentou-se à mesa, calado. Harry respeitou seu silencio enquanto fazia o chocolate quente prometido e algumas torradas com geleia, que sabia que o moreno adorava.

__ Quer conversar sobre os pesadelos? – disse depois que já estavam comendo.

__ Eu nunca lembro exatamente o que são. – disse beliscando a torrada em seu prato – apenas sinto muito medo e meu coração bate rápido, como se fosse explodir. Me sufoca e preciso gritar.

__ O seu medo parece bem real pra mim. Acha que é alguma lembrança ligada ao passado que não se lembra?

__ Eu não sei dizer...

__ Qual a lembrança mais antiga que tem de você mesmo? – Harry tentou de outra forma – tem alguma lembrança de seus pais ou da sua infância?

__ Eu  me lembro de olhos azuis  e assustados.

__ Louis... – Harry mordeu os lábios, pensativo – alguma coisa antes disso?

__ Eu vivia em uma casa grande e cheia de cores, mas havia muita pobreza ao redor.

__ Seu pai foi um homem importante.

__ Eles o mataram. – Zayn fechou os olhos com força – por minha causa.

Essa era uma informação importante. Harry pensou que aquele poderia ser o inicio de todo o drama na vida do moreno.

__ Você se lembra disso? Você viu matarem seu pai?

__ Eu tentei esquecer...- Zayn cobriu o rosto – mas a imagem nunca saiu da minha cabeça. Ele pediu que eu não tivesse medo. Mas eu estava apavorado! E os miolos dele espalhados sobre mim...

Harry levou a mão à boca, chocado com aquela revelação. Zayn estava chorando novamente e o encaracolado arrependeu-se por ter mexido naquela ferida. O abraçou com cuidado e decidiu que daria um jeito de amenizar essa dor e ajuda-lo a lembrar de todo o passado.

O problema era que, para fazer isso, teria que derrubar o muro de bloqueio que Zayn havia construído em torno de suas emoções. E isso causaria dor e abriria velhas feridas, antes de curá-las.

Louis não ficaria muito feliz com isso...

 

Dois dias depois...

Harry estava pronto para sair para o trabalho, quando a campainha tocou. Zayn estava terminando seu café e olhou para a porta, alerta. Ele nunca ia perder essa mania de se encolher com alguém novo.

A porta foi aberta e uma pequena criaturinha passou correndo por baixo dos braços de Harry, quase como um foguete.

__ Mas o que temos aqu? – Harry viu a afilhada correr em direção a Zayn e pular em seus braços, como sempre fazia.

Niall estava parado na porta, com uma cara culpada, pelo comportamento da filha. Harry o olhou com uma expressão confusa.  Era cedo demais para visitas.

__ Desculpa aparecer assim e sem avisar, mas estou com um problema. – Niall justificou.

__ Max parece cheia de energia, então suponho que o problema não seja com ela. – Harry deu passagem para o amigo – entra aí, Niall e me conta o que aconteceu.

__ Eu odeio ter que pedir isso, mas será que o Zayn poderia ficar de olho na pestinha? A babá teve um problema com alguém da família e eu estou atolado de trabalho. Tem uma convenção nos hotéis perto do restaurante e aquilo está uma loucura. Não tenho condições de lidar com a energia de Maxine no meio daquele caos todo.

__ Respira, Niall. – Harry sorriu – eu estava saindo para o consultório quando chegou aqui.

__ Foi uma ideia idiota, eu sei. – Niall fez menção de sair – Lou não está na cidade e você dever estar enrolado também.

__ Ei calma, eu não disse que não poderia ficar de olho na Max. – Harry disse e Niall pareceu respirar, aliviado – posso levar os dois, Max e Zayn, comigo. Temos uma ala com brinquedos lá na clinica, assim os dois podem se distrair e ficar de olho um no outro.

__ Tem certeza que pode fazer isso?

__ Tenho sim, Niall.

__ Vou ficar com tio Zee, papai? – Max apareceu arrastando o moreno.

__ Pode tomar conta dela pra mim, Zee? – Niall olhou o moreno.

__ Posso permitir que Max cuide de mim. – disse e os dois adultos ali sorriram.

__ Promete se comportar e não enlouquecer o tio Zee e nem seu padrinho? – Niall abaixou na altura da filha – papai precisa trabalhar, amor e preciso que me ajude, ok?

__ Vou ser boazinha, papai. – disse inocente.

__ Eu sei que vai. Papai te ama, princesa.

__ Eu amo mais. – trocaram um beijo de esquimó.

__ Tem certeza, Hazz? – olhou o amigo, incerto.

__ Absoluta. Max estará bem cuidada. – garantiu.

Depois disso e de várias recomendações para que a pequena se comportasse, Niall se foi. Harry pegou as coisas da menina e carregou para o carro. Esperou Zayn tirar o pijama e todos foram para o consultório, onde ele já estava atrasado para seu primeiro paciente.

Zayn e Max foram encaminhados para a sala de diversão pela secretária de Harry. O encaracolado não viu nenhum dos dois por horas. Quando bateu fome, lembrou que precisava alimentar as duas pessoas sob seus cuidados. Como não tinha mais nenhum paciente agendado para aquele dia, estaria livre para um pouco de diversão.

Encontrou a afilhada e Zayn, rindo alto, e totalmente lambuzados, de tinta guache. Ficou observando discretamente e até mesmo tirou uma foto para enviar para Louis. Era impressionante o quanto Zayn parecia outra pessoa perto da menina. Ele sorria mais. Soltava-se mais. Como se voltasse à infância. Era algo gostoso de assistir.

__ Alguém com fome? – disse ganhando a atenção dos dois – parece que estão se divertindo aqui.

__ Eu pintei o Zee, tio Harreh! – Max apontou o rosto todo colorido do moreno.

__ Estou vendo isso, princesa. Mas sabe que tinta guache é para ser usado em papel e não na pele, certo?

__ Usamos no papel também. Olha!

Harry olhou os desenhos rebuscados, e cheios de cores. Certamente uma obra de Maxine. Mas o que lhe chamou a atenção de verdade, foi alguns desenhos mais elaborados e todos em tons de preto e cinza.

__ Quem fez esses?

__ Tio Zee. – Max disse fazendo beicinho contrariado – eu não gostei, não tem cor nenhuma.

A inocente honestidade infantil!

Mas Harry havia gostado até demais. E havia acabado de descobrir o talento de Zayn para desenhos.

__ Posso ficar com eles? – pediu ao moreno, que assentiu sem jeito – Vamos comer alguma coisa? Estou faminto!

__ Tem bichinho do ronc ronc aqui. – Max apontava a barriguinha e Zayn sorriu com tanta fofura. – vamos comer a comida do papai?

__ Quer ir almoçar no papai? Ele disse que estaria muito ocupado hoje. Importa-se de comermos em outro lugar?

__ Posso comer um sanduíche bem grandão?- Max fez o gesto para demonstrar o tamanho do lanche que queria.

__ Seu pai me mata. Que tal uma saladinha bem saudável para minha princesa?

Max e Zayn fizeram uma careta de desgosto e Harry arriou os ombros, derrotado. Iguaizinhos ao Louis!!!

__ Parece que vamos comer um lanche bem grande então. – disse e riu da comemoração dos dois.

 

Harry até tentou arranjar uma maneira de almoçarem no restaurante de Niall, mas estava realmente lotado e não havia mesas disponíveis.

Max queria o lanche da barraquinha que ficava no outro lado da rua e Harry não conseguiu negar. Estavam prestes a atravessar a rua, quando Liam havia acabado de estacionar.

__ Ei Hazz. – chamou o amigo – o que está havendo aqui no restaurante?

__ Alguma convenção ou algo assim. Não vai conseguir almoçar ai. – avisou.

__ E vocês, indo para onde? – Liam olhou Max, grudada na mão de Zayn – como vai Zee?

__ Essas duas crianças precisam ser alimentadas e me convenceram a comer o lanche da barraquinha, ali no outro lado da rua. – Harry disse divertido – eu convidaria você, mas não acho que aceitaria.

__ Preciso comer e voltar para o escritório. – Liam disse pensativo e vendo o restaurante lotado.

__ Tem outros bons restaurantes por aqui, Liam. Vai encontrar algum lugar chique para almoçar.

__ Sou tão esnobe assim, Hazz? – fingiu-se ofendido.

__ Sim, você é. – Harry disse sem remorso – boa sorte, porque nós vamos nos esbaldar com carne gordurosa e muito molho. Certo, crianças?

Zayn e Maxine comemoraram.

__ Tio Lee não pode vir com a gente? – Max pediu.

__ Ele até poderia, princesa. Mas nunca vai ver seu tio Lee comer um cachorro quente naquela barraca da esquina.

__ Eu vou com vocês! – Liam disse e os três rostos se voltaram pra ele – o que não me mata, me fortalece.

__ Não fale como se estivéssemos indo comer algo envenenado! – Harry revirou os olhos e começou a atravessar a rua.

Zayn e Max foram escolher seus sanduiches, enquanto Harry arranjava uma mesa. Liam olhava o cardápio com receio, observou as instalações do pequeno trailer que fazia o lanche, se estava limpo e organizado o suficiente. Se o chapeiro estava com mãos limpas e devidamente higienizadas. Concluiu que comer ali não o mataria. E tinha o bônus da companhia do lindo moreno que vinha lhe tirando o sono.

__ Quando terminar a inspeção sanitária, já pode fazer seu pedido, Payno. – Harry zombou dele. – as crianças já estão se acabando de comer.

Liam olhou o moreno e a pequena devorando seus lanches, que ele nem percebeu terem ficado prontos. E pareciam mesmo duas crianças. Zayn estava com o rosto lambuzado de molho e Liam só desejava poder retirar aquele molho com a língua. Estava ficando louco, isso sim!

__ Nem pense isso, Payno. – Harry o advertiu e Liam corou por ser pego no flagra – Louis vai fazer picadinho de você.

__ Não sei nem do que está falando.

Harry riu alto e pediu seu lanche natural, com peito de frango. Liam não conseguiu decidiu e pediu um enorme, com tudo o que tinha direito dentro. Teve alguma dificuldade para comer aquilo, por ser grande demais. Chegou mesmo a pedir talheres e o vendedor o olhou como se fosse algum alien. Harry e Zayn riram da expressão revoltada de Liam. Maxine o ensinou a comer sem talheres e se lambuzar com muito molho.

Liam tinha que admitir que o lanche era maravilhoso e parecia divertido se lambuzar de molho. Nem se importou com as manchas deixadas em sua camisa social ou na sua calça. E tudo porque o lindo moreno estava sorrindo lindamente enquanto ele se atrapalhava com o sanduíche. Sabia que estava rindo dele e não para ele, mas estava sorrindo e isso era o que importava.

Liam estava descobrindo que as coisas simples da vida podiam ser muito prazerosas e as coisas mais importantes não podiam ser compradas. 


Notas Finais


Notaram que Liam está mudando seus habitos pouco a pouco?
Notaram que os dois , ele e Zayn estão se aproximando?
Tenho que lembrar que as coisas serão meio lentas entre eles, mas já começa a surgir novas possibilidades.
Aguardo muitos comentários, porque eu devia estar dormindo uma hora dessas, mas estou aqui escrevendo esse capitulo lindo e cheiroso pra vocês. Mantenham-me inspirada, já que nem durmo direito kkkkkkkkkkkk


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...